- há 6 semanas
Conheça a história de Eliseu — o profeta que realizou milagres capazes de desafiar a lógica, calar zombadores e até ressuscitar mortos.
Chamado enquanto arava a terra, ele deixou tudo para trás e seguiu o chamado de Deus. Recebeu uma porção dobrada do Espírito, abriu rios, multiplicou azeite, curou águas, alimentou multidões e fez um morto reviver apenas ao tocar seus ossos. Onde Eliseu caminhava, o impossível se dobrava diante da obediência.
Foi mais que um discípulo de Elias — foi a continuação visível da presença de Deus entre os homens. Essa história vai te emocionar, desafiar e fazer você enxergar a fé de um modo que talvez nunca tenha visto. Uma jornada de milagres, justiça e obediência radical.
Chamado enquanto arava a terra, ele deixou tudo para trás e seguiu o chamado de Deus. Recebeu uma porção dobrada do Espírito, abriu rios, multiplicou azeite, curou águas, alimentou multidões e fez um morto reviver apenas ao tocar seus ossos. Onde Eliseu caminhava, o impossível se dobrava diante da obediência.
Foi mais que um discípulo de Elias — foi a continuação visível da presença de Deus entre os homens. Essa história vai te emocionar, desafiar e fazer você enxergar a fé de um modo que talvez nunca tenha visto. Uma jornada de milagres, justiça e obediência radical.
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00:00Socorro! Acabem! Acabem! Acabem! Acabem!
00:02Estão atrás da gente! Não olha!
00:06Socorro! Corram! Rápido! Rápido!
00:10Eles estão atrás da gente!
00:13Não para!
00:17Socorro! Corre! Rápido!
00:19Eles estão atrás da gente! Não para! Não olha!
00:21Vai! Vai! Vai! Acelera!
00:23Meu Deus! Socorro! Desce! Desce!
00:25Do monte surgiram dois ursos, avançando entre as árvores, como se movidos por uma ordem invisível que vinha do alto.
00:35Não eram apenas animais selvagens, vinham como instrumentos de juízo, resposta do céu contra o escárnio dos insolentes.
00:44Um grupo de jovens, irreverentes e desrespeitosos, havia saído ao encontro do homem que subia o caminho.
00:51Apontavam, riam alto, zombavam sem temor.
00:55É, cara, o cara está subindo um monte.
00:57Ei, cuidado para não escorregar.
01:00Era mais do que deboche, era desprezo pela unção, afronta a presença de Deus.
01:07Eles não viam apenas um homem, mas ele não respondeu.
01:12Seguiu em silêncio, porque quem anda com Deus não se justifica.
01:16E antes que pudessem zombar outra vez, os ursos desceram sobre eles com violência.
01:22Quarenta e dois caíram, e o medo tomou conta da cidade.
01:27O céu havia falado, e ninguém mais ousou rir.
01:31Mas quem era esse homem que os céus protegiam com tamanha seriedade?
01:36Não era rei, nem general, nem sacerdote.
01:40Era Eliseu, o discípulo daquele que foi levado ao céu em redemoinho.
01:44E por onde passou, o nome do Senhor foi exaltado por sinais que o homem comum jamais entenderia.
01:52Curou águas contaminadas com uma porção de sal.
01:55Multiplicou o azeite de uma viúva, até que não houvesse mais vasilhas para receber.
02:01Ressuscitou o filho da mulher sunamita.
02:04Purificou uma panela envenenada.
02:06Alimentou cem homens com poucos pães.
02:09E ainda sobrou.
02:10Fez o ferro de um machado flutuar sobre o Jordão.
02:14Curou a lepra de Naamã.
02:16E mesmo morto, seus ossos trouxeram vida a um cadáver.
02:21O manto que ele carregava não era apenas de tecido.
02:25Era a marca de um envio celestial.
02:28Sua história, no entanto, não começou com milagres, mas com renúncia.
02:34Eliseu era um homem do campo.
02:35Estava arando a terra com doze juntas de bois, quando Elias, o profeta, apareceu em silêncio.
02:43Não disse palavra alguma.
02:45Apenas lançou sobre ele o manto e seguiu seu caminho.
02:49Foi um gesto aparentemente simples, mas cheio de significado.
02:54Eliseu compreendeu sem precisar de explicações.
02:58Deixou imediatamente os bois e correu atrás de Elias.
03:01Deixe-me apenas despedir de meus pais, e eu te seguirei.
03:06Disse com firmeza.
03:08Elias respondeu.
03:09Vai, mas lembra-te de quem te chamou.
03:12E Eliseu voltou para casa, não para hesitar, mas para se despedir de tudo que conhecia.
03:19Ao chegar, tomou a madeira do arado e a partiu.
03:22Com ela, acendeu o fogo, abateu os bois e preparou a carne.
03:28Chamou o povo e ofereceu como ceia de despedida.
03:32Era o fim de uma vida comum.
03:35A fumaça que subia daquele sacrifício era símbolo de um passado que não voltaria mais.
03:41Eliseu não apenas deixou sua antiga vida, ele a queimou.
03:46Queimou com ela os planos antigos, as garantias e o conforto.
03:50Aquilo que antes sustentava seu pão, agora se tornava altar.
03:56O chamado não foi feito com palavras, mas com presença.
