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Os Estados Unidos elevaram a tensão na América Latina ao classificar a gangue colombiana Clan del Golfo como organização terrorista. Segundo o Departamento de Estado, a medida busca conter a violência de cartéis e grupos criminosos transnacionais. A decisão abre brechas para possíveis operações no país governado por Gustavo Petro (Colômbia).

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Transcrição
00:00Os Estados Unidos aumentaram a tensão na América Latina e Caribe, classificando uma gangue da Colômbia, conhecida como Clan del Golfo, como organização terrorista.
00:11Em nota, o Departamento de Estado americano afirmou que a medida visa deter as campanhas de violência e terror cometidas por cartéis internacionais e organizações criminosas transnacionais.
00:22Apesar do anúncio, ainda não está claro quais serão os impactos da mudança para a Colômbia, presidida por Gustavo Petro, mas abrem brechas para possíveis operações militares no país, assim como acontece com a Venezuela.
00:37Você, Luiz Felipe Dávila, decisão dos Estados Unidos, a Colômbia entrando na mira de Donald Trump. O país poderia até sofrer ataques, Dávila?
00:47Caniato, todos os países na América Latina que fazem vistas grossas para o crime organizado envolvido na exportação e na comercialização de drogas estão sobre a mira dos Estados Unidos.
01:04Não é só na Colômbia, é todo lugar.
01:06Se Trump resolve fazer isso por etapa, primeiro combater a Venezuela, depois a Colômbia, aliás já disse que podia até invadir o México, se o presidente do México não fizesse nada para combater as gangues no México.
01:18No Brasil vai acontecer a mesma coisa, seja assim.
01:21O que Trump está dando é um sinal claro de que governos que tentarem encobrir ou fazer vistas grossas para organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas, principalmente para o mercado norte-americano, serão alvo de ataques, de represália, pode até de confisco de bens nos Estados Unidos, pode acontecer tudo.
01:45Isso ele já deixou claro, a política hoje de Trump para a América Latina tem três grandes pilares.
01:53Primeiro, conter a expansão chinesa aqui.
01:56Segundo, combater duramente o narcotráfico.
02:00E terceiro, frear a imigração ilegal.
02:03São três coisas que estão claras.
02:04Então, assim, ou os países se adaptam ou entendem o que Donald Trump está fazendo ou vão sentir enormes as consequências de suas atitudes ou de suas omissões neste caso.
02:18Por isso, isto não é bom só para os Estados Unidos, é um ótimo incentivo para que cada país comece a fazer a sua parte no combate ao crime organizado, que está realmente transformando a América Latina no continente de um grande inarco Estado.
02:37Pois é, gestão Trump classificando o cartel da Colômbia como grupo terrorista, né?
02:42E há quem torça para que os Estados Unidos também transformem os grupos criminosos brasileiros em grupos terroristas.
02:51Você, Mota, como recebeu essa notícia?
02:53Algumas pessoas na América Latina, principalmente políticos, temem que essa classificação de cartéis do narcotráfico como terroristas seja uma manobra que vai abrir espaço para intervenção americana.
03:12Essa é uma preocupação que tem a sua razão de ser.
03:16É compreensível, mas essa preocupação precisa ser precedida de outra, que é a preocupação de que o narcotráfico já tenha infiltrado as instituições de alguns países da América Latina de uma forma tão insidiosa que começa a criar, por aqui, estados falidos.
03:43Você, Kringner, quais são as preocupações dos líderes da América Latina quando vêm os Estados Unidos tomando essa decisão em relação a um cartel colombiano?
03:54Eu acho que os outros líderes não têm tanto a temer nesse momento, Caniato, porque ninguém enfrentou Trump como o Petro enfrentou.
04:03Foi aos Estados Unidos, lá em Nova Iorque, fez um protesto em favor, apoiando o Hamas, apoiando também outras causas e criticou o presidente Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas, fazendo duras ameaças.
04:19Bem sabido que o presidente da Colômbia, os últimos pronunciamentos que ele tem feito, não sei se podem ser considerados, porque ele está bastante alterado ali, alcoolizado em todos eles.
04:30Mas, mesmo assim, essas ameaças foram sentidas pelos Estados Unidos.
04:36E nós sabemos, sim, o problema da Colômbia com a questão do tráfico com crime organizado, tráfico de drogas, assim como no Brasil.
