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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou publicamente o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por ações efetivas contra o financiamento do crime organizado no estado. Haddad destacou que o contrabando de combustíveis é a principal fonte de recursos das facções criminosas e pediu que o governo estadual “acorde para esse problema”. A bancada do Linha de Frente analisou.

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Transcrição
00:00Essas facções, né, Laura, elas atuam bastante por meio da internet, pelo meio digital, se conversam.
00:07Aí a gente tem diversas ramificações também do quanto também a gente tem o terror espalhado pelas imagens que hoje viralizam tão fácil.
00:14Então eu queria que você agregasse bastante pra gente nesse sentido, assim, no debate.
00:18Bom, primeiro quero dar boa tarde pra todos que estão aqui com a gente nesse sábado, as minhas queridas companheiras de bancada.
00:24É uma alegria sempre estar aqui comentando esses temas tão relevantes.
00:27Um ponto muito importante que eu quero até puxar antes de responder um pouquinho do que foi falado antes,
00:33é essa questão de fato que até o próprio ministro Haddad comentou sobre a asfixia do sistema, né?
00:38Esse dinheiro que está bancando tudo isso está vindo de algum lugar.
00:42Alguém tem que lidar com isso.
00:43Tá aí o carbono oculto, essa mega operação que mostrou a fonte de muitos desse tráfico, a fonte de muitas dessas drogas.
00:52Então, de fato, nós temos que ter aqui, aí vou pro outro ponto que foi dito,
00:56que é a atualização legislativa.
00:59É temerário pensarmos que o legislativo só vai andar quando tiver acontecendo algo?
01:05Sim.
01:06Porém, que bom que eles estão fazendo.
01:08Porque esse é o momento que a gente tem que equiparar a realidade social com a legislação.
01:14Nós temos aqui, por exemplo, um código penal extremamente desatualizado,
01:17que também gera diversas inconsistências no nosso sistema, né?
01:22Muitos falam, ah, o delegado prende, o juiz solta.
01:24Não é que o juiz solta, é a legislação que obriga ele a fazer isso, porque a legislação está atrasada.
01:29Então, nós temos sim que ter um legislativo atuando nos temas.
01:33E outro ponto extremamente relevante para que a gente pense,
01:36eu falo muito isso quando o tema é Congresso Nacional, lá em Brasília também,
01:40que é justamente hoje pensarmos que a agilidade da nossa sociedade, principalmente com o digital,
01:46ela necessita de uma agilidade legislativa muito maior.
01:51O que antes nós tínhamos mil anos para debater, um tema em específico, um milhão de audiências públicas,
01:56nós tivemos o nosso Código Civil atual que ficou 30 anos em tramitação.
02:00Hoje não é mais eficiente esse tipo de sistema.
02:02Então, sim, o sistema legislativo, o nosso Congresso tem que ser mais ágil.
02:07E mais ágil para pegar justamente essas atualizações que estão vindo também do mundo digital.
02:13É uma foto de corpos que viraliza e as pessoas não querem saber o que aconteceu, se aconteceu, se foi.
02:19É a imagem. Aquela imagem vende.
02:22Então, a gente pede a narrativa por uma imagem.
02:25Nós temos, por exemplo, os drones que foram usados na operação.
02:28Quem diria que hoje nós estaríamos tendo que nos preocupar com drones lançando bombas na polícia?
02:34E drones que são, inclusive, muito mais fáceis de serem adquiridos do que um fuzil.
02:39Não sei nem a porcentagem de quão mais barato é um drone de um fuzil.
02:43Nós tivemos até agora, nessa recente guerra da Ucrânia, drones de papelão,
02:47que aguentavam dinamites ali.
02:49E essa é uma atualização do digital que requer respostas rápidas do nosso governo.
02:56E ficar 30 anos em tramitação, 20 anos no legislativo para que nós tenhamos algo efetivo, não é mais suficiente.
03:03Olha, a Laura citou a fala do ministro da Fazenda, da asfixia.
03:07A Laura, a gente até preparou para vocês ouvirem isso,
03:10porque o ministro Fernando Haddad, ele criticou exatamente a falta de ação do governo do Rio de Janeiro
03:15para asfixiar a parte financeira dessas facções.
03:19Aquela velha máxima, né?
03:20Siga o dinheiro.
03:21A gente tem aqui a sonora para vocês ouvirem.
03:24Vamos lá.
03:24O dinheiro, no caso do Rio de Janeiro, todo mundo sabe que está vindo da questão do contrabando de combustível,
03:31da fraude tributária, da simulação de refino, da distribuição de combustível batizado.
03:42E eu penso que o governador deveria acordar para esse problema, que é crônico no Rio de Janeiro,
03:47e nos ajudar, ajudar aqui a Receita Federal a combater o andar de cima.
