Prepara o extintor, galera! O convidado desta vez veio mostrar que onde há fumaça, há muito mais do que apenas fogo. Adriano Dolph, o homem que sabe até onde fica a máquina de fax do Edifício Joelma, está no estúdio para destrinchar os maiores incêndios de São Paulo. Curto-circuito ou um "presentinho" da ditadura? Por que as 13 almas do elevador ainda não pediram o Uber para o além? Por que acham acham fazer prédio tão “edifícil”? É só assistir à entrevista para descobrir se o seu ar-condicionado é uma bomba-relógio! #Pânico
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DiversãoTranscrição
00:00Do elevador, que me chamou muito a atenção essa história do elevador e das 13 vítimas.
00:06Então, eu iniciei a pesquisa primeiro com o elevador, descobri que 3 dos 4 elevadores funcionaram até o momento do incêndio.
00:14Estavam estacionados no TR1, no vigésimo andar.
00:17E no laudo de perícia, inclusive eu tenho aqui, depois eu trouxe aqui de curiosidade pra te mostrar,
00:22não tem nenhum apontamento em relação a vítimas nesse elevador que ficou estacionado no vigésimo andar.
00:27Segundo ponto, o laudo de necrópsia de cada uma dessas 13 vítimas não identificadas.
00:32São causas de morte diversas.
00:35Claro que tem pessoas carbonizadas, sim, mas corpos que foram encontrados em diferentes locais.
00:42Alguns deles na calçada de pessoas que saltaram, outros no fundo do Joelma, que ele tem 8 andares de garagem,
00:49e nos fundos tem o último pavimento da garagem.
00:52Então, as pessoas pularam nos fundos do Joelma e acabaram caindo na garagem.
00:58Corpos encontrados em andares que desabaram.
01:01Então, muitas das pessoas dessas 13 que faleceram, tem causa da morte, trauma...
01:07Traumatismo, né?
01:09Traumatismo craniano, corpos que inclusive estavam desmembrados.
01:14E dessas 13, muito se falou que elas foram sepultadas no mesmo dia.
01:19Isso não aconteceu.
01:20Elas foram sepultadas, primeiro, 7 corpos no início de fevereiro,
01:24e depois 6 corpos somente no início de março.
01:27Então, eram corpos que estavam à espera de identificação.
01:30Na época, não existia, obviamente, a questão do DNA.
01:35Então, era feito exclusivamente com os dentistas do grupo Crefsu,
01:39que tentavam a identificação por arcada dentária, por exames realizados anteriormente.
01:45Muitos desses corpos não tinham a arcada dentária intacta.
01:49Muitos utilizavam próteses dentárias, que acabaram derretendo
01:54com um volume de incêndio que chegou a mil graus Celsius.
01:57Cara, mas só para contextualizar também, me parece que essas 13,
02:01por isso que é curioso, elas falam, segundo um, é um mito,
02:04não sei se é verdade, que elas morreram abraçadas dentro do elevador.
02:06E tem muita coisa que a gente fala de sobrenatural, de sentir presenças,
02:10crianças, tem isso também?
02:13Tem, eram de 4 a 5 corpos de mulheres, de moças, muitos jovens, viu, Emílio?
02:18Muitos jovens no primeiro emprego, pessoas com 20, 16 anos, 24 anos.
02:25Tem a descrição de 4 ou 5 corpos que foram encontrados,
02:29de moças que foram encontrados abraçados.
02:31Mas a questão de 13 corpos carbonizados no elevador,
02:35isso realmente nunca existiu.
02:37Não aconteceu.
02:38E informação...
02:39Isso é lenda, lenda.
02:41Foi uma lenda que foi levada adiante, especialmente nos anos 80, 90 e 2006,
02:48quando teve aquele famoso linha direta da Rede Globo.
02:51Ah, como é que foi esse linha direta que eu não...
02:53O linha direta da Rede Globo, ele trouxe o depoimento de um zelador
02:57do cemitério de Vila Alpina.
02:58Lá tem uma quadra, a quadra A54, onde estão essas 13 vítimas não identificadas, né?