04:44O Brasil sofre muito também com aquilo que é produzido na Colômbia e a estrutura de tráfico de drogas internacional que é ali, ainda existe ali.
04:54Então, os outros países não precisam ter esse mesmo nível de urgência na minha análise.
04:59O que precisa ter é um posicionamento veemente contra o tráfico de drogas, contra o crime organizado e não fazer como, por exemplo, foi feito no Brasil, abrandando, dizendo, olha, não, não, não, não são terroristas, apesar de se encaixarem nessas definições internacionais aqui, são apenas criminosos que precisam de um tempo de reclusão para pensar melhor no que vão fazer da vida e escolher, talvez, um outro rumo de produção econômica.
05:25Essa postura do Brasil também não ajuda.
05:28Então, os países precisam ter um posicionamento firme.
05:31Diante de um posicionamento firme, com certeza, os Estados Unidos não vão aumentar a sua presença no continente sul-americano.
05:37Esse é um ponto importante, né, Davila?
05:39Líderes que temem que a sua soberania não seja respeitada.
05:44E por esse motivo acabam passando pano para a situação do tráfico de drogas interno, enfim,
05:50que seria uma ajuda e tanto, né, ter os Estados Unidos em uma operação para acabar com o crime organizado, com o tráfico de drogas, enfim.
05:59Mas muitos falam em soberania.
06:01É, Caniato, só que esquecem de dar outra versão da história.
06:05A soberania desses países já estão comprometidas com o crescimento do crime organizado,
06:13que já infiltrou nos Estados.
06:14Já infiltrou na máquina estatal, no comércio lícito e ilícito, na compra de juiz, no financiamento de campanha política,
06:23e até mesmo na cooptação de advogados capazes de defender processo, como aconteceu aqui no Brasil,
06:30que acaba livrando o Marcola só por medidas protelatórias na justiça para pegar o maior líder do PCC
06:37e fazer com que amanhã ele possa ser liberado por questões jurídicas.
06:42Então, isso mostra que a soberania desses países na América Latina já estão totalmente comprometidas
06:49porque o Estado já foi capturado, por enquanto, parcialmente pelo crime organizado.
06:56E se nada for feito, se todo mundo achar que o risco da soberania é os Estados Unidos
07:00e não os narcotraficantes ou as organizações criminosas, nós vamos tomar as atitudes erradas
07:09que vão acabar aí integralmente com a soberania nacional, o país se tornando um narco-estado.
07:16Inclusive, alguns questionamentos, viu, Mota, se essa aproximação entre Estados Unidos e Brasil
07:21não permitiria que o presidente brasileiro flexibilizasse sua própria convicção
07:27e permitisse os Estados Unidos atuar em solo brasileiro para desmantelar as facções criminosas,
07:36principalmente essas que atuam no tráfico de drogas.
07:38Alguma chance disso acontecer, Mota?
07:41Zero.
07:42Aí há dois problemas distintos.
07:46Primeiro é a percepção da maior parte da esquerda brasileira de que o crime não é problema.
07:54O criminoso, na verdade, é um pobre coitado.
07:57No dia em que se acabar a desigualdade, o crime naturalmente vai sumir.
08:02Até lá, a gente tem que ressocializar, criar oportunidades para os criminosos.
08:08O outro lado também é que a atuação de um governo estrangeiro aqui no Brasil
08:18no combate ao crime de uma forma direta, evidentemente vai ser visto por muita gente,
08:26inclusive muitos que não são de esquerda, como uma afronta à soberania nacional.
08:32E eu tenho que concordar nesse caso específico.
08:35Aí eu vou aplicar aquela frase, que são os brasileiros que têm que resolver os seus próprios problemas.
08:43Se nós não temos capacidade de combater o crime aqui, de trazer a normalidade para a segurança pública
08:50e de ter um sistema de justiça criminal eficiente, isso é o diagnóstico de um Estado falido.
08:58Se a gente não tem capacidade de fazer isso, a gente não vai ter capacidade de fazer quase nada mais.
09:03Dá para conectar a primeira notícia, aquela que a gente tratava, da situação que envolve os Estados Unidos e o Brasil,
09:12a relação mais próxima de Donald Trump e de Lula, com o post de Javier Milley.
09:17E com essa notícia, Kringner, que eu quero dizer, a aproximação de Lula e Trump pode indicar que em algum momento
09:25Lula teria que flexibilizar, se Donald Trump quisesse avançar com as suas operações para outros países,
09:32além de Colômbia e Venezuela, esse é um ponto.
