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Durante entrevista coletiva na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a reunião com Donald Trump foi “surpreendentemente boa” e pode encerrar as disputas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Em tom otimista, Lula disse ter apresentado um documento mostrando que os EUA mantêm superávit de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos e defendeu que as negociações ocorram “sem intermediários”.

Segundo o presidente, o diálogo direto com Trump deve abrir caminho para um novo pacto comercial e diplomático.

Imagens: Canal Gov

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#lula #trump #brasil #eua

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Transcrição
00:00Aniversariante do dia e Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
00:12Fiquei um pouco triste porque eu não vi ninguém com pacote de presente na mão.
00:17Falei, isso significa que ninguém nem lembra do meu aniversário hoje.
00:22Mas o que é importante é o seguinte, é que eu estou completando 80 anos de idade
00:30num melhor momento da minha vida, eu nunca me senti tão vivo e com tanta vontade de viver.
00:40E por isso que eu digo para todo mundo que eu espero viver até os 720 anos.
00:47A partir de hoje falta só 40. Significa que eu já vivi o dobro daquilo que eu pretendo viver.
00:54Quem já viveu 80 pode viver mais 40.
00:57O homem que vai viver até os 120 anos, os 130, já nasceu, segundo a ciência.
01:05E eu espero ter sido escolhido pela ciência.
01:09Bem, dizer para vocês que é mais uma viagem exitosa do governo brasileiro ao exterior.
01:17Eu tinha vindo à Indonésia pela última vez, em 2008, quando nós estabelecemos uma parceria estratégica com a Indonésia.
01:27Nós temos um potencial extraordinário em todas as áreas para crescer a nossa relação com a Indonésia.
01:34Uma relação muito boa com o Presidente Pabofo.
01:36E aqui, eu nunca tinha vindo aqui na Malásia.
01:43Nunca tinha vindo aqui.
01:44E, sinceramente, o primeiro-ministro, Anuá, é uma figura extraordinariamente agradável.
01:55Uma figura que gosta do Brasil.
01:58Uma figura que quer ter uma relação muito forte, sabe, com o povo brasileiro.
02:03Tivemos reuniões com os empresários nos dois países.
02:08Também os empresários brasileiros que vieram, que merecem os meus elogios.
02:13Porque eu sempre acho que o Presidente da República não faz negócio.
02:17O Presidente da República apenas abre as portas para que os homens de negócio façam negócio.
02:23São os empresários que sabem negociar.
02:26São os empresários que têm interesse específico.
02:28São os empresários que têm conhecimento.
02:29E, portanto, o papel do governo é fazer com que, em todas as viagens minhas,
02:36a gente leve uma delegação de empresários brasileiros e empresárias.
02:40Nós temos a cooperação das federações, das confederações,
02:45mas eu quero publicamente elogiar o Cooper Jorge Viana da Apex,
02:50que tem prestado um trabalho extraordinário, sabe,
02:53no ajuntamento dos setores empresariais para fazer essas viagens.
02:57E a receptividade tem sido extraordinária.
03:01Há muita vontade de conhecer o Brasil, há muita vontade de fazer negócio com o Brasil,
03:06há muita disposição de conhecer o que é a transição energética que o Brasil está pensando,
03:12o que é essa coisa maravilhosa de um país que tem quase que 90% da sua energia elétrica totalmente renovável,
03:20sabe, de um país que é um país que tem petróleo e, ao mesmo tempo,
03:24é um país que defende que nós vamos trabalhar rapidamente para que a gente não precise mais utilizar combustível fóssil,
03:30que a gente possa fazer a transição energética.
03:33E as pessoas querem conhecer.
03:35E nós precisamos também conhecer o que os países têm para oferecer para a gente.
03:40Tanto para a Indonésia quanto para a Malásia, sabe, primeiro, esses dois países da ASEAN,
03:46o nosso comércio nos dois países chega por volta de 12 bilhões de dólares.
