00:00Marilda afirma que as pessoas estão morrendo de câncer, ao descrever os impactos da tragédia ambiental de Mariana em 2015.
00:09A líder indígena de Aracruz, no Espírito Santo, está em Londres, junto com um grupo de demandantes brasileiros afetados pela tragédia.
00:16Eles vão assistir a uma audiência nesta quarta e quinta-feira no Tribunal Superior de Justiça Britânico,
00:22na qual deve ser decidido o calendário do julgamento de compensação e quais documentos e provas periciais serão necessários.
00:30Completamente o que nos cabe, porque o impacto foi muito grande, não só para os povos indígenas, como para os povos também das regiões onde moram.
00:43Então, nós esperamos o que for justo, o que nos cabe realmente, porque o impacto foi muito grande, o crime foi muito grande.
00:52Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de rejeitos da mina de ferro do Fundão, perto de Mariana, em Minas Gerais, matou 19 pessoas,
01:03arrasou várias cidades e liberou 40 milhões de metros cúbicos de resíduos de minérios tóxicos,
01:09que percorreram 650 quilômetros pelo Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico.
01:14A BHP era coproprietária, junto com a mineradora brasileira Vale, da empresa Samarco, dona da barragem que se rompeu.
01:22Ana Paula, que mora em Ouro Preto, perdeu o marido, Edinaldo, na tragédia.
01:26O sofrimento que foi a perda, que rompeu a nossa vida, interrompeu sonhos, até paralisou a nossa vida,
01:38porque durante esses 10 anos estamos correndo a taxa de justiça, a primeira etapa foi feita,
01:44que a BHP já foi condenada, já foi um alívio para a gente, mas durante esses 10 anos a nossa vida foi parada.
01:51A questão das indenizações por perdas e danos para os mais de 600 mil demandantes registrados
01:57deverá agora ser objeto deste segundo julgamento.
02:01Menos de 15% do município de Colatina, do cidadão, recebeu alguma indenização.
02:07Portanto, falta aí seus 80, 90% para receber esse direito e restituir um pouco deste crime ambiental.
02:17Em 2015, a BHP tinha duas sedes, uma delas em Londres, o que explica o julgamento na capital britânica.
02:25Desde o início do julgamento, a mineradora australiana negou ser contaminadora direta.
02:30Em 2024, a justiça brasileira absolveu as empresas porque considerou que as provas analisadas
02:36não eram determinantes para estabelecer sua responsabilidade.
02:40Os demandantes recorreram então à justiça britânica.
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