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O governo federal projeta o recebimento de R$ 52 bilhões em dividendos de empresas estatais para tentar equilibrar as contas e cumprir a meta fiscal. Apesar da cifra bilionária, o montante representa uma queda significativa em relação ao ano anterior, sendo R$ 20 bilhões menor do que o arrecadado em 2024.

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Transcrição
00:00Vamos lá mudar agora um pouquinho de assunto, porque o governo federal deve receber 52 bilhões e 400 milhões de reais em dividendos e participações nas estatais e empresas de economia mista.
00:11Isso ao longo de 2025. Só que esse resultado fica abaixo da receita levantada no ano passado, né?
00:18Seu Matheus Dias. Matheus Dias, meu irmão mais novo aqui na Jovem Pan. Conta aí, meu amigo.
00:23Boa tarde, Evandro. Boa tarde novamente pra você, a quem nos acompanha.
00:30A quem diga que a gente até se parece um pouco.
00:33Eu acho que, na verdade, tô sendo mais elogiado que deveria, né, Evandro?
00:37Porque ainda não tô desse tamanho todo que você tá aí.
00:40Mas voltando a falar então do desempenho das empresas estatais, públicas ou até mistas,
00:47aquelas que são meio públicas, meio privadas, nos quais vão pagar dividendos pro governo em dezembro,
00:52como todo ano fazem, esse ano menor do que no ano passado, né?
00:56O desempenho em todas essas empresas fica bem abaixo em relação ao ano passado,
01:00cerca de 20 bilhões, já que no ano passado foram 72 bilhões em dividendos pagos no fim do ano,
01:06agora 52 bilhões e 400 milhões.
01:09Mesmo assim, é o terceiro maior desempenho desde que a série histórica começou a ser contada
01:14e é extremamente importante pra que seja fechada ali as contas do governo esse ano
01:19e consigam pelo menos cumprir ali a meta fiscal, mesmo que não com superávit primário, no caso,
01:26mesmo que ainda seja de déficit, graças aos problemas que as empresas estatais tanto enfrentam aqui no Brasil,
01:32como o caso dos Correios, que a gente sempre fala,
01:35esse valor agora é extremamente importante pra conseguir atingir a meta fiscal,
01:40claro, levando em conta a tolerância, porque a meta fiscal sempre é resultado zero.
01:45De gastos e lucros, o resultado tem que ser zero ali, um anulando o outro,
01:50mas ainda tem uma tolerância, a tolerância é essa de 31 bilhões pra menos ou pra mais,
01:55então no caso, pra menos estaremos na tolerância, mas já vai atingir a meta fiscal então.
02:01Neste ano o governo já recebeu cerca de 38 bilhões,
02:04no que foi contado de janeiro até outubro, foi a última pesquisa feita,
02:09mas ainda apontam que pelo que deveria ser recebido em novembro e dezembro,
02:13esperam que agora caiam mais 14 bilhões, assim atingindo então os 52 bilhões e 400 milhões.
02:23Analistas dizem que esse ano foi pior que no ano passado, principalmente por conta dos rendimentos da Petrobras.
02:29Petrobras que viu os preços dos barris de petróleo caírem ao longo do mundo, ao redor do mundo,
02:35fazendo assim com que o lucro da empresa fosse menor e consequentemente gerassem menos dividendos ao governo.
02:41O Banco Central também teve participação nisso, perdão, o Banco do Brasil teve participação nisso,
02:46já que viu também o desempenho da empresa, segundo o governo, segundo analistas dizem,
02:52o desempenho do Banco do Brasil foi pior esse ano do que havia sido no ano passado.
02:56Essas foram as duas empresas que mais oscilaram a ponto de gerar menos dividendos ao país do que em relação ao ano passado.
03:02Só que a Petrobras, extremamente importante, é quase como a espinha dorsal do país na questão das empresas estatais,
03:09ainda é grande e responsável por conta dos dividendos ainda serem positivos, desses 52 bilhões.
03:15Não só a Petrobras, mas também o BNDES também pagou grande parte dos dividendos ainda esse ano
03:23e vai com certeza ser extremamente importante para que atinja então a meta fiscal,
03:28levando em claro conta a tolerância, como eu já tinha dito.
