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  • há 6 semanas

VARIEDADES: A explosão de conteúdo espetacular que você precisa! 💥💯✨
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Transcrição
00:00O Pio, vamos voltar pra lá, vai?
00:30Vem comigo.
00:31Ô, Pio, a dona Sancha só fez uma brincadeira.
00:33Vamos voltar, vai?
00:35Ah, meu Deus.
00:37O que é que você não vai querer conhecer o presidente, não é?
00:39Você acha que vai dar confusão?
00:41Tá cheio de segurança, homem.
00:43Ué, por isso mesmo.
00:45Esses caras não andam armados?
00:46Então vai que alguém grita, eles se afobam e saem atirando.
00:50É tragédia na certa.
01:00Entende uma coisa de uma vez por todas, Virgílio?
01:08Entre nós dois tem uma diferença que é fundamental.
01:10E eu posso saber qual é?
01:12Pode.
01:13Eu sou amigo do senador e você é inimigo do cara.
01:16Sacou agora ou quer que desenhe?
01:17Missão cumprida.
01:36Então, para comemorar com vocês o aniversário desta bela cidade, eu vou abrir agora mesmo
01:44essa cansebrina especial que me deram esse presente.
01:48Amigo, abre a minha garrafa.
01:50Por favor.
01:50Um brinde à cidade de Ribeirão do Teco.
02:05Eu tenho certeza que isto aqui é melhor para a garganta do que esta forca, hein?
02:11Eu tenho certeza que isto aqui é melhor para a garganta do que esta forca.
02:41Eu tenho certeza que isto aqui é melhor para a garganta do que esta forca.
03:11até parece que está estibulchando de verdade, né?
03:21Gente, gente, vocês não acham que ele está levando a esta encenação a sério, não, hein?
03:27Será?
03:28Espera aí, gente.
03:39Parece que não é brincadeira, não.
03:41O homem está passando mal, veja.
03:44Presidente.
03:45Presidente.
03:48Presidente.
03:49Ele teve um ataque?
03:50Segurança isolária, chama a ambulância, rápido.
03:52Ambulância!
03:53Um médico!
03:56O que está acontecendo?
03:57Eu estava achando tudo tão divertido.
04:00Leva ela aqui, vai, fica.
04:02Eu pensei que ele estivesse brincando.
04:04Eu sabia que ia dar confusão.
04:29Vamos sair daqui, gente, que sobe pra nós.
04:31Vamos lá pro bar, gente. Vamos lá pra lá.
04:33Sai aí, ó.
04:34É melhor a gente se mandar.
04:37E rápido, que não querendo levar porrada nesses caras.
04:43Deixa eu passar.
04:45Eu sou enfermeira.
04:46Deixa ela, que é a enfermeira.
04:53Faz alguma coisa, Sancha.
04:54Ajuda o homem, pelo amor de Deus.
04:59Gente, o que foi aquilo?
05:11Ele veio empurrando a segurança que quase me derrubou.
05:13Eles estão afastando todo mundo de qualquer maneira.
05:15Um menino, eu vi, foi reagir, levou um tapa na cara.
05:17Ele passou mal assim que bebeu aquela cachaça.
05:20É muita coincidência, você não acha, não?
05:21Não, gente, não é possível, não é possível.
05:23Não é possível, sério.
05:24Do jeito que as coisas andam na cidade, tudo é possível.
05:27O que que houve?
05:28O presidente passou mal.
05:30Ele passou muito mal.
05:32Gente, ele parecia que estava sufocado.
05:34Meninas, fechem todas as portas e janelas.
05:36Fechem, fechem.
05:37Vai haver muita confusão aqui nessa praça.
05:39Vamos, pastor.
05:40Vamos.
05:40Fechem tudo.
05:44Como é que ele está?
05:46Esse homem está morrendo.
05:48Ai, meu Deus do céu.
05:50E esse socorro que não chega?
05:52E o nome de ângulos está chegando.
06:14Nossa, que coisa horrível.
06:15Ai, eu não entendi nada.
06:16O que aconteceu?
06:17Meu presidente, o cara parece que o cara teve um treco de verdade.
06:20Será que dá pra ver?
06:21Só espero que não tenha culpa na gente.
06:23Ai, cadê o Joca, meu Deus?
06:25Naquela confusão eu não vi mais nada.
06:27Me serve mais uma dose aí, Lorota.
06:29Serve uma pra mim também que eu tô precisando.
06:31Ai, o Joca aí.
06:32Ai, graças a Deus.
06:34Ô, segura, vocês estão soltando todo mundo de lá.
06:37Tá uma confusão dos diabos.
06:39Eu achei melhor vir pra cá, né?
06:40Ah, fez muito bem.
06:41Vai que sobra pra você.
06:42Mas o que que foi aquilo, gente?
06:44Será que foi a cachaça?
06:45Que cachaça?
06:47O homem teve foi um ataque cardíaco.
06:49Não, mãe.
06:50O Lorota tem razão.
06:52O sujeito passou mal depois que ele virou o copo de cana.
06:55Mas será que era tão forte assim?
06:58É.
06:59Eu acho melhor eu tomar um refrigerante, né?
07:02Todo mundo pensando que o presidente tava brincando?
07:06Meu Deus do céu.
07:08Que isso?
07:08Brincadeira, brincadeira.
07:09Se o sujeito empacota, vocês podem esperar uma confusão dos diabos aqui nessa cidade.
