O programa está voando alto nesta quarta (25), turma! Fernando De Borthole está no estúdio e vai jogar o Pânico lá para o alto, já que é o maior aviador que Martin Scorsese não prestigiou. Ele falou tudo sobre o acidente aéreo na Índia e destrinchou os principais aviões envolvidos nos ataques da guerra no Oriente Médio. Parece que o B-2 Spirit é tão caro que Samy Dana só tem dois no seu hangar, viu?! Recomendo que vocês assistam à essa entrevista na íntegra ou vão ter que viajar no assento do meio depois de arrebentar a clássica feijoadinha da esquina.
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DiversãoTranscrição
00:00Não, a gente dá as notícias principais e agora a gente vai falar sobre o assunto que você puxou aqui brilhantemente
00:05que é sobre a guerra e quem tem as informações também da parte dos aviões é o Fernandão que tá com a gente, Delari.
00:11Podemos chamar? Uma saúda de voz para o Fernandão que está aqui com a gente. Fala, Fernandão.
00:15Tá na Alemanha. Você tá na Alemanha, Fernandão?
00:21Beleza, só que não tá sem áudio.
00:23Liga o microfone, Fernandão.
00:26Microfone, alô, alô, teste.
00:28Agora sim.
00:29Agora foi.
00:30Você tá na Alemanha?
00:31Eu tô na Alemanha, tô em Berlim. Na verdade, tô já a caminho para o aeroporto e hoje eu volto para Paris e amanhã eu volto para o Brasil.
00:38Eu tô em trânsito.
00:40Muito bem. A gente gostaria de saber se tem alguma atualização daquele acidente que nós tivemos aí na Índia, né?
00:49E foi algo que...
00:50Na Índia.
00:51Algo que apareceu a guerra e tal e pouco se falou isso. Tem alguma atualização desse terrível acidente, ô Fernando?
00:59Não, Emílio. Por enquanto não. O que se sabe são as imagens que foram publicadas nos vídeos, né?
01:07Que o avião perdeu aquela altura poucos segundos depois da decolagem.
01:11E agora tá todo o processo de investigação correndo. Então são muitas variáveis. Já rolou na internet aí de tudo quanto é tipo de suposição, mas nada realmente que seja oficial ou que tenha um embasamento técnico em cima de uma investigação.
01:27Então é a mesma coisa, né? Que eu sempre digo quando tem acidente. A gente tem que aguardar porque a gente só tem realmente informações de dois vídeos que foram publicados.
01:36Um de alguém que gravou ali, o outro de câmera de segurança. E uma informação bem rasa de aplicativo de rastreio do avião.
01:44Porque quando o avião ele tá decolando, esses aplicativos, né? Que a gente fica olhando os aviões voando, no solo ele ainda não é muito preciso, né? Então ele tem bastante variação.
01:55Então não dá pra gente levar isso em consideração nesse momento. E os vídeos também ainda são muito... é muita pouca informação, né? Pra realmente a gente ter alguma resposta.
02:03Aquela testemunha, né? O único que sobreviveu, ele diz que ele ouviu um barulho, né? Isso ajuda na investigação? Já pode ter uma ideia do que aconteceu?
02:15Olha, em termos de barulho, em um dos vídeos que foi publicado, dá pra escutar um equipamento do avião chamado HAT.
02:23HAT é R-A-T. É um sistema de captação de vento pra fazer funcionar o sistema elétrico.
02:31Isso é bem perceptível. Nesse vídeo aí que tá mostrando, inclusive, né? Foi publicado aí esse vídeo em uma definição melhor.
02:39E dá pra ouvir esse barulho bem característico. E a HAT, ela só funciona quando o avião passa por algum tipo de problema elétrico ou alguma coisa desse tipo.
02:49Então é só o que tem informação. Agora, que é o que tem no vídeo mesmo, né? Inclusive o trem de pouso do avião não foi recolhido, né?
02:56Dá pra ver ele entrando nessa descendente, o trem de pouso baixado após um momento que o trem de pouso já deveria ter sido recolhido, né?
03:05Então não dá pra entender o porquê que isso aconteceu.
03:08Mas eu acredito que o sobrevivente possa fazer parte dessa investigação.
03:14Porque é uma peça fundamental pra entender um pouco o que aconteceu em termos de barulhos, de situação ali que ele vivenciou, né?
03:21E por um milagre ele conseguiu sair daquele avião vivo, né?
03:24Boa, Fernandão. Aliás, falando nesse assunto, o que viralizou muito é a poltrona, que é a 11A, 11A que ele sobreviveu.
