Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 meses
VARIEDADES: A explosão de conteúdo espetacular que você precisa! 💥💯✨
https://www.dailymotion.com/CanalVariedades
https://www.youtube.com/@tvvariedades_12
http://www.youtube.com/@variedades296
https://kwai.com/@variedades946
https://www.tiktok.com/@variedades823
https://rumble.com/user/tvvariedades
https://wwwfacebook.com/variedadessempre

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00O que se chama Ribeirão do Tempo, ninguém mais sabe com certeza.
00:22Uns dizem que é porque antigamente as coisas demoravam muito a acontecer por aqui.
00:26Outros garantem que é por causa das propriedades mágicas das águas do Ribeirão.
00:31Você tomar banho nele todos os dias custa mais envelhecer.
00:34E outros ainda contam que você se banhar nas águas do rio, na hora certa do dia certo com a lua minguante, fica mais jovem 20 anos.
00:43Só que a memória desse dia e dessa hora se perdeu nos tempos.
00:47Tem gente na nossa cidade que passa uma vida inteira tentando descobrir o minuto exato desse dia encantado.
00:53Já imaginou quando isso acontecer?
00:56Não vai sobrar lugar nem pra feste no Ribeirão.
00:59Agora gente, vocês podem tirar as portas.
01:02E aí
01:06E aí
01:07E aí
01:11O que é isso?
01:41O que é isso?
02:11O que é isso?
02:41O que é isso?
03:11O que é isso?
03:41O que é isso?
04:11Ribeirão do Tempo é um lugar delicioso
04:13Foi um grande acerto a decisão de instalarmos lá o nosso empreendimento
04:17A senhora vai adorar a cidadezinha
04:20Vamos ver o que nos espera
04:25O que é isso?
04:27O que é isso?
04:29O que é isso?
04:36O que é isso?
04:43O que é isso?
04:50O que é isso?
04:57O que é isso?
05:04O que é isso?
05:11O que é isso?
05:12O que é isso?
05:13O que é isso?
05:14O que é isso?
05:15O que é isso?
05:16O que é isso?
05:17O que é isso?
05:18O que é isso?
05:19O que é isso?
05:20O que é isso?
05:21O que é isso?
05:22O que é isso?
05:23O que é isso?
05:24O que é isso?
05:25O que é isso?
05:26O que é isso?
05:27O que é isso?
05:28O que é isso?
05:29O que é isso?
05:30O que é isso?
05:31O que é isso?
06:01O que é isso?
06:31Abertura
07:01Sou Pedro Silva de Vera, odeio selva de fera
07:13A natureza me espera, vem ver mãe minha cor
07:16O meu cavalo é de ouço, eu lhe deixando o pescoço
07:20Ele me leva no gosto, aonde o sol vai ser
07:22Eu só preciso de um prato, nada mais que um trato
07:27Nosso amor será trato, que jamais terá fim
07:30Arruma tudo, vambora, vambora, simbora
07:33E a sanfona ali fora, vai blocando o caminho
07:36Vai!
07:41Simbora, sanfoneiro!
07:48Retoma é chuva caindo, é lando é burro subindo
07:51Vento, vento assumindo e a carroça quebrou
07:54Não, não, não, não é conversa pra criança dormir, não
07:59Vocês são 5 quilômetros, nem parece que nasceram aqui
08:02As águas de Ribeirão do Tempo são mágicas
08:05Eles curam qualquer coisa
08:06Mágicas, curativas
08:08Curam qualquer coisa
08:12Só não curam bebedeira
08:15Quente disse que não cura
08:16E cura
08:17Na hora, entrar no rio fica bom
08:20Peraí, querido
08:21Tu sabe que eu te tenho na conta do homem mais sabido de Ribeirão do Tempo
08:26Mas dizer que água de rio cura porra
08:29Vai me desculpar
08:31Claro que cura, Romeu
08:33As águas do nosso Ribeirão são mágicas
08:36Curam qualquer doença, qualquer mazela
08:39Eu só acredito vendo
08:41Se eu estivesse bêbado, eu ia lá agora e provava pra vocês
08:45Se tu não tá bêbado, tu tá o quê, querido?
08:50Bêbado? Eu?
08:52Vocês não sabem o que estão dizendo
08:54Eu tô firme como um poste
08:58Cuidado pros cachorros não mijarem no teu pé
09:00Precisa muito mais cachaça pra me deixar de porra
09:06Falando nisso, manda mais um maior, Lorosa
09:09Eu quero ver você fazer um quatro
09:12Aí eu acredito
09:14É, tá duvidando de mim, né?
09:16Não se enxerga não, Alfredo Lorosa
09:19Põe de um quatro aí que eu acredito, né?
09:24Eu faço até um oito
09:25Aqui, ó
09:26Quatro pra esquerda
09:28E é quatro pra direita
09:30Segura aí
09:34O poste de Zavouque
09:38E não tá de porre, não é?