03:51É muito pouco, dentro do potencial econômico do Brasil e desses países.
03:56Significa que está faltando um pouco mais de ousadia dos nossos empresários e dos nossos ministros.
04:03A gente, sabe, ao invés de ficar lá no Zap todo dia, tem que viajar o mundo para vender as coisas que o Brasil produz,
04:11as coisas que o Brasil tem para vender.
04:13Essa é uma coisa muito importante.
04:15E depois, ser convidado para participar, sabe, do 40º Congresso da AVEAN é motivo de muita alegria.
04:23Eu fui o primeiro presidente do Brasil a participar do G7,
04:27eu fui o primeiro a participar da reunião europeia com a CELAC,
04:30e fui o primeiro a participar da reunião da União Africana
04:34e estou sendo o primeiro presidente do Brasil convocado para participar da AVEAN,
04:39que são 11 países, sabe, que têm uma afinidade muito grande pelo Brasil,
04:48que gostam do Brasil, que admiro o Brasil,
04:51que têm perspectiva de fazer investimento e de atrair investimento para cá.
04:56Então, o Brasil saiu daquele momento histórico que a gente vivia olhando para os Estados Unidos,
05:02achando que os Estados Unidos iriam resolver o problema da miséria do Brasil.
05:06Aí, quando se enjoava dos Estados Unidos, olhava para a União Europeia,
05:09achando que a União Europeia ia resolver o problema.
05:12E nós descobrimos o óbvio.
05:14Nós descobrimos que ninguém vai resolver o problema do Brasil.
05:17São os brasileiros que vão resolver.
05:18E, portanto, nós temos que saber disso.
05:21E, sabendo disso, nós temos que fazer a nossa economia crescer.
05:24Nós temos que aumentar o nosso comércio exterior.
05:27Nós temos que aumentar a nossa atração de investimentos estrangeiros no Brasil.
05:32E isso só se faz com uma química rolando de nós.
05:36Isso você não faz por WhatsApp, você não faz por e-mail.
05:39Você faz isso pegando na mão das pessoas,
05:41olhando nos olhos das pessoas e convencendo,
05:44com palavras das pessoas, de que você está oferecendo um bom negócio.
05:49É por isso que eu saio daqui muito satisfeito.
05:52E ainda não terminou, porque nós vamos participar da abertura da Zéan
05:56e à noite tem um jantar.
05:58É um jantar, porque eu estou fazendo 80 anos.
06:01O jantar será oferecido pelo primeiro-ministro, a Noa Ibraí.
06:05E eu acho que vai ser um jantar muito bom.
06:08Não sei se vocês da imprenta foram convidados, mas vai ser bom.
06:13Bem, aí eu embarco amanhã de manhã para o Brasil, embarco às oito horas da manhã.
06:19E queria dizer para vocês que outra surpresa importante dessa viagem,
06:24vocês não acreditam em destino, mas vejam o que aconteceu.
06:31Há pouco tempo atrás,
06:33quando o presidente Trump publicou no seu portal a carta ao Brasil fazendo as taxações com os produtos brasileiros,
06:52muita gente entrou em crise achando que era o fim do mundo.
06:58O que nós dizíamos no governo?
07:01É preciso ter calma,
07:03porque as decisões que foram tomadas contra o Brasil
07:07são decisões infundadas,
07:11porque foram tomadas com informações erradas.
07:14E isso era o óbvio.
07:21Ou seja, todo mundo que leu aquela carta sabia que as informações que estavam lá
07:26sobre o Brasil estavam equivocadas.
07:30Por isso é que eu disse para o presidente Trump,
07:32no telefonema, que era preciso colocar gente que gostasse do Brasil para negociar.
07:37Eu, eu sou um presidente de muita experiência.
07:44Parece que não, mas eu tenho muita experiência.