07:14Ai, graças a Deus que a gente não tem nada que ver com isso.
07:18Né, filho?
07:21Cardoso, você não sabe a confusão que tá lá na praça.
07:24Eu ouvi a gritaria, Marco.
07:25O que que tá acontecendo?
07:25Cardoso, você não tá entendendo.
07:26O presidente teve um treco.
07:28Ele caiu estrebuchando no chão na frente de todo mundo.
07:30Que isso?
07:30Atiraram no homem?
07:31Foi um atentado?
07:32Não, eu não sei.
07:33Eu acho que ele passou mal.
07:35Ele tomou um gole de cana, Cardoso.
07:36E caiu.
07:37E agora?
07:37Meu Deus, agora a polícia federal tá lá tomando conta do caso.
07:41E eu achei melhor vir pra cá.
07:43E o delegado?
07:43O delegado ficou por lá mesmo, na praça.
07:46Que situação, Marta.
07:47Como é que isso foi acontecer?
07:49É muito estranho, Cardoso.
07:51Olha, muito estranho mesmo, meu Deus.
07:53Olha, é uma cena grotesca de se ver.
07:55O que que aconteceu, doutor?
08:15Tudo indica que esse homem foi envenenado.
08:18O que que foi, tio?
08:45A confusão é essa.
08:46Parece que estourou uma boiada.
08:48É, minha filha.
08:50O presidente sofreu um ataque aí.
08:52E a segurança expulsou todo mundo da praça.
08:54Como é que é?
08:55Atacaram o presidente?
08:56Não, Rosa.
08:57O presidente teve um ataque por conta própria.
09:00É, ele caiu bem em frente à forca.
09:03Você vazando mal, espocado.
09:06Mas socorreram ele?
09:08Claro, né?
09:09O que que você acha, Rosa?
09:11Nossa, tio.
09:12Que mau humor, hein?
09:13Como é que você quer que eu me porte diante de uma pergunta como essa?
09:16Parece que não usa um miolo.
09:17Nem parece que é minha sobrinha, ora.
09:19Eu acho que foi a maldição do enforcado que veio lá do outro mundo.
09:25Ai, meu Deus do céu, quanta crendice.
09:28Crendice coisa nenhuma.
09:29A senhora não conhece a maldição do enforcado?
09:32Não conheço e nem quero conhecer.
09:36Ai, seu jumento, que coisa horrível.
09:38A gente achando que o homem tava fazendo graça.
09:40Não, ele tava passando malíssimo.
09:42Malíssimo.
09:46Oi, meu tio.
09:46Oi.
09:47Claro que o cara morreu, André.
09:48Eu vi a cara dele.
09:49Vai ficar sabendo como comunicar no oficial.
09:51Sai, Cé.
09:52Não, o Céus tem razão, meu amor.
09:53Ele não tava com cara de ter sobrevivido.
09:54Tenta se acalmar.
09:55Não faz bem pro bebê você ficar assim.
09:57Ai, galera.
09:58Não é boa.
09:58Eu acho melhor a gente sair daqui, hein.
09:59Sair pra onde?
10:00De que jeito, André?
10:01Do jeito que tá muvuca nessa praça.
10:03A melhor coisa que a gente faz é ficar aqui.
10:04Gente, gente, eu não tô me sentindo bem.
10:05Eu tô meio tonta.
10:07Calma.
10:07Rosa, pega a conta do carro, por favor.
10:09Claro.
10:10Calma.
10:12Dani, corre atrás de todos esses sementes.
10:14Gente!
10:15Os agentes federais expulsaram todo mundo da praça.
10:18Pelo menos os que se diziam agentes federais, né, Línia?
10:21Eu acho que era mesmo.
10:22Tinha toda a pinta.
10:23Toda a pinta?
10:24Só se for pela pinta e pela grossura, né?
10:26Precisavam empurrar a gente daquele jeito?
10:28Ih, imagina o susto.
10:29A responsabilidade.
10:30É tudo junto.
10:31Vem cá.
10:32Mas o presidente morreu mesmo.
10:34Ainda não dá pra saber.
10:34Não, não dá pra saber, mas nós vamos noticiar tudo pela internet, né?
10:38É, eu tenho umas fotos do homem esterturando.
10:40Ivo, calma.
10:42Calma.
10:42Antes eu tenho que falar com o senador pra ver o que ele quer.
10:45Mas, Lília, não tem o que querer ou deixar de querer.
10:47A matéria é uma só.
10:48O presidente da república está morrendo ou já morreu em Ribeirão de Tempo.
10:53Ok, Ivo.
10:53Calma.
10:54Tá?
10:54Dá um tempo.
10:56Menos.
10:56Bem menos.
10:57Vai ser.
10:57Eu acho que o homem sai dessa.
11:22Eu não consigo acreditar.
11:40Ainda há pouco o presidente comentava comigo que se sentia praticamente de férias desde que chegou a Ribeirão.
11:45Meu Deus do céu, que horror.
11:47Hoje em dia a loucura pode atacar a qualquer hora em qualquer lugar, meu caro.
11:50Não tem pique, não.
11:51E não existe ninguém assim muito suspeita.
11:53É melhor levar a garrafa rápido pra exame antes que ela desapareça.
12:02Tem 99% de chance dela estar envenenada.
12:07Manda pra perícia.
12:08Rápido.
12:09O senhor tem ideia de que veneno terá sido?
