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Mais de 46 mil presos tiveram direito ao benefício da saída temporária, a saidinha de Natal. No entanto, o benefício está proibido para condenados após maio de 2024, seguindo as diretrizes da legislação brasileira.

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Transcrição
00:00Nós vamos retomar um assunto que tem procurado demais os brasileiros, ou preocupado demais os brasileiros, que é a segurança pública.
00:07Em todo o país, mais de 46 mil detentos receberam o direito à saídinha de Natal.
00:12Na prática, cerca de 6,5% de toda a população carcerária do país fez jus à saída temporária.
00:21Aqui no estado de São Paulo, quase 220 mil detentos e 31 mil deles deixaram a cadeia por 7 dias.
00:28É preciso destacar que o Congresso acabou com esse benefício em maio de 2024.
00:33Foi aprovada a lei que extingue a saída temporária para visitas familiares e ressocialização.
00:40No entanto, a lei penal não pode retroagir para prejudicar um cidadão.
00:44Logo, a proibição só vale para quem for preso, for condenado, praticar um crime, após a lei começar a valer.
00:50O grande problema das saídinhas, é preciso destacar, é a reincidência.
00:55Os presos que cometem novos crimes durante o período do benefício.
00:59Sem falar daqueles, claro, que não voltam, simplesmente não voltam para os presídios
01:04depois que acaba o prazo da saída temporária.
01:07A gente teve, inclusive, alguns números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública,
01:11João Bellucci, nos últimos dias, nos primeiros dias, logo depois do fim de semana,
01:16em que vários desses presos, que estavam em saída temporária, foram presos novamente praticando outros crimes.
01:25Pois é, um benefício que eu me oponho frontalmente.
01:27O Congresso derrubou, é importante dizer, mas a tendência de que haja uma judicialização
01:31e haja uma decisão do Supremo sobre esse tema, como vem sendo normal no Brasil.
01:37Sempre uma, além da lei no Congresso, da discussão dos parlamentares,
01:40depois busca-se uma judicialização do tema e ele deve, essa judicialização deve percorrer as instâncias
01:47e desembocar no Supremo Tribunal Federal.
01:50O que é muito revoltante é essa questão, como você bem colocou, Kobayashi, da reincidência.
01:54Porque não é incomum a gente ver, ó, cada um foi aqui, ó, esse daqui já tem 17 passagens,
01:59esse tem 15 passagens e foi novamente pego cometendo crime.
02:03Lembrando que é o semiaberto, né, para quem está no tal do regime semiaberto,
02:07mas a progressão de regime, ela é facilitada, né, você tem algumas espécies ali,
02:12algumas previsões na lei, né, bom comportamento, leitura, né, alguns cursos
02:18e que não necessariamente você precisa se aprofundar nesses temas, né,
02:21basta alguma leitura simples, resenhas ali de livros e você acaba antecipando a sua progressão de regime,
02:27o que eu lamento muito.
02:27O que eu gostaria, espero que o Congresso se debruce um tempo nesse sentido,
02:31é da obrigação dos presos efetuarem algum trabalho e, de alguma forma, esse valor indenizar a vítima, né,
02:37porque sempre um, todo feriado tem esse negócio, né, uma pessoa que, sei lá, assassinou os pais,
02:42a mãe, né, depois de um tempo progredir do regime e sai no dia dos pais, dia das mães,
02:46agora no fim de ano, qual que é o sentido do preso, né, se ressocializar?
02:50Eu me oponho ao conceito da ressocialização, entendo que é um conceito falso, né,
02:54que o preso vai se ressocializar.
02:56Não, ele tem que pagar ali pelo seu crime e depois sai da cadeia,
03:00se for um crime de menor potencial ofensivo.
03:02Mas esses casos famosos sempre nos chamam atenção, né,
03:05tanto quando ocorrem as saídinhas, né,
03:07que agora tivemos séries famosas mostrando isso, né, de criminosos,
03:11quanto depois ele sai, cumpriu a pena, né, matou uma pessoa, né, apauladas, enfim,
03:16e agora ele está livre, né, e viram até celebridades.
03:18Então, acho que é um caldo cultural muito ruim no Brasil, Kobayashi.
03:21Agora, um rápido intervalo pra você que está nos acompanhando pela nossa rede de rádios,
03:25a gente já volta.
03:26Por aqui eu quero chamar o Alan Gani pra falar a respeito disso, Gani,
03:31porque o João bem disse aí, né, essa coisa da ressocialização,
03:36que é uma das finalidades da pena,
03:38pessoa ser melhorada durante o tempo que cumpre aquele período a que foi condenado,
03:46mas na prática há muitos desses que simplesmente esperam uma oportunidade pra voltar a delinquir, né.
03:52Exatamente. O Brasil é o país campeão de discutir detalhes e não discutir o principal.