07:48E você só manda para negociar
07:50quem você quer que seja contra, se você é contra,
07:54ou você quer que vá negociar de verdade, se você quer o acordo.
07:58Se você é favorável ao acordo e coloca alguém com má vontade
08:02na mesa de negociação, não tem acordo.
08:05Por isso é que eu acredito no destino.
08:09Não teve encontro entre eu e o Trump na ONU,
08:12foi só 29 segundos que a química rolou entre nós.
08:16Depois teve um fonema de meia hora,
08:18em que discutimos todos os assuntos que eram pertinentes agora.
08:22E veja, ele andou 22 mil quilômetros.
08:26E eu andei 22 mil quilômetros.
08:29Ele num avião melhor do que o meu.
08:32E eu, sabe, penei mais.
08:34E a gente veio se encontrar na Malávia.
08:39Veja o que que é as coisas que têm que acontecer.
08:44O destino estava traçado.
08:46Era na Malávia que a gente tinha que se encontrar
08:49para que eu pudesse olhar nos olhos dele e dizer o que eu penso.
08:54Ele olhar nos meus olhos e dizer o que ele pensa.
08:56E foi assim que eu tive ontem na reunião
09:01uma boa impressão de que logo, logo,
09:06não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil.
09:09E fiz questão de dizer ao presidente Trump
09:14que o fato de nós termos posições ideológicas diferentes
09:19não impede que dois chefes de Estado
09:22tratem a relação entre os Estados com muito respeito.
09:26eu o respeito porque foi eleito presidente da República dos Estados Unidos
09:31pelo voto democrático do povo americano
09:33e ele me respeita porque eu fui eleito pelo voto democrático do povo brasileiro.
09:38Isso colocado na mesa, tudo fica mais fácil.
09:43Tudo fica mais fácil.
09:44Eu fiz questão de dizer para ele aquilo que eu achava
09:48e entreguei por escrito.
09:50Entreguei por escrito para que as pessoas não se esqueçam.
09:54Às vezes as pessoas se esquecem.
09:55Então, eu entreguei por escrito aquilo que eu queria falar para ele.
09:59Fiz questão de dar uma cópia para ele
10:01daquilo que a gente estava reivindicando.
10:04Dendo para ele que era inadmissível
10:06a punição de ministro da Suprema Corte
10:08por causa da votação que houve no processo do 8 de janeiro,
10:13do golpe.
10:13Fiz questão de dizer para ele
10:15que eram infundadas as informações
10:18de que os Estados Unidos tinham déficit comercial com o Brasil.
10:23Nós provamos que teve um déficit,
10:25um superávit de 410 bilhões em 15 anos.
10:30Só o ano passado foram quase 22 bilhões
10:32de superávit para os Estados Unidos.
10:34E que nós não estamos reclamando.
10:38Ao invés de a gente reclamar o déficit,
10:40a gente precisa aumentar a nossa capacidade produtiva.
10:43a nossa qualidade dos produtos e vender mais.
10:47É assim que a gente faz negócio.
10:49E confesso a vocês que foi surpreendentemente boa
10:53a reunião que eu tive com o presidente Trump.
10:56Eu vou dizer para vocês, Mauro, que é o negociador,
11:01o Márcio, que está aqui representando o Alckmin,
11:04e mais o Haddad, que vai participar das negociações.
11:08Vocês sabem que, se depender do Trump e de mim, vai ter acordo.
11:14É importante que quando vocês sentarem na mesa que alguém disser não às coisas que nós descrevemos,
11:23vocês têm que saber que não é nem da parte dele e nem da minha parte.
11:26Porque nós estamos dispostos a fazer com que o Brasil e os Estados Unidos continuem com uma relação,
11:33sabe, como tem há 201 anos.
11:37Não são pouco tempo.
11:38São dois séculos de reunião diplomática,
11:41sabe, muitas vezes vantajosas,
11:43por dois países,
11:45muitas vezes perigoda para o Brasil,
11:46como em 1964.