04:00E desde aquele dia, ele passou a servir Elias com fidelidade e temor, como discípulo e aprendiz.
04:08Aliás, seja muito bem-vindo ao canal Descubra a Bíblia Sagrada.
04:12Aqui, cada história é uma travessia entre a fé e a revelação.
04:17Um mergulho profundo nas Escrituras que transforma o olhar e desperta o espírito.
04:24Se essa história já está tocando algo dentro de você, inscreva-se agora e ative o sino.
04:31Estamos caminhando juntos por entre as páginas da Palavra de Deus,
04:35em busca de tudo aquilo que Ele ainda deseja nos mostrar.
04:38O tempo passou, e então chegou o dia em que o Senhor tomaria Elias para si.
04:45Os dois estavam em Gilgal, e Elias disse a Eliseu,
04:49Fico aqui, porque o Senhor me enviou a Betel.
04:53Eliseu respondeu com firmeza,
04:54Tão certo como vive o Senhor, e vive a tua alma, não te deixarei.
04:59E assim desceram a Betel.
05:01Ali, os filhos dos profetas se aproximaram de Eliseu e disseram,
05:07Sabes que hoje o Senhor tomará o teu mestre por sobre tua cabeça?
05:11E ele respondeu,
05:13Também eu sei.
05:15Calai-vos.
05:16Elias voltou a dizer,
05:17Fica aqui, porque o Senhor me enviou a Jericó.
05:21Mas Eliseu disse novamente,
05:23Como vive o Senhor, e vive a tua alma, não te deixarei.
05:27Foram então a Jericó, e ali os filhos dos profetas repetiram as mesmas palavras.
05:34E novamente, Eliseu os silenciou.
05:37Elias então falou pela terceira vez,
05:39Fica aqui, porque o Senhor me enviou ao Jordão.
05:43E Eliseu, com os olhos fixos no propósito, respondeu,
05:48Não te deixarei.
05:49Ambos seguiram juntos.
05:51Chegaram ao rio Jordão.
05:54Elias tomou o manto, enrolou-o e feriu as águas.
05:57O rio se abriu, e os dois atravessaram em seco.
06:02Do outro lado, Elias olhou para seu discípulo e disse,
06:05Pede o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti.
06:10E Eliseu respondeu com reverência e coragem,
06:15Peço-te que uma porção dobrada do teu espírito esteja sobre mim.
06:19Elias o fitou e disse,
06:21Pediste algo difícil.
06:22Mas se me vires quando eu for levado de ti, assim será contigo.
06:27Caso contrário, não será.
06:29E enquanto ainda caminhavam,
06:31Eis que um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, os separou.
06:36Elias foi elevado ao céu no redemoinho,
06:39E Eliseu viu tudo.
06:41Gritou com voz forte,
06:42Meu pai, meu pai,
06:46Carro de Israel e seus cavaleiros.
06:49Mas Elias já não estava mais ali.
06:53Apenas o manto jazia sobre o chão.
06:56Eliseu rasgou suas vestes em sinal de luto e reverência,
07:00E tomou para si o manto que o céu havia deixado.
07:04Voltando ao Jordão, parou diante das águas.
07:08Onde está o Deus de Elias?
07:11Então, golpeou as águas, e elas se abriram.
07:15Eliseu atravessou.
07:17Os filhos dos profetas o observavam de longe,
07:21E quando viram o rio se abrir, disseram entre si,
07:24O espírito de Elias repousa sobre Eliseu.
07:27Vieram ao seu encontro e se curvaram.
07:30Reconheceram que a autoridade havia sido transferida.
07:34O discípulo agora era profeta.
07:37O servo agora era enviado.
07:39Mas Eliseu sabia que aquilo não era apenas honra.
07:44Era responsabilidade.
07:46E a caminhada apenas começava.
07:49Depois de atravessar o Jordão com o manto do mestre em mãos,
07:53Eliseu seguiu em direção a Jericó.
07:56Os filhos dos profetas o observavam de longe
07:59E reconheceram que algo havia mudado.
08:02O mesmo homem que servira Elias em silêncio
08:05Agora caminhava com autoridade visível.
08:07Ele não carregava apenas um manto,
08:10Mas a continuação de um propósito celestial.
08:14Os jovens profetas vieram ao seu encontro,
08:18Curvaram-se diante dele e disseram,
08:21O espírito de Elias repousa sobre ti.
08:24Mas ainda havia dúvidas entre eles.
08:27A ausência de Elias os inquietava.
08:30Talvez o Espírito do Senhor o tenha lançado
08:33Sobre algum monte ou em algum vale.
08:35Disseram a Eliseu com os olhos ansiosos.
08:40Ele respondeu com firmeza,
08:41Não o procurem.
08:43Mas insistiram tanto que ele permitiu.
08:46Enviaram cinquenta homens,
08:48Que durante três dias procuraram por Elias
08:51Nas montanhas e vales ao redor.
08:54Não encontraram nada.
08:56Voltaram cansados.
08:58E então Eliseu os recebeu com serenidade.
09:01Não vos disse que não fosseis?
09:02A certeza que havia nele não era humana.
09:06Era a convicção de quem havia presenciado o céu
09:09Se mover diante de seus olhos.
09:12Pouco depois, os homens da cidade de Jericó
09:15Se aproximaram com uma aflição.
09:18Esta cidade é boa, como vê o meu Senhor.
