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Quatro homens que haviam sido beneficiados pela saída temporária do sistema prisional foram presos em flagrante por violência doméstica em cidades do interior de São Paulo, entre a terça-feira (23) e a quarta-feira (24). De acordo com boletins de ocorrência da Polícia Civil.
Reportagem: Camila Yunes

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Transcrição
00:00porque quatro homens que estavam no período de saídinha temporária foram presos em flagrante
00:05por violência doméstica em cidades diferentes do interior de São Paulo.
00:10A Camila Yunis participa com a gente, tem mais detalhes e informações sobre esse caso também.
00:15Oi Camila, bom dia pra você.
00:19Oi, Leonardo, muito bom dia pra você, pra Paula, bom dia a todos que estão com a gente aqui no Jornal da Manhã.
00:24Pois é, notícia triste, né, quando a gente vem falando bastante sobre violência doméstica
00:29e esses quatro casos que foram registrados aqui no estado de São Paulo durante esse período da saídinha.
00:36Esses casos aconteceram nos municípios de Sumaré, Pirangi, Nova Odessa e também em Cândido Mota.
00:44Lá em Sumaré, um homem de 29 anos, ele arremessou uma pedra contra a companheira ali durante uma discussão.
00:53Eles estavam em casa e fez ameaças a ela com uma faca.
00:57Ele chegou a fugir de casa, depois voltou e neste momento ele foi detido pelas autoridades.
01:04Um outro caso, lá em Pirangi, um homem de 43 anos foi preso após ameaçar a companheira pra obter dinheiro.
01:12De acordo com o governo do estado, a companheira disse que ele queria o dinheiro para comprar drogas.
01:18E aí, portanto, as autoridades também detiveram este homem e apreenderam uma faca no local.
01:26Lá em Nova Odessa, um homem que estava preso, estava cumprindo pena por roubo e saiu, né, durante esse período da saídinha.
01:34Ele foi até o hospital em que a ex-companheira estava e fez ameaças a ela.
01:40Antes de chegar até o hospital, ele chegou a ligar pra ex-companheira fazendo ameaças de morte e também ameaçando retirar a guarda da filha do casal.
01:51Ele também foi detido pelas autoridades.
01:54E lá em Cândido Mota, né, o último desses três, desses quatro casos aí que foram anunciados pelo governo do estado,
02:01um homem foi preso após se envolver em uma ocorrência de agressões e ameaças e resistência à prisão.
02:08Esse homem tentou invadir uma chácara de um casal e esse casal tentou impedir o roubo e aí ocorreram várias agressões.
02:17A polícia também deteve este homem, então todas essas pessoas aí, todos esses homens foram detidos pelas autoridades,
02:24estão à disposição de justiça e aguardando a audiência de custódia.
02:29E as vítimas foram orientadas aí a pedir aquela medida protetiva como está prevista na lei Maria da Penha.
02:36Claro que a gente fica muito triste, né, de informar, de dar essas notícias falando aí de violência doméstica,
02:42de violência contra a mulher, porque é algo cada vez mais latente que vem ganhando muita repercussão.
02:47E a gente traz agora estes casos, essas pessoas que saíram durante esse período de saídinha,
02:52mas que foram detidas aí pelas autoridades, Nonato.
02:56É isso, Camila Iones, trazendo essa atualização pra gente.
02:58Muito obrigado, viu, Camila.
02:59É assunto pra gente ouvir também José Maria Trindade e a Deise Siocari nesse tema.
03:05José Maria, quando a gente vê essa história da saídinha, e aí muita gente diz,
03:08não, tem que proibir a saídinha porque esses casos podem se tornar reincidentes.
03:12Por outro lado, é uma possibilidade de iniciar uma reinserção do preso na sociedade.
03:19difícil achar aí um ponto de equilíbrio pra isso tudo, né, José?
03:26Se bem que, de acordo com as autoridades, normalmente é minoria essa reincidência do crime durante a saídinha, né?
03:33Pois é, é uma temporada de horror para alguns e principalmente para alguns familiares, né,
03:38que estavam distantes de agressores em família.
03:42Mas a legislação brasileira, ela tem uma filosofia de recuperação.
03:46Ou seja, qualquer que seja a condenação, ele vai voltar.
03:50Não existe a pena perpétua e nem sentença de morte no Brasil, né?
03:56Legal, sentença legal.
03:58Existem outras sentenças de morte, mas legal.
04:01Então, num determinado momento, o preso vai ter que voltar à sociedade.
04:05Daí esse arcabouço de fazer adaptação.
04:07Essa adaptação, ela deixa sequelas e efeitos colaterais, sim.
04:12É minoria, mas essa minoria grita e fala muito alto exatamente nesse processo.
04:18Olha, além de ser a minoria, quando o preso chega nessa condição de ter a saídinha,
04:23ele está com o pé fora da cadeia.
04:25Pra você ter uma ideia de como uma ocorrência dessa
04:30atrasa a vida do sentenciado, do preso ou do condenado.
04:34Porque aí ele volta para o regime fechado.
04:37Ele, pra ter direito à saída, ele tem que estar no semiaberto.
04:42Olha só, semiaberto.
04:44Então, ele já está lá na frente da progressão.
04:47E aí, se ele comete crimes e tal, ele volta para o regime fechado.
04:51Eu conversava com o então presidente da Comissão de Segurança Pública,
04:55o coronel Alberto Fraga, que era aqui do Distrito Federal, profundo conhecedor.
04:59Ele me dizia o seguinte, que muitos que vão para a saída levam encomendas dos que estão presos.
05:07E ele tem que executar.
05:08Alguns não voltam porque não executaram as encomendas e, se voltarem para a cadeia, serão mortos.
05:16Pra se ter uma ideia de como o sistema carcerário no Brasil está doente, está danificado.
05:20E, falando de segurança pública, a atuação poderia começar no domínio das populações carcerárias,
05:28como dizem os defensores dos direitos humanos.
05:31O Deise, a saídinha é vista como uma oportunidade de ressocialização, de reintegração social.
05:41Mas, principalmente nessa época do ano, a gente sempre vê casos desses indivíduos cometendo crimes.
05:45Eu vou na linha do Nonato.
05:47Como que acha o equilíbrio para essa ressocialização desses presos,
05:52que, de fato, poderia ser algo positivo,
05:54e o combate para que esses presos, esses detentos, não cometam crimes?
05:58Paula, essa tentativa de ressocialização, na verdade, é um retrocesso civilizatório.
06:06Porque, a partir do momento que você libera 32 mil presos,
06:10como se fosse uma festa de fim de ano,
06:12você está terceirizando a responsabilidade moral para a sociedade,
06:17que vai ter que lidar com isso.
06:18No último ano, 3 mil presos não retornaram.
06:22Então, foram considerados foragidos da justiça.
06:26Isso poderia começar a pensar em ser resolvido, e é muito ilusório isso,
06:32se houvesse controle e efetividade por parte do Estado.
06:36Mas, a partir do momento que você libera 32 mil pessoas para uma festa de fim de ano,
06:42você, além de terceirizar essa responsabilidade,
06:44você não faz aquilo que o Estado deveria fazer, que é controle.
06:48Então, para mim, isso não passa de um retrocesso civilizatório,
06:51de uma irresponsabilidade do Estado,
06:54e, para variar, quem paga a conta somos todos nós.
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