03:05E ele trouxe o relato de que ele ouvia vozes,
03:07de que ele ouvia gritos, sussurros vindos dessa quadra.
03:12E que a solução encontrada por ele foi jogar água em cada um,
03:17em cada uma dessas lápides que estavam nessa quadra,
03:20e os gritos e sussurros paravam.
03:23Aí essa história foi levada adiante.
03:25História boa, né?
03:26Essa história foi levada adiante.
03:28E nos anos 80 pra 90, iniciou-se ali uma mistura de religiosidade.
03:35De religiões de matriz africana, de católicos, de espíritas,
03:39em busca de bênção, em busca de curas e de pedidos diversos,
03:44orando por essas 13 vítimas, levando um pedaço de pão,
03:48levando um copo de água, levando uma placa, né?
03:51Com uma solicitação do que eles estavam pedindo.
03:55E muitas alegações de que essas pessoas tinham sucesso nesse pedido.
04:00Daí em diante, essa história se proliferou,
04:03e Vila Alpina tornou-se um local de generação popular.
04:06E até hoje não são identificados.
04:08Mas por que a família não reclamou?
04:10Porque normalmente, será que não tinha família?
04:13Estranho, né?
04:14Tem, Emílio.
04:14Essa é outra parte da investigação.
04:16Você descobriu isso?
04:17Eu levantei 10 nomes.
04:19Tá tudo no livro, hein?
04:21Tá tudo no livro.
04:21Vamos contar.
04:22Acho que melhor não contar, né?
04:23Melhor ler.
04:23Então vamos fazer o seguinte.
04:25Eu vou ler, né?
04:26Não, eu acho.
04:27O que você acha?
04:28Claro, vamos ler.
04:29Acho que a galera tem que ler.
04:30Tem que ler.
04:30Tem que ler pra descobrir.
04:30Tá à venda já, gente.
04:32Então você tem muita descoberta a respeito desses dois desastres, né?
04:38Que a gente teve em São Paulo.
04:39E até hoje.
04:39É uma tragédia.
04:41E até hoje a gente...
04:42Tem pergunta?
04:42Tem.
04:42Ô, Adriano, qual que você...
04:44Você, comparando os dois, o que eles têm de similaridade?
04:49Ah, o volume de fogo, primeiro ponto.
04:51O do Andraus teve um volume de fogo muito maior em relação ao incêndio do Edifício Joelma.
04:56Era uma verdadeira língua de fogo que, inclusive, cruzou a Avenida São João e atingiu prédios
05:01em frente ao Edifício Andraus.
05:03Foi um volume de fogo impressionante.
05:06E uma coincidência triste, né?
05:08Porque as pessoas no Joelma imaginavam que o salvamento se daria pelo terraço.
05:14O que não aconteceu.
05:15No Andraus, o salvamento foi...
05:17Foi pelo terraço.
05:18Foi pelo terraço.
05:18Porque os helicópteros conseguiam pousar no Edifício Andraus.
05:21Ali havia um heliponto, bem verdade, que desativado.
05:25Mas que foi fundamental pra que mais de 200 pessoas se salvassem pelo terraço.
05:29E no Joelma eram telhas.
05:31Inclusive telhas de amianto, Emílio.
05:33Telhas que emitiam um gás tóxico.
05:35Muitas pessoas morreram por asfixia mecânica no topo do Joelma.
05:40Mas, mesmo assim, alguns helicópteros, só depois que terminou o incêndio,
05:44só depois que terminou o incêndio, cerca de 60 pessoas conseguiram ser resgatadas pelo helicóptero com vida.
05:50É isso.
05:51Sempre no Brasil tem corrupção.
05:53E eu quero saber se teve algum desvio dos bombeiros também.
05:57Me parece que você investigou isso no livro.
05:58Tem relatos, sim.
06:01Tem relatos de problemas no Corpo de Bombeiros.
06:03Não no Corpo de Bombeiros em si.
06:05Nas verbas que deveriam ser destinadas ao Corpo de Bombeiros.
06:09E isso tem relatos dos comandantes do Corpo de Bombeiros à época.
06:14No incêndio do Edifício Joelma, por exemplo.
06:17O Coronel Jonas Flores Ribeiro.