03:32E essa é uma pergunta recorrente, né? Qual é a poltrona mais segura de um avião se tiver um acidente, se é que ela existe?
03:39É injetável.
03:40Existe?
03:41É muito difícil a gente falar que existe uma poltrona mais segura porque cada acidente é diferente do outro, né?
03:47São casos muito particulares. Então depende muito da maneira que o avião se impacta pro solo ou que ele sofra danos.
03:57No caso, ele estava numa poltrona do lado da saída de emergência, mas existem outras sete poltronas do lado de saída de emergência nesse avião.
04:05Porque só ele conseguiu se salvar, né? Então é muito difícil. Muita gente fala que a parte de trás do avião é mais segura, mas isso é muito relativo.
04:13Existem alguns estudos que trazem essas estatísticas, mas eu considero isso mais números, assim, existe essa estatística, mas como cada acidente é particular, né?
04:24Tem a sua própria característica. É muito difícil a gente dizer que uma poltrona A, uma poltrona B vai ser uma mais segura que a outra.
04:31Não tem muito isso, não. Tanto é que se a gente olhar aquele acidente, acidente não, né?
04:35Aquele Embraer, no Azerbaijão, ano passado, que foi atingido por um míssil, né? A cauda do avião ficou intacta e as pessoas que estavam na cauda, na parte de trás, sobreviveram.
04:45Mas existem outras situações também que as pessoas da frente sobreviveram.
04:49No caso desse sobrevivente do Air India, ele estava na 11A, então ele estava bem mais pra frente.
04:54Então você vê que não tem muito essa relação, né? Depende muito do tipo do acidente.
04:58Boa, estamos de volta aqui com o Fernandão.
05:00Então, Emilio, a gente está abordando aqui alguns assuntos da aviação que ele manja muito agora, eu queria saber da guerra.
05:05Porque teve essa operação Midnight Hammer, bonito nome lá dos Estados Unidos, que teve as armas nucleares lá do Irã.
05:12E todo mundo ficou impressionado com os aviões.
05:14Que aviões são esses e como é que funciona toda essa tecnologia que você sabe muito bem?
05:21Sim, esse é o famoso Northrop B2 Spirit, que é considerado o avião mais caro do mundo.
05:28Cada unidade desse avião aí custa mais de 2,1 bilhões de dólares.
05:35Bilhões com B.
05:37Então, isso acontece por conta do programa de construção desse avião, que foi caríssimo.
05:42E a quantidade de unidades de aviões que foram entregues, foram 21 unidades do B2.
05:47Então, pega o valor total do programa de construção e divide pelas unidades, daí 2,1 bilhões de dólares.
05:53O avião mais caro do mundo.
05:54Esse avião está chamando bastante atenção hoje, por conta do ataque que aconteceu ali no Irã.
05:59Mas ele não é novo.
06:00Esse avião é da década de 80.
06:02Ele é a altíssima tecnologia, a última tecnologia que existia naquela época.
06:07Muito mais avançado do que se existia no meio civil.
06:11Mas ele foi desenvolvido ainda durante a Guerra Fria, nos anos 80.
06:15Ele fez o primeiro voo em 1989.
06:17Entrou de fato em operação nos Estados Unidos, na Força Americana, em 1997.
06:22E ele é um avião que a gente chama de avião invisível, que é o curtivo, ou avião stealth.
06:28E ele é projetado para ter uma característica de ser o menos perceptível ao radar inimigo possível.
06:36Ele não é 100% invisível.
06:38Não existe nenhuma máquina voadora feita pelo homem que seja totalmente invisível.
06:43Mas para você ter uma ideia do que é essa furtividade, esse avião aí, na tela de um radar,
06:48esse avião tem mais de 58 metros de envergadura, de ponta a ponta.
06:54Então ele é grande.
06:55Só que na tela de um radar, ele vai aparecer ali um pouco maior do que o tamanho de uma abelha.
07:01Então essa é a característica furtiva dele.
07:03E ele tem esse formato de asa voadora, que parece uma nave alienígena, justamente porque esse desenho de avião,
07:12ele permite uma furtividade maior.
07:15Então ele não tem nenhum estabilizador horizontal, ele não tem nenhuma superfície reta para cima.
07:20Porque qualquer superfície reta, como um leme do avião, por exemplo, o radar pode identificar isso mais facilmente.
07:28Então quanto mais você elimina essas superfícies verticais, melhor.
07:33Só que um projeto de uma asa voadora, ela é muito complexa.
07:37Esse avião só pode chegar ao ponto de ser operável a partir do incremento de tecnologias
07:44que surgiram no final dos anos 70 e início dos anos 80,
07:47que é um auxílio apilotado do piloto chamado fly-by-wire.
