00:01A gente tem visto cada vez mais um discurso de ódio contra as mulheres
00:05e um discurso inclusive de que porque a mulher vai ser vítima, vai ser vitimizada na justiça.
00:10Como rebater esse tipo de discurso?
00:12Recentemente nós encaminhamos uma nota técnica ao Congresso Nacional
00:19apoiando o projeto de lei que condena a misoginia
00:23e equipara a misoginia, o ódio contra as mulheres ao crime de racismo
00:29com penas mais duras e esse ódio das mulheres tem levado milhares de mulheres
00:37morre uma a cada seis horas e o feminicídio estará sendo aqui discutido no nosso Congresso.
00:44É momento de dizermos basta, de enfrentarmos esse caos que é a violência contra as mulheres.
00:52A senhora falou aí que já chegamos aos 50% da equidade.
00:56Depois de chegar, qual é a próxima meta a ser vislumbrada?
01:00Aqui na Bahia, a equidade de gênero aqui nós já passamos de 50%.
01:05É uma questão que se discute hoje, os julgamentos com a equidade de gênero,
01:11que tem estados que ainda procuradoras gerais não foram eleitos,
01:16que o número de homens são maiores do que as das mulheres nos cargos, nos colegiados,
01:22mas aqui na Bahia não. O Congresso chega no momento que nós somos exemplos,
01:26ultrapassamos a barreira dos 62% de mulheres nos nossos colegiados.
01:32Qual que a senhora atribui a esse órgão de ocupação feminina aqui no sistema de justiça da Bahia?
01:38A Bahia é a Bahia. Não, não é isso não. É um crescer, é uma continuidade.
01:46A Bahia é um estado de mulheres fortes, como as heroínas, como a própria Santa Dulce,
01:52e a Irmandade da Boa Morte, que nós estamos homenageando a Irmandade da Boa Morte e a Irmã Dulce.
01:58E o Ministério Público da Bahia é isso, é a casa de cidadania e exerce a cidadania plena em todos
02:05os seus dias.
02:06Por isso, nós, mulheres e homens, de bem, somos fortes na nossa instituição.
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