09:42Ó, é uma rocha
09:44Tá, tá, tá legal
09:45Tá, eu tenho que admitir que eu tô um pouco alto
09:48Também com uma cachaça desgraçada
09:51Começa a...
09:52É a mais pura de Ribeirão, não viu?
09:56Eu vendei minha cachaçinha, não
09:57Então vocês acham que eu tô bêbado?
10:00Ninguém tem dúvida nenhuma
10:05Tudo bem, é melhor assim
10:10Porque agora eu posso provar pra vocês o que eu tava dizendo
10:13As águas do nosso Ribeirão curam qualquer carraspana
10:18Eu vou atravessar a correnteza nada
10:21Vou sair do outro lado bonzinho feito uma criança de colo
10:24E vai ser agora
10:26Quer isso?
10:29Quer isso?
10:35Ô, Romeu
10:36Segura o cachaça aí
10:37Senão ele vai chafogar nas águas do Ribeirão
10:40Quer isso?
10:42Para com isso
10:43Vamos voltar
10:44Quem vai desfazer da cidade na minha frente, não?
10:47Pra vocês é tudo conversa fiada, é ou não é?
10:50Mas hoje eu vou provar que não é assim, não!
10:53Como é que tu vai entrar no Rio, num estado desse?
10:56Eu mato a cobra e mostro o pau
10:58Vem todo mundo comigo!
11:02Caraca, Romeu
11:03O que aconteceu, seu Romeu?
11:10Que sorte encontrar, minha filha
11:12Corre lá e avisa a Felomena
11:14Que o pai dela vai fazer uma maluquice
11:16Corre lá, pelo amor de Deus
11:18Mas que balbúrde é essa, é, Alfred?
11:21É o que é esse?
11:22Foi mergulhar no Rio pra provar que as águas do Ribeirão
11:25Curam até carraspana
11:26Pode?
11:28Dessa vez o cachaceiro morre, amigual
11:31Essa eu não posso perder
11:32Mas vamos lá, Narizinho
11:33Não, rapaz, não
11:33Tem que voltar pro cartório
11:34Não é cartório
11:35Deixa as escrituras pra depois
11:36Vai perder um momento histórico desse?
11:38É, é
11:38Vamos lá
11:39Que engraçado
11:42Desse querido
11:43Naquela mesa tá faltando ele
11:48E a saudade dele
11:50Tá doendo em mim
11:52Naquela mesa tá faltando ele
11:56E a saudade dele
11:58Tá doendo em mim
12:00Eis aí, viveirão do tempo, madame
12:29A senhora não faz ideia
12:31Da quantidade de histórias
12:33Que contam sobre esse rio
12:34Dizem que suas águas
12:36Tem propriedades maravilhosas
12:37Que fazem rios de venecer
12:39Eu estou para experimentar
12:41Seria bom perder uns anos
12:43Seria bom perder uns aninhos
12:44Olha lá
12:46É o pessoal dos esportes radicais
12:49O rafting é muito praticado aqui
12:51É essa gente que se opõe ao nosso empreendimento?
12:56Eles também
12:56Mas tem outros piores
12:58Ecologistas, rips tirados
13:01Políticos oportunistas
13:02Esse tipo de idiota existe em toda parte
13:08Mas o povo
13:09A gente que mora aqui mesmo na cidade
13:11O que diz?
13:12O Zé Povinho
13:13Como a senhora sabe
13:15Na verdade não pensa
13:16Vai atrás dos outros
13:18Tem um figurão aí
13:20Um daqueles revolucionários de 68
13:22Esse é o nosso maior problema
13:25Escreve artigos
13:26Encabeça baixa assinados contra a gente
13:28Não dá folga
13:2968 não passou de uma grande farra
13:33Eu morava em Paris naquela época
13:35Eu e meu marido
13:36Que era um grande gozador
13:38Nos metemos em algumas passeatas
13:40Vimos muito
13:42Ah, mas por aqui ainda tem gente
13:45Que leva aquilo a sério
13:46Esse doutor Flores é um deles
13:48Ele se chama Flores?
13:51Doutor Milton Flores
13:53O nome pelo menos é apropriado
13:58De flor ele não tem nada
14:00É espinho puro
14:02Entrou com uma representação na justiça
14:04Que está assustando os nossos advogados
14:06Deve estar para ser julgada por esses dias
14:08É, mais tarde você me conta essas histórias
14:12Desculpa, madame
14:14A senhora nem chegou
14:16E já estou jogando os problemas em cima
14:18Deve ser emocionante
14:20Andar nesses botes
14:23A área em que vamos instalar o resort
14:25Fica atrás daquele morro
14:27É deslumbrante
14:28A cidade fica mais adiante
14:30Antes de ir para casa
14:32Eu quero ver o centro histórico
14:33Espero que a senhora goste
14:37Milton!
14:49Se você não começar a se arrumar agora vai se atrasar para a solenidade
15:11Amor
15:15Você ouviu o que eu disse?