09:20Mas as águas são más.
09:22E a terra é estéreo.
09:24Eliseu os ouviu com atenção.
09:26Aquilo não era apenas um problema natural.
09:28Era algo que impedia a vida de florescer.
09:32Pediu uma tigela nova, com sal.
09:36Pegou-a em mãos e foi até a nascente da água.
09:39Ali lançou o sal e declarou.
09:42Assim diz o Senhor.
09:44Tornei saudáveis estas águas.
09:46Não haverá mais nelas morte nem esterilidade.
09:50E desde aquele dia, a fonte foi curada.
09:53A cidade voltou a dar frutos.
09:55Depois desse sinal, Eliseu partiu de Jericó rumo a Betel.
10:01Subia pela estrada quando foi surpreendido por um grupo de jovens insolentes
10:05que o avistaram de longe.
10:08Começaram a zombar dele, com palavras desrespeitosas e provocadoras.
10:13Careca!
10:13Careca tá subindo longe!
10:15Ei, cuidado pra não escorregar!
10:18Não era apenas deboche sobre sua aparência.
10:22Era desprezo por sua missão.
10:24Eles não zombavam de um homem.
10:27Zombavam do ofício que Deus lhe havia confiado.
10:30E aquela afronta, vinda de muitos, se tornou ocasião para o temor ser restaurado.
10:36Eliseu virou-se, olhou para eles e os repreendeu com o peso da autoridade que carregava.
10:42Então, dois ursos saíram do bosque e avançaram contra os zombadores.
10:48O que parecia brincadeira, terminou em tragédia.
10:52Quarenta e dois caíram diante do juízo de Deus.
10:55Não era vingança.
10:57Era justiça.
10:59Aquele momento ficou marcado na memória da região.
11:02E a notícia correu pelas cidades.
11:04As pessoas passaram a temer não apenas a Eliseu, mas o Deus que estava com ele.
11:11Não se tratava de temor humano.
11:13Era respeito pela presença divina.
11:16Seguindo seu caminho, Eliseu passou por várias cidades, visitando escolas de profetas.
11:21Em cada lugar, a presença de Deus o acompanhava.
11:26Era visível que algo novo havia começado em Israel.
11:29Os milagres de Elias haviam marcado uma geração, mas o que Eliseu carregava não era menor.
11:36Os homens o observavam com olhos atentos.
11:39Cada gesto seu era um sinal.
11:42Cada palavra carregava vida.
11:45Não era apenas a continuidade de um ministério.
11:48Era uma ampliação.
11:50Uma resposta de Deus para um tempo de necessidade espiritual profunda.
11:56Durante uma dessas visitas, uma viúva o procurou em desespero.
12:00Era esposa de um dos filhos dos profetas.
12:03E agora, os credores ameaçavam levar seus dois filhos como pagamento da dívida.
12:09Eliseu a ouviu com atenção.
12:11A dor daquela mulher não era só material.
12:15Era o grito de uma mãe que não queria ver seus filhos escravizados.
12:19Meu senhor, o credor veio.
12:22Ele quer levar meus filhos.
12:23O que tens em casa?
12:25Tua serva não tem nada, senão uma botija de azeite.
12:28O que para os homens era pouco, para Deus era suficiente.
12:33Eliseu, então, lhe deu instruções detalhadas.
12:35Vai, pede emprestadas vasilhas, muitas, a todos os teus vizinhos.
12:40Depois entra em tua casa.
12:41Fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos e derrama o azeite em todas aquelas vasilhas.
12:47A mulher obedeceu.
12:49Saiu, pediu vasilhas por toda parte.
12:53Voltou para casa e, com os filhos ao lado, começou a encher os recipientes.
12:58O azeite fluía sem parar, um vaso após o outro.
13:04O milagre corria pelas suas mãos como um rio.
13:08Ela voltou a Eliseu e contou tudo.
13:11Ele a olhou e disse com serenidade.
13:13Vai, vende o azeite, paga tua dívida e vive com teus filhos do que restar.
13:19Aquilo que seria vergonha tornou-se sustento.
13:22Aquilo que seria perda se transformou em provisão.
13:25Deus não apenas salvou seus filhos da escravidão.
13:30Deu a eles um novo começo.
13:32E, por meio de Eliseu, mostrou que o céu se importa com os pequenos clamores.
13:37O profeta que abriram rio agora enchia vasilhas dentro de uma casa humilde.
13:43O mesmo Deus que move céus também se revela entre quatro paredes.
13:48Esse milagre se espalhou pelas aldeias como um sussurro de esperança.
13:53A fama de Eliseu crescia, mas não era fama por si só.
13:58Era reconhecimento da presença de Deus.
14:01Os corações começaram a se voltar outra vez.
14:04Muitos vinham buscá-lo, não por causa do homem, mas por causa da mão de Deus sobre ele.
14:11E ele seguia, não como quem procurava glória, mas como servo fiel do propósito.
14:17Sua caminhada era feita de passos silenciosos e milagres retumbantes.
14:22A palavra que carregava não era dele.
14:25Era viva.
14:26E quando Deus fala, até o impossível escuta.
14:30Eliseu passava com frequência por Sunem, uma pequena cidade de Israel.
14:35Ali vivia uma mulher de coração generoso e olhar atento.
14:40Sempre que via o profeta, insistia para que ele entrasse e comesse pão.
