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Em entrevista, Andrea Damico, economista-chefe e CEO da BuySide Brasil, analisa o fechamento do mercado financeiro nesta sexta-feira, o impacto das falas de Donald Trump sobre juros nos Estados Unidos e os reflexos globais no dólar e nas bolsas.

Andrea também comenta os desdobramentos do caso Banco Master, a reação dos analistas, as perspectivas para o Ibovespa após o recorde intradiário e as projeções para o PIB brasileiro em 2026. Participação de Vinicius Torres Freire.

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Transcrição
00:00Os desdobramentos do caso do Banco Master, eu converso com André D'Amico, economista-chefe e CEO da BuySide Brasil.
00:08André, boa noite, sempre bom conversar com você, obrigada por ter aceitado o nosso convite.
00:13Quero começar falando do mercado financeiro, dessa sexta-feira, o que fechou a semana, o que mais influenciou a Bolsa hoje?
00:23Olha, sem dúvida, primeiramente, boa noite, Cris, boa noite a todos.
00:28Acho que, sem dúvida, foi essa fala do Trump, que vocês estavam aí comentando agora há poucos instantes.
00:37De fato, essa perspectiva de um Fed que não corta tanto os juros nesse ano, que mexeu ali sensivelmente com os juros mais curtos americanos,
00:52colocando uma probabilidade de um juros um pouco mais alto, impactou também ali o dólar no mundo, o DXY, as moedas globais.
01:05E ao colocar ali, nesse curto prazo, uma pressão para juros um pouco maiores, quer dizer, cai, mas cai menos,
01:17a gente teria nesse caso, então, também um potencial de queda nas bolsas, que foi o que a gente viu e você já bem colocou ali
01:26alguns minutos atrás.
01:29Então, de fato, acho que essa fala do Trump, que gerou um aumento nos juros mais curtos e também no risco, no prêmio de risco global,
01:43isso impactou mais os mercados hoje.
01:46Qual a reação dos analistas hoje, André, em relação aos desdobramentos do caso do Banco Master,
01:53tanto o que aconteceu ontem quanto o que aconteceu hoje, aí no decorrer do dia?
01:59Olha, eu acho até que não teve um tanto impacto nos mercados hoje, né?
02:05Claro, esse é o assunto das últimas semanas e sempre vai continuar sendo aí por várias semanas ainda.
02:15Mas, particularmente hoje, eu acho que não foi tão representativo para os preços de mercado aqui do Brasil, tá?
02:26Agora, sim, eu acho que esse é um tema que sempre vai continuar aí nas próximas semanas em voga, tá?
02:37Mas, especificamente hoje, eu acho que o que mais pesou mesmo foi essa fala do Trump sobre a preferência dele pelo Hassett
02:49ainda ali na Casa Branca e a subida de probabilidade do Washington.
02:55O Ibovespa B3, ele chegou a ultrapassar 166 mil pontos ontem durante o dia, né?
03:02Record de intradiário.
03:04A gente vai chegar de novo na semana que vem nesse valor?
03:07O que você espera da Bolsa para a semana que vem, André?
03:10Olha, a Bolsa, eu acho que a gente ainda continua tendo ali uma reverberação desse cenário global, né?
03:25Então, a gente viu isso acontecer em dezembro, acho que esse mês de janeiro também a gente deve continuar observando isso.
03:37Mas, em linhas gerais, eu acho que a gente pode dizer que existe ali uma certa realocação de portfólio em janeiro.
03:50Então, isso potencialmente pode, sim, influenciar os preços de ativos, né?
04:00De economias emergentes, principalmente.
04:03Eu acho que, sim, se dezembro foi um mês de um risk-off maior, ali colocar o dinheiro no bolso, né?
04:12Vender ali as posições e colocar o dinheiro no bolso.
04:15Eu acho que janeiro você tem essa tese de colocar o dinheiro para trabalhar.
04:21Então, eu ainda vejo o mês de janeiro, de forma geral, como mais positivo para a Bolsa,
04:29até por questões sazonais, tá?
04:32E fora isso, eu acho que toda essa tensão geopolítica que a gente observa no entorno ali do Trump,
04:42seja com Groenlândia, Venezuela, até Irã, né?
04:47Isso gera, sim, um aumento de incerteza no curto prazo, mas eu acho também que tem um efeito,
04:58além desse efeito, digamos, de aumento de incerteza, também tem uma certa discussão,
05:03gera uma discussão de diversificação de portfólio em relação aos ativos americanos.
05:09Então, isso também acaba sendo favorável ali para bolsas no restante do mundo, tá?
05:18Então, um pouco essa é a nossa visão.
05:21Vou passar para a pergunta do Vinícius. Vinícius, por favor.
05:24Andréa, mudando um pouco de assunto, mas para a PIB.
05:28O PIB de 2025 deve ter fechado algo perto de 2,3%
05:34e não ficou muito longe da previsão do mercado no final de 2024.
05:39Na mediana, se previa crescimento de 2%.
05:41Pela primeira vez em 3, 4 anos, o crescimento do PIB vai ficar perto da previsão.
05:47Para o ano que vem? Para o ano que vem, não.
05:49Para este ano, a previsão do Focus é de crescimento de 1,8%.
05:54Agora, tem gente dizendo que no final do ano pode ter tido uma aquecidinha da economia
05:59e que talvez sejam revisadas as estimativas de PIB para cima.
06:02Você acha que vai para 1,8%, para baixo disso ou para cima do que 1,8%
06:09e que a gente pode ter um crescimento em 2026, neste 2026, igual ao do ano passado?
06:16Bom, nosso cenário é exatamente esse 1,8% também, o cenário da Baixade Brasil.
06:24Nesse sentido, nós não vemos aí uma divergência nessa projeção de mercado.
06:32Mas eu tendo a concordar com você que esses dados mais recentes, principalmente os dados
06:43de varejo que a gente viu, as duas PMC surpreendendo para cima.
06:49Tivemos também ali a dinâmica do mercado de trabalho, que foi extremamente surpreendente.
06:57A gente até chegou há pouco tempo atrás, um, dois meses atrás, a vislumbrar que havia ali uns sinais
07:08de arrefecimento, de moderação do mercado de trabalho.
07:12Inclusive, o Banco Central repercutiu isso nas suas comunicações.
07:15mas o mercado de trabalho acabou ali revertendo esse sinal incipiente de alguma moderação
07:27e voltou a mostrar um ímpeto muito significativo, seja com uma queda importante da taxa de desemprego,
07:38novo aumento de salários, aumento de ocupação, aumento da PEA, inclusive.
07:43Então, assim, eu acho que só por isso já dá para dizer que o vetor, sim, é para uma surpresa para cima.
07:55Eu acho que surpresas daquele nível que a gente viu nos anos anteriores
08:02são menos prováveis, porque ainda a gente tem juros bastante restritivos.
08:08Mas, eventualmente, o PIB voltar a ficar em 2, não em 8, ficar em 2, 2,10, 2,20,
08:17não me surpreenderia tanto.
08:20Acho que ficar nos 3% eu acho que é demais, mas, eventualmente, ali tem uma surpresa
08:30de alguns 0,20, 0,30 a mais, eu acho bastante factivo por essa dinâmica do mercado de trabalho
08:40que realmente é difícil para a gente explicar, né, Vinícius?
08:44André, muito obrigada. Prazer conversar com você.
08:47Bom fim de semana e até a próxima.
08:50Prazer, Cris. Um abraço. Tchau, tchau.
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