09:36A situação de Javier Milley, a história da favelização dos países governados pela esquerda,
09:42há um entendimento que há, sim, permissividade para a atuação do crime organizado.
09:45E aí, esse avanço da gestão Trump nos países que atuam, ou pelo menos que permitem a atuação das facções criminosas.
09:54Dá para a gente relacionar esses aspectos?
09:56Dá para relacionar, Caniato.
09:58Agora, eu diria que não existe, ou não deveria pelo menos existir,
10:02nenhum tipo de expectativa de ninguém lá em Washington, olhando para a América do Sul,
10:08de que o Brasil, debaixo do governo do PT, vai trabalhar eficazmente,
10:14de uma maneira bastante trazendo resultados muito positivos,
10:19para fortalecer as suas fronteiras e combater o tráfico internacional de drogas.
10:24Por quê? Por uma questão histórica.
10:26Nunca foi feito. Em todos os anos, nos outros anos de governo do PT,
10:30não foi essa uma prioridade, não foram para lá os grandes investimentos.
10:33E também, quando custa, ao contrário do que é o posicionamento do presidente Trump,
10:39que é pragmático, orientado pelos ganhos ali, especialmente econômicos,
10:44o presidente Lula tem alianças que são alianças ideológicas,
10:49que fez com outros líderes da América do Sul e América Latina.
10:53Ou seja, em nenhum momento, mesmo diante das evidências de fraude eleitoral na Venezuela,
10:58o presidente Lula deu o braço a torcer e repreendeu o presidente Maduro,
11:05o ditador Maduro, vamos colocar da maneira como são.
11:09Outros crimes que são cometidos contra os direitos humanos,
11:12não só na Venezuela, mas por outros governos de esquerda,
11:15agora atualmente na América Latina ou no passado também,
11:19nunca foram condenados.
11:20Então, a aliança do presidente Lula com esses governos
11:24perpassa a lógica e perpassa também a motivação comercial
11:28ou mesmo econômica de alguma outra natureza.
11:31Vai para o campo ideológico, diferente do governo Trump.
11:34O Trump, então, não tem que ter essa expectativa
11:36de que agora o Brasil acordaria ainda debaixo do governo do PT.
11:41É só realmente quando trocar o CEO.
11:43Mas se o CEO não quiser a ajuda dos Estados Unidos,
11:47alguma coisa precisará ser feita aqui no Brasil, não Dávila.
11:51Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos,
11:53tinha uma frase que eu adoro.
11:54Ele falava assim,
11:56se o país, ou meu olhado, não conseguir enxergar a luz,
12:00eu vou dar um calor nele.
12:02É isso que vai acontecer com o Brasil.
12:05Hoje estamos na fase da luz.
12:08Mas eu não vejo como poderá manter a relação dessa luz
12:12depois de tirar Maduro do poder,
12:14se amanhã os Estados Unidos começarem a implodir
12:17os tais submarinos da cocaína controlado pelo PCC.
12:21E aí vai dizer o quê?
12:22Ataque à soberania nacional?
12:24Bom, com um ataque à soberania nacional,
12:26você afundar um submarino do narcotráfico.
12:31Como é que é isso?
12:32Não, morreram três brasileiros neste ataque.
12:36Bom, isso pode acontecer.
12:37Isso é bem possível que vá acontecer daqui a alguns meses.
12:42Portanto, eu vejo que apenas ou o Brasil toma jeito,
12:48o que é difícil,
12:49porque como o Mota gosta sempre de lembrar que as ideias estão erradas,
12:53ou vai começar a sentir o calor dos Estados Unidos,
12:58que vai implodir, sim,
13:00ações do PCC, do Comando Vermelho,
13:03nesse comércio internacional de drogas.
13:05Afinal de contas, nós estamos falando dessas organizações criminosas brasileiras
13:08como importância estratégica para a comercialização de drogas pelo mundo,
13:14e principalmente a droga que chega na Europa e nos Estados Unidos.
13:17Então, é óbvio que alguma hora teremos incidentes,
13:21como ocorreu na própria Venezuela,
13:24ou como agora certamente vai começar a ocorrer na Colômbia.
13:27Então, assim, isso não foge da responsabilidade individual dos países
13:33resolverem seus próprios problemas com as suas próprias escolhas e atitudes.
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