14:45Com o tempo, percebeu que aquele homem não era comum.
14:49Reconheceu nele a presença de Deus e falou com o marido.
14:54Façamos para ele um pequeno quarto sobre o muro.
14:58Coloquemos ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro.
15:03O espaço foi preparado com zelo.
15:06Não por obrigação, mas por discernimento.
15:10Aquela casa agora abrigaria não apenas um homem, mas a palavra.
15:14A hospitalidade da Sunemita não era interesse.
15:18Ela não pediu nada.
15:20Apenas servia.
15:22Um dia, Eliseu, grato, mandou chamar a mulher.
15:26Ela parou a porta, respeitosa.
15:29O profeta perguntou.
15:30O que posso fazer por você?
15:32Quer que eu fale com o rei ou com o comandante do exército?
15:35Eu vivo bem aqui, no meio do meu povo.
15:37Era uma mulher resolvida, serena.
15:41No entanto, Gease, servo de Eliseu, notou algo.
15:45Ela não tem filho e seu marido é velho.
15:48Então Eliseu a chamou novamente e, ao vê-la, disse com autoridade.
15:53No tempo determinado, você abraçará um filho.
15:56Não, não mintas a tua serva, ó homem de Deus.
15:59Mas a palavra estava selada.
16:02No tempo indicado, ela concebeu.
16:05Deu à luz um menino e a casa se encheu de riso.
16:09A promessa agora chorava nos braços da mãe.
16:12O tempo passou.
16:14O menino cresceu.
16:15Um dia, foi ao campo com o pai e começou a sentir fortes dores na cabeça.
16:21O pai mandou um servo levá-lo até a mãe.
16:24Ela o recebeu em silêncio e ali ficou até o meio-dia, quando ele morreu.
16:28Sem chorar, sem gritar, ela subiu ao quarto do profeta,
16:33deitou o menino na cama e fechou a porta.
16:36Em seguida, chamou o marido e pediu um jumento.
16:40Preciso ir ao homem de Deus.
16:42O marido questionou o motivo, mas ela respondeu apenas.
16:46Tudo vai bem.
16:48Montou o animal e partiu.
16:51A cada passo, a fé a conduzia.
16:54Quando Eliseu a viu ao longe, enviou Geasi ao seu encontro.
16:59Ela não parou.
17:00Ao encontrar o profeta, lançou-se aos seus pés.
17:04Deixa ela.
17:05A alma dela está amargurada e o Senhor me ocultou o que aconteceu.
17:08Pedi eu algum filho ao meu Senhor.
17:10Não te disse eu para não me enganar?
17:12Eliseu entendeu.
17:14Ordenou a Geasi que corresse ao quarto,
17:16levando seu bordão e o colocasse sobre o rosto do menino.
17:20Mas a mãe não quis sair do lado do profeta.
17:24Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei.
17:30Eliseu foi com ela.
17:32Quando chegaram à casa, o menino jazia sem vida sobre a cama.
17:36Geasi havia ido antes, mas não houve sinal algum.
17:40Eliseu entrou, fechou a porta e orou ao Senhor.
17:43A dor da mulher agora estava diante do céu.
17:47Subiu à cama, deitou-se sobre o menino, colocando a boca sobre a boca,
17:53os olhos sobre os olhos, as mãos sobre as mãos.
17:56O corpo do menino começou a aquecer.
18:00Eliseu levantou-se, andou pela casa, voltou e tornou a deitar-se sobre ele.
18:07Então o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
18:11O silêncio foi rompido pela vida.
18:14Eliseu chamou Geasi e disse,
18:17Chama a Tsunamita.
18:19Ela entrou.
18:20Ela se lançou aos pés do profeta.
18:22A fé que havia construído um quarto, agora acolhia um milagre.
18:27Aquela casa, marcada pela hospitalidade, tornou-se palco de ressurreição.
18:33A mulher não havia pedido um filho, mas recebeu um.
18:37Quando o perdeu, não cedeu ao desespero, mas correu à fonte certa.
18:43Eliseu não apenas restaurou a vida do menino.
18:46Foi instrumento para que a fé daquela mulher se tornasse testemunho.
18:50A notícia correu pela região, e muitos passaram a ver em Eliseu não apenas o sucessor de Elias,
18:58mas um profeta diante de quem até a morte recua.
19:03A presença de Deus era visível, não por palavras, mas por obras que ninguém podia negar.
19:09Eliseu seguiu sua missão, e as escolas de profetas o recebiam com honra.
19:15Homens que buscavam a palavra se reuniam para aprender, viver e crescer sob a instrução divina.
19:23Em certa ocasião, havia fome na terra.
19:27Os discípulos prepararam um guisado com o que encontraram no campo.
19:32Um deles colheu ervas silvestres e, sem saber, colocou no alimento uma planta venenosa.
19:37Quando serviram a comida, os homens gritaram,
19:42Homem de Deus, há morte na panela!
19:45Eliseu não se alarmou.
19:48Pediu farinha, lançou-a na panela e ordenou que servisse novamente.
19:53O veneno havia sumido.
19:56Pouco depois, chegou um homem de Baal, Salisa,
19:59trazendo a Eliseu pães de cevada e espigas verdes.
20:03Eram primícias.
20:05O profeta ordenou que fosse dado à multidão.
