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Durante discurso em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende usar a força para tomar a Groenlândia, mas exigiu “negociações imediatas” para a compra do território autônomo da Dinamarca. Trump voltou a classificar a ilha, rica em minerais, como estratégica para a segurança dos EUA e da Otan. A bancada do Linha de Frente debateu.

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Transcrição
00:00Segue em várias tensões que rondam o presidente norte-americano, mas uma delas é a tensão em torno da Groenlândia.
00:08Donald Trump descarta o uso de força para tomar a ilha, mas exige a abertura imediata de negociações para que o território passe justamente para a mão dos norte-americanos.
00:19A nova fala foi feita em Davos, na Suíça, onde estão reunidos os principais líderes globais para o Fórum Econômico Mundial.
00:27Trump afirmou que a Groenlândia é de interesse central para a segurança dos Estados Unidos.
00:33Pouco antes, o francês Emmanuel Macron garantiu que a Europa não vai facilitar e está disposta ao confronto.
00:41Nos bastidores, os europeus cogitam usar uma arma bem conhecida de Trump, a economia.
00:47Eles planejam aplicar sanções e tarifas.
00:51Mais um ano, então, falando de tarifas e sanções.
00:54Alessandra, a gente fala muito disso aqui com você sempre.
00:58Quando a gente fala entre a população, entre o eleitorado, entre políticos, de mexer no bolso, a coisa pode mudar um pouco, né?
01:05Com certeza.
01:06E falando agora de Trump, que ele governa por traços ali, a gente sabe que é um líder de comportamento típico de narcisista mesmo, né?
01:16Que governa pela tensão, então, é territorial, ele quer dominar.
01:22Então, isso tudo gera ali realmente um medo, né?
01:26Uma certa desestabilização econômica também.
01:32Bom, Luciana, o que a gente pode esperar das próximas ações de Donald Trump?
01:37Complicado, né?
01:39A gente nunca consegue prever, porque de manhã ele é de um jeito, na hora do almoço é de outro, na tarde é de outro.
01:46Trump, ele olha somente para vencedores.
01:50Ele não olha para derrotados.
01:52E ele não quer ser um grande exemplo de ser uma pessoa derrotada.
01:55Quando ele fez promessas de governo e ele falou, vou tomar a Venezuela, vou tirar o Maduro, ele venceu.
02:02Agora ele precisa ali blindar os Estados Unidos, colocar todo o seu armamento necessário ali para proteger os Estados Unidos da Rússia.
02:10E aí ele não vai entregar isso para o seu povo lá, cumprir essa promessa de governo, porque ele cresceu nos últimos tempos nos Estados Unidos, nesse mandato,
02:18quando ele está cumprindo mais aquilo que ele tem falado e ele está entregando, ao entregar, a popularidade dele cresceu.
02:26Só que eu entendo que se ele chegar a pegar um país como o Groenland e bombardear esse pessoal, ele não vai fazer, ele não vai ser doido,
02:33porque a gente tem lá a Europa toda contra ele, então vai amargar.
02:37Eu acredito que ele vá sim sofrer algumas sanções econômicas, porque do mesmo jeito que ele impõe para os demais países,
02:44os países lá sim vão impor para ele e a economia americana, que já não vai muito bem devido ao tarifácio,
02:53vai voltar de novo, dar um passo atrás e enfrentar novos desafios.
02:57Será, Thais, que países da União Europeia podem assustar Donald Trump, que tarifas podem assustar Donald Trump?
03:03Ele é assustado por alguma coisa?
03:05Eu não sei se é uma questão de que as tarifas impactam ele, na verdade, porque ele tem uma forma de negociar que é muito linear.
03:12Ele ameaça, depois ele recua.
03:16Ele governa através de memes na internet, de inteligência artificial e ele fica tentando entender quem são os jogadores,
03:25contra quem ele está jogando, com as ameaças do que ele faz.
03:30Então, ele não está muito preocupado com o resultado das coisas que ele fala.
03:33Mas o que me chama muito a atenção nessa história da Groenlândia é a mensagem de texto que ele encaminhou para o primeiro-ministro da Noruega.
03:42Que ele começa dizendo, já que vocês não me deram o Nobel da Paz, eu não preciso mais me preocupar com a paz no mundo.
03:50Em outras palavras, é isso que ele fala.
03:51Então, gente, veja a ideação egóica de uma pessoa que está falando sobre um território
03:59e começa a mensagem, dodói, dizendo, nossa, vocês não me deram o Nobel da Paz, estou muito chateado com isso,
04:06agora vocês aguentam o que tiver que aguentar.
04:08Então, eu não sei se ele governa por medo, eu acho que ele é um grande jogador nesse sentido.
04:16Ameaça, vê o que acontece, toca o terror e, dependendo da resposta, ele decide o que ele vai fazer.
04:21Olha, ainda nos Estados Unidos, Trump fez um balanço extremamente otimista do primeiro ano desse mandato.
04:30Ele exaltou as próprias ações e ampliou os feitos na Casa Branca.
04:34Questionado sobre Lula, respondeu que gosta do brasileiro.
04:38Quase ao mesmo tempo, aqui no Brasil, Lula adotava um tom diferente.
