- há 6 semanas
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Categoria
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TVTranscrição
00:00A CIDADE NO BRASIL
00:30A CIDADE NO BRASIL
01:00Como é que eu posso recusar um pedido de uma dama, como eu posso dizer, tão atrativa?
01:07O encarregado da diretoria que vai vir pro Brasil pra supervisionar as coisas da empresa
01:11não vai ser o seu amigo Thomas, como você esperava.
01:14Não?
01:15Não.
01:16Eles disseram quem é que vem no lugar?
01:17Eles disseram sim, Teixeira. Parece que o nome do cara é Clodel. Sabe quem é?
01:20Clodel.
01:27Essa é a imagem das consequências da loucura.
01:30O bebo desgraçado está corrompendo a juventude.
01:33Eu tô indo pra casa.
01:34Pra casa?
01:37Não, não, não, não, não. Sem essa.
01:39Agora que eu consegui me livrar do trabalho, nem vem.
01:42Ah, não vou?
01:43De hoje você não escapa.
01:45Se as denúncias se confirmarem, o nosso menino vira herói outra vez.
01:50E se não se confirmarem, ele vai parar no Chilindró por calúnia e outros bichos.
01:55Não, não.
01:56Porque antes disso, nós vamos alegar na justiça insanidade mental.
02:01O que é que é isso?
02:27Tito.
02:29Tito, acorda.
02:31O que é que foi?
02:32Escuta isso.
02:35Esse? Que barulho é esse?
02:36Sim, estão brigando lá fora.
02:39Vamos lá ver o que é.
02:45Para com ele.
02:45Você não vai.
02:48Se você não falar a verdade, bichinho, eu juro que eu te mato, cara.
02:57Eu acabo com a tua vida.
02:59Pera aí, Milton, calma.
03:00Foi ele, gente.
03:01Foi ele que matou o Silvio.
03:02Eu juro.
03:03Eu juro que eu sou inocente, gente.
03:06Por favor, acreditem.
03:08Sabe, ninguém tem nenhuma prova contra mim.
03:10Olha, eu não tenho nada a ver com a tragédia do avião.
03:13Pelo amor de Deus.
03:15Pelo amor de Deus, estão me pré-julgando, me linchando, sem eu ter cometido crime algum.
03:20Milton, eu tenho tua posição.
03:22Mas calma, a gente não pode pré-julgar.
03:24Calma.
03:24Gente, alguém duvida que foi ele que matou o Silvio?
03:27Calma, Milton.
03:28O Silvio tem razão, cara.
03:30Tem que provar primeiro.
03:31Calma.
03:31Me larga.
03:32Me solta, gente.
03:32Pera aí, pera aí.
03:33Parou.
03:34Eu vi.
03:35Eu vi as fotos.
03:36Eu vi.
03:37Eu também vi.
03:37Calma.
03:38Também vi.
03:38Amor de Deus.
03:41Será que é tão difícil assim?
03:44Dar crédito de confiança pra um amigo de décadas?
03:48Gente, eu caí num engodo.
03:51Eu não sabia quem era esse tal de ferronho.
03:54É mentira, professor.
03:55É mentira.
03:56Olha aqui, se alguém aprontou alguma coisa aqui, foi o Nazinho, tá?
03:59Ele me apresentou o cara como se fosse um cara, um bom sujeito.
04:04Um cara decente, procurando serviço.
04:06Foi isso.
04:06É mentira.
04:07É mentira, tio.
04:08Não, não, não.
04:09Olha, foi sim.
04:09Pode ter certeza.
04:10Foi, foi, foi o Nazinho.
04:12Sabe, inclusive, ele queria que eu convencesse você a vender a pousada.
04:16Foi isso.
04:17Agora chega.
04:18Chega.
04:18Acabou.
04:20Vai pro seu quarto.
04:21Vai, vambora.
04:22A gente vai averiguar tudo isso.
04:23Pode ficar tranquilo.
04:24Vai, vambora.
04:24Tá bom.
04:25Vambora, vai.
04:25Já, Betito.
04:27Vamos nessa, vai.
04:31Calma, Nilton.
04:32Calma.
04:33Seja como for, pelo menos você lavou sua alma.
04:38Alô, alguém em casa?
04:54Abandonado geral.
05:03Como é que pode, gente?
05:04Um trabalhador, sesidor público.
05:08Um servidor do povo chega no seu doce lar e não tem ninguém para recebê-lo, lhe receber.
