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Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.

Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

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00:00O Antagonista
00:30O Antagonista
01:00O Antagonista
01:29O Antagonista
01:31Tchau, tchau.
02:01Tchau, tchau.
02:31Tchau.
03:01O Antagonista.
03:18Tchau, tchau.
03:48Tchau, tchau.
04:18Tchau, tchau.
04:20Tchau, tchau.
04:22O resumo do meio do dia para você ficar por dentro de tudo o que acontece no país.
04:28Tchau, tchau.
04:30Um dos fatos marcantes de 2025 foi o fim da guerra entre Israel e Hamas em Gaza.
04:37Foram dois anos de conflito até que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciasse um acordo entre o Estado israelense e o grupo terrorista.
04:47Antes do acordo, no entanto, o mundo ficou alarmado com a troca de ataques entre Irã e Israel e com ataques americanos a três instalações nucleares iranianas.
04:58O acordo de cessar fogo que encerrou a guerra entre Irã e Israel permanece em vigor na manhã desta quarta-feira, dia 25, mais de 24 horas depois do presidente Donald Trump declarar o início da trégua.
05:12Tanto Israel quanto Irã declararam vitória no conflito que começou em 13 de junho com ataques aéreos generalizados de Israel contra instalações nucleares iranianas e sua liderança militar.
05:25Ambos os países tomaram medidas para a trégua se manter após um confronto de 12 dias que contou com intensos ataques aéreos israelenses,
05:34ondas de mísseis balísticos iranianos e um bombardeio americano de instalações nucleares iranianas.
05:41Ricardo Kertzmann, muito boa tarde, bem-vindo aqui ao nosso jornal.
05:45E eu queria saber a sua avaliação desse cessar fogo, vai ser para valer?
05:50Boa tarde, Inácio. Boa tarde também para os nossos queridos amigos antagonistas.
05:55Olha, tem tudo para ser para valer, pelo menos por um bom tempo, Inácio.
06:00Você há de se lembrar, eu não sei exatamente se foi aqui no meio-dia em Brasília ou no Papo Antagonista,
06:06mas seguramente foi com você na apresentação, eu havia comentado, se eu não me engano, na quarta-feira da semana passada,
06:15que essa guerra não teria como ser prolongada, porque os dois países, tanto Israel quanto Irã,
06:22estavam enfrentando, no caso do Irã, um custo político muito grande, assim como um custo financeiro bárbaro.
06:32E o Irã não tem capacidade de financiamento.
06:35Eu dizia, o Irã encontra-se já há algum tempo sob embargos comerciais internacionais,
06:41por imposição dos Estados Unidos, depende basicamente da exportação de petróleo,
06:45sobretudo para a Rússia e China, Rússia está com os problemas econômicos por causa da guerra contra a Ucrânia,
06:53e a China não vai se meter a querer financiar o poderio militar iraniano e comprar uma encrenca com o Ocidente,
07:02do qual depende para todas as suas exportações.
07:07Então o Irã não tinha como carregar por muito tempo essa guerra, o custo já era magnífico,
07:13tanto custo de ataque como também das perdas de infraestrutura, e a questão política pesava muito no Irã.
07:21Pelo lado de Israel, se politicamente isso acaba servindo, a guerra acaba servindo como uma trégua para o momento,
07:27para o péssimo momento, mais um inclusive vivido pelo Netanyahu, o custo financeiro também é bastante elevado.
07:34Israel tem um orçamento militar de mais de 30 bilhões de dólares anuais,
07:40e essa guerra travada com o Irã estava acarretando um aumento muito grande nesse custo,
07:46e com toda a ajuda militar americana, ainda que com toda a ajuda militar americana,
07:50era muito difícil de suportar.
07:52Então havia já esse interesse em que essa guerra fosse resumida,
07:56e eu dizia o seguinte, ou ela vai ser precipitada, o término vai ser precipitada,
08:01por uma ação mais dura, que foi o que acabou acontecendo, uma ação, vamos chamar assim, definitiva,
08:07ou então mesmo pela safadiga dos dois países.
08:10E acabou ocorrendo, Inácio, justamente pelo ataque americano às instalações nucleares.
08:15E aí nesse momento, os três países, não mais os dois,
08:19os três países agora ficam interessados nesse acordo, mesmo que provisório de paz.
08:25Israel e Irã, pelas razões que eu já apresentei, e no caso dos Estados Unidos,
08:29porque seria mais uma vergonha para o presidente Donald Trump,
08:34mais um vexame internacional, ele que já está com esse acrônimo pregado na testa,
08:40o tal do taco, que traduzindo no bom português,
08:44Trump sempre amarela, seria mais um vexame internacional para o Trump.
08:49Porque vamos lembrar que ele prometeu acabar com a guerra na Ucrânia com dois telefonemas,
08:53e nada disso aconteceu.
08:54Prometeu que o Hamas iria conhecer o inferno se não libertasse o resto dos reféns israelenses
09:02que estão sob prisão dos terroristas palestinos.
09:06Isso também não aconteceu.
09:08E se agora, depois de anunciar o fim da guerra e o cessar-fogo também não acontecesse,
09:13para ele seria um vexame.
09:14Então, no momento, os três países estão muito interessados,
09:17e eu acho que isso traz muita força para que esse acordo de paz, vamos chamar assim,
09:22dure pelo menos por um bom tempo.
09:24E aquela possibilidade que alguns alimentavam, seja talvez dos Estados Unidos,
09:31seja talvez de Israel, talvez dos dois em proporções diferentes,
09:35de que esse conflito poderia se levar a uma troca de regime no Irã,
09:40o povo se levantar contra os ayatolás,
09:44essa possibilidade foi afastada e eles devem continuar,
09:48ou você acha que ainda há condições lá dentro para a insegurança do regime atual?