20:08O servo hesitou.
20:09Como porei isto diante de cem homens?
20:11Assim diz o Senhor.
20:14Comerão e ainda sobrará.
20:16E assim foi.
20:18Serviram, todos comeram e ainda sobrou.
20:21Não era sobre quantidade, mas sobre obediência à voz de Deus.
20:27Os sinais que seguiam Eliseu ensinavam mais do que qualquer discurso.
20:31Deus não havia se calado.
20:34Ainda multiplicava, ainda curava, ainda devolvia a vida.
20:39Os milagres não aconteciam para mostrar poder, mas para revelar cuidado.
20:44Eliseu não buscava impressionar.
20:47Apenas respondia ao que Deus ordenava.
20:50Desde o dia em que largou o arado e seguiu o profeta,
20:54sua vida se tornou um instrumento entre o céu e a terra.
20:57Os olhos dos homens começaram a se abrir para a realidade espiritual.
21:03Aquele que outrora servia, agora, guiava.
21:07E cada passo que dava confirmava que a porção dobrada do espírito de Elias
21:12repousava sobre ele.
21:14Era o mesmo Deus agindo com nova intensidade.
21:18Porque o espírito do Senhor não tem fim.
21:21Ele apenas se move onde encontra um coração disposto.
21:24Naamã era general do exército da Síria.
21:28Um homem de prestígio, respeito e vitórias.
21:32Mas carregava no corpo a ferida que nenhum poder podia esconder.
21:37Ele era leproso.
21:39Um comandante que impunha temor nos campos de batalha,
21:43mas que, em silêncio, temia o avanço da doença.
21:46Em sua casa, uma jovem israelita,
21:50levada como escrava em tempos de guerra,
21:52falou com esperança.
21:55Se o meu Senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria,
21:59ele o curaria da lepra.
22:01Aquelas palavras plantaram fé no coração de um homem poderoso,
22:05mas desesperado.
22:07O rei da Síria escreveu ao rei de Israel
22:10e enviou Naamã com uma grande comitiva.
22:13Levava prata, ouro, vestes preciosas.
22:18Pensava que a cura se comprava com honra e riquezas.
22:22Sou eu Deus para matar e para dar vida,
22:25para que este homem me envie um leproso a curar?
22:28O temor tomou conta do palácio,
22:30pois viam nisso uma provocação.
22:32Mas Eliseu, ao saber, enviou um recado.
22:35Deixe-o vir até mim,
22:37e ele saberá que há um profeta neste lugar.
22:39O encontro não seria como Naamã imaginava.
22:42Não haveria cerimônia, apenas um comando.
22:45Naamã chegou com seus cavalos,
22:47seus carros e seu orgulho.
22:50Esperava que o profeta viesse recebê-lo com honras,
22:54que invocasse o nome do Senhor e tocasse sua carne.
22:58Mas Eliseu nem saiu de casa.
23:00Mandou um servo com um recado simples.
23:02Ele mandou-lhe dizer,
23:06Lava-te sete vezes no Jordão,
23:08e a tua carne será restaurada.
23:10A simplicidade do ato ofendeu Naamã.
23:13Não são, porventura, os rios de Damasco melhores
23:15do que todas as águas de Israel?
23:18E, indignado, virou-se para partir.
23:21Para ele, a ordem parecia pequena demais
23:24para um homem tão grande.
23:26Mas seus servos se aproximaram,
23:28e com humildade disseram,
23:29Meu pai, se o profeta te dissesse algo difícil,
23:32por acaso não o farias?
23:34Quanto mais dizendo,
23:35Lava-te e serás purificado.
23:37Naamã desceu ao Jordão.
23:39Um mergulho.
23:40Nada.
23:40Dois.
23:41Três.
23:42Quatro.
23:43O silêncio do céu parecia dizer,
23:45Continue.
23:47No sexto, a lepra ainda estava ali.
23:50No sétimo, ao emergir,
23:52sua carne era como a de uma criança,
23:55limpa, viva, renovada.
23:58Senhor, estou curado.
24:02Louvado seja o teu nome.
24:04Um homem voltava à terra não apenas curado,
24:06mas transformado pela obediência.
24:09A soberba cedeu lugar à fé.
24:11Naamã retornou até Eliseu.
24:14Agora, seus olhos estavam abertos.
24:16Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus,
24:20senão em Israel.
24:21Ofereceu presentes ao profeta,
24:23mas Eliseu recusou.
24:25Vive o Senhor, em cuja presença estou,
24:28que não os aceitarei.
24:31Naamã insistiu,
24:32mas o homem de Deus manteve-se firme.
24:35A cura não era mercadoria,
24:38era graça.
24:39Naamã partiu,
24:41levando consigo não apenas a pele restaurada,
24:44mas a convicção de que havia encontrado o Deus verdadeiro.
24:47Mas Gease, servo de Eliseu,
24:50viu uma oportunidade.
24:52Quando Naamã partiu,
24:54ele correu em segredo atrás da comitiva.
24:57Inventou uma história.
24:58Dois jovens profetas haviam chegado
25:00e precisavam de prata e roupas.
25:03Naamã, ainda grato,
25:05entregou o que Gease pediu.
25:08Quando voltou,
25:09Eliseu o confrontou.
25:11De onde vens, Gease?
25:12O servo mentiu.