04:01Então, o João, ele toca num ponto que é fundamental, né,
04:04que é essa questão da ressocialização, que subverteram, né, completamente esse conceito.
04:12E, na verdade, a função da prisão, a função primordial da prisão, Kobayashi,
04:17é afastar o criminoso da sociedade, afastar o risco, porque ele é um risco pra sociedade.
04:23Nesse sentido, a saídinha não faz o menor sentido. Por quê?
04:26Porque ele saiu e, se ele comete crime, o risco volta para a sociedade.
04:32Esse é o primeiro ponto.
04:33E o segundo ponto é claro, né, que quando você prende alguém,
04:36aquilo servir de exemplo para que demais criminosos não cometam também crimes.
04:43Então, esses dois pilares é a principal, né, são a principal função do sistema carcerário.
04:51A ressocialização, se vier, é ótimo, mas o Brasil, ele inverte a lógica.
04:57A gente parte da discussão da ressocialização e deixa à margem a discussão de manter o bandido preso
05:06e também de servir de exemplo para que demais não cometam crime.
05:10Está tudo de ponta cabeça nesse país.
05:12E você, senhor Fábio Piperno, como vê esses números aí, esses dados que estão sendo divulgados?
05:18Esses dados, eles têm um monte de leituras, né?
05:21Eu sempre fui um defensor da saídinha, uma série de questões.
05:28Eu acho que é um contrassenso, a saídona continua sendo mantida, né?
05:34Então, enfim, o sujeito pode sair para trabalhar, estudar diariamente o ano todo,
05:37mas aí ele não pode ter quatro, cinco dias por ano no final do ano.
05:41Mas veja, eu não acho que a saídinha seja um benefício prioritário, tem que existir para todo mundo.
05:48O que eu sempre contestei, e a cada vez que eu vejo esses números, né,
05:53e que eu acho números lamentáveis de gente que acaba recebendo esse benefício
05:59e comete outros atos criminosos aí nesse curto período, enfim, de suposta liberdade,
06:07é exatamente constatar que essas pessoas não têm o menor perfil para estar na rua.
06:14Vejam, nós, eu entendo as críticas da saídinha, eu já ouvi argumentos importantes, sólidos,
06:24só que tem uma coisa, a saídinha, ela é um benefício que está sendo atribuído a gente que não vale nada.
06:31Então, ontem, né, Mati, ontem, vocês citaram alguém que tinha cometido,
06:36tinha sido preso por crime rediondo, latrocínio, mais um monte de coisa,
06:41e de repente alguém concedeu a saídinha para ele. Por quê?
06:46Vejam, se o sujeito, esse cidadão, ele não pode ter o direito a isso.
06:53Se alguém cometer um crime muito mais leve, né, vamos pegar, olha, para não ir longe,
07:00vamos imaginar que daqui a pouco vai ter um ou outro, alguém condenado por maderna,
07:07e pegou um crime lá, alguém que pegou e depredou alguma coisa e estava preso.
07:11Muito bem, você vai comparar o grau de periculosidade desse indivíduo com o outro que cometeu latrocínio, estupro e tal,
07:19então, eu não vejo problema, em algum momento, esse cidadão que cometeu, vai, esse crime de vandalismo,
07:28algum lá no finalzinho da pena, cumpridos aí 70, 80% da pena, ele tem algum tipo, esse tipo de benefício.
07:35Agora, esse outro, ele não pode ter nenhum dia de benefício.
07:40Então, essa triagem que eu nunca entendi, por que que ela beneficia esse tipo de criminoso?
07:47Ó, quem falou sobre saída temporária, quando foi questionado ali a respeito da segurança,
07:51na festa da virada aqui em São Paulo, foi o prefeito, Ricardo Nunes, a gente tem um trecho para acompanhar.
07:56Diminuiu os índices de roubo e de furto, bastante, o que a gente precisa, e a gente tem observado,
08:03é a questão da saidinha, tem que acabar com esse negócio de saidinha, mudar essa lei,
08:08ter rigor máximo, máximo, máximo, máximo a defesa do trabalhador contra os criminosos,
08:14mas nós estamos preparados, são muitos homens da polícia militar, muitos homens da polícia municipal,
08:19da polícia civil, tecnologia, as câmeras do Smart Sampa.
08:23Está aí o prefeito de São Paulo, reforçando ali os dados das métricas em relação à segurança pública,
08:29mas criticando, saída temporária, falando que tem que mudar,
08:32questão que já mudou, não tem muito mais o que fazer, né,
08:35porque é o direito adquirido daqueles que já tinham, enfim,
08:38é um entendimento já há muito tempo, aplicado pelo STF, Gani,
08:42vai demorar um tempão aí para as pessoas pararem de ter saída temporária.
08:46Agora, você que é o cara dos números aqui, nosso economista,
08:49a gente deu na informação cerca de mais de 200 mil presos no estado de São Paulo.