04:42Vou ler para vocês o que ele disse.
04:44Já perceberam que o Trump quer governar o mundo pelo Twitter?
04:49Fecha aspas.
04:50Foi essa, então, a fala de Lula.
04:53Ellen, nesse balanço todo de Trump desse primeiro ano, então, Lula citado, que é interessante,
05:00e o presidente Lula, ao mesmo tempo, não parece tão amigável de volta.
05:04É uma estratégia?
05:06É, o Lula soube, e assim, acho que houve uma série de críticas ali no início,
05:10quando houve a imposição do tarifácio, né, da paralisia da diplomacia brasileira,
05:15mas, ao fim e ao cabo, o que se mostrou é que o Lula foi quem soube como lidar com o Trump, né,
05:21mantendo a sua altivez, não sendo subserviente.
05:24Então, ele soube, e parece que ele está sabendo ler o Trump melhor do que o Trump o ler.
05:30Então, está conseguindo manter uma postura que, até aqui, tem sido exemplar para lidar com a diplomacia norte-americana deste governo Trump 2.
05:39Agora, é interessante olhar para esse governo Trump 2 por alguns aspectos.
05:44O Trump foi eleito porque o Biden estava ali num momento em que o americano médio lia e começava a sentir uma inflação.
05:54Muito embora, no final do governo, o Biden estivesse conseguindo contornar a inflação,
05:58isso não deu tempo do eleitor perceber no bolso.
06:01E o Trump não está conseguindo responder isso, né?
06:04Ele não está devolvendo um poder de compra para o eleitor americano.
06:08E é diferente um americano ter que pagar um suco de laranja extremamente caro
06:13da gente que já está acostumado com inflação e tarifa em tudo que a gente consome no Brasil, né?
06:18Isso é uma sensação muito forte.
06:20O que eu quero dizer com isso é, durante um ano de governo, o Trump fez uma série de ameaças que não se concretizaram,
06:26voltou atrás em todas elas, gritando vitória, porque é assim que ele age,
06:31mas, ao mesmo tempo, ele não está entregando para o eleitor aquilo que ele prometeu
06:35e nós temos uma midterm elections aqui este ano.
06:39Então, ou seja, é uma eleição que acaba mudando completamente o cenário ali da governabilidade.
06:45Então, me parece que este é o grande cenário para a gente olhar este ano, assim,
06:48até quando ele consegue blefar?
06:51Porque nós temos um Congresso que pode, de repente, paralisá-lo mais para frente.
06:56Claro, aí tem outra questão que os próprios democratas também estão muito paralisados no seu discurso.
07:01Mas a midterm elections é um freio, pode ser uma espécie de freio que aí faz rever a política do Trump.
07:08Olha, a gente falou de reações do presidente Lula, de Emmanuel Macron, reações possíveis em termos de tarifa,
07:15mas essas reações, melhor dizendo, elas vêm acontecendo nas mais diversas esferas.
07:22Isso porque, desde o início do ano, o Trump realmente tem adotado ali medidas que não surpreenderam exatamente muita gente,
07:28mas que têm ficado, então, recorrentes e mais enfáticas.
07:31Tanto na política, como na economia e na diplomacia, então, essas reações vêm aparecendo.
07:38Tem uma atitude no âmbito esportivo que pode marcar uma posição global contra o presidente dos Estados Unidos.
07:45A Alemanha e a Federação Europeia de Futebol cogitaram boicotar a próxima Copa do Mundo de Futebol,
07:52que, neste ano, vai ser disputada exatamente na América do Norte.
07:55São jogos, então, marcados para acontecer no México, no Canadá e, principalmente, nos Estados Unidos.
08:03Essa articulação já foi iniciada e não é considerada simples,
08:07mas mostra que a insatisfação contra as atitudes de Trump vem crescendo em todo o planeta.
08:13E aí, então, chegando até no futebol, né, gente?
08:15Alessandrão, é curioso.
08:16É curioso porque mostra uma sociedade talvez mais consciente, sabe, e também mais ansiosa, né?
08:27Porque, moralmente, sobrecarregadas, são muitas questões aí, nem todo mundo aguenta sustentar tanta incoerência, né?
08:37Então, aí está o protesto coletivo mostrando para a gente aí todas as consequências desses atos, né?
08:44Thais, um boicote como esse, grande, né, pelo menos é um esporte e um evento que é acompanhado em todo o mundo,
08:53pode também gerar uma reação de Trump?
08:57Sim, o esporte não está, nada, né, está totalmente desconectado da política.
09:04A FIFA tem regras absolutamente claras em relação a países que invadem outros países.
09:10Os Estados Unidos, né, podem querer usar um eufemismo, mas invadiu a Venezuela e raptou o presidente da Venezuela.
09:17Goste você ou não do que ele fez, tecnicamente foi isso.
09:21E a FIFA, ao se colocar de uma forma divergente do que o próprio protocolo dela determina,
09:28deixa de aplicar um recado importante para a sociedade de que o futebol não é isento, né,
09:36nem de racismo, nem do combate ao racismo, nem do combate a violências globais.
09:41Então, já que a FIFA não se posicionou, que é comunidade internacional e os países se unam para fazer o boicote.
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