03:30Mas isso então, todo esse ponto de dividendos pagos por empresas estatais, empresas públicas,
03:36empresas público-privadas, isso já era defendido inclusive pelo secretário executivo da Fazenda,
03:42Dário Durigan, ele já tinha dado uma entrevista em setembro, comentando justamente isso.
03:46Nas palavras de Durigan, ele tinha dito que não temos nenhum problema em usar os dividendos de bancos
03:51para ajudar no bimestral, desde que seja feito da maneira programada.
03:55E que se for preciso, vamos usar dividendos das empresas públicas para entregar a política fiscal.
04:01Essa então é a meta do governo agora, esperar esses dividendos caírem para conseguir atingir a meta fiscal
04:07e aí os gastos para o ano que vem, pense para outra hora, né?
04:12Meu irmão mais velho, Evandro Cine.
04:13Exatamente, estamos juntos, seu Matheus.
04:16É que eles falam aqui, né, que nós somos a dupla, o bombado e o magro, é nada, é que o Matheus Dias...
04:22É, é verdade, Matheus Dias, ele esconde ali os exercícios que ele faz.
04:27Valeu, meu amigo, um grande abraço para você.
04:29Dupla CM.
04:30O que que foi?
04:33Dupla CM, Cine Magro e Cine Bombado.
04:36Cine Marumba.
04:39Valeu, meu amigo, um abraço para você.
04:41Esses são os bastidores aqui dos corredores da nossa Jovem Pan.
04:44Eu vi no figurino que tem que mudar o seu número a cada mês, porque o braço...
04:49É, nada, Dan.
04:51Olha, esse terno aqui já faz alguns anos que eu tenho, então a coisa ainda está ajustada.
04:56Mas eu quero falar um pouquinho com vocês sobre o que não está muito ajustado,
04:59que é o orçamento público e as expectativas do governo federal,
05:03inclusive agora às 5h26, quem nos acompanha pela rádio, um rápido intervalo, daqui a pouco espero vocês.
05:07Nas outras plataformas, seguimos.
05:09Mas o que eu quero falar é sobre a expectativa de arrecadação do governo federal,
05:14que está cada vez maior diante da necessidade que se tem para organizar as contas públicas.
05:18E agora, embora esse valor seja bastante relevante, ainda é menor do que arrecadado no ano anterior,
05:24o que coloca mais um desafio para o governo, né, mano?
05:27Sem dúvida. E vale lembrar da situação desesperadora do rombo dos Correios,
05:32que pode acabar corroendo, na prática vai corroer esses dividendos,
05:38porque o Correios vai passar por um processo de capitalização,
05:42que na prática quem vai pagar por isso somos nós, pagadores de impostos.
05:46Então, o que a gente vê é um truque do Mr. M aí, o governo tentando dizer que está arrecadando via estatal,
05:55não está nada, que a gente vai pagar o rombo dos Correios.
05:58Então, a gente precisa aprender de uma vez por todas uma lição
06:03que eu aprendi com o Pécio Arida, pai do Plano Real.
06:06Não adianta administrar bem estatal no Brasil, porque muda o governo e vem todo o rombo de novo.
06:13A ministra Esther Dweck, no começo do governo, dizia que não podia chamar de rombo,
06:18porque era investimento e tudo ia ser recuperado depois pelo país.
06:23O que a gente vê na prática não é isso, é um rombo mesmo,
06:26e quem paga essa conta é o cidadão brasileiro.
06:29Fala, seu Bruno Musa.
06:33Concordo integralmente com o que o Mano falou.
06:35Por conta, e repito, e serei repetitivo sempre com relação a isso,
06:38pelos incentivos perversos, e o ser humano reage aos incentivos.
06:43Então, tudo isso mostra que esses incentivos jogam a favor de quem detém o poder.
06:48E tem aqui um ponto extremamente interessante,
06:51que eu acho que é pertinente colocar nesse ponto aqui, Evandro.
