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O caso do Banco Master ampliou o debate sobre os impactos políticos e institucionais no cenário econômico brasileiro.
No Visão Crítica, o professor de economia do IMT Ricardo Balistiero afirma que “as implicações políticas do Master são mais importantes do que as econômicas”. Para o especialista, o episódio gera uma preocupação menos econômica e mais política, com reflexos na percepção do sistema financeiro e no debate público.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/xe45bbPBLd8

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Transcrição
00:00A satisfação conversar com o telespectador, eu acho que a grande diferença, além da pouca relevância que o Master tem no sistema financeiro,
00:10tanto em termos de ativos quanto em termos de crédito disponível, não me parece que a quebra do Master vai gerar qualquer tipo de consequência maior para o sistema financeiro,
00:23como, por exemplo, nós verificamos nos anos 90, no qual nós tivemos que ter uma intervenção forte do poder público para poder evitar que a estabilização inflacionária
00:35gerasse uma crise sistêmica maior do que aquela que nós tivemos, com a quebra de alguns bancos bastante conhecidos, Banorte, Bamerindos, Banco Nacional, enfim.
00:47Mas eu diria que, do ponto de vista do Master, as imbricações políticas parecem ser mais importantes do que as implicações econômicas.
00:58Toda movimentação envolvendo o Banco Master é muito estranha.
01:04Desde a participação do TCU querendo, de alguma maneira, interferir em algo que é competência exclusiva do Banco Central,
01:14principalmente de um Banco Central autônomo, como é o Banco Central brasileiro,
01:19passando por algumas figuras do nosso legislativo, que de uma maneira muito explícita tentaram mudar,
01:30não só as regras vigentes de demissão de servidores e da diretoria do Banco Central,
01:37mas também querendo mudar, por exemplo, limites do Fundo Garantidor de Crédito,
01:45até chegando no nosso Judiciário, com essas histórias muito estranhas e pouco esclarecidas até o momento,
01:55envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.
01:58Então, eu diria que é preocupação menos econômica e uma preocupação mais política que envolvem esse caso.
02:08E eu diria que o que o torna sui generis é exatamente essa capacidade que o Master e o seu dono têm
02:15de envolver as nossas elites, principalmente as nossas elites políticas.
02:20Então, eu diria que esse é o grande ponto de interrogação e a grande resposta que as investigações vão poder proporcionar à sociedade
02:28nas próximas semanas.
02:30É a mesma questão, Manfred, que eu coloquei ao Ricardo.
02:34Como é que você avalia esses acontecimentos mais recentes dos últimos dias, do final de semana passada e agora no final de semana?
02:41Porque nós temos uma agitação a cada dia, tem uma informação sobre o esquema,
02:46sobre o suposto esquema fraudulento do banco e acusações gravíssimas.
02:52Porque não se fala mais em milhões no passado, como no passado não tão distante.
02:56Se fala em bilhões e com uma facilidade, que é uma coisa inacreditável.
03:00Ah, não, esse seu Romo foi pequeno. Quanto? 6 bilhões e meio. Pô, pouco.
03:04Eu acho que todos vocês que nos assistem ficam assustados.
03:07Não sei quem recebeu um milhão por mês de consultoria ou suposta consultoria.
03:12Outro 250 mil, outro não sei das quantas.
03:14E é com uma facilidade, esquecendo a triste realidade que nós temos aqui no Brasil.
03:21Manfred, como é que fica na tua avaliação esses últimos acontecimentos a partir de meados da semana passada até hoje?
03:27Primeiro, boa noite. Obrigado, Vila, por me chamar aqui de novo, do lado aqui do Ricardo André.
03:33Só relembrando que da minha última presença aqui, eu alertei aqui no seu programa o problema da FICTO.
03:41Eu lembro, eu lembro.
03:42É um problema que vem há 4, 5 meses, que o mercado já fala faz muito tempo.
03:47Eu queria ser um pouco mais específico.
03:51Precisa tomar cuidado, porque parece que tem uma visão que risco sistêmico seria uma crise bancária daquelas tipo 2008, subprime,
04:00ou a do passado dos anos 90.
04:02Mas no mercado de renda fixa e de captação, a coisa não é tão tranquila como as pessoas imaginam.
04:13Então, eu vou relatar para você três fatos que eu estou sabendo desde semana passada.
04:20A primeira, desde 10 dias para cá, é aumentado absurdamente o volume de captação dos grandes bancos.
