- há 2 dias
- #jovempan
- #ospingosnosis
A dívida pública bruta do Brasil voltou a subir em novembro e alcançou 79% do Produto Interno Bruto, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado ficou acima do registrado em outubro e veio acompanhado de déficit primário no mês. No acumulado de 12 meses, as contas públicas seguem no vermelho, com impacto também nas despesas com juros.
Assista na íntegra:
https://youtube.com/live/GDUbhmc0zNU
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Assista na íntegra:
https://youtube.com/live/GDUbhmc0zNU
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Dívida pública bruta do Brasil registrou nova alta em novembro e chegou a 79% do PIB, o produto interno bruto.
00:10Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central e ficaram em linha com as expectativas do mercado.
00:17No mês anterior, a dívida bruta estava em 78,4% do PIB.
00:22Já a dívida líquida do setor público subiu para 65,2% do PIB.
00:29Frente a 64,8% em outubro.
00:34Em novembro, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 14,4 bilhões após um superávit de R$ 32,392 bilhões no mês anterior.
00:47Num acumulado de 12 meses, portanto os últimos 12, o déficit primário correspondeu a 0,36% do PIB.
00:56Considerando as despesas com juros, o déficit nominal atingiu 8,13% do PIB.
01:04Vamos começar essa com o João Bellucci.
01:06Abrimos, inclusive, essa edição falando da performance das estatais.
01:11Agora um recorte da dívida pública do Brasil.
01:14E é curioso, não é, João?
01:15Porque acho que no mês passado nós falávamos sobre o recorde de arrecadação do governo.
01:22Criação de impostos, elevação dos impostos, aumento da receita.
01:28Mesmo assim, o governo aumenta a sua dívida.
01:32Por quê?
01:32Pois é, Caniato, essa é a grande pergunta.
01:37É um governo que tem esse viés gastador.
01:41A gente observa beirando 80% do PIB o endividamento.
01:45Fica muito engessado a atuação do governo quando você tem uma questão dessa beirando os 80% da dívida pública do PIB em novembro.
01:55Então, você tem um governo, ele não sinaliza corte, ele aumenta impostos e acaba sufocando a classe que produz, que é o empresariado e os trabalhadores.
02:04Então, não há uma perspectiva de manobra desse orçamento bastante carimbado.
02:11Até pegando o gancho do que eu falei anteriormente, nós temos um orçamento votado para o próximo ano de 6,5 trilhões de reais,
02:22com uma expectativa de um superávit ali, de uma sobra, vamos colocar assim, de cerca de 30, 40 bilhões.
02:29E esses 30, 40 bilhões dentro de 6,5 trilhões é praticamente nada.
02:34Só que quando a gente vai aprofundar esses números, a gente vê que o governo retirou vários valores ali da despesa, do montante total.
02:43Então, assim, na verdade, não é 6,5 trilhões e não é 30 bilhões, é mais.
02:47Só que o governo muda, fala, ó, aqui não é mais gasto, é investimento, né?
02:53O que eu for aportar em estatal, eu vou tirar do teto, eu vou tirar do arcabouço fiscal.
03:00Então, a gente não vê sinalização nenhuma no sentido de enxugamento da máquina pública.
03:04Pelo contrário, a gente vê a criação de mais de 4 mil cargos em comissão.
03:09A gente observa no meio público, 100% certamente das empresas no meio público, dos órgãos públicos, alegam, argumentam trabalhar com déficit de pessoal.
03:20Eu nunca vi nenhuma repartição pública falar, ó, aqui tá tudo ok, tem os funcionários corretos.
03:25Não, todos alegam que há déficit de pessoal, de maquinário, de investimento.
03:30Então, a digitalização, a inteligência artificial, ela aumenta a produtividade e acaba até diminuindo a quantidade de postos de trabalho.
03:38Mas no setor público é o contrário, ela aumenta a quantidade de trabalho, de empregados, né, de custo.
03:45Então, é um outro planeta, né?
03:47Enquanto no meio privado você tem um orçamento, você deve seguir, você tem um endividamento, juros altíssimo que você paga,
03:54no meio público me parece que é outro mundo, né?