09:54Inácio, a gente acha que tem que separar essa sua questão em duas metais.
09:59Que os Estados Unidos e Israel, e eu acredito que todo o Ocidente Democrático,
10:06esperam e adorariam ver esse regime dos ayatolás cair, isso é claro.
10:11Mas esse é um movimento que tem que ser interno, é um movimento que tem que vir de dentro para fora.
10:17Os Estados Unidos, principalmente, Inácio, eles têm experiências catastróficas
10:22quando tentaram depor regimes.
10:25Os mais novos talvez não saibam, mas na década de 60,
10:29a guerra do Vietnã impôs perdas, sobretudo de vidas humanas,
10:33duríssimas para os Estados Unidos e perdas políticas no campo internacional também.
10:38Os Estados Unidos também enfrentaram, mais recentemente, a guerra no Iraque,
10:44tentaram e conseguiram depor o regime iraquiano, depuseram o Saddam Hussein,
10:50prenderam o Saddam Hussein, ele foi condenado depois da morte, enfim.
10:56Tudo isso aconteceu, mas há um custo financeiro e de vidas muito alto.
11:02Eu duvido que os Estados Unidos estejam preparados ou intencionem passar por isso novamente.
11:07E do lado de Israel, o Israel não está dando conta nem de substituir o regime terrorista do Hamas em Gaza,
11:17muito menos tentar se meter nessa mudança de regime iraniano.
11:21Porque, Inácio, para você depor um governo, para você depor um regime ditatorial como esse,
11:27não dá para ser através de uma guerra aérea, de mandar foguete, mandar bomba.
11:32Você tem que fazer uma incursão terrestre, você tem que enviar o exército para lá,
11:35depor esse regime, a partir daí instituir um novo, para que com o passar do tempo,
11:41a própria população e novos eleitos, lá não existe eleição nesse aspecto,
11:47mas que novos eleitos assumissem o poder.
11:50É óbvio que isso não é possível de acontecer.
11:52Falando sobre essa questão democrática, digamos assim, muito entre aspas também lá do Irã,
11:59tivemos há uns anos atrás o Mohamed Qatami.
12:02E o Qatami era tido como o mais moderado, era tido como um líder mais pró, digamos assim,
12:07conversações, não tinha arestas claras, pelo menos com Israel ou com os Estados Unidos.
12:13Você acha que um movimento como esse, de conflito, que agora parece resolvido provisionalmente,
12:19pode trazer de novo um líder mais, digamos assim, moderado ao Irã,
12:24ou ao contrário, a tendência é eles aumentarem a potência em alguém mais nacionalista, mais extremista?
12:33Inácio, acho que essa pergunta é ótima, porque ela é totalmente imprevisível.
12:40Se a gente voltar há alguns anos, há algumas décadas, e lembrar do que aconteceu no Egito,
12:47que foi início da chamada Primavera Árabe, com o apoio dos Estados Unidos,
12:51um forte apoio do Barack Obama, o Osnimo Barack acabou caindo, a ditadura dele,
12:57uma ditadura de 40 anos.
12:59Alguém gosta de ver ditador no poder, Inácio? Não, ninguém gosta.
13:03Mas aquela ditadura, pelo menos, trazia algum tipo de estabilidade à região.
13:08O Osnimo Barack era um aliado americano e um aliado de Israel.
13:12Com a deposição do Barack, que depois contaminou todos os países vizinhos,
13:17aquela deposição imediata trouxe ao poder algo muito pior, a tal da irmandade muçulmana,
13:24que depois acabou sendo, de alguma forma, não sucedida,
13:30mas acabou influenciando o surgimento daquele grupo bárbaro, o ISIS.
13:36Após essa ascensão da irmandade muçulmana, foi que as forças armadas,
13:41houve um golpe, vamos chamar assim, dentro do Egito,
13:44que depuseram a irmandade muçulmana, ou seja,
13:47a queda daquele regime trouxe algo ainda pior.
13:50É por isso que eu digo que essa sua pergunta é muito pertinente,
13:53mas imprevisível, porque a queda desses ayatollahs não necessariamente traria um líder mais moderado,
14:00a gente não tem como saber, ou pior, traria alguém ainda mais nocivo à estabilidade.
14:07É uma situação bem interessante, porque algumas pessoas, alguns especialistas,
14:12traziam justamente essa pergunta.
14:14Será que eles, entre aspas, aprenderam que não vale a pena bater de frente e se incompor?
14:20Porque eles já tiveram, digamos assim, essas lideranças um pouco mais moderadas.
14:25Por outro lado, eles podem estar agora, sobretudo o ayatollah kamenei,
14:29ainda mais, digamos assim, enraivecido e querendo se fechar justamente daqueles que ele confia mais.
14:37Quando as pessoas estão assustadas, elas costumam se cercar daqueles que eles sentem mais confiança,
14:42e não necessariamente daquelas pessoas que deveriam trazer maior abertura,
14:46aparar arestas e uma convivência mais pacífica.
14:52Situação delicada, não é?
14:54Inácio, perdão.
14:56Diga.
14:57Isso tudo também tem um pano de fundo que talvez seja o mais importante de tudo.
15:03O quão real foi o estrago do bombardeio americano nessas instalações nucleares?
15:08Ah, vamos falar disso agora.
15:11Então, porque esse eu acho que é o pano de fundo disso tudo.
15:15Que o Irã está extremamente enfraquecido sob o aspecto militar e politicamente enfraquecido internamente,
15:21isso é óbvio, todo mundo sabe.
15:24Mas o poderio nuclear do Irã foi efetivamente, como o Donald Trump adora falar, obliterado,
15:31ele foi destruído, porque no dia do ataque, o Donald Trump, com aquela arrogância peculiar,
15:36disse que sim, que estava totalmente destruído.