15:21Ouvi sim
15:22Ouvi e disse
15:24Ainda faltam horas para o diabo dessa solenidade
15:28Não sei por que você está tão ansiosa
15:29Por quê?
15:31Porque eu te conheço
15:32E eu sei que até o último minuto você não vai se mexer
15:36E nós vamos chegar atrasados como sempre
15:38Amor de vergonha
15:41Disse
15:43A solenidade é em minha homenagem
15:45Mais um motivo para você não se atrasar
15:48Engano seu?
15:50A única vantagem de ser homenageado
15:52É que eles não podem começar nada antes que eu chegue
15:55Eu sei que você despreza aquelas pessoas
16:01Mas isso não é motivo para você ser mal educado, meu amor
16:05Só de pensar que vou ter que ouvir o discurso do Ari Jumento
16:09Ver a cara de tacho do senador Érico
16:11Ai, isso me dá arrepio isso
16:16Você já pensou no que vai dizer o discurso?
16:24Eles vão ter uma surpresa
16:25Você não acha que já passou da idade surpreender, né?
16:41Vai ser roubando
16:42Eu não vou me atrasar
16:44Larga a mão desse desatinho, querente?
17:03Desatinho por quê?
17:04Quantas e quantas vezes você já me viu atravessar esse rio?
17:07E você não tem tela da noite, homem?
17:09Hoje tu não atravessa nem força de mim
17:11Eu não sou que nem você, não, Romeu
17:14Que ficou velho antes do tempo
17:15Eu vou mergulhar e vou sair do outro lado bonzinho desse pai
17:19Ai, quero ver a cara de vocês
17:21A honra de Ribeirão do tempo tá em jogo
17:23Me ajuda a convencer essa mula
17:25Ele vai se estrepar
17:27Querente, sabe o que faz, Romeu?
17:29É homem pra muito mais do que isso, eu não é querente?
17:31Vocês ainda não me conhecem
17:33Esse é o peixe, Romeu
17:35Ele tá sempre na água
17:36Tá com a cachorra?
17:39Não vai te dar na mão
17:40Vem cá, vem cá, ajuda aqui
17:41Eu vou casar cinquentinha que ele vai chegar do outro lado só e salvo
17:46E eu só tenho, eu só tenho 10
17:49Ah, tá bom, dá na mão do Nascimento
17:50Ai, meu Deus, agora o que eu faço?
17:55Eu já tô atrasada pro trabalho
17:56Se ainda tiver que ir atrás do meu pai
17:58Bom, você que sabe
17:59O senhor Romeu mandou te avisar e pedir pra você ir até lá
18:00Ah, meu trabalho, Carmen
18:02Ah, mas ele tava junto com a turma de cachaça
18:04Já vê ele mesmo e consegue segurar o velho
18:06O senhor Romeu é outro, viu?
18:07Vou te contar
18:07Não duvido nada que tenha sido ele
18:09Colou pra essa ideia maluca na cabeça do meu pai
18:10Ah, então deixa os dois se dar
18:11Ah, como é que eu posso fazer isso, Carmen?
18:13Não dá
18:13Mesmo que não aconteça nada, eu vou ficar lá
18:15Toda agoniada até o velho voltar
18:17Deus, o que eu fiz pra merecer o pai dele?
18:20O que eu fiz?
18:21Pai, a gente não escolhe
18:23O que você vai fazer?
18:26Se o velho não morra no Rio e eu perder o meu emprego lá, Carmen
18:29Eu juro que eu mato ele em casa
18:31Não entendi
18:32Não é pra entender, Carmen
18:33Lá vou eu de novo fazer papel de palhaça, né?
18:35Mais uma vez
18:36Depois eu me explico, o senhor Romeu
18:38Não comigo, né?
18:39O meu chefe também tá me esperando
18:40Eu ligo alguma gente
18:41Você só é estagiária
18:42Não faz falta não, cara
18:43Isso é o que você pensa
18:46Não faz falta
18:46Não faz falta
18:46Faz muita falta
18:48Nossa
18:48Vamos embora
18:49Bom
18:55Aqui, minha gente, é o miolo do Centro Histórico de Ribeirão do Tempo
18:59Por acaso alguém sabe como é que se chama essa praça?
19:01Quem souber, ganha um sacolé de manga
19:03Eu sei
19:03Praça do Enforcado
19:05Eu li a placa na esquina
19:07Muito bem, minha senhora
19:08Muito bem
19:08Depois a senhora me cobra o sacolé, viu?
19:10Agora eu quero saber quem é que sabe por que que se chama Praça do Enforcado
19:14Já vi que ninguém sabe, hein?
19:19Bom, minha gente, o que eu vou contar?