12:11Olha, provavelmente se anureto pela rapidez da ação e pelo cheiro de amêndoa.
12:15Agora só o exame vai dizer ao certo.
12:21Perfeito.
12:22O senhor tem que prestar depoimento agora.
12:25E por que a pressa?
12:26A cachaça foi dada ao presidente pelo senhor, não foi?
12:29Por favor, eu sou o senador da República.
12:30Eu sei, excelência.
12:32Eu sei.
12:33O senhor, por favor, aguarde em casa que será ouvido em momento oportuno.
12:40Essa gente é muito grossa mesmo.
12:42Vamos embora.
12:46Senhor, eu sou o delegado de polícia.
12:49E eu estou achando...
12:51Delegado, aguarde na delegacia, por favor.
12:54O senhor será ouvido.
12:54Mas a partir de agora a Ribeirão está sob a responsabilidade da Polícia Federal.
12:58E agora, querê?
13:06Agora, meu amor...
13:09Tenta se acalmar.
13:11É bom que todo mundo se acalme.
13:15É o melhor a fazer numa hora dessas.
13:17Vai pra casa que logo que se puder eu vou também.
13:22Me espera lá, tá?
13:22Será que o nosso presidente morreu?
13:41Morreu?
13:43Se morreu, morreu.
13:45Antes dele do que eu.
13:46Pô, você é muito grosso, é, meu cara?
13:48Se morreu, morreu.
13:49Antes dele do que eu, morreu.
13:52Grosso e maluco.
13:54Eu sou o delegado.
13:54Eu sou o delegado.
13:56Já falei com o chefe de vocês.
13:58Estou indo pra minha delegacia.
13:59Eu sou o delegado.
14:00Delegado, eu preciso lhe falar sobre o que acaba de acontecer.
14:25É muito importante.
14:28Vem até minha casa, por favor.
14:30Foi a cena mais impressionante que eu assisti em toda a minha vida.
14:35Que impressionante, seu Lincoln.
14:38Foi horrível, isso sim.
14:40Aquele homem estribuchando daquele jeito com os credos.
14:43Ó, olha aqui.
14:44Tô tremendo até agora.
14:45Não imagina.
14:47Até que enfim, mulher.
14:49Onde é que você se meteu?
14:50Ah, tava na praça acudindo homem.
14:52Sim, mas a senhora tava lá acudindo homem, mas o que aconteceu?
14:55É, Xuxa, e aí?
14:56Vai ficar que nem papagaio repetindo o que os outros dizem agora?
15:00Parece mesmo?
15:00Ô, dona Sancha, como é que tá o presidente?
15:03Acho que vai empacotar.
15:05O doutor falou que ele foi envenenado.
15:07Envenenado?
15:08Meu Deus.
15:09Mas como assim?
15:10Como assim envenenado?
15:11Como assim envenenado?
15:12Se eu ligo, ó.
15:13Envenenado.
15:13Tem algum outro jeito de dizer envenenado.
15:17Será que a cachaça estava estragada?
15:20Conta mais.
15:21Conta mais.
15:21Sei de mais nada não, Lorota.
15:23Só sei que quando os bacanas federais chegaram lá, eu tratei de me mandar antes que sobrasse
15:26pra mim, tá?
15:27Mas diz uma coisa.
15:29O seu querêncio ficou lá?
15:30Os bacanas seguraram ele pra prestar depoimento.
15:34Eu preciso botar isso imediatamente no meu blog.
15:36Depois eu pago pastel.
15:37Olha aqui, ó.
15:39Eu acho melhor cada um ir pra sua casa porque essa história tá muito mal parada.
15:44Vocês não acham não, Igor?
15:45É.
15:46A lei está certa.
15:47Pra casa, anda.
15:48É isso.
15:49Me larga.
15:49Que manejo de ficar se metendo na minha vida, inferno.
15:52Bora, filha.
15:53Vamos embora.
15:53De quem bora o quê, mãe?
15:55Vai a senhora e me deixa em paz.
15:56Eu tenho que descobrir os indícios.
15:58Que descobrir indício porcaria nenhuma.
16:01O senhor vai comigo sim, senhor João Carlos Pelago.
16:04Se chamou de João Carlos é porque tá nervosa.
16:07É ou não é?
16:08Tô.
16:08Tô sim, Romeu.
16:09Qual é o problema?
16:10Não pode ficar?
16:10Calma, né?
16:11Calma.
16:11Gente, mataram o presidente da república aqui.
16:14E Ribeirão do Tempo.
16:15Coisa de doido.
16:16Bota a doideira nisso, Lorota.
16:19Mas eu sei quem tá por trás disso.
16:22Bora.
16:23Vambora.
16:23Mãe, mãe, peraí.
16:24Vamos embora.
16:26Vira lá.
16:26Vira lá.
16:27Vira lá.
16:27Vai você na frente.
16:28Vai.
16:29Vai.
16:29Calma.
16:31Muita gente.
16:33Peraí, Diana.
16:34Diana.
16:35Explica direito.
16:36Os três falando ao mesmo tempo eu não consigo entender nada.
16:38Já foi uma confusão danada, senhora.
16:39Nem pode imaginar.
16:41Gente correndo pra tudo quanto é lado na praça.
16:43A gente veio pra cá pra fugir da multidão.
16:44É, a praça parece um campo de guerra.
16:46Cheio de agente mandando sair geral.
16:48Sinistro.