03:53porque quando o dinheiro está irrigando o crime, é muito difícil você, na ponta, conseguir controlar.
04:01Tem que controlar pelo alto, asfixiar o crime.
04:05Porque eles, sem dinheiro, eles têm pouca capacidade de atuação.
04:09Olha, uma fala como essa mostra um pouco do que a gente vem falando durante a semana,
04:15dos desencontros e das tentativas aí de embates também entre governo federal, governo do Estado,
04:21opositores, o que aconteceu um pouco aqui em São Paulo também recentemente,
04:25em ações de combate à PCC.
04:27Até aproveito para perguntar já para a Jaqueline sobre o assunto.
04:31Dá para a gente comparar a situação São Paulo e Rio de Janeiro?
04:33Então, nessa asfixia financeira, tem uma diferença no combate?
04:38Em termos de criminalidade, nós temos uma equiparação, temos facções, isso tudo bem.
04:42Mas no combate, São Paulo, que me perdoe por ser bairrista,
04:48mas São Paulo foi à frente, principalmente nesse último que a Carla falou,
04:52no carbono oculto, o que faz uma facção?
04:55O que faz uma organização criminosa?
04:58Renda, renda, renda.
05:01Ele não quer saber se ele vai empregar alguém ou vai trazer algum consolo para alguma família.
05:08Não, ele quer dinheiro.
05:09A organização quer dinheiro, é uma empresa.
05:11Então, vamos pegar o quê?
05:13Vamos atrás do dinheiro dele.
05:14Essa operação, que não teve uma pessoa morta, que foi o carbono oculto,
05:20que deu realmente um prejuízo enorme para a facção do PCC,
05:25que foi feita pelo governo paulista, foi excelente.
05:27Foi excelente.
05:29Não tivemos essa atrocidade, pessoas não vieram a falecer,
05:34pessoas não tiveram pena de morte imediata, como teve lá no Rio de Janeiro agora.
05:39Vão ser processadas, vão ser tirados os seus bens.
05:44Isso sim vale para o quê?
05:46Para, no minimamente, a organização criminosa dar uma pensada, porque ela teve um baque.
05:54Agora, perder pessoas para o grupo criminoso, isso é muito irrelevante.
06:00Ele coloca outro na frente, coloca outro em dois segundos.
06:03Perder vidas para o crime, para a organização criminosa, isso não afeta em nada.
06:09Agora, perder dinheiro, a Carla falou muito bem.
06:12Isso faz uma baita diferença.
06:13Mas não é uma coisa que tem que ser conjunta?
06:16A gente, claro, asfixiar num ponto da inteligência, da inteligência financeira e tudo mais.
06:22Mas a sociedade, a facção para a sociedade é a violência da rua.
06:28É claro que o crime mudou.
06:29A gente fala até do crime 4.0, tecnológico, drone, aplicativo e tudo mais.
06:34Mas nós, sociedade, é na rua que a gente sente a criminalidade.
06:39Eu acredito que tem que ser duas linhas ali.
06:41Tem que ter a parte da inteligência, a parte da economia,
06:45mas a gente também tem que olhar para a população que está cada dia mais insegura.
06:49Desculpa.
06:50É que se ele não tem dinheiro, ele nunca pode contratar.
06:55Aí a rua fica fora.
06:57Mas vai continuar.
06:58Uma rápida comparação, talvez de Rio de Janeiro e São Paulo,
07:03nós temos em São Paulo uma tecnologia de inteligência muito mais avançada
07:07que os outros estados, que inclusive vem sendo utilizada de exemplo para os demais.
07:11O próprio Smart Sampa é um grande exemplo.
07:14Eu estudo bastante esse sistema, porque eu trabalho muito com privacidade e proteção de dados.
07:18Mas nós estamos, a parte de tecnologia na inteligência,
07:23São Paulo está realmente colocando muito dinheiro e gastando muito com isso
07:27e está sendo efetivo, né?
07:29Sim.
07:29Inclusive, a Carla queria comentar, mas vou até aproveitar para fazer um gancho
07:33de uma notícia que eu mesma dei essa semana aqui na Jovem Pan sobre a nova central.
07:37A nova central de inteligência aqui de São Paulo vai mudar para o Palácio dos Correios
07:41e tem uma alteração ali de inteligência que não vai concentrar mais só as câmeras do Smart Sampa,
07:46que hoje são 40 mil e vão para 60 mil.
07:49Mas é um esforço agora de concentração com o Estado.
07:52E aí tem ali concessionárias, então tem Sabesp, Enel, Congás, nível de rios e córregos, monitoramento de luzes, de pontes.