05:19E aí, madame amor, tá orgulhosa do seu filho?
05:30Eu tô cumprindo com a minha promessa.
05:33O governante não tem que fazer o seu povo feliz.
05:37O ribeirense tá se divertindo pra caramba, enchendo a caveira com a santa caça.
05:43Cachaça.
05:46Cachaça.
05:48É.
05:49Se a senhora reclamava do meu bafo, imagina só o bafarel que vai ficar nessa cidade hoje.
05:55Não baixa que não, hein?
05:57A senhora não vai aguentar.
06:04Qual é?
06:06Tá de birra comigo, é?
06:07Se vai ficar aí caladona, eu vou procurar a minha bailarina.
06:16Cadê você?
06:20Marisa, Marisa, Marisa, cadê você, mulher?
06:27Marisa!
06:30Chegou.
06:31Pelo visto, não corre federal.
06:32Vai ser duro de aguentar.
06:43Melhor aí logo, antes que ele estore os pulmões de tanto gritar.
06:47Ai, Marisa, vamos lá, Marivinha.
06:51Pensar que eu troquei a boate por um sanatório.
06:54Só eu mesmo.
06:54Marisa, cadê o Querencio?
07:14Ele tá ali no sofá, senhora.
07:15Quer que eu faça um café, alguma coisa assim?
07:18Não, pode deixar que eu cuide disso.
07:19Obrigada.
07:19Pode ser regolher.
07:20Boa noite.
07:23É brincadeira, né?
07:24Vê se isso é estado pra um prefeito.
07:28Ai, quer saber?
07:30Já que escolheu, vai dormir aí no sofá mesmo.
07:38Você tá procurando, Querencio.
07:39Você vai acabar encontrando.
07:41Depois não reclama.
07:54Então, o lance lá da cachaça úmida era boca livre.
08:04Não precisava pagar nada.
08:06Eu sei.
08:07Por que você tá me dizendo isso agora?
08:09Porque eu não trouxe dinheiro nenhum.
08:12Nada.
08:13E daí?
08:14E daí que a gente...
08:17Táxi, né?
08:19Tenho táxi e eu não tenho dinheiro pra pagar.
08:23Hoje eu banco tudo.
08:26Ah.
08:27Então se me empresta, depois eu te pago.
08:29Depois?
08:29Depois não.
08:32Vai me pagar hoje mesmo.
08:35E não vai sem dinheiro.
08:41É?
08:42É, gatinho.
08:44Pagamento com juros.
08:45Bonitinho isso aqui, né?
09:07Bonitinho você.
09:10Bonito.
09:12Gostoso.
09:15Vem cá, vem.
09:23A janela deve ter uma vista maravilhosa, a janela, né?
09:27Não deve.
09:28Vem ali.
09:29Vem ali.
09:30Tá.
09:32Ó.
09:33Sabe que ele está.
09:38Vem cá, vem.
09:39Vem.
09:45Me agarra, me beija, me seduz.
09:54Peraí.
09:56Sabe o que é?
09:59O que é?
10:00É que antes de...
10:03Antes, né?
10:05Eu gosto de conversar, bater um papo, fumar um cigarrinho.
10:11E lance de cigarro e conversa, não é depois?
10:14Pois é, é engraçado, não é?
10:15Comigo é antes, não sei por quê.
10:17Eu não sabia nem que você fumava.
10:20Mas tudo bem.
10:21Fuma.
10:22E vamos conversar, né?
10:24Aí é que tá.
10:25Ah, eu esqueci o cigarro.
10:28Não tem problema, eu peço pra você.
10:33E qual é a marca de cigarro que você gosta?
10:36Oi, a marca?
10:37É.
10:38Tanto faz, contanto que acenda.
10:40Qualquer um.
10:41Oi, por favor, manda um laço de cigarros aqui pro 304.
10:46Não, qualquer marca serve.
10:49Você tem fogo?
10:51Fogo?
10:51É.
10:52Ah, de isqueiro, fósforo, não tenho.
10:57Não tenho também.
10:58Manda uma caixa de fósforo também.
11:00Tá, obrigada.
11:04Então.
11:06A gente podia ir conversando, né?
11:13Pra ganhar tempo.
11:15Você conhecia esse motel já?
11:19Muito.
11:19Muito é um ótimo motel.
11:23Aqui, ó.
11:26Ótima cama, né?
11:35Ótimo banheiro.
11:38É um ótimo hotel.
11:40Não tenho o que falar.