19:21Aconteceu há muitos e muitos anos atrás
19:22Na época que o Brasil ainda gatinhava
19:24Portugal era nosso papai e só vinha com bronca
19:27É isso mesmo que a senhora pensou
19:29Eram os tempos do Brasil colônia
19:31Pois naquela época
19:32Veio pra cá um coletor de impostos do rei de Portugal
19:35Um tal de Vaz
19:36O coletor Vaz, como ficou conhecido
19:38O negócio dele era ouro
19:40Naqueles tempos tinha mina de ouro por aqui
19:42E ele cobrava cada graminha que o infeliz povo arrancava da pedra
19:47Pra encurtar a história
19:49O povo criou uma birra tão grande com ele
19:50Que acabou enforcando o desgraçado bem aqui nessa praça
19:53Dizem até que foi bonito de ver
19:55Com bacana aí pendurado
19:57Com a língua de fora
19:59Nossa, que horror
20:01Horror?
20:03Horror, dona?
20:04Horror é o governo meter a mão no bolso da gente todos os dias
20:07Só que o povo daquela época não era banana que nem o de hoje, não
20:10Daí o nome da nossa praça
20:12Mas como é que ninguém conta esse episódio na história do Brasil?
20:15Ora, ora, por quê?
20:18Porque o governo sempre escondeu
20:20Eles só contam como eles enforcaram o cara do povo, o Tiradentes
20:23Mas escondem que o povo também já enforcou um bacana
20:26Mas a história não terminou por aí, não
20:30Quando soube do ocorrido
20:32O rei de Portugal ficou tiririca
20:34E mandou pra cá um batalhão de soldados
20:36Pra escuro achar geral
20:37Os caras fizeram o diabo
20:39Mas o povo não entregou a rapadura
20:41Ou melhor, as toneladas de ouro que diziam ter escondido por aqui
20:44Aí os meganhas voltaram pra Portugal de mãos abanando
20:47E o ouro?
20:50Até hoje, dona
20:50Ninguém sabe o que foi feito do metal
20:52Desde aquelas épocas que corre uma lenda
20:55De que existe um enorme tesouro escondido aqui em Ribeirão do Tempo
20:57E vocês?
21:00Cuidado quando não é por aí
21:01Em volta da cidade está cheio de buraco
21:04Há 250 anos que o povo cavuca procurando tesouro
21:08Eu vou te dizer uma coisa
21:14Presta atenção
21:15Se eu escrever mais uma palavra
21:17Uma palavrinha que seja
21:20Eles acabam com o meu jornal
21:22Lincoln, Lincoln, por favor, para
21:25Você está exagerando
21:26Será que você não vê?
21:27Ninguém vai acabar com o seu jornal
21:28Você não faz ideia de atenção que eu sou, Fleck
21:30Eles acabam comigo na hora que eles quiserem
21:33Você sabe o que está escrito na placa aí fora?
21:35Opinião livre
21:37Opinião livre
21:40É bonito, não é?
21:41Hein?
21:42Mas só que tem um detalhe
21:43Opinião livre não paga o aluguel do prédio
21:45Não paga as bobinas de papel
21:46E não paga a folha do pagamento do pessoal
21:49O nome desse jornal deveria se chamar
21:51Jornal do Enforcado
21:52Sabe por quê?
21:53Seria mais coerente com a cidade
21:54E também com a minha pessoa
21:55Que vivo com a corda no pescoço
21:57Lincoln, olha pra mim
22:01A justiça vai dar por esses dias
22:03Uma decisão sobre esse resort
22:05Esse é o momento da gente falar
22:07Depois pode ser tarde demais
22:08Puxa
22:10Eu não estou te pedindo pra publicar
22:12Nenhum panfleto raivoso
22:14Não é isso
22:14É esse artigo aqui, ó
22:16Científico
22:18Fundamentado
22:19Escrito por um especialista em meio ambiente
22:22Mas meu Deus do céu
22:23Você testemunha
22:24Quantos artigos eu já escrevi
22:27Contra esse resort?
22:2810, 30, 50, 100
22:31Me diz
22:31Também já publicou inúmeros a favor
22:34Mas é claro
22:34É evidente
22:35Será que você não percebe
22:37Que a única maneira que existe
22:38De manter esse jornal vivo
22:40É eu ficar neutro nessa briga
22:42Eu já expus todos os argumentos
22:44De um lado e de outro
22:45Ellen, você testemunha
22:47Eu sou contra esse projeto
22:49É ecologicamente incorreto
22:51Degrada o meio ambiente
22:53Descaracteriza a cidade
22:54Mas eu não posso deixar transparecer isso no jornal
22:57Porque senão eu estou ferrado, Ellen
22:59Eu não entendo
23:00Não entra na minha cabeça, Lincoln
23:02Se boa parte da população
23:03Também é contra esse empreendimento
23:05Não
23:05Não os poderosos
23:07Eu vou te contar um segredo
23:09O senador Érico
23:10Vive me propondo sociedade
23:12Num jornal
23:13Ele se propõe a bancar tudo
23:15A minha vida se transformaria
23:17Num mar de rosas, não é?
23:19Mas você sabe o que ele quer?
23:21Ele quer ter o controle
23:23Da linha editorial
23:24É isso que ele quer
23:26Lincoln
23:27Você não está pensando em aceitar isso, né?