16:48Quase que a gente foi esmagado.
16:50Eu vi gente até com arma.
16:51Tá bom.
16:52Ok.
16:53Agora, por favor, se acalmem.
16:55A primeira coisa que eu vou fazer é ligar pro colégio e avisar que vocês estão aqui.
16:58E os dois mocinhos tratem de fazer a mesma coisa.
17:02Avisar a mãe de vocês.
17:02Tá, mas a senhora sabe o que aconteceu?
17:05A informação que eu tive é que o presidente estava passando mal.
17:08E por causa disso precisava mandar todo mundo sair.
17:10Bom, eu acredito que daqui a pouco nós vamos ter informações mais precisas, mais seguras.
17:14Agora, por favor, fiquem quietos que eu vou ligar pra escola.
17:26Beatriz, você veio sozinha, minha irmã?
17:28Onde está o Nicolau?
17:30Eu não sei, Larissa.
17:32Eu não sei.
17:32Eu só sei que o Nicolau, ele pegou, me empurrou assim, me jogou pra dentro do carro e mandou o motorista me trazer, né?
17:39Mas o que aconteceu?
17:40Eu não sei, Larissa.
17:41Eu não sei o que aconteceu.
17:43Mas olha, minha irmã, foi tudo tão esquisito, você sabe?
17:47Não, Beatriz, eu não sei.
17:49O que foi esquisito?
17:50Eu não sei.
17:51Minha cabeça tá assim.
17:52Agora, a única coisa que eu sei é que enforcaram o presidente.
17:56Oh, meu Deus.
17:57Coitado do homem.
17:59Enforcaram?
18:00Onde?
18:01Como?
18:01Ai, Larissa, do céu, Larissa, onde é que enfoca as pessoas, minha irmã?
18:06Na forca.
18:07Pô, eu não sei bem o que aconteceu.
18:08Mas o que aconteceu, aconteceu.
18:10Eu vi, Larissa, eu vi com meus próprios olhos.
18:13Você tem certeza, Beatriz?
18:15Oh, Larissa, eu não tenho certeza mais de nada, né?
18:18Minha cabeça tá assim.
18:20Olha, hoje em dia, eu não me espanto com coisa alguma.
18:24Você sabe o meu pessoal daqui de Ribeirão, né?
18:26Esse povo sempre gostou de enforcar, né?
18:30Beatriz, escuta, Beatriz.
18:32Peraí, deixa eu te contar.
18:34A verdade é que eu não vi o presidente ser enforcado.
18:37Ele caiu antes, né?
18:39Caiu debaixo da forca, Larissa.
18:41Foi horrível, horrível.
18:43Ele ficou lá, sabe, estrebuchando, estrebuchando, apertando a garganta.
18:47E o pior foi o comportamento do povo.
18:50O homem lá, se estrebuchando, parecia que tava morrendo.
18:52E todo mundo rindo.
18:55E todo mundo achando a maior graça.
18:57E eu achei a maior falta de educação.
18:59Achei uma pouca vergonha.
19:01Eu só quero ver quando o meu Érico chegar o que ele vai dizer disso.
19:07Não, Marta.
19:08Eu não sei o que tá acontecendo lá dentro.
19:10Não, o homem da Polícia Federal disse que queria conversar com o prefeito Açóis.
19:15Não, eu não sei o que ele queria conversar.
19:17Escuta, ô Marta, por um acaso o Ajuricaba tá aí?
19:25Não?
19:26Oh, meu Deus.
19:27Onde é que será que esse homem se meteu?
19:29Essa cachaça que eu dei pro presidente foi feita especialmente pra ele no alambique mais antigo e mais conceituado de toda a região.
19:43Prefeito, o senhor me desculpe, mas o senhor não respondeu a minha pergunta.
19:46Eu perguntei sobre o trajeto da garrafa, onde ela estava guardada e quem foi encarregado de guardá-la.
19:50Tudo bem, pelo que eu sei, a garrafa veio do alambique direto pra cá.
19:54Quem guardou foi a minha secretária, a dona Virginia.
19:56Ela guardou-a na sala de um secretário aqui da prefeitura.
19:59Que secretário, prefeito?
20:00O secretário do silêncio, o Bill, é uma espécie de...
20:03Secretário do silêncio?
20:05O senhor pode me explicar o que significa isso?
20:07Não, eu explica, mas o senhor me interrompeu.
20:09Quero falar com o secretário.
20:11Chame ele aqui.
20:12Aí já vai ficar difícil, porque como o próprio nome diz, ele não costuma falar.
20:17O senhor por acaso tá de brincadeira comigo?
20:20Acha que é boa hora pra isso, prefeito?
20:25Pois sabe que o senhor pode se dar muito mal.
20:28É claro que eu não tô brincando.
20:30Se o senhor me deixar explicar, o senhor vai entender direitinho.
20:38Que raio de cidade é essa?
20:41O médico afirmou que o presidente foi envenenado?
20:45Ele disse que é praticamente certo.
20:48E é o que todo mundo descobre.
20:50Essa o senhor pode tomar sem susto?
20:54Ah, claro.
20:55Mas eu sei, professor.
21:01Veja bem, delegado.
21:03Eu me sinto obrigado a lhe colocar a par do que eu sei.
21:08Bem, eu me sinto aqui, de uma certa forma, tomando uma atitude que eu acho repugnante.
21:17Que vai contra a minha índole.
21:19Que é dedurar alguém.