06:19Ele deu um depoimento muito importante a um grande amigo, o Glauber Magalhães.
06:23Um documentário do Glauber Joelma Lembranças que Ardem.
06:27citando exatamente essa questão das verbas que não chegavam ao Corpo de Bombeiros.
06:31E por que não chegavam?
06:32Porque na época o Corpo de Bombeiros era um órgão ligado à polícia militar.
06:36As verbas que deveriam chegar ao Corpo de Bombeiros iriam, segundo o Coronel Jonas Flores Ribeiro,
06:44para a polícia militar.
06:45E no incêndio do Grande Avenida também, em 1981.
06:47O Coronel Alcione Pinheiro, que era o chefe do Corpo de Bombeiros à época,
06:54ele relatava que as verbas eram insuficientes para atender toda a corporação.
06:59A demanda de crescimento da cidade de São Paulo e a demanda dos incêndios,
07:04enfim, de toda a corporação, carros, equipamento, pessoal, treinamento,
07:09era infinitamente superior ao que chegava ao Corpo de Bombeiros.
07:12Mas, obviamente, tem uma questão também aí, que é importante citar,
07:17você tocou nesse assunto de corrupção, a questão de fiscalização.
07:20Fiscalização, o poder público falhou.
07:23E isso eu coloco claramente aqui no livro.
07:25Claro, os incêndios tiveram pessoas com responsabilidade em perícia, negligência,
07:30mas o poder público falhou, Emílio, falhou na fiscalização.
07:34Então, mas você veja só, o que aconteceu também agora na Suíça
07:38foi exatamente a mesma coisa, né?
07:41Porque há cinco anos não tinha um laudo, ainda a dona do estabelecimento.
07:45O que aconteceu agora?
07:46Acho que vocês acompanham no Réveillon, que também morreu jovens, terrível, né?
07:53Foi a mesma coisa da Boa de Quis, foi negligência também, né?
07:57Eu acho que a maioria é justamente isso, né?
08:00Exatamente, e é isso que eu sempre, nas palestras que eu vou nas empresas,
08:03faculdades de comunicação, para falar também do jornalismo.
08:06Claro, tem perícia e negligência, mas o poder público falha.
08:10Em Londres, tem um exemplo clássico, tem até um documentário muito bom,
08:13Greenfield Tower, uma torre que foi consumida pelo fogo por conta do quê?
08:19De um espelhamento de material para embelezar o prédio,
08:24uma região que era tida como decadente, eles queriam melhorar a região,
08:28era um material inflamável.
08:29Muito inflamável, né?
08:30Não era pouco inflamável.
08:32O prédio foi uma verdadeira caixa de fósforo,
08:34que pegou fogo palitinho por palitinho,
08:37e aí um erro também da corporação, o Corpo de Bombeiros de Londres,
08:40que a orientação era não saia do seu apartamento para tentar se salvar.
08:46O Corpo de Bombeiros vai chegar até você.
08:49Se a noção de uma brigada de incêndio,
08:52se a noção de evacuação fosse corretamente levada até essas pessoas,
08:56muitas delas teriam se salvado.
08:57Infelizmente, muitas pessoas morreram queimadas, carbonizadas dentro do seu apartamento.
09:02Adriano, uma outra questão também que,
09:04depois de um certo tempo, foi muito levantada,
09:07e a galera comentou sobre,
09:08que é a questão de atentados.
09:11Na sua pesquisa, você chegou a levantar algum ponto que falou assim,
09:16olha, pode ser que tenha sido mesmo,
09:17ou pode ser que foi realmente só...
09:19Regime militar.
09:20Sim, eu destrinchei alguns arquivos da ditadura militar,
09:23do arquivo público,
09:24tive acesso e todos os três incêndios do livro foram investigados como atentado subversivo.
09:31No do Joelma, no do Andraus e no do Grande Avenida,
09:35não foi nada levantado em relação a isso,
09:38mas no do Joelma, no dia anterior ao incêndio,
09:40no dia 31 de janeiro,
09:42uma telefonista da Telesp recebeu uma ligação telefônica
09:45de que iria acontecer uma explosão em um edifício no centro da cidade.