23:31Quem sabe?
23:32Quem sabe?
23:33Até quando eu vou conseguir resistir?
23:36E a situação vai piorar
23:38Porque eu estou sabendo
23:38Que a dona desse projeto
23:40A dona do ressorte
23:41Está chegando em Ribeirão do Tempo
23:43E quem é essa mulher?
23:44Matel de Madame do Real
23:45Amor da chuva do negócio
23:47A proprietária
23:48Agora me diz uma coisa
23:49O que essa mulher
23:50Vem fazer em Ribeirão do Tempo?
23:52Sair do conforto
23:54Do seu castelo
23:55Lá em Frankfurt
23:56Ou seja, lá onde for
23:57Para vir parar em Ribeirão do Tempo
23:58Para quê?
24:01Eles estão jogando pesado, Ellen
24:03E eu vou te dizer uma coisa
24:04Sinceramente
24:05Mesmo em cima do muro
24:07Eu não sei quanto tempo
24:09A folha da corredeira
24:10Vai circular
24:11Vem fazer em Ribeirão do Tempo
24:41O que você está jogando?
25:11O que é aquilo lá?
25:15Uma nave espacial?
25:17Olha só, é a doutora Arminda.
25:20Ajuda, Madá.
25:23E a coroa, espia?
25:26Parece a raia da Inglaterra.
25:28Quem será?
25:30Essa é a Praça do Enforcado.
25:32Conta uma porção de histórias para justificar o nome.
25:35Mas para mim é tudo invenção.
25:37Naquele prédio ali que era um convento, fica a sede da prefeitura.
25:40E naquele sobrado, a Câmara Municipal.
25:43O nosso escritório fica daquele lado.
25:45O prédio era um cortiço horroroso.
25:47O que nós reformamos ficou elegante.
25:50A senhora vai gostar.
25:56Agora vamos por aqui.
25:58Olha, minha gente, vocês têm cinco minutos para tirar foto, tá bom?
26:03Fique à vontade.
26:04Meninas, meninas, meninas, pera, pera, pera.
26:07Que carro esquisito é aquele?
26:08Eu não faço ideia, dona Léia.
26:10Agora não vai dar para descobrir.
26:12Desculpa, tá?
26:15Choca, choca, choca.
26:17Vem cá, meu filho, vem cá, vem cá.
26:19Você viu aquele negócio?
26:20Que negócio, mãe?
26:21Aquele carro espichado ali, ó.
26:23Não é aquilo ali, é uma limusine, mãe.
26:25Ah, isso é uma limusine.
26:28E é dessas mulheres?
26:30Deve ser, né?
26:31Quem são elas?
26:31A velha eu não sei, não.
26:33Mas a nova é a dona Arminda.
26:36Ela que é a chefona do resort.
26:38Que mulher, meu Deus.
26:40Ah, choca, tira o olho.
26:43Isso ainda é para o teu bico, não, menina?
26:45Você que pensa.
26:47Pode escrever aí, ó.
26:49Eu ainda me caso com ela.
26:50É, choca.
26:54Você não tem jeito, né?
26:55Sempre correndo atrás das nuvens.
26:58E, dona, tem algum serviço para fazer aí, cara?
27:00Qualquer coisa.
27:01Estou precisando levantar uma grana.
27:02Eu não tenho nada, não.
27:03O que é que vai ficar com elas?
27:04Está procurando serviço, menina?
27:06Por que não estão na escola?
27:08Escolha para o otário, madame.
27:10Olha, você não sente receita.
27:11Ô, moleque!
27:12O que você está incomodando as senhoras aí?
27:14Isso lá da sua conta ou babaca?
27:16Olha o respeito, hein?
27:17Olha o respeito, hein?
27:18Respeito?
27:19Por você, farinha d'água.
27:22Passa, passa daqui.
27:24Passa daqui, garoto.
27:27Se enganar uma dura nesses moleques, já viu como é que é, né?
27:29Obrigada.
27:30De quê?
27:31Eu estou sempre por aqui.
27:32Se vocês precisarem de alguma coisa, viu?
27:33O meu nome é João Carlos, mas todo mundo me conhece como Joca.
27:36Obrigada, muito prazer.
27:37E até logo.
27:38É, eu sou guia turística, mas é só nas horas vagas.
27:40Eu vou mostrar para a senhora onde tal coletor Vaz foi enforcado.
27:44Para lá?
27:45É.
27:45Foi em frente à igreja.
27:46Não, minha filha.
27:47O coletor foi enforcado ali.
27:49Bem no meio da praça.
27:51Junto ao chapariz.
27:53É mesmo?
27:54Ah, pode ser.
27:55Eu não conheço bem a história do lugar.
27:57E o prédio onde puseram a prefeitura nunca foi convento nenhum, como você disse.
28:02Ali era a cadeia.
28:04Como é que a senhora sabe disso tudo se nunca esteve nessa cidade?
28:12Eu acho que chegou a hora de lhe revelar um segredo, Arminda.