07:52Ou seja, o piloto não controla 100% manualmente o avião,
07:58porque uma asa voadora é muito instável, justamente pelo fato de não ter um leme de direção,
08:03um estabilizador vertical, que a gente chama.
08:06Isso é muito importante para os aviões.
08:08Então a partir do momento que você tira o estabilizador vertical,
08:11ela se torna uma aeronave extremamente instável.
08:14Então só foi possível realmente avançar com esse projeto
08:16por conta da introdução de tecnologias digitais que ele coloca ali.
08:22já a partir dos anos 80.
08:23Então é um avião muito, muito avançado mesmo.
08:26É uma traquitana, né?
08:28Ele só é uma traquitana, não é?
08:30É bastante, viu?
08:31Não é uma traquitana?
08:33Porque o piloto, ele não consegue, se der um bizil ali,
08:37é tudo computador, né?
08:40É, ele tem um sistema fly-by-wire.
08:42Ele ainda não é um avião totalmente pilotado por computador,
08:46como as novas versões que estão chegando.
08:48Esse é o B2 Spirit, né?
08:50É, está já em desenvolvimento nos Estados Unidos,
08:53nos Estados Unidos, o B-22 Raider,
08:56que é a próxima geração de bombardeiros americanos.
09:00Então esse daí já vai ser um bombardeiro de sexta geração,
09:03que aí sim vai ser totalmente controlado por computador,
09:06pode ser voado remotamente, com inteligência artificial,
09:10aí já é outra pegada.
09:11Então a ideia é que esse avião seja substituído aí
09:14na próxima década, talvez.
09:16Mas esse, ele tem um sistema de pilotagem como os aviões comerciais atuais
09:20e outros sistemas militares também, né?
09:22Então, então quer dizer, já existe uma tecnologia superior a esse avião aí?
09:30Já, já, já, já.
09:32Está em desenvolvimento nos Estados Unidos.
09:33O substituto dele é um pouco menor, né?
09:36Ele não é tão grande que nem o B2.
09:38E isso eu estou falando de bombardeiro, né?
09:41Mas também tem os caças furtivos,
09:43que tem já aviões com tecnologias mais atuais,
09:46como o F-22, o F-35,
09:49agora novos caças de sexta geração também.
09:54Esse daí é um, eu acho que é um B-22, né?
09:56O B-22 Raider que está aparecendo aí.
09:59E ele tem uma característica interessante também, esse avião,
10:02o B-2, né, que participou dessa missão.
10:04Ele faz muitas apresentações em shows aéreos nos Estados Unidos, né?
10:09Em dias especiais nos Estados Unidos.
10:12Só que ele, nas pontas das asas desse avião,
10:16ele tem um sistema de freio aerodinâmico
10:18e quando ele abre, né, ele faz assim,
10:21ele já diminui drasticamente a furtividade.
10:24Está vendo? Na pontinha da asa ali em cima, ó, está um pouquinho aberto.
10:27Isso é proposital.
10:29Isso é proposital justamente para que quando eles fazem um voo de demonstração
10:33ou eles fazem alguma coisa mostrando realmente que o avião está voando ali,
10:36eles não querem que ninguém tenha capacidade de reconhecer
10:39como que esse avião é visível no radar
10:42quando ele está em missão de forma totalmente invisível.
10:45Por isso que essas aletas laterais ali das águas,
10:48elas abrem para quebrar um pouco essa furtividade
10:51e ele não ficar invisível, né, quando ele não está em missão.
10:55Então tem uma série de protocolos aí que eles usam desse avião.
10:58É um avião realmente incrível.
10:59É uma coisa assim, muito além, né, da...
11:02Imagina, estamos falando aí de mais de 40 anos de projeto já.
11:05É impressionante, é impressionante.
11:07Agora, o curioso, né, é que os estados nessa operação,
11:10eles mandaram alguns aviões para a Guam, né,
11:13e esses aí provavelmente mandaram com informações, né,
11:17como é que chama quando você manda informação para o satélite?
11:21O transponder, né?
11:23Sim, manda...
11:24Ah, né, o transponder ele não é para o satélite, ele é para o radar, né.
11:27Então ele tem a...
11:29O transponder, ele é um código que o avião, ele emite para o radar com as suas informações, né.
11:35Então isso no meio militar é um pouco diferente,
11:38justamente porque esse avião, o objetivo dele é ele não ser identificável no radar, né.
11:43Então ele não vai ter um código transponder disponível para que qualquer radar de qualquer lugar do mundo consiga ver.