11:47Mas tudo isso a gente deixa de lado,
11:51porque o que interessa numa mesa de negociação é o futuro.
11:55É o que você vai negociar para frente.
11:58E ele sabe que nós queremos.
12:00Primeiro, suspender a taxação e vamos negociar.
12:04Veja que engraçado, eu sou o único presidente do mundo
12:06que reconheço que o presidente de um país tem o direito de taxar os produtos dos outros países,
12:12quando esses produtos estiverem causando prejuízo à indústria nacional.
12:18De vez em quando, o Márcio e o Alckmin chegam para mim,
12:21presidente, precisa taxar em 15%, não sei o quê, em 20%.
12:24Eu estou lá taxando.
12:26Então, eu acho que é um direito do presidente da República taxar
12:29quando vai causar prejuízo à sua indústria, ao seu desenvolvimento.
12:33O que não pode é acontecer o que aconteceu com o Brasil.
12:37Com base de informações equivocadas,
12:39tomaram uma decisão de taxar o Brasil em 50%.
12:43Ele sabe disso porque eu tive a oportunidade de dizer
12:46agora não tem mais intermediário.
12:49Agora é o presidente Lula com o presidente Trump.
12:52Gostemos um, não gostemos um do outro.
12:55Nós dois temos que assumir a responsabilidade como chefes de Estado
12:58e saber que as nossas ações têm que trazer benefício para os povos que nos elegeu.
13:05É assim que eu trato isso, é assim que eu estou otimista.
13:07Saio daqui muito otimista, já possivelmente já tenho uma reunião
13:11na semana que vem em Washington.
13:13Ele me disse que está com vontade de vir para o Brasil.
13:16Eu disse para ele que estou à disposição de ir a Nova York e a Washington
13:18quando quiser discutir, porque se tem uma coisa que eu aprendi a fazer na vida
13:22foi negociação.
13:25E não foi no meu mandato presidencial.
13:27Foi muito antes do mandato.
13:29Eu aprendi a fazer negociação.
13:31Aprendi a sobreviver negociando.
13:33E sei quando ceder e sei quando não ceder.
13:36E para que a reunião seja correta e justa, nós temos que começar no patamar zero.
13:43Vamos voltar à estaca zero e vamos saber o seguinte.
13:45Aonde é que nós queremos chegar?
13:49E se houvesse a disposição do presidente Trump, como ele disse,
13:53que tem toda a disposição de fazer um bom acordo com o Brasil,
13:57e eu disse para ele que o Brasil tem toda a intenção de fazer um bom acordo com os Estados Unidos,
14:01não haverá problema para nenhum setor da economia brasileira,
14:04e não haverá problema para a relação entre as duas maiores democracias do Ocidente.
14:12Eu disse para ele o que eu tinha dito por telefone,
14:16de que o Brasil e os Estados Unidos,
14:19como as duas mais importantes democracias da América e do mundo,
14:24do Ocidente, a gente tem que dar exemplo.
14:28Exemplo de cordialidade,
14:31exemplo de livre comércio,
14:33exemplo de multilateralismo.
14:34E é isso que eu vou continuar fazendo.
14:38Eu tenho o telefone
14:40do presidente Trump,
14:46ele tem o meu telefone,
14:48agora se os intermediários nossos falharem,
14:52sabe onde é que a corda vai doer.
14:57Não, porque muitas vezes, gente,
15:00muitas vezes,
15:01eu estava na reunião de ontem,
15:03e confesso para vocês,
15:06a pessoa mais entusiasmada,
15:08mais entusiasmada na reunião,
15:09era o presidente Trump.