06:55Tem uma linha que mostra que toda e qualquer centralização,
06:59ela não apenas é, digamos, imoral, mas ela é ineficiente,
07:04porque estamos falando do dinheiro do pagador de imposto.
07:06O conhecimento, como um todo, ele é disperso na economia.
07:10Ou seja, quando a gente evolui, inova, uma empresa cria novos processos,
07:16cria novos produtos, a gente vai colhendo esse conhecimento
07:19que a gente não sabe o conhecimento de amanhã.
07:22Então, quando a gente centraliza em poucas pessoas a tomada de decisões
07:25de trilhões e trilhões de reais, nós simplesmente assumimos que esses seres iluminados
07:31detêm o conhecimento para serem o máximo eficiente possível com a tomada de decisão.
07:36E não é assim, por questão humana, não tem a ver com esquerda ou direita.
07:40Tem a ver com o processo de busca pelo conhecimento.
07:43Nesse ponto, quando centralizamos, a gente mata o processo de inovação,
07:48que são poucas pessoas pensando, e esses poucos detêm os interesses próprios
07:52de manutenção do poder. Então, quando a gente fala das estatais,
07:56do rombo das estatais, é justamente isso.
07:59Nós matamos o processo evolutivo e o processo de inovação,
08:03e eles muito sequestram o dinheiro dessas estatais,
08:06que vai para a campanha, que vai para o financiamento do projeto deles como um todo.
08:11Então, quando a gente fala desses repassos das estatais,
08:14significa, seja um ou vinte bi, que é dinheiro do pagador de imposto,
08:18por decisão tomada por pouquíssimos.
08:20Nós matamos a inovação e a gente vai parando no tempo.
08:23E cada vez mais, a boca do jacar é a distância entre o líder
08:26e quem está na parte de baixo da tabela, que é o caso do Brasil,
08:30vai se distanciando cada vez mais.
08:32Você concorda, Zé Maria Trindade?
08:34Sim, 100%.
08:36É um assunto que eu me aprofundei.
08:39Durante o governo Jair Bolsonaro, eu fui no Ministério da Economia,
08:45e vi o esforço de privatização, vi o esforço de controle da máquina pública,
08:51o fim do que ele chamava de chiqueirinho, que são as burocracias que geram rendas.
08:56Muita gente ganha muito dinheiro com a burocracia, com a entraves e com as dificuldades no governo.
09:01E tudo isso aí se resume em estatais.
09:05Ninguém sabe, para se ter uma ideia, quantas estatais existem no Brasil.
09:09Existem mais de 104 estatais, algumas pequenas.
09:14Foram criadas estatais para privatizar estatais,
09:18e as estatais criadas para privatizar não privatizaram, e também essa não foi extinta.
09:22E tem diretor, tem conselheiro e salários e tudo mais, para se ter uma ideia.
09:27O Guilherme Campos foi presidente dos Correios, eu fui fazer uma visita a ele,
09:31me chamou, me tomou um café, uma coisa assim extraordinária.
09:34Um andar inteiro no gabinete, um restaurante só para ele, um outro para a diretoria,
09:39aviões, plural, intercontinentais e tal.
09:44É muito bom ser dirigente de um estatal, porque ele também não precisa de muita responsabilidade.
09:49E ele tentou, o Guilherme Campos, implantar nos Correios,
09:52fez todo um projeto de excelência, de melhorar o atendimento,
09:59de mudar o atendimento, porque envelheceu o produto Correios.
10:03E aí veio o novo governo, isso do governo Temer,
10:06veio o novo governo, mudou a presidência e tal,
10:09e agora a gente vê o que está acontecendo aí.
10:12Eu assisti um vídeo dos Correios da Argentina agora,
10:15com os robôs, fazendo seleção e mandando entregar.
10:21A Amazon, que é uma excelência, tudo automatizado,
10:26e aqui a gente vê funcionários dos Correios fazendo greve.
10:30Quer dizer, é um desequilíbrio muito grande.
10:32Não dá para pensar em entrega, senão um processo automatizado.
10:37Agora, eu tenho até medo de falar isso,
10:38porque vão criar um estatal para automatizar os Correios.
10:41Não dá para pensar.
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