Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 8 minutos
Transcrição
00:00E a chamada guerra do delivery ganha novos contornos aqui no Brasil.
00:05O Olhar Digital conversou com as principais empresas do setor aqui no país
00:12para trazer as atualizações sobre essa concorrência que saiu dos aplicativos e chegou à polícia.
00:20Vamos ver os detalhes.
00:21Três das quatro principais empresas de delivery que atuam no Brasil se dizem vítimas de espionagem.
00:30iFood, 99Food e Quita.
00:33A exceção fica por conta da Rappi, que não comentou o assunto.
00:36Vamos começar falando do iFood.
00:38A empresa brasileira foi a única que nos concedeu entrevista até o fechamento desta reportagem.
00:42Rafael Correia, Red de Comunicação, descreveu um ataque coordenado de consultorias sediadas na China
00:49buscando informações confidenciais e privilegiadas.
00:52Os detalhes da conversa estão em uma matéria em nosso site que você também pode acessar pelo QR Code em sua tela.
00:58Tudo começaria com pedidos de pesquisa ou entrevistas online a funcionários, principalmente pelo LinkedIn e por e-mail.
01:05Essas solicitações, que começaram no primeiro semestre do ano passado,
01:08focavam em detalhes específicos da operação do iFood, como cálculo de margem de lucro, precificação e promoções com restaurantes.
01:16Segundo o executivo, o iFood mapeou mais de 170 pedidos para funcionários das equipes comercial e de vendas
01:22com ofertas de remuneração variando de 200 a 500 dólares por hora de entrevista, chegando a mil dólares para um auto-executivo.
01:30Convertendo, teríamos algo entre mil e cinco mil e quinhentos reais.
01:36A nossa reportagem obteve prints atribuídos a essas consultorias.
01:40Neste exemplo, o interesse é pela inteligência artificial do iFood, o Ailo.
01:45Uma mulher se apresenta como representante de um escritório em Xangai e diz entrar em contato para uma consultoria sobre assistentes de IA.
01:53Ela diz que o objetivo da conversa é entender o progresso do Ailo e o feedback da tecnologia até aqui,
01:59tanto de consumidores quanto de comerciantes.
02:01Ela oferece até 500 dólares por hora, mais de 2.600 reais.
02:06O iFood diz ainda que contratos de non-compete foram violados.
02:10Um contrato de non-compete é um acordo em que a pessoa se compromete a não trabalhar ou abrir negócio concorrente por um período após sair de uma empresa.
02:19A cláusula normalmente define prazo, região e atividades proibidas para evitar concorrência direta e uso de informações estratégicas.
02:27Em muitos casos, exige compensação para quem fica impedido de atuar.
02:31Segundo Rafael Correia, quebras contratuais estão tramitando na justiça.
02:36Em junho, inclusive, o iFood notificou extrajudicialmente a 99 Food, alegando que a concorrente estaria atraindo colaboradores com o contrato de non-compete.
02:46A empresa não atendeu ao nosso pedido de posicionamento.
02:50Como mostramos no ano passado, a 99 também disse ter encontrado indícios de que informações confidenciais e sensíveis da empresa
02:57podem ter sido comprometidas, como planos e datas de lançamento da 99 Food em outras cidades, contratos com restaurantes,
03:06além de estratégias e estruturas comerciais de expansão da operação da plataforma no Brasil.
03:11A narrativa é parecida.
03:12Funcionários da companhia estariam recebendo mensagens de supostas consultorias que oferecem valores de 200 a 1.000 dólares
03:19em simulações de pesquisa de mercado buscando informações confidenciais.
03:23A plataforma também denunciou o furto de notebooks corporativos de pessoas diretamente ligadas a lideranças da 99 e da 99 Food.
03:31O olhar digital entrou em contato com a empresa para atualizar o caso e espera um retorno.
03:35Nossa reportagem solicitou uma entrevista com o porta-voz da 99 e aguardamos uma data.
03:40Por fim, temos o caso da Quita.
03:43A empresa informou que a Polícia Civil investiga ataques de espionagem coordenados contra a companhia e restaurantes em Santos.
03:51De acordo com o comunicado, após o lançamento da Quita na cidade no ano passado,
03:55pelo menos oito restaurantes foram abordados por pessoas que supostamente se passavam por funcionários da empresa.
04:01A Quita afirma que foram apresentadas credenciais falsas com o objetivo de obter dados dos estabelecimentos,
04:07incluindo pedidos aceitos e despachados, informações financeiras, processos de integração e treinamento de restaurantes,
04:15cardápios e preferências de consumidores.
04:17Sobre os casos de espionagem e quebra de contrato non-compete,
04:21a nota diz que a Quita atua de acordo com todas as leis e requisitos locais,
04:26seguindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados.
04:29Nós também solicitamos uma entrevista com o porta-voz da Quita e aguardamos uma data.
04:33Outra grande empresa do setor, a Rappi, disse ao Olhar Digital,
04:38que não vai se manifestar sobre os assuntos tratados nessa reportagem.
04:42O espaço continua aberto e também pedimos uma entrevista com o porta-voz do aplicativo.
04:47A matéria completa com mais informações sobre a guerra do delivery no Brasil
04:52está no site olhardital.com.br.
04:55Legenda Adriana Zanotto
05:00Legenda Adriana Zanotto
Comentários

Recomendado