15:13Agora, veja,
15:14obviamente que na nossa equipe,
15:16tem gente que concorda, que não concorda,
15:17que gostaria de fazer a conta,
15:19que não gostaria,
15:20eu só quero dizer para a imprensa brasileira que está aqui,
15:23eu estou convencido
15:25de que em poucos dias
15:27nós teremos uma solução definitiva,
15:31sabe,
15:31entre Estados Unidos e Brasil,
15:33para que a vida seja boa e alegre
15:37do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música.
15:40É assim que eu volto para o Brasil,
15:43satisfeito, sabe,
15:45e certo que tudo vai dar certo
15:48para o povo brasileiro.
15:49É isso, agora eu me coloco à disposição de vocês,
15:53sabe,
15:53para responder as perguntas que vocês quiserem,
15:56sabe.
15:57Então vamos lá,
15:59vamos iniciar com o Rodrigo Rangel,
16:00do Platô BR.
16:02Rodrigo, por favor.
16:05Muito bom dia, presidente,
16:06Rodrigo Rangel, do Platô BR.
16:09Presidente,
16:09eu pergunto se a química
16:11com o presidente Donald Trump
16:13ficou muito mais intensa
16:14no dia de ontem
16:16e em quanto tempo
16:18o senhor acredita
16:20que o tarifácio
16:22pode ser suspenso.
16:25Bom,
16:25e também ontem,
16:26ao falar de Jair Bolsonaro,
16:28o presidente Trump
16:29disse que gosta do ex-presidente
16:31e lamenta o que vem acontecendo com ele,
16:34mas no quadro geral
16:35a impressão
16:35é que ele já não está
16:37tão disposto
16:38a defender Bolsonaro
16:39como parecia
16:40lá atrás
16:41quando
16:41da aplicação do tarifácio.
16:44Qual a sua leitura sobre isso
16:45e o que o senhor diz
16:47sobre a atuação
16:47do clã Bolsonaro
16:48nos atos
16:49que resultaram
16:51no tarifácio
16:52e nessa crise
16:53principal
16:54em 200 anos
16:55de relações diplomáticas
16:56entre Brasil e Estados Unidos?
16:57O Lércio disse
16:58que ia ter sete perguntas,
16:59você já fez todas elas,
17:01então vai terminar por aqui.
17:03Olha,
17:03deixa eu te dizer uma coisa,
17:05eu,
17:05eu,
17:05sinceramente,
17:07eu,
17:07sinceramente,
17:08estou muito otimista
17:09com a reunião de ontem
17:10e acho que nós vamos encontrar
17:13uma solução
17:13para o tarifácio.
17:16Tá?
17:16Eu não estou reivindicando
17:18nada
17:18que não seja justo
17:20para o Brasil
17:21e tenho
17:22do meu lado
17:24a verdade
17:25mais verdadeira
17:26e absoluta
17:27do mundo.
17:28Os Estados Unidos
17:29não têm déficit
17:31com o Brasil,
17:33que foi a explicação
17:34da famosa
17:35taxação ao mundo.
17:36é que os Estados Unidos
17:38só iam taxar
17:39os países
17:39que ele tinha
17:39déficit comercial.
17:41Pois,
17:41eu disse ao presidente Trump
17:43que em todo o G20
17:44só tem três países
17:46com os Estados Unidos
17:47de supernitário,
17:48Brasil,
17:49Reino Unido
17:50e Austrália.
17:51então,
17:52ele sabe
17:53que não é verdade
17:55que os Estados Unidos
17:56têm prejuízo
17:57com o Brasil.
17:58E eu acho que isso
17:59é a base
17:59da gente voltar a negociar.
18:01A segunda inverdade
18:02que ele citou
18:03na carta dele,
18:05sabe,
18:05foi a questão
18:06do julgamento
18:07do Bolsonaro.
18:09Eu disse para ele
18:09que o julgamento
18:10foi um julgamento
18:11muito sério,
18:13com provas
18:13muito contundentes,
18:15nenhuma prova
18:16da oposição,
18:17uma prova
18:17é tudo de relato
18:18das pessoas
18:19que estão sendo julgadas.