21:22Mas fazer o quê?
21:24Eu não posso ir contra a minha consciência.
21:27Pelo que eu estou entendendo, senhor...
21:28Isso mesmo.
21:30Eu tenho um suspeito para o que aconteceu lá na praça.
21:33É mesmo, professor?
21:34Não é de hoje que um certo cidadão vem apresentando um comportamento muito suspeito aqui na cidade.
21:42Eu diria mesmo que ele vem se tornando um elemento muito perigoso.
21:46Professor, por favor.
21:49Quem é?
21:49Veja, é a minha dificuldade em acusar alguém.
22:00Bem, vamos lá.
22:04É aquele rapaz metido a detetive.
22:09O Joca?
22:10Exatamente.
22:12O Joca.
22:14Desde o assassinato da minha mulher que ele vem me rondando, oferecendo seus serviços,
22:20lançando suspeitas sobre variadas pessoas, desconfianças, eu...
22:26O Joca!
22:28Eu também desconfio dele, ó.
22:31Estou de olho nesse desgraçado desde que ele foi pego em fragrância da casa daquela vadia lá
22:36que foi assassinada na cama junto com o senador.
22:39É, e depois veio aí com essa idiotice aí, com essa besteira aí, que foi ele que descobriu
22:45a tal da conspiração.
22:47E depois ainda veio com a história que sofreu um atentado na floresta aqui, ó.
22:52Ele não bate bem, não.
22:53Não bate.
22:55Veja bem, delegado.
22:57Eu vim acompanhando esse rapaz e a evolução da doença dele, digamos assim.
23:04Isso...
23:06Bom, eu...
23:07Eu preciso muito contar com a sua descrição.
23:11Eu e a mãe do Joca, eu acho que o senhor percebeu quando esteve aqui...
23:19Se nós temos um relacionamento assim...
23:24Bem, eu acho que o senhor compreende.
23:26Eu compreendo perfeitamente e o senhor pode contar com a minha descrição.
23:32Agora, quanto a suspeita que o Joca estaria envolvido no envenenamento da cachaça...
23:38O Joca estava hoje na prefeitura, antes da garrafa ser ofertada ao presidente?
23:46Eu vi quando ele saiu da sala sorrateiramente.
23:50Eu acho que juntando as peças não resta a menor dúvida.
23:55O Joca envenenou a bebida.
23:58O senhor tem toda a razão.
24:00Eu só...
24:01Eu só não consigo entender que motivos teria o desgraçado para fazer tudo o que fez.
24:06Mas o senhor tem toda a razão.
24:07Os loucos não precisam de motivos racionais?
24:12Para eles bastam as suas delirantes razões?
24:16Concordo. E eu tenho que agir rápido.
24:18Rápido.
24:19Eu concordo.
24:21Há um assassino louco à solta.
24:24Mas eu lhe peço por razões óbvias...
24:27Que o senhor não ouviu nada de mim.
24:30Pode ficar sossegado.
24:32Eu não ouvi nada do senhor.
24:35Tenho que encontrar os federais.
24:37Quanto isso?
24:37Sei.
24:51Sei.
24:55Entendo.
24:59Sim.
24:59É, provavelmente o senhor prestará depoimento.
25:02Exatamente.
25:08Passar bem, meu senhor.
25:13O dono da destilaria afirma que a cachaça foi testada pelos provadores.
25:17Em seguida foi engarrafada e posta no carro sob supervisão dele mesmo.
25:22Logo, ela teria sido envenenada daí em diante.
25:24Aqui na prefeitura eu não tenho a mínima ideia de quem possa ter feito essa loucura, essa barbaridade.
25:34Doutor Jaro.
25:35Preciso falar com o senhor agora.
25:37Quem deixou o senhor entrar aqui?
25:38O que eu tenho a dizer é importantíssimo, é decisivo.
25:41O senhor pode deixar o nosso prefeito em paz.
25:44Eu sei quem é o responsável pelo atentado.
25:48Eu me sinto profundamente consternado como senador e como cidadão.
26:09E é com grande esforço que eu contenho as lágrimas.
26:14Apesar de não fazer parte do governo, eu me sinto na obrigação moral de falar em seu nome.
26:19Já que o destino me colocou nessa situação dolorosa de ver o presidente sofrer um atentado justamente na minha cidade.
26:31Povo brasileiro.
26:34Eu me adianto ao porta-voz do governo.
26:39E anuncio a todos o que acabo de saber dos médicos.
26:45Olha que sujeito esdrúxulo.
26:47Uma hora dessas fica fazendo teatro pra chamar atenção.
26:50Mas você deve ficar quieta, porque eu quero ouvir o programa.
26:52Não, não dá.
26:54Acaba de falecer o presidente da República do Brasil.
27:00Senador Nicolau, por favor.
27:02Senador, senador.
27:02Por favor, por favor, por favor.
27:04Sol, senador.
27:05Por favor.
27:06Eu devo dizer à nação e ao mundo.
27:09Que, infelizmente, não foi uma morte natural.
27:13Não.
27:15O nosso querido presidente foi envenenado.
27:20Foi assassinado.
27:22Meu Deus do céu, presidente da República.
27:27Envenenado.
27:28Foi assassinado.
27:30Foi assassinado.
27:35Boa noite.
27:36Boa noite.
27:36Não é inserção.
27:37Desculpa, gente.
27:38Ela não está passando.
27:39O que é isso, mãe?