15:40Com esse gancho, com esse gancho, meu caro, eu vou justamente para essa pauta que a gente está trazendo agora,
15:46que é a declaração dele de que realmente isso teria sido aniquilado, depois recuou, veja bem, não é bem assim.
15:54O que que acontece?
15:54É isso que eu vou falar agora.
15:55As instalações nucleares do Irã foram gravemente danificadas após repetidos ataques de Israel e dos Estados Unidos,
16:04disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Bagay.
16:10Bagay, perdão.
16:12Autoridades iranianas e a própria mídia estatal já haviam minimizado a extensão dos danos ao programa nuclear do país.
16:20O presidente dos Estados Unidos, como lembrou agora o Ricardo, Donald Trump, afirmou na quarta-feira
16:24que os ataques que ordenou as instalações nucleares causaram destruição total das usinas nucleares do Irã.
16:32E aí voltamos, Ricardo, porque parece que não é bem assim.
16:35Para o Irã interessa justamente dizer externamente que foi tudo aniquilado.
16:41Em outras palavras, relaxem aí, baixem a guarda, a gente não vai conseguir fazer nada por muito tempo.
16:47Internamente o discurso é o contrário.
16:49Não, eles só jogaram umas biribim aqui, a gente vai conseguir, continuamos aqui na frente.
16:53E o próprio Trump disse que tinha aniquilado destruição total, era o termo, mas parece que já mudou isso, né, Ricardo?
17:03Inácio, então, sinais contraditórios, informações contraditórias, elas são sempre muito oportunas em guerras.
17:10Porque elas sempre servem aos propósitos, obviamente, de quem está emitindo esses sinais contraditórios.
17:16Que é o caso do Irã.
17:18Olha que coisa interessante.
17:20Eu dizia que o Trump anunciou triunfante no dia do ataque que tinha destruído tudo, não sobrou nada.
17:26Muito bem.
17:27Com esse vazamento deste documento que agora a Casa Branca está dizendo que é falso,
17:32do Departamento de Defesa americano, dizendo que não foi bem assim,
17:36que as instalações foram atingidas, obviamente,
17:38mas não de forma definitiva, e que em poucos meses o Irã poderia retomar o programa nuclear.
17:46Isso caiu como uma bomba nos Estados Unidos, no mundo como um todo.
17:50Aí a Casa Branca foi, correu e desmentiu, dizendo que esse documento é falso,
17:55e que foi vazado, eles gostam muito sempre de usar esses termos, né,
17:58foi vazado por um democrata, raivoso, enfim, sempre apostando nessa briga ideológica.
18:04Bom, nesse momento fica impossível a gente determinar,
18:09ou sob através das informações do Irã,
18:12ou através do documento que foi vazado,
18:16e que agora está dizendo, o governo americano está dizendo que é falso,
18:19fica impossível a gente determinar o que é verdade.
18:22Porém, Inácio, há um sinal, para mim, bastante revelador,
18:26que foi uma entrevista dada pelo presidente Donald Trump hoje pela manhã.
18:29E aí, se ontem ele já começou a atacar os jornalistas,
18:35dizendo que isso tudo era fake news, que era mentira e tudo mais,
18:39hoje ele deu uma entrevista, já anuntou muito mais ameno, Inácio,
18:43e dizendo assim, eu até anotei as palavras dele,
18:46eu acredito que as instalações nucleares foram totalmente destruídas.
18:52Bom, no dia do ataque ele disse que foram, agora ele acredita.
18:56Ele falou o seguinte, Israel, que tem pessoas lá no local,
19:01poderão dizer melhor.
19:03Bom, agora ele já está compartilhando,
19:06dividindo a responsabilidade com Israel.
19:08E, por fim, essa que foi a frase que me deixou mais desconfiado,
19:14ele disse assim, nós ouvimos falar que foi tudo destruído.
19:18Ou seja, aquele Donald Trump que cravou a destruição total,
19:22já não é mais o mesmo, já mudou de postura.
19:25E, para piorar, Inácio, saiu uma notícia também hoje pela manhã,
19:30e essa é bastante preocupante,
19:33é que foi descoberta uma fortaleza subterrânea,
19:37altamente profunda, essa fortaleza,
19:40numa montanha muito perto de uma daquelas instalações,
19:44da instalação de Natanz.
19:46Essa montanha, eles chamam de Peak X Mountain,
19:50e é lá que acredita-se que foi para lá que foi deslocado o urânio enriquecido em Natanz.
19:57Ou seja, todo esse contexto gera uma dúvida muito grande.
20:02De fato, o programa nuclear iraniano foi destruído ou não?
20:06E é por isso que eu estava dizendo no comentário anterior,
20:09isso é fundamental para a gente saber se esse acordo de paz vai durar ou não, Inácio.
20:13Pois é, e a pergunta que fica também,
20:16esse ataque dos Estados Unidos para destruir as instalações iranianas,
20:20aparentemente não tão seguro assim de que deu certo,
20:24era uma tentativa de resolver o problema definitivamente,
20:27acabando, aniquilando com a capacidade produtiva iraniana,
20:31que deu, entre aspas, um pouco errado,
20:33se a gente acreditar nesse titubear do Trump,
20:37de que talvez não tenha sido tudo isso,
20:38ou o Trump não queria mesmo realmente destruir 100% tudo,
20:42porque isso teria um custo muito elevado, teria uma destruição muito elevada,
20:46exigiria um investimento maior talvez dos Estados Unidos,
20:49e queria, digamos assim, apenas resolver a questão pelos próximos anos,
20:53para ele dizer, olha, no meu mandato não teve bomba iraniana,
20:59aí depois quem vier que vai ter que lidar com esse problema.
