00:00Oi, eu quero fazer um testemunho e um livramento.
00:06Explico.
00:07Início da noite eu fui assaltada e reagir.
00:10Esse é um dos meus joelhos.
00:14Ah, você não devia ter reagido.
00:17Eu sei disso, trabalho com isso, vejo isso todo dia, racionalmente eu sei.
00:22Mas quando isso acontece, um ato de violência acontece com a gente,
00:25o nosso cérebro primitivo funciona de três formas.
00:28Ou a gente fica paralisado, ou a gente foge, ou a gente vai pra cima.
00:32Eu fui pra cima.
00:34O que aconteceu?
00:36Fiz meu treino, como de costume, tava na porta de minha casa, era só atravessar a rua,
00:41um local que eu considero extremamente seguro.
00:43Tirei o celular e fui atravessar.
00:46Quando eu tirei o celular da mão, essa pessoa, esse menor que estava numa bicicleta,
00:51aproveitou da situação e bafou o celular da minha mão.
00:55Só que eu tava ligada e puxei ele.
00:59No que eu puxei ele?
01:00E agora vem o meu testemunho.
01:02Vim pra casa.
01:03Chego em casa, o porteiro, bem alegre assim, me disse,
01:07seu celular tá na mão de tal pessoa em tal andar.
01:10Eu fiquei sem entender.
01:13Fui na casa da pessoa, toquei a campainha,
01:15e eles me disseram, seu celular tá aqui.
01:16Eu fiz, como?
01:19Como?
01:21Olha o que aconteceu e me diga se não é Deus agindo na hora certa, através das pessoas.
01:27Meus vizinhos estavam na varanda, neste exato momento que eu fui assaltada, eles viram tudo.
01:31Na hora tava passando um motoboy, que também viu, viu meu desespero.
01:35Esse motoboy foi atrás do ladrão.
01:37Meus vizinhos foram até esse motoboy e se identificaram.
01:40Ela é nossa vizinha.
01:41Esse motoboy deixou o meu celular na mão dos meus vizinhos.
01:45Diga se não é Deus agindo através das pessoas.
01:50Tô bem.
01:51Meu joelho tá difícil de dobrar, mas eu queria compartilhar esse livramento,
01:58porque eu podia nem estar mais aqui, e esse texto.
02:00Eu fiz, moço, como é que você viu tudo?
02:03Deixa o cara entrar aqui.
02:07Enfim, fiquei andando, andando ali, e os seguranças tentando me acalmar.
02:12A guarnição subiu, foi atrás dele, enquadrou um outro menor que tava com ele.
02:18Eu vou resumir a história.
02:19No que eu tava lá, eu não parava de andar.
02:21Eu fiquei tipo uma hora só esperando, na esperança de que o policial tivesse encontrado o cara
02:26e me trouxesse o celular.
02:29E ao mesmo tempo, eu, meu Deus, meu Deus, me ajude, meu Deus, me ajude, meu Deus.
02:32E pensando nos contatos de trabalho, no meu material, porque o celular não é apenas,
02:38que não seria apenas, um valor financeiro.
02:41Existem outras coisas.
02:43Existe a nossa privacidade, dentre outras coisas.
02:49Enfim, a guarnição desceu, disse que encontrou um menor que apertou ele,
02:53que não podia fazer nada porque ele é menor.
02:56O menor, de fato, conhecia o outro, mas que não podia fazer nada.
02:58No que eu puxei ele, ele me empurrou e largou a bicicleta lá e saiu correndo.
03:06Livramento.
03:07Por muito menos, a gente sabe que as pessoas são mortas, graças a Deus,
03:12que ele não tava armado e eu podia nem estar aqui,
03:17porque a minha reação realmente foi pra cima dele.
03:19Ele saiu correndo.
03:20Eu comecei a gritar desesperadamente, ladrão, ladrão, ladrão, ladrão, ladrão.
03:25Comecei a correr atrás dele.
03:26Parei no carro.
03:29Eu falei, moça, por favor, eu quero ir atrás daquele cara.
03:32A mulher tentando me acalmar e indo bem devagar, mais rápido, mais rápido.
03:36Louca, né?
03:37Vi uma viatura.
03:39Eu parei a viatura.
03:40Eu falei, olha, acabei de ser assaltada.
03:42O cara tá de tal bermuda, tal camisa.
03:44Ele entrou na UFBA.
03:46O policial me disse que eu não pude entrar na viatura,
03:48porque eu já fui entrando pra poder ir com ele.
03:50Não, você não pode. Tudo bem.
03:52Eu fui correndo.
03:53Cheguei na UFBA.
03:53O porteiro, o segurança me disse assim,
03:55realmente eu vi, eu vi tudo.
03:57Vi você gritando, vi você ser assaltada.
03:58E ele entrou.
03:59Eu fiz, moço, como é que você...
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