28:17Mas lembre-se.
28:18Ninguém, ninguém mesmo pode saber do que eu vou lhe contar.
28:23Posso confiar em você?
28:24Claro, madame.
28:26Eu jamais revelaria um segredo seu de quem quer que seja.
28:31Eu conheço muito bem esta cidade.
28:35Na verdade, eu poderia dizer que a conheço como a palma da minha mão.
28:38Eu nasci aqui.
28:44É verdade, Arminda.
28:47Eu nasci em Ribeirão do Templo.
28:50Mas ninguém sabe disso.
28:52É claro que me refiro a pessoas vivas.
28:54Eu jamais imaginaria uma coisa dessas.
28:58Seria mesmo difícil.
29:02Mas lembre-se.
29:04Ninguém pode sequer desconfiar.
29:07Pelo menos até que eu encontre o que eu voltei para procurar.
29:12Mais de 50 anos depois que saí daqui.
29:20Não precisa fazer essa cara.
29:22A vida só é suportável porque é cheia de surpresas.
29:27Senão seria uma chatice sem fim.
29:31E agora vamos embora.
29:32Antes que algum fantasma me reconheça.
29:37Ok.
29:37Ainda me lembro daquela noite escura.
29:53Noite de trevas que se amontoaram.
29:57Noite de trevas que se abateram sobre nossa cabeça abençoada.
30:05Quer dizer...
30:06Sobre nossa nação abençoada.
30:11Ainda me lembro...
30:13Como se fosse hoje.
30:15Aqui, agora, meu povo.
30:17Diante de nós.
30:18Do olhar esgaziado de vossa excelência.
30:31Doutor Flores sendo levado pelos espirros da ditadura.
30:35Perfeito, por favor.
30:37Dona Virginia.
30:39Por acaso a senhora não reparou que eu estou ensaiando o meu improviso?
30:43Eu não posso ter um minutinho de paz.
30:46Olha, se eu vim incomodar é porque é importante.
30:51Eu ainda vou passar vergonha nessa solenidade.
30:55Porque a hora está chegando e eu não sei nada do discurso.
31:00Bom, quem foi que escreveu esse improviso?
31:04Doutor Bruno, por quê?
31:06O senhor vai dizer que o doutor Flores estava com o olhar esgaziado quando foi preso na ditadura?
31:13Qual é o problema?
31:14O que que quer dizer esgaziado?
31:18Pelo que eu sei, olhar esgaziado é olhar de maluco.
31:23Então pode.
31:26Será que o doutor Bruno escreveu besteira?
31:30Eu, se eu disser vidrado, o olhar vidrado de vossa excelência.
31:41Atarantado, o olhar aparvalhado, amedrontado, o olhar desorientado, o olhar honrado, o olhar honrado de vossa excelência.
31:55Por que que a senhora está botando dúvidas na minha cabeça?
32:02Mas será possível?
32:04Se o doutor Bruno escreveu, é, esgaziado, é porque é esgaziado, ponto, acabou.
32:10Ele não é nenhuma besta.
32:12Depois eu vou mudar e eu acabo falando asneira.
32:15O que eu acho que está errado aqui é essa palavra.
32:18Espirros. Espirros da ditadura.
32:23Que palavra é essa?
32:25Não sei.
32:27Erro de impressão.
32:29Deve ser espirros.
32:30Espirros da ditadura.
32:32É isso.
32:33O homem foi levado pelos espirros da ditadura.
32:37O que quer dizer isso?
32:40Eu não sei, dona Virginia.
32:41Os poetas escrevem essas coisas.
32:43Eu sei lá.
32:44E o que a senhora também entende de oratória, hein?
32:48Aliás, o que a senhora veio fazer aqui?
32:51Me atrapalhar?
32:52Me confundir?
32:53Me diga.
32:54Não, senhor.
32:55Eu vim dizer que tem uns estudantes preparando um comício contra o resort bem na hora da solenidade.
33:02Vai ter bafafá.
33:05Só voltava essa.
33:06O senhor quer que tome alguma providência?
33:11Como é que estão os preparativos?
33:14Tudo em cima.
33:15Banda de música, fogos, tudo.
33:20A senhora vai fazer o seguinte.
33:23Avisa o delegado.
33:24É, avisa o delegado.
33:26Porque se esses estudantes vão fazer paterna, é pra sentar a borracha neles.
33:34Eles estão pensando o quê?
33:36Que a gente ainda vive na ditadura.
33:43Bora, Carmen.
33:43Tá parecendo uma lesma.
33:44Eu não sei pra que eu vim.
33:45Eu não tenho nada com isso.
33:46Pai, não é meu.
33:47Eu ainda levo bronca.
33:47E por que minha amiga?
33:48Por isso.
33:49Eu não posso demorar.
33:50Se meu pai não estiver no Rio, aí a gente volta logo.
33:52Se ele tiver entrada, aí, cara.
33:53Seja o que Deus quiser.