04:29Então, o dinheiro todo está voltando para os grandes bancos.
04:32Mas assim, é volumes extraordinários.
04:35Não vou dar o nome dos bancos aqui.
04:37E, ao mesmo tempo, há uma desconfiança no mercado de captação e de doação de dinheiro
04:47nas mesas de renda fixa em relação aos bancos médios e pequenos.
04:52Um outro problema que um amigo me levantou hoje de manhã é a questão do crédito privado.
05:00Eu vou explicar aqui.
05:02Está aumentando o spread do crédito privado.
05:04Isso quer dizer o seguinte.
05:04Está aumentando a diferença.
05:06Porque está tão preocupado com a falta de liquidez do crédito privado.
05:13Provavelmente vai ter um deságio grande aí no mercado.
05:16Então, assim, na minha modesta opinião, como eu falei da outra vez,
05:20a gente tem um risco sistêmico.
05:24Daqui a um tempo vai chegar nos FIDICs, que são os fundos de direito creditório.
05:32Vai ter problema também nos CRIs e nos CRAs, que estão colocados nos FIIs.
05:38O CRI colocado nos imobiliários.
05:41O CRA nem tanto que é FIAGRO.
05:43Porque é o seguinte, né?
05:45No meio dessas operações, existe uma coisa chamada securitização.
05:54Eu vou traduzir em português, né?
05:56Securitização, quando apareceu, todo mundo falou isso aqui vai diminuir o risco.
05:59E é verdade.
06:00Só que as pessoas têm que ter na cabeça que o risco nunca é zero.
06:05O que é uma securitização?
06:07Eu vendo aqui televisão para o Ricardo e para o André há 24 meses.
06:14Pego a cobrança dos dois, repasso.
06:17Então, securitizo.
06:19Depois eu abro um fundo creditório e repasso de novo.
06:21Então, para ficar...
06:26Isso ainda não chegou lá.
06:28Porque, assim, uma coisa são as fraudes e os créditos fictícios.
06:34E um outro problema que está aparecendo desde quarta-feira da semana passada
06:42é que a maioria dos bancos estão preocupados também com o CDB do BRB.
06:49Há uma desconfiança em relação ao problema, inclusive, que pode dar no BRB,
06:56o Banco Regional de Brasília.
06:59Existem alguns bancos aí no mercado que proibiram a venda do CDB do BRB.
07:06E porque agora também descobriram que provavelmente o BRB não tem caixa, né?
07:14É, isso eu vi.
07:15Saiu acho que na sexta ou sábado, né?
07:17Então, assim, o que vai acontecer?
07:21Isso é um problemão para os bancos médios que não estão nada a ver com o Banco Master.
07:25Porque a captação deles vai ficar mais cara.
07:29E o dinheiro é um bicho nervoso.
07:33Então, assim, a maioria dos economistas brasileiros não estudam mais dinheiro, né?
07:39Nem os cursos de economia, porque eles estudam muito o preço e quantidades, esquecem de estudar o dinheiro.
07:44Sim.
07:45E dinheiro é um troço que deveria ser estudado com mais rigor, né?
07:49Então, assim, está chovendo o dinheiro nos grandes bancos, que aí isso mostra uma desconfiança.
07:56Quer dizer, a pessoa fica lá pelo sim, pelo não.
07:59Sabe o que eu vou fazer?
07:59Eu vou tirar o dinheiro daqui e vou voltar para os grandes bancos, né?
08:04Então, eu acho que não acabou a vila.
08:08Não acabou.
08:10Houve a festa, e eu não estou criticando, tá?
08:14O que eu vou falar agora não é uma crítica.
08:16Houve o boom do crédito privado.
08:19Houve um trilhão quase de FDIC.
08:24Não sou contra o mercado, quem me conhece, não é isso que eu estou falando.
08:26Mas no meio disso, eu posso avisar quem está assistindo que tem coisa boa e tem coisa ruim.
08:32E a coisa ruim ainda não chegou por causa da securitização.
08:36Porque a coisa ainda não terminou.
08:39Então, assim, não temos uma crise clássica, porque não está acontecendo no Bradesco, no Itaú.
08:45Está longe disso, no Santander.
08:46Pelo contrário, o gajo está chovendo dinheiro.
08:49Sim.
08:50Mas vai ter uma apuração no mercado aí.
08:55Perfeito, perfeito.
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