25:14Teu servo não foi a parte alguma,
25:17mas nada estava oculto aos olhos do profeta.
25:21Porventura, não estava também ali o meu espírito,
25:23quando aquele homem desceu do seu carro a te encontrar?
25:27Eliseu o olhou com pesar.
25:29É este o tempo de se tomar prata
25:31e de tomar vestes e olivais e vinhas e ovelhas e bois e servos e servas?
25:37A lepra de Naamã,
25:39que havia sido retirada pela fé,
25:41caiu sobre Gease por causa da ganância.
25:45Saiu da presença do profeta leproso,
25:47branco como a neve.
25:49Não era apenas uma punição física,
25:51mas um alerta espiritual.
25:54O que Deus concede por graça
25:55não pode ser transformado em lucro.
25:58A desobediência traz consequências,
26:01mesmo entre os que caminham perto da unção.
26:04Naquela história,
26:05Deus não apenas curou um estrangeiro.
26:07Ele expôs a diferença entre a fé genuína
26:11e a religiosidade interesseira.
26:14Naamã, pagão,
26:15se humilhou e foi purificado.
26:18Geasi, servo do profeta,
26:20se corrompeu e foi ferido.
26:23A lepra saiu do corpo do general
26:25e entrou na alma do servo.
26:27Porque Deus não olha a aparência,
26:30nem cargos.
26:31Ele pesa os corações.
26:33Eliseu não apenas ensinava.
26:36Sua vida inteira era um testemunho vivo de integridade.
26:39Recusou glória,
26:41riquezas e honra humana.
26:44Escolheu permanecer puro diante de Deus.
26:47O Jordão não era um rio mágico.
26:49Era apenas o lugar onde a obediência foi testada.
26:53A fé de Naamã o levou até as águas.
26:56Sua submissão o mergulhou na cura.
26:59Mas a verdadeira transformação aconteceu dentro dele.
27:04E até hoje,
27:06os que mergulham na vontade de Deus
27:08encontram restauração
27:09que nenhum homem pode oferecer.
27:12O milagre que começa com humildade
27:15sempre termina com gratidão.
27:17E os olhos que aprendem a ver Deus em coisas simples
27:20descobrem que a cura mais profunda
27:23não está na pele,
27:24mas no coração.
27:27Os dias passavam
27:28e o nome de Eliseu
27:29se tornava cada vez mais conhecido
27:32entre os povos de Israel.
27:35Seu ministério não se limitava aos milagres grandiosos,
27:39mas se estendia aos detalhes da vida cotidiana.
27:44Ali onde a maioria não enxergava o mover de Deus.
27:48Ele era a presença constante
27:49entre os discípulos das escolas dos profetas,
27:52ensinando, orientando
27:54e cuidando dos que estavam sendo formados
27:57para o serviço divino.
27:59A convivência com Eliseu
28:01não era apenas aprendizado teórico,
28:04era testemunho vivo do agir do Altíssimo.
28:08Foi num desses dias
28:09que os discípulos lhe disseram,
28:11O lugar em que habitamos contigo
28:12é estreito demais.
28:14Permite-nos ir até o Jordão.
28:15E de lá cada um tomará uma viga
28:17para que façamos um lugar maior
28:19onde possamos morar.
28:20Eliseu, com a serenidade que lhe era peculiar,
28:24respondeu,
28:25Ide.
28:26Um deles insistiu,
28:28Vai com teus servos.
28:30E ele disse,
28:31Eu irei.
28:32O profeta não era alguém que apenas mandava.
28:35Ele caminhava junto,
28:36partilhava o esforço,
28:38estava presente.
28:39Chegando ao Jordão,
28:41começaram a cortar madeira.
28:43E enquanto um deles derrubava uma árvore,
28:45o ferro do machado caiu nas águas profundas do rio.
28:49O jovem gritou desesperado.
28:52Meu senhor,
28:53era emprestado.
28:55O desespero não era apenas pelo objeto perdido,
28:59mas pelo compromisso quebrado,
29:01pela vergonha e pela impotência.
29:04Eliseu se aproximou com calma.
29:06Onde caiu?
29:07O rapaz apontou.
29:09Então o profeta cortou um pedaço de madeira,
29:12lançou-o ali,
29:13e o ferro flutuou.
29:15Levanta-o,
29:16disse.
29:17E o jovem,
29:18ainda incrédulo,
29:20estendeu a mão e o tomou.
29:22O que era impossível tornou-se simples.
29:25O ferro que desafiava as leis naturais
29:27se curvou ao poder de Deus.
29:30Ali,
29:31diante de todos,
29:32o senhor mostrava que não existe nada pequeno demais
29:35para ser restaurado.
29:37Nenhum detalhe é insignificante
29:39quando se trata do cuidado divino.
29:43Aquele machado
29:44não seria lembrado pelos homens,
29:46mas foi honrado pelo céu.
29:49Logo em seguida,
29:50uma nova ameaça se levantou.
29:52O rei da Síria,
29:53em campanha contra Israel,
29:55traçava planos secretos de emboscada.
29:58Mas todos eram frustrados.
30:01O rei,
30:01desconfiado,
30:03acusou seus servos de traição.
30:05Um deles respondeu.
30:06Não, ó rei.
30:08É Eliseu,
30:08o profeta,
30:09que está em Israel,
30:10quem revela ao rei de Israel
30:11até as palavras que falas em teu quarto.