33:54Quem sou eu?
34:01Quem sabe quem?
34:04Eu não tenho nada com isso.
34:22Como é que é o Querente? Amarelou?
34:24Agora tu vai, desgraçado. Nem que seja a força.
34:28Vocês pensam que eu sou cagão, é?
34:30Meu Deus!
34:32Para com isso, gente!
34:34Vocês ficam botando pilha!
34:36Vocês querem ver eu ir?
34:40Pois eu vou mesmo!
34:42Vai logo, filho da mãe!
34:44Amarra uma corda no teu pescoço e te joga no rio!
34:46Você não é homem pra isso!
34:48Mas eu vou!
34:50Seu velho!
34:52Seu velho!
34:54Pessoas de mim sempre rindo
34:56Por que o valor tem que ser lindo
35:00Estava desastres
35:02Eu
35:04Quem sabe quem
35:08Vem cá no meu tipo de menino
35:12Pessoas de mim sempre rindo
35:14Pessoas de mim sempre rindo
35:16O Querente vai vir a vaga!
35:18O Querente vai vir a magre!
35:20O Querente vai vir a magre!
35:22Volta, Querente!
35:24Volta!
35:26Eu
35:28Aí dessa vez o velho vai levar a prece!
35:30Ótomara!
35:31Ótomara!
35:32Ótomara!
35:33Ótomara!
35:34Ótomara!
35:35Ótomara!
35:36Ótomara!
35:37Não vai conseguir!
35:38Vem cá!
35:39Vem cá!
35:40Vem cá!
35:41Essa é a nossa casa
35:49A reforma deu um trabalhão
35:51Porque o prédio estava muito detonado
35:53O que a senhora achou?
35:57Muito bonito
35:58De muito bom gosto
36:00Você está de parabéns, Arminda
36:03Obrigada
36:04Quando compramos, o casarão estava abandonado há anos
36:07Parece que tinha se tornado uma cabeça de porco
36:10Depois foi esvaziada por ameaça de desmoronamento
36:12Mas está bem agora?
36:14Veja lá, este casarão é muito antigo
36:16Não se preocupe, os alicerces continuavam sólidos
36:19E reforçamos toda a estrutura
36:21Quem morava neste solar
36:25Era assim que chamavam naquela época
36:27O pessoal da cidade ainda fala assim
36:30Solar da primavera, não é?
36:32É isso mesmo, solar da primavera
36:34Pertencia ao desembargador Machado
36:37O velho Machadão
36:38O velhinho de dar pena
36:40Mas um tremendo safado
36:43Adorava uma menininha
36:45Madame de Orel, estou louca para ouvir a sua história
36:48A senhora nasceu aqui
36:50Em Ribeirão do Tempo
36:51E ninguém sabe disso no mundo
36:53É incrível
36:54Eu vou lhe contar a minha história
36:56Mas não agora, Arminda
36:57É claro
36:59A senhora deve estar exausta
37:00Sabe que não
37:01Chegar aqui me deu uma vitalidade renovada
37:05Estou me sentindo muito bem
37:07Vai ver que o pessoal tem razão
37:08Quando diz que o Rio tem propriedades rejuvenescedoras
37:11Pelo menos na memória
37:12Eu estou recuando 50 anos
37:15É uma sensação intensa
37:18Com licença, dona Arminda
37:19O que é, Elza?
37:20É que tem visita para a madame
37:22Visita já?
37:23Mal acabamos de chegar
37:25E ninguém sabe que madame de Orel se encontra na cidade
37:27Como se chama a visita?
37:29É doutor Teixeira
37:31Eu não conheço nenhum doutor Teixeira, Elza
37:34Não se preocupe
37:35Arminda
37:36É meu advogado
37:37Seu advogado?
37:39Pensei que conhecesse todos
37:40Esse foi chamado para um caso especial
37:42Mão de entrar, por favor
37:44Sim, senhora
37:45Com licença
37:46Mais uma surpresa, madame de Orel
37:49Arminda
37:50Você está comigo há quanto tempo?
37:52Contando o tempo que trabalhei com a senhora na Europa
37:54E o tempo em que já estou aqui
37:55Mais de quatro anos
37:56Seria muita pretensão sua
37:58Querer saber tudo a respeito de uma mulher da minha idade
38:01Você não acha?
38:02Me desculpe
38:02Eu peço desculpas
38:05Por exigir tanto da curiosidade de uma mulher
38:08Madera do Orel
38:09Walter
38:11Entre
38:12Ah, como vai a senhora?
38:16Fez boa viagem
38:17Pior do que a viagem
38:19É ter que responder a essa pergunta várias vezes
38:22O fato é que cheguei bem
38:24Estou ótima aqui
38:25Mas deixe-me apresentar
38:28Arminda
38:28A executiva
38:30Mais competente da nossa empresa
38:32E pessoa da minha confiança
38:34Doutora Arminda
38:35Muito prazer
38:38Se eu soubesse que o senhor viria
38:40Eu teria dado ordens
38:41Para preparar um belo jantar
38:42O Walter não é de cerimônias, querida
38:45Não se preocupe
38:46Quando você chegou?
