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O Ministério da Agricultura e o Palácio do Planalto avaliam a implementação de mecanismos de controle sobre a exportação de carne bovina para a China. A medida surge como resposta ao aumento contínuo no preço dos cortes tradicionais no mercado doméstico, que acumulou alta superior a 15% neste início de 2026.

De acordo com fontes do governo, a ideia é estabelecer uma cota de volume para o mercado externo ou elevar a taxação temporária de embarques que excedam determinados patamares. O objetivo central é garantir o abastecimento interno e reduzir o impacto da inflação de alimentos sobre as famílias brasileiras.

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Transcrição
00:00que era criar um sistema de controle de cotas de carnes bovina para a China.
00:04O Matheus Dias está de volta aqui no Jornal Jovem Pan, vai trazer mais detalhes.
00:08Matheus, qual é o objetivo do Ministério da Agricultura com essa medida?
00:16Tentar controlar as quantidades que vão ser vendidas para a China
00:19para não prejudicar produtores locais brasileiros aqui, viu Cássio?
00:23Boa noite de novo para você, para quem nos acompanha.
00:25Isso acontece porque em dezembro do ano passado,
00:27o Ministério do Comércio e da China anunciou tarifas de 55%
00:33a produtos que extrapolassem as cotas estabelecidas para esses países.
00:37No caso do Brasil, é 1,1 milhão de toneladas a cota para 2026.
00:43Então, o que for vendido nessa cota é vendido sem nenhuma tarifa.
00:47O que extrapolar essa cota, aí 55% de tarifas.
00:52O governo brasileiro estipula uma perda de cerca de 600 mil toneladas de carne bovina
00:58que era vendida ali para a China e que vai diminuir em 2026.
01:02E com essa redução, por conta dessas cotas, estipula também alguns problemas
01:06que podem acabar acontecendo com competições irregulares,
01:10aqui, competições indevidas entre produtores brasileiros aqui.
01:14No caso, venda antecipada, contratos antecipados para tentar vender ali os produtos para a China
01:20e entrar nessa cota, não pagar as tarifas ou talvez redução excessiva nos preços.
01:25Um produtor ali coloca o preço da carne muito abaixo do preço do outro
01:29para que aí o Ministério do Comércio da China escolha A ao invés de B.
01:33E no caso, isso acabe prejudicando também.
01:34E por fim, uma superlotação de outros mercados, produtos que seriam enviados para a China
01:39e por conta das tarifas acabam sendo redirecionados para outros mercados.
01:43O governo brasileiro estipula esse problema e tem também dados que apontam ainda a contramão dessa via.
01:50Mesmo com essas cotas agora criadas pela China, o comércio chinês, a importação da carne brasileira
01:56ainda aumentou esse ano.
01:57Só em fevereiro, dados do MD, que é o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços,
02:03comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, estipulou que só em fevereiro foram 123 mil toneladas
02:09importadas para o Pequim, um número quase 40% maior do que o mesmo período do ano passado.
02:16E isso, essa conta toda, faz com que o governo perda a mão ali do que já estipulou,
02:20do que já vendeu em relação a essa cota de 1,1 toneladas.
02:23Então, é de praxe, o governo agora estipula, então, calcular, estipular uma cota ali igual
02:30para todos os produtores, para que ninguém seja prejudicado e, claro, também acabar tendo a inclusão
02:36de pequenos e médios exportadores para que todo mundo consiga vender para a China
02:40e não acaba caindo nessa competição ali, de certa forma, injusta, por conta dessas cotas
02:46impostas pelo Ministério de Comércio da China.
02:48Viu, Cássios?
02:50Valeu, Matheus. Obrigado pelas informações aqui no estúdio de Getá, Denise Campos de Toledo,
02:54para analisar um pouquinho também, Denise, esse sistema de controle de cotas
02:58e todas as repercussões em relação a preços e emprego.
03:02É, na verdade, é uma estratégia que limita, coloca determinadas regras
03:06para as importações de carne pela China, que responde por quase metade das exportações de carne
03:12aqui do Brasil, não é? Então, é uma salvaguarda colocada a partir de determinado limite
03:18haverá uma sobretaxa para os exportadores e eu acho que o problema não é nem a concorrência
03:23que se está prevendo entre os produtores locais, mas sim a possibilidade também
03:27de o Brasil ter um menor resultado em termos de exportação, porque não é apenas a China
03:34que está fazendo isso. O México também está colocando uma medida de salvaguarda
03:40limitando o quanto que pode ir para o mercado mexicano.
03:43No dia 5 de janeiro foi anunciada a taxa de 20% de toda a carne bovina,
03:49que superar o volume de 70 mil toneladas.
03:52Então, é uma medida bastante parecida com essa adotada pela China.
03:55O México tem um peso menor em toda a pauta exportadora do Brasil,
04:01mas de qualquer modo, abaixo desse limite, a importação continua isenta de tarifa.