30:14Diante disso,
30:15ordenou que localizassem Eliseu.
30:17Quando souberam que estava em Dotã,
30:20mandou um grande exército
30:21para cercá-lo durante a noite.
30:24Pela manhã,
30:25o servo de Eliseu saiu
30:26e viu a cidade cercada.
30:29Apavorado,
30:30correu para o profeta.
30:32Ai, meu senhor,
30:33O que faremos?
30:35Não temas,
30:35porque mais são os que estão conosco
30:37do que os que estão com eles.
30:38Depois orou.
30:40Senhor,
30:41abre os olhos do moço
30:42para que veja.
30:44E Deus abriu seus olhos espirituais.
30:47E ele viu.
30:48O monte estava cheio de cavalos
30:50e carros de fogo
30:52ao redor de Eliseu.
30:54A proteção celestial era real,
30:56ainda que invisível
30:57aos olhos naturais.
30:59Enquanto os soldados inimigos desciam,
31:01Eliseu orou de novo.
31:03Senhor,
31:04peço-te,
31:05fere-te a esta gente com cegueira.
31:07E eles foram feridos.
31:09Então,
31:10Eliseu saiu e lhes disse.
31:11Este não é o caminho.
31:13Segui-me
31:14e vos levarei ao homem que buscais.
31:17E conduziu aquele exército
31:18até Samaria,
31:19onde estavam os exércitos de Israel.
31:21Quando chegaram,
31:23Eliseu orou.
31:24Senhor,
31:25abre-lhes os olhos.
31:27E viram que estavam
31:28no coração da cidade inimiga.
31:30O rei de Israel
31:32quis aproveitar a situação.
31:33Meu pai,
31:34feri-los,
31:35emus?
31:35Não os ferirás.
31:37Põe-lhes pão e água
31:38para que comam e besam
31:39e voltem ao seu senhor.
31:41Um banquete foi preparado.
31:43Comeram,
31:44beberam
31:45e foram enviados em paz.
31:47Por um tempo,
31:48os ataques cessaram.
31:50O milagre não foi apenas militar,
31:52foi espiritual.
31:54Uma guerra foi vencida
31:55pela compaixão
31:56e não pela espada.
31:58Aqueles homens vieram como inimigos,
32:01saíram como testemunhas.
32:03Deus mostrou que sua força
32:05não se revela apenas em juízo,
32:07mas também em misericórdia.
32:10Eliseu não era só profeta de fogo
32:13e prodígios.
32:14Era também profeta de paz
32:16e mesa posta.
32:18Até os estrangeiros voltaram
32:20com o nome do Deus de Israel
32:21gravado em seus corações.
32:24E o monte permaneceu ali,
32:25cercado de fogo invisível,
32:28lembrando a todos
32:29que o céu luta
32:30por aqueles que confiam.
32:32As portas de Samaria
32:33estavam trancadas com medo,
32:35mas não era um inimigo
32:36que rondava agora.
32:38O tempo havia passado
32:40e o profeta Eliseu
32:41já não era o mesmo
32:43homem vigoroso de antes.
32:45Seus cabelos estavam brancos
32:47como a neve do Hermon
32:48e seus passos
32:49tornaram-se mais lentos.
32:51Mesmo assim,
32:52a cidade inteira silenciava
32:54quando ele falava.
32:56A autoridade não estava
32:57mais em seu físico,
32:59mas na unção visível
33:00que ainda repousava
33:02sobre seus ombros.
33:04Os anciãos o visitavam,
33:06os reis pediam conselhos
33:07e até seus silêncios
33:09carregavam peso espiritual.
33:12O rei Joás,
33:13aflito com o futuro da nação,
33:15veio até ele.
33:17Ao vê-lo acamado,
33:18com os olhos opacos,
33:20mas ainda intensos,
33:21caiu em prantos.
33:24Pai meu,
33:26Pai meu,
33:26carro de Israel
33:27e seus cavaleiros.
33:29Foi como se o passado
33:30voltasse ali,
33:31com as mesmas palavras
33:32que Eliseu dissera
33:34a Elias,
33:35ao vê-lo ser levado.
33:37Agora,
33:38quem estava prestes
33:39a partir
33:39era ele,
33:41e o rei sabia.
33:42Perder Eliseu
33:43era perder um alicerce.
33:45Era perder aquele
33:46que,
33:47mesmo em silêncio,
33:48sustentava a guerra,
33:49a paz,
33:50a provisão
33:50e a justiça
33:51no meio do povo.
33:52Eliseu ergueu
33:54a voz com dificuldade.
33:56Toma um arco
33:57e algumas flechas.
33:59Joás obedeceu.
34:01Abre a janela
34:02para o oriente.
34:03E quando ele a abriu,
34:05o velho profeta,
34:06com as mãos trêmulas,
34:08colocou suas mãos
34:09sobre as do rei.
34:11Dispara!
34:12A flecha cortou o ar
34:13como profecia viva.
34:16Flecha da vitória
34:17do Senhor
34:17sobre a Síria,
34:19declarou Eliseu.
34:19A presença de Deus
34:21ainda vibrava
34:22em suas palavras.
34:24Em meio à sua fraqueza,
34:25havia autoridade.
