00:00Aos crimes patrimoniais, os roubos, furtos, assaltos que são registrados, na nossa seccional teve aumento ou redução?
00:10Primeiramente eu gostaria de abordar uma situação antes de entrar nesse método.
00:17A partir de janeiro de 2025, devido a região de Cajazeiras, são uma região bastante desenvolvida comercialmente, industrialmente,
00:27várias faculdades aqui instaladas, são uma região que é de fronteiras com outros estados.
00:35Eu sempre quis instalar, criar uma delegacia que apurasse exclusivamente um crime contra o patrimônio, especificamente, mais especificamente contra o roubo e contra o furto, que são crimes muito desconexos.
00:51A chamada delegacia de roubos e furtos.
00:53Exato. Então, depois de muitos esforços, juntamente com a delegacia geral, com a superintendência, a terceira superintendência, a gente conseguiu fazer um núcleo.
01:03Nós temos aqui hoje um núcleo de roubos e furtos, bem como os homicídios e tráfico de drogas na região.
01:11E, através desse núcleo, a gente vem colhendo muitos resultados positivos.
01:15Então, você dizer que houve uma redução, a gente tem que comparar os números, mas que houve uma resposta, mais respostas, com maior firmeza por parte do Estado, isso eu posso afirmar.
01:28E maiores esclarecimentos em vários crimes dessa natureza.
01:32A prova é a criação do núcleo, né?
01:33Exato. Eu posso afirmar.
01:36Então, assim, a gente está desenvolvendo, deu continuidade ao desenvolvimento, que isso era, doutor Ilami, eu tinha um núcleo só de roubos e furtos, mas depois foi destituído.
01:45E, quando eu cheguei aqui, eu vi a necessidade de juntar, não só o núcleo, que antes era só o roubo, eu juntei o furto e o roubo, e os homicídios e o tráfico.
01:56Porque são crimes muito desconexos. E a gente, apesar de ter mais trabalho, a gente está surtindo resultado.
02:04Mas a diferença entre, por exemplo, roubo, furto e assalto, na tipificação, né? Do crime.
02:10Exato. O roubo é quando tem violência. Você subtrai um bem de uma vítima através de violência. O furto não tem violência. A diferença básica é essa.
02:20Doutor Ney, tem relação a esses números que a polícia registrou e esse trabalho de combate também.
02:25vem ao encontro daquilo que, muitas das vezes, a gente vê por parte de alguns segmentos empresariais, do centro, principalmente, da cidade.
02:35O registro de, por exemplo, arrombamentos de prédios comerciais, né? Durante a madrugada, no período da noite, quando está tudo fechado,
02:44aquele criminoso aproveita para cometer aquele arrombamento. Qual é a resposta? O que o senhor diria, por exemplo?
02:51É uma oportunidade que o senhor tem agora para ter esse contato com muitos comerciantes, empresários, a sociedade em geral.
02:57Como é que a polícia lida, por exemplo, com essa cobrança? Se é que a gente pode chamar assim, né? Por parte da sociedade.
03:03Não, a sociedade tem todo o direito de cobrar, né? A gente está aqui para dar resposta à criminalidade.
03:07Veja bem, eu já tive várias, algumas reuniões, não só com o CDL, aquele junto de Cajazeiras,
03:15com o próprio município, né? Justamente para debater sobre esse assunto, sobre esses arrombamentos a comércio no centro de Cajazeiras.
03:23E chegamos à conclusão seguinte, no ano de 2024, a Polícia Civil, a Polícia Militar, conseguiu prender em flagrante cerca de 43 infratores.
03:38Desses 43 infratores, a gente fez uma análise, nenhum ficou preso.
03:43Por quê? Porque a própria lei, né, permite que o Poder Judiciário conceda a liberdade provisória na audiência do custódia
03:57ou mesmo no recebimento da comunicação do flagrante, porque é um crime sem violência.
04:02Então, muitos desses arrombamentos são feitos, a maioria, por pessoas andarilhas, por usuários de drogas,
04:12que não têm um emprego, não têm uma residência fixa, e tantas vezes eles forem presos, tantas vezes eles retornarão para as ruas
04:20e tantas vezes eles vão cometer esse crime.
04:23Ao meu ver, tem que se traçar uma política pública de acolhimento, mesmo que seja compulsoriamente,
04:30eu não sei, aí tem que ver, através do Ministério Público, a obrigatoriedade, a compulsoriedade de uma internação dessas pessoas.
04:39Porque aí não é um trabalho mais de só de polícia, é um trabalho social.
04:42Com política pública, né?
04:44Exato.
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