08:02Então, é uma mudança.
08:05Aí eu vou passar para a Laura só completar e já para a Carla tinha pedido a palavra.
08:09Nessa tecnologia, nessa inserção, esse polo, um hub de tecnologia que eles estão tentando fazer,
08:15pode ajudar de alguma forma, Laura, você entende?
08:18Não, com certeza. A tecnologia, ela está aí para nos ajudar.
08:22Acontecem muitas coisas ruins, mas ela também está aí para nos ajudar.
08:25E algo que nós temos que parar para pensar, que justamente nessa semana,
08:29o próprio ministro Lewandowski deu naquela primeira entrevista com o governador do Rio,
08:33dizendo da necessidade de uma integração interestadual, como já foi comentado aqui.
08:38Imagine um sistema integrado, né?
08:40Muitas pessoas faleceram ali nessa ocorrida na operação no Rio,
08:44que são de outros estados, o que tornou muito difícil identificar os corpos.
08:48Agora, imagina sistemas digitais interligados interestadualmente,
08:52o quão mais efetivo não seria, né?
08:54Então, isso também está em algumas propostas legislativas que nós vamos falar um pouco mais para frente,
08:59mas o próprio ministro Lewandowski citou a necessidade de ter essa integração.
09:04E aí, quero ouvir a Carla em dois pontos, o que ela queria comentar da asfixia financeira
09:08e também sobre o investimento, a importância desse investimento em tecnologia,
09:12de repente, para o combate às situações como essa.
09:15Isso, Bia. Aliás, que é isso que a Laura está falando, são as cidades inteligentes, né?
09:19A Unicamp está fazendo um teste espetacular de criar um sistema
09:23onde as ambulâncias, ao serem acionadas, você altera a velocidade dos semáforos
09:30para que a ambulância possa andar mais rápido e isso traz um retorno
09:35porque você consegue salvar uma vida.
09:37Então, isso tudo é o que a Laura trabalha, é o que a gente está discutindo.
09:41Isso é a cidade inteligente.
09:43O Smart Sampa, por exemplo, fez uma identificação impressionante
09:48de foragidos nos jogos de futebol.
09:51Isso teve um resultado interessantíssimo.
09:53Então, assim, investimento nessa área de ciência e tecnologia
09:57é algo importantíssimo e, provavelmente, os outros estados vão ter que caminhar nisso,
10:03não porque queiram muito ou não, mas isso vai ser uma questão política, gente.
10:09Essa é uma questão política porque nós precisamos lembrar o seguinte,
10:12a insegurança elege.
10:14É só olhar os nossos parlamentares.
10:17E se você olhar como eles se elegeram, é delegado, não sei quem,
10:22o coronel, não sei quem, cabo, não sei quem.
10:24Então, há sempre uma estrutura por trás de que, se eu for eleito, eu vou melhorar.
10:29Então, a segurança, a insegurança pública, ela elege.
10:33Então, a gente também precisa pensar nisso,
10:36que é a hora que a gente acaba usando essa tragédia nossa para o campo político.
10:42E quando a gente, você me perguntou sobre a questão financeira,
10:46o caso que nós tivemos aqui em São Paulo, da Operação Carbono Oculto,
10:50está em cima das fintechs.
10:52Quando o Banco Central criou e permitiu o nascimento, digamos assim,
10:57dessas instituições financeiras para crédito, meio de pagamento e tudo,
11:01isso foi algo bem interessante.
11:03Só que elas, como no nascimento delas eram instituições muito pequenas,
11:07nesse primeiro momento, você não precisava enviar um relatório para a Receita,
11:12que chama E-Financeiro.
11:14Essas instituições cresceram de uma forma tal,
11:17atingiram um patamar, estão maiores que alguns bancos, inclusive.
11:21E, uma coisa importante, não só estão sendo usadas pelas facções criminosas,
11:27como também as igrejas estão criando fintechs próprias,
11:32justamente para poder burlar o fisco.
11:34E agora, depois dessa operação, há uma obrigatoriedade de encaminhar
11:39esse E-Financeiro para a Receita.
11:43Do mesmo jeito que eu ia puxar a Laura aqui e falar,
11:46a Receita Federal tem que monitorar Instagram, gente.
11:50É esse daí, é a vida.
11:52Porque o cara posta, ele posta o dinheiro, ele posta a cama cheia de dinheiro,
11:57ele posta ostentação, ele posta o fuzil.
12:00E aí, de onde que veio isso tudo?
12:02A Receita pega o Instagram, já pega o CPF e já tem que mandar notificação.
12:06É o papel da inteligência, né?
12:08E justamente que eles têm que estar preparados para essa nova realidade.
12:11Para essa nova realidade.
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