34:27Sua vida
34:27não se apagava
34:28com doença,
34:29mas ardia
34:30até o fim.
34:31Agora,
34:32toma as flechas
34:33e fere a terra.
34:35Joás golpeou
34:36uma,
34:37duas,
34:37três vezes
34:38e parou.
34:40Os olhos de Eliseu
34:41se encheram de pesar.
34:43Deverias ter golpeado
34:44cinco ou seis vezes,
34:47então derrotarias
34:47a Síria até o fim.
34:49Agora,
34:50a vencerás
34:51apenas três vezes.
34:53Não era castigo.
34:55Era diagnóstico.
34:56A medida da bênção
34:57é,
34:58muitas vezes,
34:59a medida da entrega.
35:01Joás teve nas mãos
35:02o destino da guerra,
35:04mas sua fé limitada
35:05o impediu
35:06de ver o tamanho
35:07da promessa.
35:09Pouco tempo depois,
35:10Eliseu morreu.
35:12A notícia
35:12percorreu Israel
35:13como um vento forte.
35:15O povo chorava
35:16nas ruas.
35:17Os reis se calaram.
35:19Os discípulos
35:20jejuaram.
35:22Enterraram-no
35:22com honra,
35:24mas a sensação
35:25era de que
35:25haviam perdido
35:26mais que um homem.
35:28Haviam perdido
35:29a janela
35:29por onde o céu
35:30soprava.
35:31Contudo,
35:32Deus não havia
35:33terminado.
35:35Certo dia,
35:36enquanto alguns homens
35:37sepultavam um cadáver,
35:39foram surpreendidos
35:40por uma tropa inimiga.
35:42Com pressa,
35:43lançaram o corpo
35:44na sepultura
35:44de Eliseu
35:45e fugiram.
35:47Quando o corpo
35:48do morto
35:48tocou os ossos
35:49do profeta,
35:50o impossível
35:51aconteceu.
35:52O homem reviveu
35:53e se pôs de pé.
35:55Aquele que havia
35:56sido levado
35:57pela morte
35:58voltou à vida
35:59apenas por tocar
36:00os restos
36:01de um servo
36:02fiel.
36:03Eliseu
36:03permaneceu morto,
36:05mas seu legado
36:06falava alto.
36:08Seus ossos,
36:09secos
36:09e esquecidos,
36:11ainda carregavam
36:12a marca
36:12da presença
36:13de Deus.
36:14E todos entenderam.
36:16Quem vive
36:16mergulhado na presença
36:18continua gerando vida
36:19mesmo depois
36:20de partir.
36:22A vida de Eliseu
36:23é mais que um registro
36:25de feitos.
36:26É um chamado.
36:27Ele começou
36:28arando a terra
36:29e terminou rompendo
36:31os limites
36:31da morte.
36:33Multiplicou azeite,
36:34curou águas,
36:35venceu exércitos,
36:37trouxe provisão
36:38em tempos de fome
36:39e ressuscitou filhos
36:41em lágrimas de mães.
36:43Mas o que mais
36:43impressiona
36:44não são os milagres
36:46em si,
36:46é a constância,
36:48a fidelidade,
36:50a entrega total.
36:51Ele nunca pediu glória,
36:53nunca buscou
36:54reconhecimento,
36:56caminhou com firmeza
36:57até o último suspiro.
36:59Em dias de escassez
37:00espiritual,
37:02Eliseu mostra
37:02que a intimidade
37:03com Deus
37:04não precisa de palco
37:06nem de espetáculo,
37:07precisa de fé
37:08e obediência.
37:10Sua história
37:11nos lembra
37:12que os milagres
37:12não são o fim,
37:14são apenas o eco
37:16de uma vida rendida.
37:18Eliseu
37:18não foi grande
37:19porque fez milagres.
37:21Os milagres
37:22aconteceram
37:22porque ele foi pequeno
37:23diante de Deus
37:24e é nessa humildade
37:26que a grandeza do céu
37:28se revela
37:29entre os homens.
37:30Eliseu morreu,
37:32mas o Deus
37:32que o chamou
37:33continua vivo
37:34e agora
37:35quem ouve
37:36essa história
37:37precisa fazer
37:38uma escolha.
37:39Entre arar a terra
37:40e ouvir o chamado.
37:42Entre parar
37:43nas três flechas
37:44ou ir até a cesta.
37:46Entre temer
37:46os inimigos
37:47ou ver os cavalos
37:48de fogo
37:49ao redor.
37:50Deus ainda chama,
37:52ainda unge,
37:53ainda responde.
37:55Ele ainda procura
37:55corações
37:56como o de Eliseu.
37:58O que ele fará
37:59através de você
38:00depende do quanto
38:01você está disposto
38:03a entregar.
38:03Se você chegou
38:05até aqui,
38:06deixe nos comentários
38:07o que essa história
38:08falou ao seu coração.
38:10Eliseu foi apenas
38:11um homem,
38:12mas completamente
38:13entregue.
38:14E se ainda
38:15não se inscreveu
38:16no canal
38:17Descubra
38:18a Bíblia Sagrada,
38:20este é o momento.
38:22A cada nova história,
38:23seguimos juntos
38:24mergulhando
38:25nas Escrituras,
38:26conhecendo os grandes
38:27nomes da fé
38:28e deixando que suas
38:30jornadas
38:30iluminem a nossa.
38:32Música