27:39Que aconteceu?
27:41Calma.
27:41Não foi nada demais.
27:44A dona Clarice teve um mal-estar passageiro que já está passando.
27:48E eu trouxe ela pra cá porque...
27:50Bom, eu poderia ter levado ela pra minha casa, mas ela preferiu assim...
27:53Boa noite, senhores.
27:54Boa noite.
27:55Boa noite.
27:55Boa noite.
27:57O que o senador falou?
27:58Que o presidente morreu.
28:01Meu Deus.
28:03Ele foi envenenado.
28:06Tragédia inominária.
28:07É.
28:15Vai, vai, vai.
28:15Liga a televisão pra gente ver as novas notícias.
28:17Vai.
28:17Será que já estão dando a notícia?
28:21É claro que já, né?
28:22Foi o presidente da república que morreu.
28:25Senador, senador, senador, só uma declaração.
28:27Uma declaração.
28:28Por favor, por favor.
28:29Calma, calma.
28:31Uma pergunta.
28:31Senador, mas como conseguiram envenenar o presidente aqui, na cidade de Ribeirão do
28:35Tempo?
28:36Bom, os agentes da polícia federal suspeitam que tenha sido água ardente presenteada a
28:40sua excelência.
28:41Então existe a certeza de que foi envenenamento criminoso?
28:45No momento, nós não podemos ter certeza de nada.
28:49A investigação está em curso, os suspeitos serão interrogados, mas os indícios apontam
28:57pra isso, sim.
28:59Infelizmente, tudo indica que o nosso querido presidente foi covardemente assassinado.
29:06Meu Deus.
29:08Como é que pode uma coisa dessa, gente?
29:10E tinha que acontecer aqui, em Ribeirão?
29:12Não podiam ter dado cabo desse homem no outro canto?
29:15Nossa, eu não quero nem ver a confusão que vai ser.
29:18Será que não foi gente de fora que veio só pra fazer essa maldade?
29:23É claro que não, senhor Romeu.
29:25Quando eu dizia que é um perigo enorme aqui mesmo, em Ribeirão, ninguém acreditou em
29:29mim.
29:30Agora, olha aí.
29:32Mataram o presidente da república bem debaixo do nosso nariz.
29:35Não dá pra acreditar, não dá.
29:37Pera, vamos ouvir o que o senador está dizendo.
29:40A tragédia aconteceu.
29:49Não há como voltar atrás para impedir o ocorrido.
29:52Mas o povo brasileiro pode estar certo que os canalhas que atentaram contra o presidente
30:00e almejam destruir a democracia do nosso país, não terão o caminho livre como pensam.
30:07Aqui, diante de todo o povo brasileiro e com o soluço preso na garganta, eu juro solenemente dedicar
30:19o resto dos meus dias a perseguir e aniquilar os terroristas que tentaram emporcalhar a minha cidade, indo contra o presidente da república.
30:32O povo do meu Brasil, junte-se a mim nessa cruzada que agora se inicia e que só terminará quando os terroristas canalhas e fascínoras estiverem na cadeia e a nossa democracia segurada.
30:54O senador falou bonito.
30:58Ai, meu Deus do céu, agora mesmo que a gente não tem mais paz em Ribeirão.
31:02E o Querencio?
31:07Coitado.
31:09Será que vão prender o meu amigo?
31:11Ô, ô, ô, ô, Romeu, eu acho melhor você ir embora pra sua casa, sabe?
31:15A cidade tá cheia de polícia, tá uma confusão danada.
31:19Nessas horas é melhor a gente ficar longe e cada um no seu canto.
31:23E a chancha que voltou pra prefeitura.
31:27Será que vai sobrar pra ela também?
31:29Ah, daqui a pouco ela te liga, né?
31:31Mas, ó, nem pense em ir até lá porque pode ser pior.
31:35Vai pra tua casa, Romeu, e daqui a pouco a tua mulher dá notícia.
31:39Diacho de ideia de trabalhar fora.
31:43Eu sabia que não ia acabar bem.
31:45Eu sabia.
31:58Amenda, sou eu.
32:00Jalaca, onde você está?
32:02Eu tô em casa.
32:03A minha mãe tava muito nervosa, me arrastou pra cá.
32:05E você?
32:06Eu tô aqui no celular.
32:07A Filomena e a Marisa tão aqui comigo.
32:09E a Diana?
32:10A Diana, no meio da confusão, ela foi me procurar lá na minha empresa.
32:13Ela já está no quarto.
32:15Eu continuo chocada.
32:17Deus, que brutalidade.
32:18Como é que foi acontecer um absurdo desses?
32:21É o que eu venho dizendo.
32:22A loucura desses caras não tem limite.
32:24Se eu tivesse conseguido arrumar provas contra aquele miserável,
32:28talvez eu poderia ter evitado essa tragédia.
32:31Mas, Joca, você acha que foi o...
32:33Acho não.
32:35Eu tenho certeza que foi o Flores.
32:37Mas será possível?
32:39Por quê?
32:40Pra quê?
32:41Eu não consigo entender qual o objetivo que ele teria pra cometer uma atrocidade dessas.
32:48Meu Deus do céu, matar um presidente é uma coisa muito absurda, é muito perigoso.
32:53Eu ainda não sei o que essa gente quer.
32:55Mas já deu pra perceber que eles são capazes de fazer qualquer coisa.
32:58É, o Nicolau acabou de fazer um discurso absurdo na televisão.