03:57Você pode orbitar tranquilamente com uma dívida pública beirando 80% do PIB, você pode seguir a vida tranquila.
04:05Então, são dois mundos distantes, né?
04:07Mas o que sempre falta, na minha visão, Caniato, é uma atuação do Congresso.
04:11Porque me parece que o Congresso busca muito emendas parlamentares, né, que já ultrapassaram 60 bilhões para o próximo ano
04:18e faz pouca fiscalização, que é esse o grande trabalho do Congresso.
04:22É votar leis, mas é fiscalizar a administração pública, fiscalizar o poder executivo.
04:28E isso é feito muito pouco, né?
04:30Tanto que eu entendo que a oposição sequer deveria entrar em recesso.
04:35Ontem eles apresentaram alguns pedidos, alguns parlamentares fizeram manifestações, mas eu acho que é pouco.
04:40A oposição, em teoria, não tira férias, não descansa.
04:43Até porque você já tem um recesso longo aí para parlamentares.
04:47Então, a oposição deve estar sempre buscando cobrar o governo.
04:51E falta, entendo que falta um pouco isso na oposição.
04:53Essa cobrança, até porque esse valor de 79% do PIB, ele certamente tem de aumentar.
04:59Não há sinalização.
05:00A única sinalização do governo é de aumentar os impostos.
05:04E o ano que vem, já daqui pouquíssimos dias, nós teremos dois sistemas tributários convivendo em conjunto por alguns anos
05:11para adaptação do todo.
05:13E esse sistema tributário, conforme especialistas, elevará a carga tributária.
05:18Colocará o Brasil como o maior IVA do mundo.
05:21Então, que o governo venha arrecadando, batendo recordes, isso já está claro para todo mundo.
05:25Agora, a outra parte, que é enxugar, não acontece.
05:29Pelo contrário, esses recordes de arrecadação, o governo vai e aumenta o gasto da máquina pública.
05:34Quando a gente sabe que há muitos locais para cortar, a gente mencionou dos correios,
05:38que foram entregues no azul e agora já estão no vermelho em pouquíssimos anos.
05:43Então, assim, é o natural do governo petista essa filosofia de aumentar a máquina pública de tal modo
05:51que ela fique participando de todos os aspectos da vida das pessoas, né?
05:55Todos os aspectos.
05:57E a dívida pública, certamente, tende a crescer nos próximos meses, Caniato.
06:01Pois é. Boa.
06:02Bons apontamentos do João Beluti.
06:04Você, Mota, governo gastador, dívida pública alcançando quase 80% do PIB.
06:10Nenhuma novidade, Mota?
06:11Nenhuma novidade, né?
06:14Eu sempre dou aqui o exemplo do trabalhador que ganha 2 mil reais por mês, mas gasta 8 mil.
06:22Mas como assim gasta 8 mil?
06:24Não, não, não.
06:24Eu preciso.
06:25Tem várias coisas aqui que são despesas obrigatórias.
06:29Eu não posso deixar de gastar.
06:30O que que acontece?
06:32Acontece que todo mês falta 6 mil reais para completar os pagamentos.
06:38E aí, o que que o trabalhador faz?
06:39Ele pode pedir um empréstimo para um amigo, depois ele pega um empréstimo com um agiota, né?
06:46Porque os amigos não querem mais emprestar dinheiro.
06:49Depois ele pega um consignado, ele pede para a sogra pegar um consignado.
06:54Daqui a pouco ele está todo endividado.
06:58É uma situação sem saída com o governo funciona do mesmo jeito.
07:03Muita gente tem essa mentalidade.
07:05Muita gente do governo tem essa mentalidade.
07:08Não, porque o governo, o governo é diferente.
07:10O governo não tem limite de endividamento.
07:13É só imprimir dinheiro.
07:15O que resultado dessa impressão de dinheiro se chama inflação.
07:20Então, a consequência principal dessa dívida, que não para de aumentar,
07:26é que o dinheiro está sempre perdendo valor.
07:29É por isso que eu sempre digo.
07:30Vai chegar o dia em que uma dúzia de ovos vai custar mil reais.
07:35A gente não sabe quando isso vai acontecer.