11:42Aqui.
11:44Ótimo serviço.
11:46Uau!
11:46Sabe...
11:51Sabe o que eu vou fazer agora?
11:54Não sei o quê.
11:55Eu vou tirar a minha roupa bem devagarzinho.
12:02Sabe?
12:05Assim.
12:10Tirar a roupa devagarzinho.
12:14Você gosta disso?
12:17Gosto.
12:18É uma boa.
12:20Mas será que a gente podia esperar o cigarro chegar?
12:22E aí?
12:39Tá aguentando?
12:43Tô.
12:45Tô.
12:45Tô.
12:45Então se você aguentar mais...
12:52Cinco.
12:53É?
12:54Cinco minutos.
12:57Você vai ganhar um brinde.
12:59É.
13:00Especial.
13:01E aí, gato?
13:13Ainda tá aguentando?
13:18Não.
13:20Calma.
13:24Você ouviu?
13:25Claro que ouvi, né?
13:26O que foi isso?
13:27Ah, sei lá.
13:28Veio do quarto da Sônia.
13:29É, deve ser alguma coisa que caiu.
13:31Alguma coisa?
13:33Que coisa?
13:33O barulho foi muito forte.
13:35Eu vou lá.
13:36Não vai, não.
13:38Meu Deus do céu.
13:39Ele pode estar agredindo nossa filha.
13:41Ai, deixa de ser ridículo.
13:43O zumiolo, como diz o jumento.
13:46Você ouviu o estrondo.
13:48Eu vou...
13:49Não, cala a boca.
13:50Fica quietinho.
13:51Virgínia.
13:52São os arrombos da juventude.
13:55Você se esqueceu?
13:56Não, cala a boca.
13:58Não, cala a boca.
13:59Não, cala a boca.
14:00Não, cala a boca.
14:03Meu Deus.
14:03Não, cala a boca.
14:04Não, cala a boca.
14:05Não, cala a boca.
14:06Não, cala a boca.
14:07Não, cala a boca.
14:07Não, cala a boca.
14:08Não, cala a boca.
14:08Não, cala a boca.
14:09Não, cala a boca.
14:09Não, cala a boca.
14:10Não, cala a boca.
14:10Não, cala a boca.
14:11Não, cala a boca.
14:12Não, cala a boca.
14:13Não, cala a boca.
14:14Não, cala a boca.
14:15Não, cala a boca.
14:16Não, cala a boca.
14:17Não, cala a boca.
14:18Não, cala a boca.
14:19Não, cala a boca.
14:20Não, cala a boca.
14:21Não, cala a boca.
14:22Não, cala a boca.
14:23Tchau, tchau.
14:53Tchau, tchau.
15:23Tchau, tchau.
15:53Tchau.
16:23Você nunca mais esquecia essa noite.
16:32Nem eu.
16:53Tchau, tchau.
17:03Tchau, tchau.
17:33O prefeito caprichou no exemplo pro povo e, ó, cumpriu a lei direitinho.
17:38Deixa aí, vamos lá pra cima.
17:40Mas é engraçado, né?
17:52O cara promove uma lei úmida e acaba encharcado.
17:56Mas parece uma calamidade pública do que umidade pública.
18:02Só em Ribeirão mesmo pra acontecer uma maluquice dessas.
18:06Eu não vejo a menor graça.
18:08Mas que ideia mais absurda.
18:10O seu queirense está se excedendo no governo e isso não vai acabar nada bem.
18:13É, pois é.
18:15Mas então vamos ao que interessa.
18:18O que eu quero escutar é sobre o tal cara que vem da Europa pra salvar a gente.
18:22Hum, que negócio é esse de salvar a gente?
18:28Até onde eu sei, esse assunto não tem absolutamente nada a ver com você.
18:32Como não?
18:33Se o cara é teu conhecido, ele vai vir pra livrar a tua cara e você não vai mais precisar voltar pra Europa.
18:39Hein?
18:39Você vai ficar aqui, bem juntinho, nós dois, felizes pra sempre.
18:47Você e suas ideias ridículas.
18:50As coisas não são tão fáceis assim, seu João Carlos Pelago.
18:53É verdade.
18:55É verdade, não são nada fáceis.
18:57É muito difícil ficar perto de você e não te agarrar.
19:01Tá esperando o quê?
19:03Você é muito melhor beijando do que falando.
19:09Uau!
19:09Uau!