09:51Ela explicou, a pessoa do outro lado da linha falou que era num prédio,
09:56se você caminhasse do viaduto do Chá para tal direção,
10:00ela desmaiou.
10:00Quando ela chegou para trabalhar,
10:02a Telesp ficava na rua 7 de Abril,
10:04bem próximo ao Joelma.
10:06Quando ela chegou, ela desmaiou.
10:09Ela desmaiou e foi levada até o Hospital das Clínicas.
10:12E lá, ela contou essa história para os médicos,
10:15e o delegado do 14º Distrito Policial estava no Hospital das Clínicas
10:20e ele resolveu tomar o depoimento dessa funcionária da Telesp.
10:25Ela foi conduzida até a delegacia,
10:27posteriormente conduzida até o DOPS,
10:29lá ela prestou depoimento para Sérgio Paranhos Fleury.
10:32E aqui no livro tem acesso a todo o depoimento
10:36dessa funcionária da Telesp,
10:37inclusive tem uma fotocópia do depoimento dela,
10:40escrito à mão por um escrivão
10:45do 14º Distrito Policial,
10:48e ela relatando toda essa questão.
10:50E, por outro lado,
10:52um perito do Instituto de Polícia Técnica,
10:54no momento do incêndio,
10:55ele estava na rua Adolfo,
10:58esqueci o nome da rua,
10:59tem uma rua do outro lado do Joelma
11:00que chama Adolfo, esqueci a continuação do nome.
11:04Mas, enfim, ele estava no momento do incêndio.
11:06E ele fotografou,
11:07ele tinha uma câmera fotográfica,
11:08ele fotografou toda a sequência,
11:11toda a cadeia de eventos
11:12do início do incêndio do edifício Joelma.
11:14E ele notou a coloração das chamas
11:16como sugestiva
11:19para que pudesse ser um atentado subversivo
11:22com algum coquetel molotov,
11:23com algum explosivo,
11:25com algum líquido inflamado.
11:27Mas não chegou a essa conclusão, né?
11:28Aí, todo o material depois do incêndio...
11:31Está no livro.
11:32Está no livro.
11:32Aliás, o livro, gente,
11:34aliás, o livro é todo ilustrado,
11:36é impactante mesmo,
11:38é muito legal.
11:39Pô, belo trabalho, viu?
11:41Pô, 15 anos.
11:41Um trabalho muito bacana.
11:44Não é brincadeira, né?
11:45Você pesquisar.
11:46Você teve muita dificuldade,
11:48porque a gente vivia uma época de ditadura, né?
11:51A documentação era sempre muito sigilosa,
11:54você teve dificuldade de chegar a isso ou não?
11:56Não, assim,
11:57alguns pedidos iniciais, né,
11:59de abertura do arquivo público,
12:01dos processos criminais,
12:02por conta da burocracia,
12:04acho que, natural.
12:06Dificuldade, impedimento,
12:08alguma tentativa de cercear trabalho
12:11como jornalista,
12:12isso não aconteceu.
12:13Inclusive, o Corpo de Bombeiros,
12:15na época, o Major Palumbo,
12:17era o diretor de comunicação
12:19do Corpo de Bombeiros,
12:21ele cedeu todo o arquivo
12:22do Corpo de Bombeiros,
12:23fantástico.
12:23Olá.
12:24Mandou um abraço para o Palumbo.
12:25Sim, gente finíssima.
12:26É um cara que colaborou muito
12:27com o meu trabalho, Emílio.
12:29Muito bom.
12:29Ô, Adriano,
12:30sabe o que eu queria saber?
12:31Porque, pô, a gente não calcula risco
12:33como você falou no Brasil, né?
12:34Tem brumadinho,
12:35sempre acontece aí uma tragédia.
12:37E foi um, parece que é um ar-condicionado,
12:39como você, um problema elétrico.
12:40Os dois, foi esse problema elétrico?
12:42O Joelma foi o ar-condicionado.
12:44O Mandraus foi um fator muito peculiar, Emílio.
12:46Depois vamos chegar lá.
12:47Tá, tá.
12:47Vamos lá.
