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Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais de cinco mil produtos brasileiros terão imposto de importação zerado na União Europeia assim que o acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor.

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Transcrição
00:00Porque mais de 5 mil produtos brasileiros terão imposto zero na União Europeia.
00:04O Eliseu vai falar sobre esse acordo e todas as atualizações.
00:09Eliseu, muito bom dia.
00:11Oi, David. Muito bom dia pra você, pros nossos colegas debatedores aí no estúdio,
00:15pra todo mundo que acompanha a programação da Jovem Pan.
00:17A gente fala ao vivo direto dos Estados Unidos, trazendo essa novidade, viu?
00:21Mais de 5 mil produtos brasileiros terão imposto zero na União Europeia.
00:26O Acordo de Livre Comércio, o Mercosul, União Europeia,
00:30que foi negociado por mais de 20 anos, pode mudar os preços
00:34e também a competitividade do Brasil no mercado global.
00:39Pelo menos isso quem garante são os analistas, viu?
00:44Não apenas os analistas políticos, mas também os analistas econômicos.
00:48Mais de 5 mil produtos ao todo devem passar a entrar na lista da União Europeia com tarifa zero.
00:55Isso de acordo com informações das pessoas mais familiarizadas com o documento assinado no último final de semana.
01:02O acordo prevê, portanto, que 54% de todos os produtos brasileiros exportados para a União Europeia
01:10terão isenção total de tarifas logo na entrada do vigor do tratado.
01:16Atualmente, os produtos brasileiros pagam aí tarifas médias, que variam de 8% a 35% no mercado europeu,
01:22especialmente em setores como alimentos, processados, calçados, têxteis, autopeças e produtos químicos.
01:31Com esse acordo, esses custos deixam de existir ou vão ser reduzidos gradualmente com o passar dos anos.
01:40A União Europeia é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.
01:45Em 2024, só para a gente ter como noção, o comércio entre os dois blocos movimentou cerca de 110 bilhões de euros.
01:54Nesse total, aproximadamente 48 bilhões de euros vieram de exportações do Mercosul para a Europa.
02:02O acordo também estabelece prazos de transição.
02:05O Brasil terá 15 anos para zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus,
02:14enquanto a União Europeia fará o mesmo com 92% dos produtos do Mercosul, e isso em apenas 10 anos, David.
02:23Tá certo, Eliseu.
02:24A gente vai continuar conversando, porque eu quero ainda saber sobre as atualizações envolvendo a Groenlândia,
02:28toda essa polêmica, esse embrólio.
02:30Mas com a minha bancada aqui, Maria de Carli, sobre essa questão dos produtos, esse acordo celebrado.
02:36Olha, eu fico muito feliz, eu acho que foi uma vitória do liberalismo econômico e comercial do mundo,
02:41como o Eliseu tocou, um acordo que vem sendo construído há mais de 20 anos,
02:46e é um triunfo para o Brasil, relembrando aqui a União Europeia é uma das regiões mais protecionistas do mundo,
02:52e isso será muito benéfico, principalmente para os nossos agricultores.
02:55A União Europeia, esse acordo, abre um novo mercado com cerca de 700 milhões de novos consumidores
03:02para os nossos produtos agrícolas, cerca de 20% a 30% é o que vai aumentar o nosso comércio com a União Europeia.
03:10Então, isso é muito benéfico.
03:12Lembrando aqui, minha gente, é muito simbólico também esse acordo diante de um cenário no mundo
03:17que está muito incerto em termos de geopolítica, em termos de parcerias comerciais.
03:22Temos um Estados Unidos mais protecionista, e essa aí é uma resposta de um outro bloco em relação a isso.
03:28E é também, Maria, uma grande oportunidade de modernização da nossa indústria,
03:33porque a gente, por muitos anos, por muitas décadas, na verdade,
03:37conviveu com um cenário muito protecionista, do ponto de vista do consumidor brasileiro,
03:43obrigado a pagar caro por produtos que acabavam sendo protegidos.
03:47E aí, na prática, a gente tem, por exemplo, o carro mais caro do mundo.
03:50Quando você compara com outros países, até mesmo da América Latina,
03:55o valor de muitos produtos no Brasil é muito acima da média,
03:59quando a gente fala de produtos industrializados.
04:02Então, um acordo comercial como esse com a Europa vai permitir também um intercâmbio
04:07para a importação de máquinas de produtos que façam com que o nosso parque industrial
04:14se torne mais moderno e consiga tentar começar a competir globalmente.
04:20Porque boas indústrias, assim como o nosso agro consegue concorrer internacionalmente em qualquer mercado,
04:27uma boa indústria precisa também ser capaz de concorrer com qualquer mercado.
04:33E, para isso, a gente precisa justamente aumentar essa integração para ter um intercâmbio de tecnologia e equipamentos
04:41que façam com que a nossa produção se torne mais produtiva.
04:45Eu só queria lembrar que o sucesso desse acordo dependeu um total de 0% da boa relação
04:52e da relação diplomática belíssima de Macron com o presidente Lula,
04:57que isso foi utilizado como ativo, vários dos gastos de viagem, várias das situações de proximidade foram utilizadas.
05:04Ah, isso é um ativo, isso é um ativo.
05:06No contraste direto com a não boa relação de Macron com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
05:12Não adiantou absolutamente nada, do começo ao fim, Macron foi contra por vários motivos diferentes.
05:18Primeiro, ele disse que era sobre o fogo na Amazônia,
05:20mas quando o fogo na Amazônia mudou de governo,
05:23ele mudou também a versão e a narrativa para outras questões
05:26correlacionadas ao comércio internacional e à situação do Brasil.
05:29Mas, no final, felizmente, ele admitiu que era ruim para o produtor francês,
05:34embora seja excepcional para todo o povo da União Europeia
05:37que vai ter um serviço e um produto de mais qualidade na mesa.
05:41Porque quando o assunto é agronegócio, meu amigo,
05:44o Brasil é referência máxima, apesar do Estado brasileiro.
05:47Sem sobra de dúvidas.
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