19:10Eu te dou o universo em meu olhar
19:20Se sentir na pele um arrepio
19:26Oh, oh, oh, oh, oh.
19:56Oh, oh, oh, oh.
20:26Oh, oh, oh, oh, oh, oh.
20:28Oh, oh, oh, oh, oh.
20:30Oh, oh, oh, oh, oh.
20:32Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh.
21:04Oh, oh, oh, oh, oh, oh.
21:06Oh, oh, oh, oh.
21:08Oh, oh, oh.
21:10Oh, oh, oh, oh.
21:12Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh.
21:14Mínico, confessa, o senhor colocou algum tipo de droga na minha bebida?
21:21Eu?
21:21É, o tal do Boa Noite Cinderela.
21:24Dona Clarice, eu vou lhe dizer uma coisa.
21:26Por que não ao contrário, hein?
21:28Eu?
21:29É, ao contrário, sim.
21:30Eu?
21:30Por quê?
21:31Mas você não é feminista?
21:32Sou.
21:32É defensora dos direitos igualitários?
21:35Sou.
21:35Não é?
21:35E por que que eu, homem, pergunto eu, botaria uma droga dentro da sua bebida?
21:41Ah, é porque...
21:42Por quê?
21:42Agora eu te peguei, né, dona Clarice?
21:46Te peguei direitinho, né?
21:47Ah, é assim.
21:48Me responda, se for mulher.
21:51Pode parar!
21:52O senhor não ouse se levantar dessa cama nu desse jeito?
21:55Eu chamo a polícia.
22:12Eu?
22:26OK.
22:27Oi, bom dia.
22:49Tá lembrado de mim?
22:51Hum, deixa eu ver.
22:52Ah, você é aquele cara que fuma e conversa antes, né?
23:05Foi a melhor noite da minha vida.
23:10Então estamos empatados.
23:15Nunca tinha dormido num motel, só em pensamento.
23:18E eu, que nem pensamento.
23:23Será que tem muita gente dormindo aqui?
23:25Lá.
23:27Do jeito que eu tô, dá vontade de sair batendo na porta de todos os quartos,
23:31dando bom dia, bom dia pra todo mundo.
23:39Quem será que está aqui do outro lado?
23:44Olha, se bobear, alguém que a gente conhece, pelo menos de vista.
23:50Oi, Carmen.
24:07E aí, Newton.
24:08A Elie tá aí?
24:09Ela tá aqui sim, tá no quarto dela, eu vou te chamar.
24:11Não, pode deixar, eu vou até lá.
24:13Meu amor.
24:17Ela.
24:21Desculpa, eu tô vindo cedo, mas eu tava cheio de ansiedade pra te ver.
24:32Eu trouxe pra você.
24:37Obrigada.
24:37Que bom que você veio.
24:48Dona Clarice, de alguma forma nós vamos ter que resolver esse guiço,
24:52porque eu estou aqui nu e a senhora igualmente nua, de forma idêntica,
24:57e se o destino colocou nós dois aqui pelados, por alguma razão foi?
25:01Pelados não, nus.
25:04E não é a mesma coisa?
25:06A mesma desmoral condição humana?
25:09Não.
25:09É desnudificados, é desroupados?
25:12Pelados é uma coisa, nus é outra.
25:14Ah, pra mim não faz a menor diferença.
25:17Ou então estamos nós dois aqui juntos, despidos?
25:21Sim, mas estar nu é bem menos obsceno do que estar pelado, seu jumento.
25:27Essa questão nominológica é de somenas importância.
25:31O que nós temos que resolver, dona Clarice, é essa situação consternante que estamos.
25:37Temos uma ova.
25:38Eu não tenho que resolver nada.
25:41Eu sou uma dama.
25:42Eu fui trazida a essa possilga a revelir.
25:46Ah, a rebeldia também fui trazida eu, né?
25:49Vamos ver se a gente resolve essa situação de forma civilizatória,
25:54em vez de ficar nos acusando um ao outro e vice-versa?
25:59Bom, o senhor tem razão.
26:00Mas, antes de tomarmos qualquer atitude,
26:06será que a gente podia tomar um café da manhã?
26:10Apesar da ressaca, eu estou com uma fome.
26:14Dona Clarice, isso é uma ótima ideia, sabe?
26:18Eu também estou com uma fome de anteontem, como canta aquela música.
26:24Então, seu jumento, será que o senhor faria o obsequio de ligar para o serviço de quarto e pedir um café completo?
26:30Depois de alimentados, a gente pensa o que a gente faz.