12:48Mas eu queria saber o seguinte,
12:49o que causa incêndio para a gente,
12:51para pelo menos se proteger agora,
12:52que eu sei que muita coisa mudou
12:54de lá para cá.
12:55É, eu acho que, primeiro,
12:56é importante você ter a noção
12:58da prevenção.
12:59Isso é fundamental.
12:59E, infelizmente, muitos prédios,
13:02especialmente os residenciais,
13:03não têm essa noção
13:05da brigada de incêndio,
13:06da prevenção,
13:07do cuidado que você deve ter
13:09em uma situação de incêndio,
13:10que é o treinamento.
13:11É você fazer o treinamento
13:13dos moradores,
13:14dos funcionários,
13:15para evacuação,
13:16aquele funcionário
13:17que também vai estar atento,
13:18ou um morador,
13:19para o primeiro combate,
13:20que tem a noção
13:21do que deve ser feito
13:22em relação
13:23a equipamento elétrico,
13:25se é material, por exemplo,
13:26de madeira,
13:28um material de outro tipo
13:29de combustão,
13:30qual o extintor se utilizar.
13:31Tem um cara que manja
13:32no prédio.
13:32Tem que ter, tem que ter.
13:33Então, agora,
13:34me fala uma coisa,
13:35por exemplo,
13:35hoje em dia,
13:36São Paulo agora também
13:37estão fazendo esse super
13:39arranha-céus,
13:40que é um prédio
13:41que tem 60 andares e tal.
13:43Esses prédios,
13:45eles precisam ter
13:45uma brigada interna,
13:46porque a escada
13:47do...
13:48essa Magiros,
13:49que acho que é...
13:49na época era Magiros,
13:51nem sei como é que chama
13:51hoje em dia,
13:52ela chega até um
13:54determinado andar, né?
13:55Como é que é hoje em dia
13:56a legislação
13:57desses super prédios?
13:59Tem um aí em São Paulo
14:00que é...
14:01Tem até em...
14:02Dentro da Automação.
14:03Não, eu sei,
14:04mas como é que funciona
14:04hoje em dia?
14:05Eles têm hoje
14:06uma noção diferente
14:07quanto à arquitetura,
14:09a parte estética,
14:10o que você observa
14:10de fora do prédio.
14:11Então,
14:12geralmente é difícil
14:13você ver hoje
14:14uma construção
14:15que tenha uma janela
14:16basculante,
14:17que vá abrir...
14:18Hoje é tudo isolado,
14:20para justamente evitar o quê?
14:21A propagação vertical.
14:23Uma outra ideia,
14:24isso foi logo também
14:24depois do edifício
14:25do incêndio
14:26do edifício Grande Avenida.
14:28Sobreloge.
14:29Eles pedem que evite
14:30a concepção
14:31de uma sobreloge
14:32e que a construção
14:33fique mais ao fundo,
14:34porque isso realmente
14:35dificulta muito
14:37a entrada
14:38da escada Magiros.
14:39E claro, né, Emílio,
14:40acho que tem também
14:41a questão dos materiais
14:42que são utilizados, né?
14:43Se tem aqui
14:44o Greenfield Tower,
14:45materiais que
14:46não tenham
14:48a questão da...
14:50que possam propagar
14:51esse incêndio,
14:53que isso é muito perigoso, né?
14:54A estética
14:55tem que vir depois.
14:57Primeiro,
14:57a concepção do material.
14:58O que você vai utilizar
14:59nesse prédio?
15:00Claro, a qualidade
15:01de fios elétricos,
15:02a localização
15:04de extintores
15:05de incêndio,
15:06dos hidrantes,
15:07tem que estar
15:07tudo funcionando.
15:08Cito aqui o Joelma.
15:09Tinha duas caixas...
15:10Tem que resolver rápido, né?
15:12Exato.
15:12O Joelma tinha duas caixas
15:13da água, Emílio.
15:1440 mil litros.
15:16O registro geral
15:17estava fechado,
15:17é estarrecedor.
15:19Caramba.
15:19É responsabilidade
15:21de quem locou o prédio,
15:22no caso,
15:23o grupo Crefisul.
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