11:50Tanto é que ele decolou lá dos Estados Unidos, ele cruzou todo o Atlântico,
11:55cruzou todo o norte da África e Europa ali até chegar no Irã.
11:59Foram 17 horas de voo até chegar ali na área da operação do lançamento da bomba.
12:06E ali ele não foi identificado, né.
12:10Então ele foi totalmente invisível até chegar no seu objetivo.
12:14Só que tem um...
12:15Ele foi, soltou a bomba e voltou para os Estados Unidos, né.
12:20E voltou.
12:21Agora outra curiosidade, qual é a tripulação desse avião?
12:28Esse avião ele é operado por dois pilotos,
12:30mas obviamente numa operação como essa vão mais tripulantes,
12:34até pelo tempo, né, de trabalho ali.
12:37A gente está falando em quase 40 horas, né, 17 para ir, 17 para voltar,
12:41vai 34, 35 horas de voo ali.
12:43Então precisa de uma tripulação maior, né.
12:47Eu não sei exatamente nessa operação quantos foram,
12:50mas uma operação que começa pode ir os dois pilotos mais uma tripulação de reserva.
12:55Mas a operação dele mesmo, dois tripulantes na cabine.
12:58E aí ele tem uma pequena estrutura,
13:00porque toda aquela parte de trás que você vê é para carregar bomba,
13:03aí nesse desenho fica claro,
13:05é para carregar armamento e combustível.
13:07Basicamente é isso, ele não é um avião de passageiro.
13:09Então os tripulantes, eles ficam ali na cabinezinha na frente.
13:13Ali tem uma pequena área para descanso, tem um banheiro,
13:17tem uma área para fazer alimentos, né, microondas, coisas desse tipo,
13:21que o pessoal poder trabalhar aí durante essa missão.
13:24Agora, o interessante desse avião é que ele pode voar de forma ilimitada,
13:28porque apesar de ele ter 11 mil quilômetros de autonomia,
13:32ele pode ser reabastecido em voo pelos abastecedores americanos.
13:35Então ele pode voar para sempre.
13:39O que vai limitar o tempo de operação é a tripulação mesmo,
13:43é quanto que as pessoas que estão lá operando esse avião
13:45podem realmente estar dentro dele voando,
13:47porque tem um limite de pessoas,
13:48não dá para levar 10 pessoas da tripulação, porque não cabe.
13:52Então, é mais assim, nessa missão de ida e volta do Irã
13:56para fazer a Midnight Hammer, né,
14:00foi reabastecido em voo algumas vezes esse avião
14:04para poder ir e voltar sem precisar pousar em lugar nenhum.
14:07Boa.
14:07Queria agradecer você.
14:08E como é que está o seu projeto lá?
14:10O projeto lá da doação dos órgãos lá, se você...
14:13Transplantar?
14:14Isso, isso.
14:15Está indo muito bem.
14:16Nós já passamos de 40 voos transportando órgãos.
14:20Em breve a gente vai postar um vídeo também,
14:21que eu fiz mostrando toda a etapa, né,
14:25mas cada vez mais a gente está recebendo interessados
14:29em entrarem no projeto, em doar as suas aeronaves.
14:32Está ganhando corpo.
14:33O projeto está atraindo tantas pessoas que querem estar
14:36na parte de doação das aeronaves,
14:37mas também pessoas que querem ajudar em outras pontas, né,
14:41que são muito importantes.
14:42Então, está crescendo muito e falar dele aí no Pânico aquela vez
14:46foi essencial para a gente.
14:47Quero agradecer mais uma vez aí para vocês pela oportunidade.
14:50E você conta com o programa aqui,
14:52quando você voltar aqui, para mostrar esse vídeo
14:54e para mostrar esse projeto que é muito bacana
14:57e ajuda muita gente.
14:58Vocês têm mais perguntas a respeito do...
14:59Eu tenho uma pergunta também de drone,
15:01porque a gente viu uma mudança, né, nas guerras agora,
15:04principalmente Ucrânia e Rússia,
15:06usaram muitos drones, né,
15:08e tem uma tecnologia também cada vez mais avançadas
15:10com os drones.
15:12O que você tem para falar de drone para a gente, Fernandão?
15:15É, hoje essa tecnologia envolvendo drone,
15:19inteligência artificial na aviação militar,
15:21está crescendo demais, está ficando cada vez mais comum
15:23e cada vez menos a gente vê aquele chamado dogfight
15:27que a gente via nos filmes do Tom Cruise,
15:30lá do Top Gun, né.