26:33Dona Clarice, o que a senhora deseja?
26:35Eu gostaria de uma cestinha de croissants, queijo branco, geleia diet, frutas da estação, sucos diversos, ovos mexidos.
26:46Eu também quero ovos mexidos.
26:48Ai, um bule de café bem forte.
26:51Eu vou fazer isso já.
26:53Afinal de contas, saco vazio não fica em pé.
26:56É verdade.
26:57Nem remexe os miarros.
26:59O senhor não seja doido!
27:00O que que foi agora?
27:03O senhor já ia se levantar totalmente pelado, quer dizer, totalmente nu.
27:07O senhor, por favor, pegue esse lençol e se enrole bem enroladinho.
27:12Vá para o banheiro com as suas roupas se trocar enquanto eu faço a mesma coisa aqui.
27:15A senhora não precisa me falar desse tom autoritarista, tá legal?
27:19Eu sei muito bem como manda etiqueta.
27:21E também sei muito bem como tratar uma mulher.
27:24Acho bom.
27:25E não ouse sair do banheiro sem o meu sinal.
27:30Mas vamos e venhamos, dona Clarice.
27:33Nós estamos duas, né?
27:35Igual.
27:36Dá para se imaginar que durante a noite transcorrida, nós tivemos, como eu vou dizer isso, tivemos uma convulsão carnal.
27:47Nem de brincadeira o senhor pense nesse terror.
27:50Agora vai para o banheiro se trocar que depois a gente vê o que que a gente faz.
27:57Que isso?
27:58Tá maluco?
27:59É, é para ver se alguém bate de volta, pera aí.
28:06Tem gente aí do lado.
28:07Ai, gente, que se zangou pelo visto, né?
28:09Se zangou, é melhor a gente ir embora.
28:10Também acho.
28:12Mas a gente está com um probleminha.
28:16Probleminha?
28:16Qual?
28:19Eu não sei como é que a gente vai voltar.
28:20Do mesmo jeito que a gente veio, de táxi.
28:22Você viu o preço do motel?
28:24Não.
28:25Eu vi.
28:25E o que eu tenho aqui dá para pagar tudo certinho.
28:29Só sobram dois reais.
28:31E você está duro, né?
28:33Estou.
28:35Caramba.
28:36E agora?
28:37E agora eu não sei.
28:38De táxi não dá para voltar, né?
28:39E a pé então é impossível.
28:41Onde para caramba?
28:41Não.
28:41Eu não estou exagerando, não.
28:52Olha, por pouco eu não dou um fim naquele canalha.
28:55Ah, ele.
28:57Se estivéssemos ali, só eu e ele, a essa altura o Virgílio era comida de urubu.
29:02Mas o pessoal da pousada acabou chegando e separou a gente.
29:05Graças a Deus, né, Newton?
29:07Ai, olha, meu Deus.
29:11Eu estou muito abismada.
29:14O Virgílio.
29:16É difícil acreditar, Newton.
29:19Ellen.
29:21Foi ele que matou o Silvio.
29:23Ele estava no complô que armou toda a tramóia.
29:26Acredita em mim.
29:28Meu amor, olha, eu sei que você nunca, nunca levantaria um falso testemunho contra ninguém.
29:33Principalmente alguém tão próximo.
29:37Mas é que essa história é muito louca, sabe?
29:40O Virgílio, o Virgílio vinha aqui em casa.
29:42Se dizia amigo do Silvio.
29:44É difícil de encarar, mas é a verdade.
29:48O Joca vai ter que provar isso tudo muito bem provado.
29:51Mas ele vai.
29:53Ele vai conseguir.
29:54Ai, Newton, olha, eu confesso que eu adoraria saber que vocês se enganaram em relação ao Virgílio.
29:59Que tudo não passou de uma tramóia do Nicolau, com esse tal traficante, bandido, mais esse nazinho.
30:06Esse cafajeste eu conheço muito bem.
30:08Isso nojento.
30:10Olha, uma vez o Silvio quebrou a cara dele, não foi à toa.
30:12Foi bem feito.
30:13É, eu sei.
30:15Mas infelizmente o Virgílio está aqui, ó, até o pescoço.
30:19Olha.
30:20Eu sei que está muito difícil, mas não tem jeito.
30:22Seja como for.
30:23O importante é que agora a gente pelo menos tem a esperança de provar a tua inocência.
30:32Eu sei.
30:34Oi, mãe.