33:03Será que...
33:04Ai, Joca, será que ele também tá envolvido?
33:06Eu não duvido nada.
33:08Coisa mais terrível.
33:09Eu tenho que arrumar um jeito de provar que o Flores é o culpado.
33:12Antes que o país caia num caos.
33:14Pelo amor de Deus, Joca, toma muito cuidado com o que você vai fazer.
33:18A situação é muito grave.
33:20A polícia federal está no caso.
33:22Eu não tenho escolha, meu amor.
33:23Se eu não fizer nada, esses caras vão escapar.
33:26E se bobear, eles pegam o queirense como pódio expiatório.
33:29A Filomena tá muito preocupada com o pai dela.
33:32Você tem alguma notícia?
33:33Eu só sei que ele ia ser interrogado pelos federais.
33:35A coisa deve estar bem feia pro lado do seu queirense.
33:38Não se preocupe, meu amor.
33:40Eu não vou deixar nenhum inocente pagar pelos crimes daquele professor miserável.
33:44Seu marido não falou quem era esse homem que eles estavam indo caçar?
33:49Não.
33:50Falou nada.
33:52Será que é possível ser alguém aqui da prefeitura?
33:55O presidente da república?
33:58Ser assassinado?
34:00Na frente do povo?
34:03Como é que pode acontecer uma coisa dessas?
34:06Impossível hoje em dia aqui em Ribeirão é só mesmo chover pra cima.
34:12Por enquanto.
34:14Não sei não.
34:15A minha intuição tá dizendo que tem estrangeiro por trás disso.
34:19Será?
34:20Eu tô apostando.
34:21Homem morrer no monumento que eu mandei construir pra comemorar a visita dele.
34:27Eu envenenado embaixo de uma forca.
34:34Ironia macabra, né?
34:36Que tragédia, meu Deus.
34:40Um dia de festa acabar assim.
34:43Desse jeito.
34:44Será que isso foi coisa da conspiração azul?
34:50Eu não duvido nada, meu Deus.
34:52Batata.
34:52Só pode ter sido.
34:54Agora, como é que conseguiram colocar veneno na cachaça do cara?
34:58De repente, a garrafa já veio envenenada do alambique.
35:01É, Sérgio.
35:02Pode ser.
35:03Bem pensado.
35:04O que será que vai acontecer, gente?
35:06É difícil de saber.
35:07Pode rolar de tudo.
35:08É bem capaz de colocar a cidade em estado de sítio.
35:10Gente, que horror.
35:11Agora, eu só quero ver o que o Comando Invisível vai dizer sobre tudo isso.
35:16Aí, galera.
35:17Melhor a gente se mandar daqui.
35:19Olha.
35:19Nessa?
35:20Ó.
35:22Desfaça, cara.
35:23Desfaça.
35:26Boa noite.
35:39O que você tá vendo aí?
35:41Tô vendo a repercussão do assassinato na internet.
35:45Imagina você que Ribeirão é manchete no mundo inteiro.
35:49Ai, tô sem óculos de longe.
35:50Lê pra mim.
35:52Cachaça mata o presidente do Brasil.
35:56O corpo do presidente da república será levado ainda essa noite para Brasília.
36:01Bom, a minha parte já fiz.
36:03Já postei um comunicado do comando acusando a conspiração.
36:07Perfeito.
36:07Agora fala, você ouviu o discurso do senador?
36:12Ouvi.
36:13E você ouviu sobre o que eu disse do comunicado do comando?
36:16Ouvi e achei ótimo.
36:19Mais uma vez o camarada sereno...
36:20Subcomandante sereno.
36:23O subcomandante sereno?
36:26Mais uma vez mostrou competência e rapidez?
36:29Agora me diz, você ouviu o discurso do senador?
36:34Esse rapaz leva mesmo jeito pra coisa, não leva.
36:37Padrinho, eu quero saber uma coisa.
36:39Sim?
36:40Eu quero saber se o nosso combinado continua valendo.
36:44Qual deles?
36:46O de dar fim no senador depois que ele fizer o que deve ser feito.
36:49Claro que continua valendo.
36:50Porque do jeito que o padrinho elogia esse nojento, eu achei que tivesse mudado de ideia.
36:56De modo algum.
36:58Nós vamos usar o rapaz nessa fase da revolução e depois...
37:03Adeus.
37:06Ele que vai discursar no inferno.
37:09Degola, gola a cabeça do lalau.
37:12Rola, rola, rola esse cara.
37:13Para com isso, para com isso, para com isso.
37:15Me deixa escutar a notícia.
37:16Estamos chegando, é por aqui.
37:36Olha o carro do pilantra ali, ó.
37:38Ele ali?
37:38O azul.
37:39Vamos dar uma busca no carro do pilantra, a gente tá na casa dele.
37:46Descaramos o carro.
38:02Fé velho?
38:03Não, eu duvido.
38:05Eu tô te pedindo, meu filho, pelo amor de Deus, não sai de casa.
38:08Mãe, fica tranquila.
38:10Eu sei o que eu tô fazendo.
38:11Sabe o quê?
38:12Sabe o quê?
38:13A polícia tá por todo canto da cidade, já devem ter prendido um monte de gente.
38:18Que diabos você tem que sair agora?
38:20Mãe, eu não posso ficar parado vendo esses loucos tentarem destruir o nosso país.
38:24E vai fazer o quê pra impedir?