15:32Isso ainda acontece, ainda pode ser uma opção,
15:36mas a guerra por drones,
15:38onde o drone lança o míssel,
15:40ou o próprio drone é um armamento,
15:43isso está ficando cada vez mais comum.
15:46Isso está sendo também implantado
15:48nos caças de próximas gerações.
15:50Ou seja, um piloto que está voando em caça,
15:54ele pode ter, já no futuro, estou dizendo, né,
15:56ele vai poder ter vários drones dentro desse avião
15:59que podem sair do avião
16:01e fazer as operações a partir do avião
16:04onde está esse único piloto
16:06e tudo isso ser controlado
16:08por inteligência artificial.
16:09Então isso é uma aplicação mais do futuro,
16:12mas atualmente a guerra de drones está muito presente.
16:16Você é muito mais barato um drone,
16:19não tem uma vida humana a bordo,
16:21então qualquer destruição vão ser perdas materiais,
16:24evidentemente,
16:25mas com uma fração do custo de um avião,
16:27por exemplo, um bombardeiro de 2,1 bilhões de dólares
16:31é um custo altíssimo para perder,
16:33fora que tem vários militares dentro, né.
16:35Então, dependendo do tamanho da missão,
16:37do tamanho da bomba,
16:38daquilo que for lançado em algum lugar,
16:41os drones acabam fazendo esse trabalho
16:42e acaba sendo também uma tendência.
16:44Tem muito mais drones atualmente
16:46operando nessas guerras
16:48do que aviões, caças militares.
16:51É, você viu que fecharam aqui o aeroporto aqui?
16:55Você viu aqui no...
16:56Aqui em Cumbica, por favor.
16:57Sim, mais de uma vez.
16:59Não, fecharam agora.
17:01Cadê drone também?
17:02Mas não é a primeira vez.
17:03É drone também, né?
17:04É.
17:05Isso é proibido.
17:07É um absurdo.
17:08Isso é proibido.
17:08Você não pode chegar a uma distância
17:10de, em média, 4 quilômetros do aeroporto,
17:13dependendo da altura que você está voando esse drone,
17:16mas você não pode chegar perto de um aeroporto.
17:18Isso é proibido, isso é crime.
17:20Então, alguém que for pego pilotando um drone
17:22perto de um aeroporto,
17:24pode ser preso, pode pagar multa, enfim.
17:27Fora que você causa um transtorno enorme,
17:29mas se for só um transtorno, tudo bem.
17:31Mas você oferece risco à segurança de voo, né.
17:33Você pode fazer com que o drone seja sugado por um motor de avião,
17:37bata na fuselagem, cause danos.
17:39Então, é um problema seríssimo ter drones aí em volta de aeroportos.
17:44Os próprios sistemas dos drones sérios
17:46não permitem que você voe próximo do aeroporto.
17:49Mas tem gente que burla isso, né, consegue hackear esse sistema e voar.
17:53Mas, lembrando que isso aí é proibido, não pode fazer.
17:57O drone, me parece, que o primeiro drone para o civil foi no Katrina, né.
18:03Foi lá quando teve o furacão Katrina.
18:04Ah, isso não sei.
18:06É, eu acho que foi isso.
18:06Não sei dizer exatamente.
18:08Eu acho que foi lá.
18:10Eles utilizaram o Katrina.
18:12Oi, pode falar.
18:14Não, eu lembro que os drones começaram a ficar muito populares a partir de 2013,
18:18quando a fabricante chinesa lançou aquele que foi o divisor de águas ali,
18:24que popularizou bastante.
18:25Já existiam drones, isso eu estou falando de drones amadores, né.
18:29Já existiam antes e aí, a partir de 2013, popularizou bastante.
18:33Agora, no meio militar, isso já existe há bastante tempo.
18:36São tanto remotamente controlados, quanto isso aí é um drone de asa fixa, né.
18:41Ele não é um drone de hélice.
18:43Ele lembra mais um avião do que um drone desses caseiros que a gente conhece.
18:47Mas, no meio militar, eles já são usados há bastante tempo.
18:51Eles podem ser pilotados tanto remotamente,
18:53quanto pode ter um sistema já de inteligência artificial
18:57que faça toda a missão de forma completamente autônoma.
19:01Muito bem.
19:01Esse foi o Fernando, diretamente de Berlim.
19:03Obrigado por você ter atendido a gente aí.
19:06Imagina, sempre um prazer.
19:07Boa.
19:08Obrigado aí pelo papo, pela conversa aqui com a gente.
19:11Está aí na rede social, você pode seguir aí o Fernando.
19:14Obrigado, Fernando.
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