21:02Inácio, eu acredito que a intenção tenha sido destruir para valer mesmo.
21:06Primeiro que o Trump, ele gosta, ele quer ser o peacemaker,
21:11o cara que salvou o planeta, isso é um desejo dele.
21:16E estamos falando de um ataque com sete aviões, com 14 bombas,
21:23não é isso? Daquelas bombas de sei quantas toneladas, cada um de explosivos.
21:28Foi um ataque muito robusto, um ataque muito forte.
21:32Houve muito empenho, não só militar, como financeiro nisso tudo.
21:35A meu ver, a ideia era de fato destruir para valer.
21:39E eu espero, todos nós esperamos do fundo do coração,
21:42que tenha destruído aquela porcariada toda.
21:45Eu não acho que seria só para poder resolver durante os quatro anos de mandato dele, não.
21:50Eu acho que seria, a ideia é que tenha sido definitiva.
21:55O que nos traz a primeira pergunta desse bloco,
21:58se esse cessar fogo é definitivo.
21:59Se daqui a pouco Israel ou os Estados Unidos descobrirem que essa nova instalação,
22:04que aí há rumores que ainda permanece e com capacidade produtiva desconhecida até o momento,
22:11provar-se algo viável de trazer uma bomba a curto prazo,
22:14talvez tenham que haver novas incursões, seja de Israel, seja dos Estados Unidos.
22:19Tem que ver também se essa montanha aí, onde teria essa outra base,
22:23tem profundidade suficiente para receber, digamos assim, os artefatos americanos,
22:30porque, se não me engano, eles conseguem penetrar até 60 metros de concreto.
22:34Mas vamos supor que essa montanha, eles estejam enterrados a 400 metros de profundidade.
22:39Aí não teria como fazê-lo à distância, exigiria algo mais, digamos assim,
22:44uma intervenção pessoal, deslocamento de gente,
22:47e aí a coisa complica bastante de figura.
22:50Então, é uma situação bastante delicada que, como disse o Ricardo Kertzmann,
22:54vai exigir com que todos aqui que estão assistindo o jornal,
22:58eu, você, Ricardo e todo mundo,
23:00aguarde os próximos tempos para ver se essa ameaça realmente
23:04fica apenas nesse suspense de será que,
23:06ou se a inteligência dos dois países, que tenho certeza em algum momento vai descobrir,
23:10se houver de fato uma ameaça latente,
23:13vai trazer informações que exijam que esse cessar-fogo seja, digamos assim,
23:17ignorado por novos ataques às instalações iranienas.
23:22A primeira fase do plano de paz de Trump para Gaza só foi assinada em 8 de outubro.
23:28Vamos relembrar.
23:29O governo de Israel e o grupo terrorista Hamas concordaram nessa quarta-feira
23:34em um acordo de libertação dos reféns ainda mantidos na faixa de Gaza
23:40em troca de prisioneiros palestinos,
23:43anunciou o presidente americano Donald Trump.
23:46O acordo também prevê a retirada parcial do exército israelense do território.
23:52O acordo deve ser assinado na quinta-feira, hoje, no Egito.
23:57Mais cedo, Trump disse que iria ao Oriente Médio no fim de semana
24:01para acelerar ou facilitar essa negociação.
24:06Vamos ver a manifestação de Donald Trump.
24:09Ele disse na sua rede X e que também falou na rede que ele mesmo tem Truth Social.
24:19Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz.
24:25Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas
24:31para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte e duradoura.
24:37Todas as partes serão tratadas com justiça.
24:42Este é um grande dia para o mundo árabe e muçulmano, Israel, todas as nações vizinhas e os Estados Unidos da América.
24:50E agradecemos aos mediadores do Catar, Egito, Turquia, que trabalharam conosco
24:55para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse.
24:59Quem também se manifestou foi Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel.
25:11Ele disse
25:12Desde o início, deixei claro, não descansaremos até que todos os nossos reféns retornem
25:32e todos os nossos objetivos sejam alcançados.
25:36Por meio de determinação firme, ação militar poderosa e dos grandes esforços do nosso grande amigo e aliado,
25:45o presidente Trump, alcançamos este ponto de virada crítico.
25:49Agradeço ao presidente Trump por sua liderança, sua parceria e seu compromisso inabalável
25:54com a segurança de Israel e a liberdade de nossos reféns.
25:58Após o anúncio desse plano de paz, de cessar fogo, houve comemoração na faixa de Gaza.
26:07Vamos acompanhar.
26:10Bom, não temos essa imagem, então já vamos falar com Duda Teixeira.
26:15Duda, se a gente ver essas palavras, essas declarações, fala-se do cessar fogo,
26:21mas a gente não lê nas declarações nem do Trump e nem do Benjamin Netanyahu
26:26uma menção específica ao cessar fogo.
26:30Você acha que isso é indicativo de algo ou simplesmente esquecimento?
26:36Inácio, boa tarde.
26:37O que eu acho aí que é mais importante é que o plano de paz é maior, mais importante que o cessar fogo.
26:46Então, acho que o cessar fogo está no pacote.
26:48Aliás, está no pacote, uma vez que for assinado, ainda precisa o gabinete de ministros do Benjamin Netanyahu
26:59aprovar o plano, o cessar fogo já começa.
27:05Israel já parou com os ataques ao Hamas na faixa de Gaza.
27:11E aí a gente começa esse período.
27:13O Hamas também, isso foi uma notícia da Aula Arabeia, que é uma rede da Arábia Saudita,
27:20dizendo que o Hamas já começou a reunir os reféns, acho que são 20 reféns que estão vivos,
27:27preparando-os já para fazer a entrega que deve acontecer.
27:33Se dizia aí que começaria agora e acabaria na segunda-feira.
27:38Agora também se fala que vai acontecer tudo na segunda-feira, mas me parece que já é um processo sem volta.
27:48O Hamas já aceitou libertar os prisioneiros, desculpa, os reféns.
27:55E Israel, de sua parte, também aceitou a libertação de prisioneiros palestinos.
28:00Alguns que foram condenados estão em prisão perpétua e outros que ainda não foram condenados, não foram nem julgados.
28:09Então, isso já me parece que é uma coisa que vai acontecer.
28:14E aí a gente vai ter os outros passos mais para frente.
28:19E aí a gente tem algumas incertezas.
28:22Mas me parece, Inácio, que a maneira como o plano de paz foi construído, ele não permite, ele foi meio que amarrado para impedir retrocessos.
28:37Eu quero dizer, o Trump diz que vai criar um conselho de paz e que ele mesmo vai presidir.
28:43O Trump conseguiu colocar nessa história os países árabes, o Catar, o Egito, também conseguiu colocar a Turquia.
28:55E esses países vão participar de uma força internacional para acompanhar todo esse processo lá na faixa de Gaza.
29:04Esses países também vão estar pressionando a autoridade palestina para que ela faça uma reforma interna
29:12e assim possa depois conduzir o governo que vai tomar conta ali da faixa de Gaza.
29:21O Netanyahu já assumiu o compromisso também com esse plano de paz.
29:26Aliás, o Netanyahu, faz pouco tempo, ele disse agora que os objetivos que ele tinha na faixa de Gaza já foram alcançados.
29:36que a gente recorda que eram dois, era destruir o Hamas e conseguir a libertação dos reféns.
29:43Então, uma vez que o Hamas aceitou essa libertação dos reféns, e é claro que você não consegue destruir totalmente o Hamas,
29:50mas já tem, foram 25 mil terroristas eliminados, o Hamas realmente está muito sem força.
29:58Então, com os objetivos alcançados, não faz mais sentido continuar com essa guerra.
30:04A pressão de Israel também, dos israelenses para acabar com essa guerra, agora aumenta ainda mais.
30:12A guerra meio que deixa de fazer sentido, porque os objetivos já foram alcançados.
30:18O primeiro-ministro admitiu isso.
30:19Então, parece que a gente vai ter realmente o fim da guerra, que se chegou a esse acordo, o que é uma coisa histórica.
30:34Duda, rapidamente, você acredita que o Hamas possa mesmo entregar as armas e se desmilitarizar,
30:41como por exemplo aconteceu com o Ira, na Irlanda do Norte, com o ETA, na Espanha?
30:46Você acredita que possa haver um movimento nesse sentido?
30:49Eu acho que não há, o Hamas diz que quer participar do governo da faixa de Gaza, junto com a autoridade palestina,
31:01mas é óbvio que se eles não entregarem as armas, eles também não vão ser autorizados a participar desse governo.
31:09Se o Hamas entregar as armas, ele deixa de existir como grupo terrorista, como aconteceu, por exemplo, com as Farc, aqui na Colômbia.
31:19Você pode ter alguns grupos do Hamas que se recusam a entregar as armas e aí você pode virar uma dissidência.
31:28Aqui a gente teve a segunda marca Itália, na Colômbia, que depois arrumou um refúgio na Venezuela.
31:36Mas também a gente está vendo que não tem muito para onde o Hamas possa ir para se fortalecer, uma dissidência.
31:44Porque o apoio dos países no entorno de Israel e dos territórios palestinos a esse plano de paz tem sido muito forte.
31:58E aí o Hamas sempre dependeu muito dessa ajuda externa.
32:05Recebia ajuda do Egito, principalmente na questão militar, recebia muita ajuda do Catar.
32:14E agora isso ficou mais difícil.
32:16O Catar entendeu que também não pode ficar o tempo inteiro financiando o Hamas.
32:22Depois do ataque israelense no Catar, mudaram de opinião.
32:25Como parte desse acordo, 20 reféns foram libertados em 13 de outubro.
32:32Vamos lembrar.
32:33Vamos ver primeiramente o reencontro de Matantzen Galker com a sua mãe.
32:37Transcrição e Legendas
32:52Ele está emkehros, ele está no clube, ele está no clube, ele está no clube, ele está no clube.
33:05Dois vão começar muito aí o meu amor.
33:10Você não entendeu?
33:10O meu Deus.
33:13Ele está no clube.
33:15Ele está no clube, ele está no clube.
33:19Ele está no clube.
33:20Vamos ver agora o reencontro de Eitan Mor com os seus familiares.
33:50O reencontro de Eitan Mor com as suas mãos.
34:20Não, não, não, não.
34:50E ele sempre almejou.
34:53A laureada foi a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado.
34:59O Comitê Norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira em Oslo
35:03que o Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi concedido à venezuelana Maria Corina Machado
35:10pela sua atuação em favor dos direitos democráticos
35:13e por sua defesa de uma transição pacífica do país rumo à democracia.
35:18A escolha reconhece esforços de longo prazo para fortalecer liberdade civis, eleições livres e democracia.
35:26A nova laureada acumula reconhecimentos internacionais.
35:30Em 2024, recebeu o Prêmio Vaclav Havel de Direitos Humanos concedido pelo Conselho da Europa
35:37pela sua atuação em defesa do Estado de Direito.
35:40No mesmo ano, dividiu o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu com outras lideranças democráticas da Venezuela
35:47de acordo com notas das respectivas instituições.
35:51Essa decisão ocorre após o ciclo eleitoral venezuelano de 2024
35:56marcado pela repressão a opositores e impedimento a candidaturas.
36:01Vamos ver o momento em que Maria Corina recebe a notícia do Prêmio.
36:05Maria Corina
36:12Olá
36:13Sim, eu falo com Maria Corina Machado?
36:18Sim, eu falo Maria Corina.
36:21Sim, Maria Corina.
36:23Meu nome é Cristian Bergart-Pykin.
36:27Eu sou o secretário do Noruegian Nobel Comitê no Oslo.
36:34E eu falo para informe você que em alguns minutos
36:39vai ser anunciado aqui no Nobel Instituto
36:44que você vai receber o Nobel Peace Prize para 2025.
36:50Oh, meu Deus.
36:50Oh, meu Deus.
36:53Oh, meu Deus.
36:59Congratulations to you, Maria.
37:04Oh, meu Deus.
37:08Oh, meu Deus.
37:09Well, I have no words.
37:15I, well, thank you so much, but I hope you understand this is, this is a movement, this
37:25is a achievement of a whole society, I am just, you know, one person, I certainly do not deserve this.
37:36Oh, my God.
37:39I think both the movement and you deserve it.
37:45So, I'm sure this comes as a surprise, and I'm sorry to have to wake you up in the middle of the night to convey this.
37:51We don't have much time.
37:55We actually are making the announcement just in a few minutes, but I want to quote just shortly from the text that will be announced shortly,
38:05where it is said that you are receiving the prize for, and here I quote directly from the announcement,
38:14for her tireless work promoting democratic rights for the people of Venezuela,
38:19and for her struggle to achieve a just and peaceful transition from dictatorship to democracy.
38:26I'm honored, humbled, and very grateful on behalf of the Venezuelan people.
38:37We are not there yet.
38:39We're working very hard to achieve it, but I'm sure that we will prevail,
38:44and this is certainly the biggest recognition to our people that certainly deserve it.
38:51So, thank you very much.
38:54Thank you very much.
38:55I'm very happy to hear your reaction.
39:00I do have to ask you, Maria, not to reveal this in the next five minutes until the official announcement is made here in Oslo,
39:08which is at 11 o'clock a.m. local time, 5 o'clock your time.
39:15After that, of course, you are more than welcome to tell anyone you would like.
39:21And by experience, we know that the news will be out.
39:25I think it will take me a lot longer to believe what I've just heard.
39:31Wow. Well, thank you very much.
39:36It's an honor, and I know it's a recognition to our people, to the Venezuelan people.
39:45Thank you so much.
39:46It certainly is, but it's also a recognition of yourself and what you have done.
39:50I look very much forward to speaking with you soon again.
39:54Me too. Thank you so much. Thank you very much.
39:57I am wordless, speechless, but thank you. Thank you.
40:02Thank you.
40:03Duda Teixeira. Prêmio Nobel Merecido?
40:08Prêmio Merecido.
40:09Eu acho que, aliás, o Comitê Norueguês do Nobel tem que ganhar um prêmio por essa escolha, né?
40:15Porque é maravilhoso.
40:18A Maria Corina é uma pessoa magnânime, grandiosa, né?
40:23Que tem essa luta de anos, né?
40:28Desde a época do Hugo Chávez, que ela está lá lutando por democracia na Venezuela.
40:35E ela tem uma característica que eu acho que é muito apreciável.
40:41Veja que ela recebe essa ligação e a maneira como ela reage.
40:45Ela diz, eu sou muito humilde, né?
40:49Eu aceito com humildade e é um prêmio para todos os venezuelanos.
40:53Então, ela é claramente uma pessoa que dá a vida dela, se esforça em nome de um benefício comum, né?
41:07Então, assim, ela realmente se sacrifica pelo povo venezuelano.
41:13Isso é muito claro, né?
41:15Mas você não vê ela fazer como populistas, autoritários, que saem por aí dizendo,
41:23olha, eu sou indispensável, só eu posso resolver a situação, só eu represento o meu povo.
41:33Como uma maneira de obrigar, né?
41:36De exigir que o povo lhe dê, seja submisso a ele, né?
41:41Ele lhe dê fidelidade.
41:43Você não vê a Maria Corina fazer esse momento algum.
41:47E você citou, Inácio, quando ela ganha o prêmio Sakharov,
41:51ela fala a mesma coisa, né?
41:52Quer dizer, o prêmio não é para mim, o prêmio é para o povo venezuelano.
41:57Então, é uma distinção muito clara, né?
42:01E que vai ajudar agora a luta da Maria Corina lá na Venezuela.
42:06Vamos lembrar que ela fica até num lugar não identificado, né?
42:11Ela precisa estar o tempo inteiro fugindo desse regime cruel,
42:17que é a ditadura do Nicolás Maduro.
42:19Está sempre sendo ameaçada.
42:23E aí, eu acho que agora, pelo menos, ela consegue ganhar um pouco mais de reconhecimento
42:28no resto do mundo, que, de alguma maneira, vai proteger ela.
42:33Wilson Lima, como é que a premiação à Maria Corina repercutiu aí em Brasília, junto aos políticos?
42:41É, eu vou...
42:43Enfim, a repercussão foi imediata, tá?
42:45Teve políticos que tentaram tirar casquinha, outros tentaram, outros elogiaram.
42:50Mas, eu estou aguardando, ansiosamente, pela nota oficial do Itamaraty.
42:56O Itamaraty já se manifestou em outras ocasiões, até agora, nada.
43:01Um silêncio ensurdecedor do Itamaraty.
43:05Quer dizer, não tem a menor justificativa do Itamaraty de não falar absolutamente nada.
43:08Agora, é um prêmio que cria, sem dúvida nenhuma, uma saia justa para a esquerda.
43:16Porque se falou muito da luta da Maria Corina Machado,
43:20quem era defensor do regime de Nicolás Maduro,
43:23como se ela fosse uma simples ativista que queria derrubar um governo legalmente eleito.
43:29O que se provou nos últimos meses é que o governo Maduro não é um governo legitimamente eleito,
43:35e nem que essa luta da Maria Corina Machado é uma luta indigna,
43:40uma luta que não tem a legitimidade.
43:43Então, meu caro Inácio, até agora o governo brasileiro não falou absolutamente nada.
43:48O deputado federal Glauber Braga foi para as redes sociais dizer,
43:52olha, é um prêmio que não tem razão de ser, é um prêmio que não é merecido.
43:58A S. Neves foi para as redes sociais tentar tirar casquinha,
44:01a S. Neves que estava sumido, foi lá, fez o seu, congratulou a Maria Corina Machado,
44:07disse, não, que ela é uma, ela representa de fato esse sentimento de indignação do povo venezuelano.
44:13E aí está até nisso, né, há uma dualidade, né, há uma disputa de discursos, né,
44:20a esquerda tentando defender o indefensável,
44:23e tem gente ali do aspecto do centro, a direita tentando tirar uma casquinha.
44:28Agora, reforça aquilo que eu falei no início do meu comentário,
44:31eu acho que talvez o Duda possa, pode explorar um pouco mais isso,
44:34é que esse prêmio cria uma saia justa para todos os defensores do regime de Nicolás Maduro,
44:41inclusive o presidente Lula.
44:44Exatamente, Duda, o Lula que já deixou a entender em outras ocasiões
44:48que se vê merecedor de um prêmio Nobel ele mesmo.
44:51Pois é, né, frustração para o Lula, frustração para o Donald Trump também,
44:58mas o Wilson colocou, vamos aguardar a nota do Itamaraty, né, a gente...
45:03Só uma nota a respeito disso, o Murilo Pavinho, nosso produtor,
45:07acabou de verificar lá no Itamaraty, até agora nada.
45:11Certo, e também fico aguardando o pronunciamento do Lula,
45:15porque o Lula nunca citou a Maria Corina Machado pelo nome.
45:22Aliás, a gente tem um videozinho que acho que é legal mostrar,
45:26que mostra alguns momentos de 2023 e 2024
45:29em que o Lula se referiu ao caso da Maria Corina,
45:34mas sem citar o nome dela.
45:36Vamos lá?
45:36Vamos lá.
45:37Eu não conheço pormenores do problema com a candidata na Venezuela,
45:42não conheço pormenores, sabe, pretendo conhecer.
45:46Eu estive com o Papa Francisco agora e assumi o compromisso de falar com o Daniel Ortega
45:51na próxima semana a respeito da disputa lá com o setor e da igreja.
45:57Naquilo que a gente puder contribuir, quem tiver relação, sabe,
46:01quem puder dar um palpite, quem puder conversar, nós temos que conversar.
46:04O que não pode é a gente isolar e a gente levar em conta que apenas o defeito está de um lado.
46:11Os defeitos são múltiplos.
46:13Houve aqui nesse país, eu fui impedido de concorrer às eleições de 2018.
46:19Ao invés de ficar chorando, eu indiquei um outro candidato e disputou as eleições.
46:25Na Venezuela estão marcadas as eleições para o dia 28 de julho,
46:29é o que eu fiquei sabendo ontem e hoje pela manhã.
46:34Duda?
46:39Lula não cita o nome da Maria Corina porque ele não quer desagradar o Maduro
46:43e também porque é uma maneira de desumanizar a pessoa, né?
46:46Você faz como se a pessoa não existisse, aí você não precisa demonstrar solidariedade,
46:53não precisa escutar as reclamações dessa pessoa.
46:58Vamos ver como é que o Lula vai se comportar agora.
47:00Outro assunto de destaque no campo internacional certamente foi a guerra entre Rússia e Ucrânia.
47:07Mais uma vez, Trump esteve no centro das discussões.
47:11Em 28 de fevereiro, o presidente americano bateu boca com Volodymyr Zelensky
47:16em frente às câmaras em plena Casa Branca.
47:20Vamos lembrar.
47:20O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira
47:25estar pronto para assinar um acordo de recursos minerais e de segurança com os Estados Unidos
47:31e trabalhar sob a forte liderança do presidente americano Donald Trump
47:36para alcançar uma paz duradoura com a Rússia, disse ele.
47:40Em um comunicado divulgado no Twitter, hoje X, um dia depois de o governo Trump ter suspendido
47:46toda a assistência militar a Kiev, Zelensky também descreveu como lamentável o bate-boca
47:53protagonizado com Trump e o vice-presidente americano J.D. Vance na Casa Branca na última
48:00sexta-feira, afirmando querer que a cooperação e a comunicação sejam construtivas no futuro.
48:07E eu já pergunto a Duda Teixeira, que está aqui, o que é que você achou desta guinada do Zelensky
48:13consequência, justamente, da torneira fechada americana?
48:19Boa tarde, Inácio.
48:20Essa torneira fechada americana, é claro que superpreocupa o Zelensky.
48:25Essa suspensão da ajuda militar americana pode deixar a Ucrânia sem aqueles mísseis
48:32Patriot, que são de defesa aérea, em poucas semanas.
48:37A Ucrânia tem seis baterias desses mísseis e é o que protege as cidades ucranianas e também
48:44instalações, usinas de energia, represas contra ataques de mísseis balísticos russos
48:53e mísseis hipersônicos também.
48:57Então, sem essa defesa, essa ajuda americana, a Ucrânia perde esse guarda-chuva e começa
49:04a ser destruída pela Rússia.
49:08A Rússia pode fazer terra arrasada da Ucrânia em pouco tempo e matar muita gente.
49:14Então, qual que é a estratégia do Zelensky?
49:17É fazer esse acordo de minerais.
49:21Esse era o objetivo quando ele foi lá para a Casa Branca, na sexta-feira da semana passada,
49:28era fechar esse acordo.
49:30Mas deu tudo errado, como todo mundo viu pela televisão.
49:34O Zelensky estava meio nervoso, também falou que não devia, contestou algumas coisas que
49:41o Trump disse, vamos fazer um cessar-fogo com a Rússia.
49:45O Zelensky fala, mas cessar-fogo com a Rússia não é garantia de nada.
49:48Ele podia ter ficado quieto.
49:51O Trump também e o Jay Divens, o vice-presidente, também não precisavam ter colocado o Zelensky
49:57naquela situação.
49:58Então, acho que foi um erro.
50:00Todo mundo acabou errando ali e o acordo não aconteceu.
50:04Agora, o Zelensky quer fazer esse acordo e agora ele está falando cada vez mais que esse
50:10acordo é importante, que ele está pronto para fazer esse acordo, porque, ainda que esse
50:14acordo não traga uma garantia militar de ajuda dos Estados Unidos, ao colocar os Estados
50:23Unidos dentro da Ucrânia, ali interessados em explorar minerais de terra raras ou qualquer
50:30outra coisa, meio que acaba forçando um comprometimento dos Estados Unidos, uma vez que os americanos
50:37vão estar presentes em solo ucraniano.
50:41Então, essa é a estratégia do Zelensky, que já era a estratégia antes, deu errado
50:45e agora ele está voltando com essa história.
50:49E para o Zelensky é positivo.
50:51E tanto que é positivo para o Zelensky, quanto porque a gente vê o Kremlin, a Rússia, atacando
50:57muito esse acordo de minerais.
51:01Ou dizendo que o acordo de minerais seria prejudicial para a Ucrânia, ou que a Rússia
51:06teria como oferecer um acordo ainda melhor.
51:09Então, é isso.
51:10O Zelensky quer fazer esse acordo, já tentou, deu errado na semana passada e agora ele está
51:15retomando essa iniciativa porque é uma maneira dele se proteger.
51:19E para você que está nos acompanhando na TV BMC, nós vamos fazer um rápido intervalo
51:25de três minutinhos e voltamos falando sobre, infelizmente, guerras.
51:29Para você que está no nosso YouTube de O Antagonista, siga com a gente que a gente vai
51:33direto.
51:35Olá!
51:37Para você que está no nosso YouTube, muito obrigado pela sua audiência, muito obrigado
51:41pela sua presença e eu já lembro que é muito importante você deixar a sua clicada,
51:47o seu joinha, o seu like no nosso canal, no nosso programa, é muito importante para
51:52ajudar o nosso canal a crescer e o Meio Dia em Brasília chegar a cada vez mais gente.
51:59Posso contar com o seu clique?
52:00Ótimo!
52:01Então, agora, vamos voltar com a transmissão para a TV BMC.
52:05Olá!
52:05Estamos de volta com o Meio Dia em Brasília, um programa de O Antagonista, exibido também
52:14na TV BMC.
52:16Donald Trump nem sempre foi tão firme com o ditador russo Vladimir Putin.
52:21Em 15 de agosto, Trump e Putin estiveram reunidos no Alasca para discutir o conflito
52:29ucraniano.
52:30Três dias depois, Zelensky e outros líderes europeus foram à Casa Branca negociar a
52:35paz com o Trump.
52:37Lembre-se.
52:38Inácio, eu não vejo muita esperança de paz.
52:44Acho que a paz só vai vir quando o Ocidente tomar uma decisão, tiver pulso muito firme
52:52com o Putin.
52:53O Putin nunca deu demonstração de que vai recuar, de que vai parar com a guerra, de que
53:00vai entregar os territórios já conquistados.
53:02E eu acho que a solução para isso é mais guerra, é enfrentar o Putin.
53:09O que eu acho interessante desse encontro que vai ter hoje entre o Zelensky e o Trump
53:15na Casa Branca é essa mobilização dos líderes europeus que estão indo ali para
53:22conversar com os dois.
53:24Então, Inácio, não consigo lembrar de uma reunião bilateral em Washington que tenha
53:31mobilizado tantos europeus.
53:33Porque, olha, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, o
53:39Keir Starmer, a Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, o Mike Root, da OTAN.
53:48Esqueci mais alguns aí, mas é uma lista enorme.
53:51E por quê?
53:52Porque os europeus têm medo que o Trump faça alguma concessão boba ou que tome ali, seja
54:03imprudente ou pouco delicado com o Zelensky como ele foi naquela reunião anterior com
54:13o Zelensky na Casa Branca.
54:14Que o Trump dá quase que um esculacho ali no Zelensky, né?
54:18Você não tem cartas.
54:21E também publicou que o Zelensky não tinha sido eleito, que era um ditador.
54:26Então, para os europeus, é super preocupante isso, porque eles têm um medo de que o Trump
54:34faça besteira.
54:35Então, por isso que tem eles indo para lá.
54:38E teve, aliás, você publicou uma análise hoje na Cruzoé sobre isso, essa promessa do
54:43Trump de fazer, de dar alguma garantia para a Ucrânia.
54:48Agora, ninguém sabe direito, né, Inácio, que garantia que é essa daí.
54:51Assim como fez com Gaza, Trump apresentou um plano de paz para a Ucrânia, mas a proposta
54:57endossava praticamente todas as exigências principais da Rússia.
55:03E não deu certo, pelo menos até agora.
55:06E com isso, vamos terminando mais essa edição especial do Meio Dia em Brasília, em que
55:10fizemos uma retrospectiva dos momentos mais marcantes do ponto de vista bélico, em 2025.
55:17Encontramos você, de novo, na nossa próxima edição, amanhã.
55:22Tchau.
55:22Transcrição e Legendas Pedro Negri
55:52Transcrição e Legendas Pedro Negri
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