30:35Oi, Newton.
30:36Oi, meu amor.
30:37E aí?
30:38Tudo em cima?
30:39Tudo.
30:41Já leu o jornal?
30:42Leio, sim.
30:44Já a Carmen veio trazer com o dia ainda escuro.
30:46Parada bizarra, hein, cara?
30:48Pois é.
30:50Senta aí, cara.
30:50Eu queria levar um papo contigo.
30:53Bom te encontrar aqui, garota.
31:19Agora que não tem mais ninguém na pousada, vamos tirar o nosso papo a limpo.
31:28O que foi?
31:36Entrou numa frente, tio.
31:40Olha aqui, eu sou a senhora.
31:41Chega perto, chega.
31:42Arrasta o teu crânio.
31:51Sua vaca, filha da mãe.
31:55Você entregou as fotos para aquele maldito detetive e não foi sua desgraçada.
31:59E daí?
32:00Eu avisei que se alguma coisa me acontecesse, vocês iam se dar mal.
32:03Vocês quem?
32:04Eu não fiz nada contra você.
32:05Eu quase morri outro dia e tenho certeza que eu dobrei aquele para-cadas perfeitamente.
32:09Eu não fiz nada, eu não tenho nada a ver com isso.
32:11Quem garante?
32:11É que você não pode me acusar de nada, garota.
32:14Se alguém sabotou o teu para-quedas, não fui eu.
32:18Agora, se o senador e o nazinho...
32:19Dane-se, dane-se o senador, dane-se o nazinho, dane-se.
32:23Além de tudo, é burra demais, é muito bom.
32:27Vai para o inferno, Virgílio.
32:28Olha aqui, garota.
32:30Você estragou tudo.
32:32A grana, o esquema que a gente armou, acabou-se.
32:37Acabou-se a galinha dos ovos de ouro.
32:41Melhor assim, aqueles ovos estavam podres mesmo.
32:44Vem cá, você não percebe que você também se deu mal nessa.
32:50Mas eu não fui chamada para depor na polícia.
32:53Eu não cometi nenhum crime.
32:54Ah, não?
32:56Chantagem não é crime.
32:57E o que o babaca do senador vai fazer, hein?
32:59Vai falar para a polícia que me deu dinheiro para eu não falar o que eu sabia?
33:02Duvido!
33:02É a mesma coisa que confessar!
33:06Sabe o que aconteceu, Virgílio?
33:08Perdi o meu medo, sacou?
33:15E agora você está assim, ó, se borrando todo.
33:18Como um cagão que sempre foi!
33:24Eu juro, garota.
33:29Eu juro por tudo quanto é mais sagrado neste mundo.
33:34Antes de eu ir para a cadeia, eu mato você.
33:38Você e seus amiguinhos já tentaram uma vez.
33:40Eu sugiro que da próxima, tomem muito cuidado.
33:57O que importa é os miseráveis pagarem pelo que fizeram.
34:01E você acha que essas denúncias vão dar alguma coisa?
34:03Com certeza.
34:05A verdade vai acabar aparecendo.
34:06Então quer dizer que é o senador o responsável pela morte do meu pai?
34:10Tudo indica que sim.
34:12Ele, o tal piloto lá dos traficantes, o Virgílio, o Nazinho lá do cartório.
34:18O Nazinho?
34:19É.
34:20Eu sei que ele ficou pegando no teu pé quando a Diana se disfarçava de menino.
34:25Não.
34:25Não é isso que está pegando, Nilton.
34:28Então é o que, filho?
34:28É que esse vagabundo do Nazinho está namorando a Zuleide.
34:35Peraí.
34:37Como é que é?
34:38É isso aí, Nilton.
34:39Ela está de rolo com esse cara.
34:41Foi o próprio Carlos que me contou.
34:42Meu Deus do céu.
34:44Como que a Zuleide pode se meter com um canalha dessa natureza?
34:47Calma, Nilton.
34:48Olha, acho que você devia conversar com a Zuleide.
34:51Eu acho que ela, de repente, nem sabe o que está acontecendo.
34:54Não adianta.
34:55Ela não me ouve.
34:57Tudo que eu falo entra no ouvido e sai pelo outro.
35:01Ô, Guilherme.
35:03Bem que você podia me ajudar nessa parada, hein?
35:05De que jeito?
35:06Conta pro Carlos.
35:09Conta que o cara está envolvido na sabotagem do avião.
35:12Vai deixar.
35:13Eu falo.