04:05Se ultrapassar, aí tem a taxação e a China faz essa mesma ameaça, entre aspas, agora.
04:13É uma nova estratégia comercial, não é? Tarifácio também da China se o Brasil exportar demais para lá.
04:18Perfeito, Denise. E olha só, gente, o vice-presidente Geraldo Alckmin se encontrou hoje
04:23com os senadores para discutir a análise do acordo do Mercosul com a União Europeia
04:28lá no Congresso Nacional. A reportagem é do Igor Damasceno.
04:31O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, está confiante de que o acordo de livre comércio
04:38será aprovado no Congresso Nacional.
04:40A votação na representação brasileira no Parlaçu está marcada para 24 de fevereiro
04:46e, se for aprovado, chegará direto para o plenário da Câmara.
04:50A Alckmin considera que o tratado é importante para desenvolver a economia dos membros do Mercosul
04:57e que os demais países também já estão se mobilizando para aprovar o texto em seus parlamentos.
05:04O presidente Lula encaminhou à Câmara a mensagem para a internalização do acordo.
05:11Aliás, os quatro países do Mercosul já o fizeram.
05:16Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.
05:20E o senador Nelson Trade e a Tereza Cristina estão trabalhando muito para agilizar.
05:27Então, deve ser primeiro aprovado no Parlaçu.
05:32Depois, a Câmara decide se vai direto para o plenário ou cria uma comissão especial.
05:38Mas nós estamos otimistas que a gente possa resolver até o fim de fevereiro.
05:43Depois, vai para o Senado Federal.
05:45Ontem, o texto do acordo foi lido na representação brasileira no Parlaçu.
05:50Mas parlamentares pediram mais tempo de análise.
05:52O motivo é que setores do agro temem que as salvaguardas dos países europeus
05:58gerem impactos negativos, principalmente ao setor leiteiro.
06:02As salvaguardas são garantias que o Parlamento Europeu aprovou
06:06para proteger o setor agrícola dos membros da União Europeia.
06:11Carne bovina, açúcar e leite são parte dos produtos que podem ser afetados.
06:17A senadora Tereza Cristina disse que está em tratativas com os setores do agro-brasileiro
06:23para minimizar as preocupações e reverter os riscos.
06:27Nós temos, como eu sou desse setor, nós temos que trabalhar para que alguns segmentos
06:34não sejam fortemente atingidos.
06:37Como o leite, que tem uma preocupação.
06:39O setor lático passa por uma crise interna.
06:42Então eles têm uma preocupação da concorrência dos produtos que vêm de lá para cá.
06:48Então é isso tudo que nós estamos conversando.
06:50E por isso o grupo de trabalho na Comissão de Relações Exteriores
06:54para poder ver como é que nós vamos ajudar esses segmentos que no início podem vir a ter.
07:00Eu não estou dizendo que vão ter, mas que podem vir a ter problemas.
07:03O setor de vinhos e assim tem alguns outros.
07:06A expectativa é de que o acordo seja aprovado com folga, tanto na Câmara quanto no Senado.
07:11Se isso acontecer, a parte brasileira no acordo já estará pronta para ser executada.
07:17O tratado já foi formalmente assinado pelos blocos envolvidos em 17 de janeiro.
07:23Por isso, mesmo com a judicialização do tema lá na Europa,
07:27o acordo já poderá ser cumprido em caráter provisório.
07:32Bom, Denise Campos de Toledo, a gente vê pelo menos os parlamentares trabalhando,
07:36tentando avançar cada vez mais na aprovação dentro do Congresso Nacional.
07:41para que, de certa forma, o acordo de livre comércio comece o quanto antes.
07:45É, exatamente, mas não está tão simples como isso parecia,
07:48porque pareceu um grande negócio para o Mercosul,
07:50pela ampliação do mercado, especialmente para o agro,
07:53mas o agro não ficou tão satisfeito assim com os termos do acordo que foi formalizado,
07:58exatamente por restrições que foram colocadas aos produtos agropecuários,
08:02agropecuários, pela competitividade que tem, pela capacidade produtiva aqui do Brasil,
08:07que é um grande concorrente global.
08:10A Europa fica numa situação de desvantagem, por isso que alguns países não quiseram aderir,
08:14como é o caso da França.
08:16Inclusive, ontem, Macron criticou, disse que não seria bom para a União Europeia
08:20esse acordo com o Mercosul, exatamente pela preocupação com a concorrência.
08:25E aqui do Brasil, em contrapartida, se tem o agro preocupado exatamente com as restrições
08:30que foram colocadas pela União Europeia.
08:33Ver qual vai ser o encaminhamento.
08:34A votação deve acontecer no dia 24 de fevereiro, depois do carnaval,
08:39mas vamos ver se não haverá uma nova restrição também do lado do Mercosul, né?
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