08:54Imagine quantas pessoas a gente teria que ter no nosso sistema penitenciário
08:59contratadas para ficar fazendo análise de periculosidade dessas pessoas,
09:05de análise de risco dessas pessoas.
09:07Se a gente tivesse 200 pessoas, seria mil para cada.
09:09Como é que faz isso? Ver o histórico, ver...
09:13Tecnologia deveria ser, né, inteligência artificial, sei lá, alguma coisa assim.
09:18Exatamente, né, auxílio da inteligência artificial ou acabar com o benefício, né,
09:22aliás, acabou já com o benefício ou talvez a gente retroagir.
09:26Eu sei que tem toda a questão, uma discussão de segurança jurídica,
09:29do direito adquirido, mas eu não acho que também nessa questão de direito adquirido
09:33sirva para tudo, né?
09:35A gente, por exemplo, sistema previdenciário,
09:38usa-se o direito adquirido e você tem juiz ganhando aposentadoria de 100 mil reais por mês
09:45e arrebentando as contas públicas.
09:46Então, talvez isso precise...
09:48Matéria tributária, recentemente...
09:49Matéria tributária.
09:49Matéria tributária.
09:50Mesmo o processo encerrado, transitado e julgado, eles podem reaver.
09:54Então, assim...
09:55É, perfeito.
09:55Muita segurança jurídica para um lado, pouca segurança para o outro, né?
09:58Exatamente, né?
09:59E naquilo que talvez faria sentido a gente retroagir, a gente não retroage.
10:04Em matérias tributárias que já deu lá o trânsito em julgado,
10:08aí abre-se o precedente e a gente acaba revisando, literalmente, o passado.
10:13Então, isso não está certo.
10:14Agora, a tecnologia pode ser uma aliada, assim, com inteligência artificial.
10:20Agora, Acoba, eu achei interessante quando o prefeito Ricardo Nunes,
10:24e ele fala acertadamente, né, das câmeras do Smart Sampa,
10:27Eu tinha uma ideia que, com essas câmeras, a violência na cidade de São Paulo ia cair drasticamente.
10:34Por quê?
10:34Porque hoje você anda e você tem a imagem ali do criminoso.
10:37Em qualquer país sério do mundo, país desenvolvido, né,
10:41se você já tem a imagem do criminoso, primeiro que aquilo já inibe a pessoa praticar o crime.
10:47Segundo, se você já tem a imagem, ela vai para a cadeia e acabou, e não sai da cadeia.
10:52Então, aquilo reduz a criminalidade.
10:53O Brasil é um caso único em que você tem estampado a cara do criminoso,
10:58você tem a imagem do criminoso, vira, viraliza no Instagram o crime e fica por isso mesmo.
11:04E não acha, né? Muitas pessoas impunes, né, João?
11:07Pois é, Acoba, acho que esse, eu entendo que poderia retroagir sim,
11:11para já encerrar a saidinha de quem está tendo o benefício.
11:14É evidente que seria necessária uma construção jurídica nesse sentido,
11:18já que em tese seria a retroatividade benigna, né, como você bem mencionou,
11:21só poderia retroagir para beneficiar.
11:24Só que há essa construção, esse entendimento político-jurídico,
11:27de beneficiaria à sociedade, né, apresentando números, dados, estatísticos claros.
11:32A saidinha, esse benefício, vem na verdade prejudicando, né, com mais crimes.
11:37Enfim, e acho que com relação à Smart Sampa teremos uma discussão futura,
11:41porque o que se discute é que ela será usada futuramente para crédito social,
11:45vigilância eterna, outras coisas, mas no momento vem servindo.
11:48Mas como bem colocou o Gani, a gente tinha mandados de prisão em aberto,
11:50uma pancada de mandados, o Smart Sampa foi lá, ajudou e tal,
11:53mas assim, precisa ficar preso, né?
11:56O Congresso e a sociedade têm demandado menos benefícios para criminosos, né,
12:01progressão de regime, outras coisas, porque a tal da ressocialização já ficou bem claro
12:04que falhou, né, um conceito que ele foi imposto, né, via faculdades, enfim,
12:09faculdades de humanas, mas no meu entendimento ele falhou, isso está bem claro,
12:13considerando esses casos que sempre chamam a atenção das reincidências, né,
12:16sempre a gente tem, a gente teve um caso, acho que ano passado, ou retrasado,
12:19de um policial que ele vai prender uma pessoa, ele hesita em atirar e aí ele acaba sendo executado,
12:25e ele hesita porque ele sabe que ele responderia administrativamente,
12:28ele teria que explicar cada bala que ele atirou, teria que, toda uma sindicância para investigá-la,
12:32é o passo que o criminoso foi lá, não hesitou, atirou, foi embora e acabou com a vida dessa família, Coba.
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