35:24O meu, não caminha pra fazer de gestão.
35:37Ô, babaca!
35:39Volta aqui, ô, idiota!
35:41Cara, grosso!
35:43Não adianta.
35:43Não adianta que aqui ninguém vai parar.
35:45Que papai.
35:46Olha só.
35:47A gente podia chamar um táxi.
35:49Chegando lá, você arruma dinheiro pra pagar.
35:51É isso, Sérgio.
35:55Como é que eu não pensei nisso antes?
35:58Você é um gênio.
36:00Mamãe sempre soube disso.
36:02E com o que a gente vai arrumar essa grana, hein?
36:05Ah, sei lá.
36:06Depois a gente vê.
36:07É, né?
36:10Paca!
36:21É agora ou nunca.
36:28Meu Deus!
36:30Será um assalto?
36:31Não, eu...
36:32Eu conheço esse rapaz.
36:36O que que significa isso, rapaz?
36:38Por favor, a gente tá numa emergência.
36:40Será que o...
36:41Tio!
36:42Rosa!
36:43O que que você tá fazendo aqui?
36:45Passeando!
36:46É...
36:48A gente tava passeando, né?
36:49E aí se perdeu.
36:51Ninguém quer dar carona pra gente.
36:53Será que o senhor poderia dar?
36:57Ô, Rosa.
36:59Vocês vieram passeando de Ribeirão até aqui.
37:03Pois é!
37:04Pois é!
37:05Conversa vai, conversa vem.
37:07Uma coisa leva a outra, né?
37:08E a gente acabou aqui.
37:10Cansou, né?
37:11Cansou.
37:12Leva a gente, por favor.
37:14Melhor a gente levar.
37:21Antes que apareça mais alguém.
37:25Tudo bem.
37:27Dá a volta.
37:27É por lá que entra.
37:28Obrigado.
37:31Situação espinhosa essa.
37:34Onde está alguma coisa?
37:57Onde está alguma coisa?
37:59Olha, vocês podem ficar tranquilos, que eu não vou falar pra ninguém que vocês estavam
38:08no motel, tá?
38:16Vocês não viram ninguém saindo do motel.
38:20Ninguém viu ninguém.
38:25Você viu?
38:26Não.
38:31O meu celular ficou sem bateria.
38:37Nós paramos naquele estabelecimento pra falar no telefone.
38:42Foi isso?
38:43Isso.
38:44A bateria riou.
38:45Marisinha, meu amor.
39:02Você pode até não acreditar, mas eu não cheguei em casa agora, não.
39:05Cheguei à noite.
39:06Eu devia estar tão cansado que eu adormeci lá no sofá.
39:10Cansado?
39:11É.
39:12O que foi?
39:12Não está acreditando?
39:13Estou te falando.
39:14Pode...
39:14Você dormiu lá no sofá, sim.
39:17Mas não foi porque estava cansado, Querencio.
39:19Você estava era num porre federal.
39:21Chegou aqui gritando, fazendo maior escândalo e acabou desmaiando lá na sala mesmo.
39:26Ah, é?
39:27É.
39:28Bom, esses pormenores ficaram apagados da minha cabeça.
39:33Desculpa ter abandonado o nosso leito nupcial.
39:37Você sentiu a minha falta?
39:39Não.
39:40Não, não senti, não.
39:40Eu fiquei torcendo para você não acordar no meio da noite, porque ia ser duro te aguentar
39:46com toda aquela cachaça no bucho.
39:47Pô, meu amor, por que essa bronca toda?
39:49Eu não estou entendendo.
39:51Tudo bem, eu exagerei um pouquinho.
39:53Um pouquinho?
39:54Um pouquinho.
39:55Ah, tudo bem, vai.
39:57Tá legal.
39:58Eu confesso, meia culpa, enfiei o pé na jaca.
40:01Pra ser sincero, nem sei como eu achei o caminho de volta.
40:07Pô, mas pelo menos agora eu tenho o dia e hora certa pros meus pós.
40:11Isso não é bom?
40:12Ah, Querencio, eu tô perdendo a minha paciência.
40:15Sabe o que seria legal pra você?
40:16Vir comigo pra prefeitura.
40:18Eu já tô sacando que ficar aqui trancada nessa mansão não tá te fazendo bem.
40:22É isso que tá te deixando de mau humor.
40:24Me envolver em política?
40:25Nem pensar.
40:27Aí é que eu vou ficar infeliz de uma vez mesmo.