38:26Posso saber?
38:27Eu vou cumprir com o meu dever.
38:29Talvez eu seja a única pessoa que realmente saiba o que tá acontecendo aqui.
38:33Para com essa mania de grandeza, meu filho.
38:36Você tá delirando.
38:38Olha pra mim.
38:39Olha pra mim.
38:39Você só é um rapaz simples que ficou meio desorientado com essas fantasias de herói.
38:46Isso tudo te subiu a cabeça, meu filho.
38:49Mãe, você precisa acreditar em mim.
38:52O que aconteceu, prova que eu tô certo.
38:54Prova que tem um assassino louco à solta, só isso.
38:57Isso, o mesmo que tentou me matar.
38:59E se for, o que você quer, hein?
39:01Botar o focinho na rua pra ele te dar um tiro também?
39:03É isso?
39:04Não se preocupa, não.
39:05Eu me garanto.
39:06Joga, meu filho.
39:07Olha, presta atenção, pelo amor de Deus.
39:10Mãe, por favor, eu preciso terminar.
39:12Eu preciso terminar de trocar de roupa.
39:14Por favor, mãe.
39:14Não, deixa a minha mãe falar.
39:15Olha aqui.
39:15Com licença.
39:16Pode ficar tranquila, mãe.
39:17Pode ficar tranquila.
39:18Eu entendo seus argumentos, filha, mas a matéria é uma só.
39:21O que é, Navarro?
39:22Desculpa, chefe.
39:24Obrigado, mãe.
39:24Vai embora.
39:25Vai, sai todo mundo daqui.
39:27Fala aí, qual a sua ideia?
39:28Então, senador, eu acho que a gente deveria dar a manchete que o mundo inteiro tá dando.
39:33Cachaça mata o presidente da república.
39:36Ah, não sei não.
39:37Amanhã essa notícia já vai tá velha.
39:39Notícia velha só serve pra enrolar peixe.
39:41Gostei.
39:43Virou jornalista mesmo, né?
39:45Tá até citando ditados folclóricos da categoria.
39:50Enrolar peixe.
39:51Gostei.
39:52Bom, mas se a manchete não é a morte do presidente, qual é, então?
39:56É o seguinte, meu rapaz, escreve aí, bota aí.
40:00Voz do senador Nicolau pedindo justiça é ouvida no mundo inteiro.
40:06Nossa, que lindo, meu amor.
40:08Fiquei toda arrepiada.
40:10Eu fico feliz porque a sua opinião é fundamental.
40:19Já sei, eu vou escrever um editorial acusando a conspiração azul pelo crime.
40:24Faz você muito bem.
40:25Afinal, foi essa maldita organização que matou meu pai, né?
40:29Essa serpente que se ergue, cada vez mais audaciosa pra destruir todas as bases da república.
40:37Eu vou começar agora, né?
40:38Enquanto a chapa tá quente.
40:40Isso aí, manda vir do maior força.
40:42Ei, vô.
40:42Oi.
40:43Bota também uma foto minha e da minha noiva na primeira página, belíssima.
40:46Pode deixar, senadora.
40:47O senhor é que manda.
40:48Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:49Isso.
40:50Isso.
40:51Isso.
40:52Isso.
40:53Isso.
40:54Isso.
40:55Vamos ver se desse mato sai coelho.
40:57Temos que agir rápido.
40:58Se não, ele escapa.
40:59Escapa não que tem homem meu lá de rua.
41:00Em geral.
41:01Em geral.
41:13Em geral.
41:13Em geral.
41:15Vem aqui.
41:15Tá acontecendo algum problema, Marta?
41:39Ai, eu não sei não, Cardoso.
41:43Alguma coisa não tá me cheirando nada bem?
41:46O delegado saiu daqui dizendo que atrás de um suspeito junto com os agentes de Brasília?
41:50Você sabe quem é o suspeito?
41:52Não, eu não sei.
41:53E ele não me disse.
41:54Exatamente isso que tá me deixando preocupada e nervosa.
41:58Ai, eu, Cardoso, eu tô com muito medo que eles façam uma grande besteira.
42:01O delegado tinha mais era que se aposentar, Marta.
42:03Não, eu, Cardoso, eu tô com muito medo que eles façam uma grande besteira.
42:33Olha, delegado, muito me engano.
42:58Isso daqui é cenureto, viu?
43:03E nada escrito na ampola.
43:12E sente o cheiro, tá exalando.
43:15Cuidado, cuidado.
43:16Isso é um dos piores venenos que existem.
43:18É o mesmo cheiro do veneno que matou o presidente.
43:26Tu?
43:26Manda pra exame.
43:33Vamos lá pegar o miserável.
43:36E arrancar a verdade.
43:38Todo mundo.
43:38Chefes de estado do mundo inteiro enviaram notas de pesar pela morte do presidente.
43:47O corpo do presidente está sendo transportado nesse momento para Brasília, onde será realizado o funeral.
43:53O país inteiro está em choque.
43:55Estou indo, mãe.
43:57Filho, filho, pelo amor de Deus, eu te suplico, não sai de casa.
44:01Mãe, para com esse histerismo, tá bom?
44:03Não vai me acontecer nada.
44:04Fica tranquila.
44:04Quem é?
44:10É a polícia.
44:12É o delegado.
44:13Abram a porta.
44:15Nós queremos falar com o Joca.
44:16A polícia é a polícia, não sai de casa.
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