00:00O crime foi nesta casa, onde funciona uma barbearia na rua Jundiaí, no bairro de Jardim São Paulo.
00:07Segundo testemunhas, um criminoso chegou em um carro branco e invadiu o comércio.
00:12Ele atirou e atingiu o pai e o filho que estava no colo, um menino de três anos de idade.
00:18Um outro homem também ficou ferido.
00:21As três vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Otávio de Freitas.
00:26Uma delas, o pai da criança, Alexandre da Silva Santos, de 25 anos, morreu.
00:33Uma câmera de segurança no local do crime pode ajudar a polícia a esclarecer a motivação e a autoria.
00:41A violência tem assustado os moradores de Jardim São Paulo.
00:45A criança foi rachimão, mas informaram que a criança estava formando que ele já fazia parte de um tiroteio que houve no supermercado.
00:55e tem mais para morrer.
00:57Então, esse rapaz que foi baleado, ele já tinha sido ferido?
01:01Foi a comunidade que estava informando isso, estava comentando sobre isso, né?
01:05Que ele foi ferido, morto por causa disso.
01:07O morador fica assustado?
01:10Com certeza.
01:11Eu rezo o Pai Nosso para ir para o trabalho, volto o Pai Nosso, sempre Deus na frente, mas nada aconteceu comigo.
01:18É comum ter esse tipo de situação por aqui?
01:20É sim, é sim. Aliás, o terminal de Piracicaba já foi assaltado também, aqui nos ônibus.
01:29Os motoristas ficaram super nervosos, né?
01:32E só não me assaltaram porque quando eu ganhei o ônibus, com dois minutos, acho que em cinco minutos,
01:38houve um assalto aqui no terminal de Piracicaba.
01:41Como há policiamento por aqui?
01:42Olha, há policiamento, mas é assim, eles passam, está tudo tranquilo. Há policiamento, não vou dizer que não. Há sim.
01:51Mas acontece que os mandatos são tão inteligentes que já marcam o horário que passa o policial, né, os policiais, e fazem o assalto.
02:01A senhora ficou assustada com a situação, né?
02:04Fiquei assustada, foi justamente na hora que eu estava vindo do mercado, né, e quando eu vi foi um tumulto aqui,
02:09e foi justamente na hora que parou o carro, né, passando aí de rápido, por conta da criança, a criança chorando, muito assustadinha.
02:16Aí colocaram a criança no carro e em seguida ele também.
02:19Aí daí foi justamente na hora que a polícia chegou e aí eu passei, tinha muita gente, ninguém não pensou, ninguém não estava gravando,
02:24ninguém não estava se expondo. O momento só era socorrer.
02:27Os dois, né, porque se trata de uma criança, era pai e filho, né, e no momento a gente só queria, o pessoal aqui, né, só queria só socorrer, só ajudar.
02:36A senhora sabe onde a criança foi atingida e qual a parte do corpo?
02:39O que eu comentaram, eu acho que foi no pé, no pé.
02:42Ela estava nos braços do pai?
02:44Não, estava no braço de uma pessoa, ajudando na hora para botar no carro.
02:49E aí foi um desespero muito grande, né?
02:50Desespero, desespero, desespero, desespero, não tinha ninguém filmando, não tinha ninguém gravando, não tinha ninguém, não.
02:55Ninguém, ninguém, o pouco tempo que eu moro aqui nunca vi falar nada, nada de mal deles, nada, nada, nada, nada.
03:00Eu passava, via ele, eles passavam, bom dia, boa tarde.
03:03Por aqui está perigoso?
03:05Está muito perigoso, não tem policiamento, não tem nada, gente, não tem nada.
03:08Assalto direto, a gente, eu mesmo chego para trabalhar porque às vezes, agora que ajeitaram ali, né, porque não estava asfaltado.
03:14Mas muitas vezes eu desço aqui e peço para o meu marido vir me buscar, a minha filha, porque não tem um policiamento, não tem, era para ter.
03:22É, infelizmente é aquela situação que a gente já está acostumado a ver aqui e que as pessoas irem reclamando.
03:30Tem polícia, tem polícia.
03:32A polícia passa, faz a ronda e vai para outro lugar.
03:35E vai assim, fazendo ronda pela cidade, nas partes das cidades, em algumas ruas.
03:40Só que quando a polícia passa é que a bandidagem se aproveita.
03:43Agora, se tiver mais policiamento na rua, quando uma passar, deixa um tempinho, a outra já chega por aqui, já vai ajudar a deixar os bandidos com medo de, de repente, cometer um crime ali naquela área.
03:55É o que a população quer, mais policiamento.
03:57Não é que não tenha, só que precisa de mais policiamento, né?
04:01E aí a gente está trazendo uma situação muito triste de um pai, que morreu, obviamente, e o filho ficou ali, órfão de pai.
04:09E ainda teve pessoa ferida dentro de casa.
04:11Não é um assassinato dentro de uma barbearia.
04:14É um assassinato dentro de uma barbearia dentro de casa.
04:18O bandido foi na casa da pessoa para matar e ali funcionava uma barbearia.
04:22E aí