07:38Mas isso vai acontecer com certeza, porque todo tempo o dinheiro perde valor.
07:45Como resultado dessa mentalidade do governo de achar que o dinheiro é infinito.
07:50Pois é, o Ricardo acompanha o nosso programa.
07:53Ele escreveu o seguinte, fazer bonito com o chapéu dos outros é bem mais fácil.
07:59Quero ver gastar o seu próprio dinheiro.
08:01Você, Dorgan, uma reflexão sobre esse número,
08:05dívida pública do Brasil alcançando quase 80% do PIB no mês de novembro.
08:09É lamentável, e assim, é o reflexo de anos de mau uso ali, da máquina pública.
08:17O corte ali, a gente não consegue cortar aposentadorias e salários especiais.
08:22Você teria um impacto muito alto de cara fazendo isso.
08:26A gente não consegue judiciário, militares, você não consegue mexer com isso de jeito nenhum.
08:32É impressionante.
08:33A indexação dos benefícios ao salário mínimo, você acha que talvez seja o grande problema?
08:38Porque há quem defenda a mudança nesse regramento, né?
08:41É, dizer, indexar com o salário mínimo, eu não sei.
08:43Porque daí você vai desvalorizar também o salário, né, na ponta ali.
08:47Assim, os juros altos também ajudam isso.
08:50Porque daí o empresário ali, ele tá todo endividado muitas vezes,
08:55com uma taxa de impostos altíssima, com juros altos.
08:59Não tem como não descer os juros de alguma maneira no primeiro semestre do ano que vem.
09:03Mas assim, é lamentável a dívida pública do Brasil.
09:07Em poucos momentos a gente conseguiu melhorar isso, né?
09:10A gente vê ali o governo Fernando Henrique, conseguiu melhorar isso,
09:13na desvalorização da moeda, um pouco o Michel Temer ali, com o Meirelles na fazenda.
09:18Mas a gente não consegue alcançar isso.
09:21O que o Beluti falou é real, do Congresso.
09:22O Congresso, ele precisa enfrentar isso, né?
09:26E ele é um dos beneficiários do aumento de gastos em vários momentos.
09:30Então é difícil mudar isso.
09:32Pois é, agora, só pra gente encerrar essa discussão,
09:37inclusive essa notícia tá em linha com aquela primeira que nós trouxemos, né, Beluti?
09:42A performance das estatais.
09:43Enfim, eu vejo algumas figuras economistas pensando em algumas saídas.
09:50Alguns falam, bom, enquanto um governo progressista que age e toma essas decisões,
09:55dificilmente mudaria, pelo menos, o curso da dívida.
10:02Dificilmente nós teríamos um governo progressista, mas que se apoia a algumas medidas mais liberais, né?
10:09E aí eu queria que você discorresse sobre quais são os pontos mais sensíveis pra você,
10:15para um próximo presidente e um presidente que não seja o atual.
10:19Caso alguém da centro-direita ou da direita venha a vencer,
10:23o que você entende que seria fundamental quando a gente olha, principalmente, pras contas públicas?
10:29Olha, Caniato, como o Dorgambin tocou nesse ponto,
10:31uma reforma do autofuncionalato público, né, da administração pública, seria um grande passo,
10:37mas é aquela história, né, enfrentaria uma resistência enorme.
10:40Mas a gente sabe que quem busca o meio público, né, cargos eletivos,
10:44ele deve estar preparado para tomar decisões que desagradem grupos, né?
10:48Isso deve acontecer fundamentalmente, esse enxugamento da máquina pública.
10:55Quando a gente fala de funcionário público, né, muita gente confunde, né,
10:58o professor, o policial, não, o que a gente está falando é dessa alta prateleira
11:03e que estão inclusos os políticos, né, os senadores, os deputados,
11:07inclusive o Supremo Tribunal Federal, cujo salário, em teoria, lastreia os demais salários.
11:13Mas quando a gente vai aprofundar os números, por exemplo, a gente tem a imensa maioria dos juízes
11:18que eles ganham acima do teto, porque eles vão criando manobras, ó,
11:21em teoria, para recompor o salário, né, que eles alegam a defasagem,
11:26eles vão criando os chamados penduricalhos.