38:47Cheguei pela manhã
38:48Eu já estive aqui no solar
38:49Mas como a senhora não estava
38:50Resolvi dar uma volta pela cidade
38:52Se hospedou em algum lugar?
38:54Não, ainda não deu tempo
38:55Mas existem pousadas na cidade
38:57Não, não, não, não
38:58Você vai ficar aqui conosco
38:59Temos um quarto de hóspedes
39:01Não temos?
39:02Temos
39:03Não, não, não
39:03De maneira nenhuma
39:04Eu não quero incomodar
39:05Mas você não vai incomodar?
39:07Que é isso, Walter?
39:08E depois
39:10É sempre bom termos um homem na casa
39:13Não é?
39:14Eleonora
39:14Bom, pessoal
39:20O tour termina por aqui
39:21Ribeirão do Tempo agradece
39:22A visita de todos
39:23E espera vê-los de volta
39:25Em breve
39:25Tchau
39:27Tchau
39:27Vem cá
39:35A banda está ensaiando para quê?
39:37É que hoje vai ter uma homenagem
39:39A grande figura de Ribeirão
39:40Doutor Flores
39:40Vai ser lá no Salão Municipal
39:42Se a senhora quiser ir
39:43Pode ir porque é de graça
39:43Deixa eu tirar uma última foto sua
39:46É, claro
39:47Ótima
39:55Posso ver?
39:57Pode
39:57Posso ver todas?
40:02Pode
40:02Guarda seu sorriso
40:11Só pra mim
40:12Pelo amor de Deus
40:16Manda essa foto pra mim
40:20Vai, querido
40:22Vai logo, querido
40:23Não, rapaz
40:24Vai, querido
40:25Engoliu, engoliu
40:27Vai, querido
40:28Ô, pai, cadê meu pai?
40:30Vai lá
40:31Sai, sai na água
40:32Chegou tarde, pelo menos
40:33Ô, pai, sai daí
40:34Chega de maluquinha
40:36Sai, já pronto
40:36Deixa o velho boiar um pouquinho
40:39Eu fiz tudo o que eu podia, cara
40:42Mas ele está com o diabo na cabeça
40:44Volta, querido
40:46Ah, não tô aguentando
40:53Tá muito forte
40:55Olha, eu não quero assustar
40:57Mas ele não demora pra afundar, não
40:58Meu Deus do céu, meu pai vai se afagar
41:00Alguém ajuda
41:03Faz alguma coisa que eu não sei nada
41:05Que maluca, menina
41:06Eu vou entrar nessa água junto com ele
41:07Quem entrar vai se afogar também
41:08Ah, é doido
41:09Eu não entro nessa
41:10Ele está se afogando
41:14Meu Deus do céu
41:29Ele mudou
41:29Olha lá
41:30Meu Deus, socorro
41:31É que socorro
41:33Meu pai está se afogado
41:34Faz alguma coisa
41:35Meu Deus do céu
41:37Meu Deus, socorro
41:39É que socorro
41:41Meu pai está se afogado
41:42Faz alguma coisa
41:43Aqui, por favor
41:49Socorro
42:02Socorro
42:03Socorro
42:03Ela mostrou o meu carro
42:04Meu Deus do céu
42:05Meu Deus do céu
42:06Ele vai ajudar
42:06Ele vai ajudar
42:06Para
42:18Forra
42:18Socorro
42:19Força
42:36Meu Deus do céu
42:40Calma, meu irmão, que ela morre, meu irmão!
43:03Pega ele!
43:07Pega ele!
43:08Pega ele!
43:09Pega ele!
43:10Pega ele!
43:11Calma, meu pai!
43:17Faz um pouquinho, ele vai pro Belelé, olha lá!
43:19Tá demorando muito!
43:26Pai, ele tá... ele tá se apogando!
43:39Pai, ele tá se apogando!
43:53Meu pai tá se apogando!
43:55Pai, ele tá se apogando!
44:05Pai, ele tá se apogando!
44:07Pai, ele tá se apogando!
44:09Pai, ele tá se apogando!
44:11Pai, ele tá se apogando!
44:13Pai, ele tá se apogando!
44:15Pai, ele tá se apogando!
44:17Pai, ele tá se apogando!
44:19Pai, ele tá se apogando!
44:21Vai!
44:23A vida é como ela é!
44:24Eu quero ver, bato o pé pra botar moral...
44:26Trambique, politiqueiro!
44:28Telecomunicọ!
44:29A coisa fica pior, telecomunicó!
44:31Mas o que vai dar o nó?
44:33Telecomunicá!
44:35É nosso amor vira pó, telecomunicó!
44:36Pois somos dois em um só, telecomunic Counter!
44:39Até a terra virar teleco.
44:42Nosso X tayo!
44:44A CIDADE NO BRASIL
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado