00:00Agora, Diego, de um modo geral, o que você vê para o mundo artístico?
00:04Bom, eu acho que as pessoas estão se reinventando de uma maneira geral.
00:10A arte é extremamente necessária para nós, para a nossa sobrevivência
00:16e para tornar as dificuldades mais amenas, mais leves.
00:22E muito engraçado que eu vejo a gente perdendo alguém, alguém de relevância.
00:28Eu vejo a gente perdendo alguém.
00:31Iku está sobre a terra, esteve em...
00:34Quem é Iku? Explica para quem está assistindo a gente.
00:37Iku é a maneira que a gente se refere à morte.
00:41A morte. Iku é uma divindade.
00:45É um ajogum da vida, é um inimigo da vida.
00:48Mas é uma divindade para nós.
00:51Então, Iku está sobre a terra.
00:53Então, eu sinto, o jogo mostrou, enfim,
00:57que a gente vai perder algumas pessoas de relevância.
01:02De relevância para a arte, ou de relevância para a televisão,
01:05ou de relevância para as telecomunicações.
01:08Uma pessoa com tradição, com história.
01:11Da mesma forma como perdemos o Silvio Santos, por exemplo.
01:13Sim.
01:13Mas a gente tem pessoas aí que podem fazer a passagem.
01:18Isso causa, no cenário artístico, toda uma transformação.
01:24Porque aí a gente acaba tendo pessoas, quadros,
01:28outras pessoas sendo linkadas, elevadas a outros papéis.
01:32Então, especificamente da Eliana,
01:34eu acho sim que ela tem saudade, mas não da emissora.
01:38Eu acho que ela tem saudade da Eliana, lá dos dedinhos.
01:41E é tudo bem, né?
01:44Esse saudosismo, essa nostalgia, eu acho que é importante.
01:48E ela vai passar por um 2026 de muita maturidade.
01:56Internamente, com a família, com a maternidade.
02:02Isso trouxe para ela uma hipersensibilidade gigantesca.
02:06Então, ela está mudando, mudando para melhor, mudando para melhor para ela mesma.
02:12E é um processo dolorido.
02:13É um processo de dor.
02:15A gente, quando troca de pele, a gente também se machuca.
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