11:29Então, você tem lá um teto do STF, 40, 50 mil, não lembro agora exatamente o número que está,
11:35mas vários juízes ganham 100, 200 mil por mês.
11:37Então, ou seja, é um desvirtuamento completo, né,
11:40quando o ideal nas democracias liberais, o que se tem é que, na iniciativa,
11:44se você quer enriquecer, vai para a iniciativa privada.
11:47Mas no Brasil você tem isso, quer enriquecer, vai para o meio público
11:50e articule com o meio privado, vire uma espécie de articulador,
11:55uma espécie de Daniel Vorcaro, que transita no público e no privado,
11:59e a gente fica nessa confusão.
12:00Calma, ele é da iniciativa privada, mas ele está sempre aqui com juízes,
12:04com parlamentares, é algo que eticamente não faz sentido nenhum.
12:09Mas o que a gente observa, Caniato, é a perda dessa institucionalidade.
12:12Antigamente a gente tinha um ministro, alguém do governo,
12:17enfim, qualquer cargo público, a pessoa, apareciam notícias
12:21de que ela estava sendo investigada ou acusada.
12:23A pessoa saía do governo, ela falava, ó, eu vou sair, vou cuidar da minha defesa,
12:26eu não quero atrapalhar.
12:27Mas agora não, a pessoa bate o pé e fica.
12:30Eu vou ficar, não tenho o que fazer, eu vou ficar, não devo nada,
12:33vai ficando e vai dentro da máquina articulando sua própria defesa.
12:37Então, há um esfacelamento da institucionalidade brasileira muito grande.
12:43Mas eu acho que para começar o enxugamento,
12:44uma reforma administrativa seria de muito bom tom,
12:47enfrentando esses grandes caciques no judiciário, no legislativo,
12:51que certamente reagirão.
12:52Mas eles sabem que estão numa casta de poder.
12:56Então, alguém da classe política deve enfrentar esse tema.
12:59E certamente teria muitos votos, enfrentaria muitos monstros do pântano,
13:04mas é preciso começar de algum lugar.
13:05Pois é, Sinto, quer fazer um complemento, Durgão?
13:09O governo Fernando Henrique, de uma maneira ou de outra, conseguiu fazer isso.
13:12Por isso, você tem que ser eleito com uma maioria real,
13:15não uma maioria que depois você compõe o problema.
13:17É esse.
13:18O grande medo das análises é, eventualmente,
13:22um governo mais a direito da família Bolsonaro,
13:25foi ali, o Flávio seria, e dele não conseguir.
13:29Ele tem que montar tudo outra vez essa relação com o Centrão.
13:33O governo Fernando Henrique, não.
13:34Ele ganha ali, já com uma grande coligação,
13:37sozinho numa polarização contra Lula, em 94,
13:41ali com candidatos secundários, a mim,
13:44eu acho que é o doutor Enéia, sei lá.
13:46E ele vence ali numa polarização total e já entra ali com essa...
13:51Não precisando compor ali.
13:53Então, tudo que ele foi colocando ali,
13:55de uma maneira ou de outra,
13:56claro, você precisa garantir a governabilidade,
13:58precisa distribuir cargo, espaços,
14:00mas você não precisa toda hora estar negociando, entendeu?
14:04Esse é o problema, tanto da esquerda, do PT,
14:08como um problema da direita ali,
14:09como foi o governo Jair Bolsonaro.
14:11Você tem que toda hora estar compondo,
14:12compondo, negociando, vota a vota,
14:14você não consegue implementar isso daí que você falou,
14:16que é enfrentar ali e mudar o governo Fernando Henrique,
14:20de uma maneira ou de outra,
14:20foi o que fez realmente uma mudança estrutural,
14:23uma reforma de Estado real,
14:24uma reforma previdenciária real.
14:26Ele conseguiu ali enfrentar vários monstros ali,
14:29não resolveu todos, ficaram vários ali,
14:33mas ele resolveu vários.
14:34Naquele momento era mais monstruoso ainda o problema,
14:37e a gente vinha de um ambiente inflacionário pavoroso ali.
Seja a primeira pessoa a comentar