40:29Ah, não fala assim, coisa linda.
40:31A última coisa que eu quero é fazer a mulher que eu amo infeliz.
40:36Você sabe que eu te amo, não sabe?
40:40A gente precisa conversar.
40:42Ah, não.
40:44Me dá um tempo.
40:45Marizinha, por favor.
40:47Já, já eu tenho que ir pra prefeitura.
40:49Faz um carinho no seu maridinho, vai.
40:51Só um pouquinho, por favor.
40:54Dona Arminda, eu não tô falando pra fazer fofoca e a senhora sabe que eu não sou de me meter em vida de patrão.
41:04Mas é que eu tô muito preocupada com o seu Querencio.
41:07Por que, Elza?
41:07Faz logo a fofoca, Elza.
41:10O que que o seu Querencio aprontou?
41:11O que é isso, Diana?
41:12Não foi nada.
41:14É que eu fiquei preocupada que ele passou a noite no sofá.
41:17Não é mesmo?
41:17Não é mesmo?
41:19Nossa, eu cheguei tão cansada que eu nem percebi.
41:22Será que ele e a Marisa brigaram?
41:24Isso eu não sei dizer.
41:25Também nem tem que saber, porque não é da sua conta, Elza.
41:28Sim, senhora.
41:29Desculpa.
41:29Ah, agora tá explicado.
41:31Quando eu desci, eu senti um cheiro horrível de cachaça na sala.
41:34Precisa ver como é que tá a cidade.
41:36Quando eu saí hoje cedo pra comprar o pão, dava nojo o cheiro de cana e de xixi.
41:41Ai, um horror.
41:43E ainda tinha gente caída de bêbada, largada na rua.
41:45Meu Deus, eu só espero que já tenha melhorado.
41:48Quando eu voltei da padaria, eles estavam começando a limpar a praça.
41:51Essa ideia de dia úmido é uma completa maluquice.
41:54Se o seu Querencio continuar com isso, ele vai acabar se dando mal.
41:58Será que vai ter aula hoje?
41:59E por que a pergunta?
42:01Ué, porque se meus professores cumpriram a tal lei úmida, encheram a caveira e devem estar numa pior, né?
42:06Devem nem aparecer na escola.
42:08É, só me faltava essa.
42:11Hum, até que é assim engraçado ver a professora de geografia de porre.
42:16Ela é tão careta.
42:17Diana, para de falar bobagem e termina o seu café.
42:28O negócio é o seguinte, princesa.
42:31Estão dizendo por aí que eu tô metido nessa história da sabotagem do avião da pousada.
42:36Pois é.
42:36Eu achei melhor vim te contar pessoalmente antes que você ficasse sabendo por outra pessoa, né?
42:41Jura?
42:43Mas o jornal só fala do senador.
42:45Eu sei.
42:46Mas é verdade que eu também tô sendo acusado.
42:48Nazinho, isso é muito grave.
42:50Aqui.
42:51O que que é isso?
42:52É a convocação que eu recebi.
42:54O delegado quer que eu vá até lá pra prestar declarações sobre o caso.
43:00E qual é a sua participação nessa história?
43:02Nenhuma, meu anjo.
43:05Absolutamente nenhuma.
43:05Isso aí é uma calúnia.
43:07Mas então vai lá.
43:08Isso aí é coisa de alguém que tá querendo sacanear o senador e inventou essa história.
43:11Agora colocou meu nome no meio e não sei porquê, né?
43:14Mas então vai lá e fala isso pro delegado, ora.
43:17Eu vou, Zuleide.
43:19Eu vou.
43:19Pode ficar calma.
43:20Agora o negócio pode ser que eu precise do apoio de meus amigos e das minhas amigas.
43:25Ou seja, se for o caso, talvez eu precise que você fale alguma coisa a meu favor.
43:29Eu?
43:30É.
43:31Mas a polícia vai vir atrás de mim também?
43:33Vai me chamar?
43:33Ninguém vai te chamar, meu anjo.
43:35Ninguém vai te chamar.
43:35Presta atenção.
43:36É muito simples, ó.
43:37Pode ser que, eventualmente, eu preciso que você testemunhe que eu não sou nenhum pilantra.
43:43Só isso.
43:44Entendeu?
43:44Entendi.
43:45Então.
43:46Hum?
43:50Você faria isso por mim.
43:52Faria?
43:52Não.
44:14Tchau.
44:15Tchau.
44:16Tchau.
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