18:21Disse para ele
18:22a gravidade
18:23do que eles tentaram
18:24fazer no Brasil.
18:25Disse a eles
18:26que eles têm
18:26um plano
18:27para matar a mim,
18:28para matar o meu
18:29vice-presidente,
18:30para matar o presidente
18:31Alexandre de Moraes.
18:32E eles foram julgados
18:33com direito de defesa
18:34que eu não tive
18:35quando eu fui processado.
18:38E que, portanto,
18:40sabe,
18:40isso não está em questão,
18:41isso não está em discussão.
18:43Sabe?
18:44E ele sabe
18:45que remoto
18:46ou reposto.
18:47ele sabe.
18:50O Bolsonaro
18:51faz parte do passado
18:52da política brasileira.
18:55E eu ainda disse
18:56para ele,
18:57com três reuniões
18:58que você fizer comigo,
18:59você vai perceber,
19:01sabe,
19:02que o Bolsonaro
19:02era nada,
19:03praticamente.
19:05Era porque
19:06eu não converso
19:07em tom pessoal,
19:08eu converso em tom político
19:09de interesse
19:09do meu país.
19:12Convidei ele
19:12para ir à COP
19:13outra vez,
19:14disse para ele,
19:15é importante que você vá
19:16para dizer o que você pensa.
19:17e você não acredita
19:19nas coisas,
19:20vai lá para você
19:20poder dizer o que você pensa.
19:22O que não pode
19:23é a gente fingir
19:24que não tem uma situação
19:25climática,
19:26sabe?
19:27E vamos ver
19:28o que é que vai acontecer.
19:30Eu estou muito certo
19:31que essa relação,
19:33eu digo para todo mundo,
19:34a melhor relação
19:34que eu tive
19:35com os Estados Unidos
19:36foi com o Bush,
19:38que na primeira reunião
19:40que eu tive com ele
19:40foi me convidar
19:42para o Brasil
19:42participar da guerra
19:43do Iraque.
19:44eu disse para ele
19:46que o Brasil
19:46não queria guerra,
19:48a minha guerra
19:48era contra a fome
19:49e eu ia vencer
19:50a fome no Brasil
19:51e vencemos.
19:53Era a segunda vez.
19:55Bem,
19:55a mesma coisa
19:56vai acontecer
19:56com o Trump,
19:57a gente não se conhecia
19:58e se você se conhece
20:01por pessoas que falam,
20:03sabe?
20:04É mais difícil.
20:06Você tem que sentir,
20:07você tem que pegar na mão,
20:08você tem que conversar,
20:09tem que olhar,
20:10tem que ver o procedimento
20:11da pessoa,
20:12o comportamento,
20:12a reação da pessoa,
20:15sabe?
20:15E eu acho,
20:16sinceramente,
20:16eu acho que rolou
20:18muita sinceridade
20:19na nossa relação.
20:21Eu não tenho nenhum problema
20:24de dizer que é bem possível
20:26que vocês fiquem surpresos
20:29com a afinidade
20:31da relação
20:31entre o Estado americano
20:33e o Estado brasileiro.
20:35O pensamento político
20:36do presidente
20:37é dele,
20:38o meu pensamento
20:39é meu,
20:40mas quando nós conversamos
20:41não sou eu
20:42nem ele.
20:43São os chefes
20:44de dois estados democráticos
20:46do Ocidente
20:47que estão conversando.
20:49Bem,
20:49a segunda coisa
20:50é que eu penso
20:53que terá que ter
20:54uma suspensão
20:55de algumas medidas
20:56da taxação
20:57para a gente começar
20:57do zero
20:58e da punição
20:59aos nossos ministros,
21:00porque não tem
21:01nenhum procedimento,
21:02não tem lógica.
21:03Isso foi dito
21:04na frente do Marco Rubio,
21:06foi dito na frente
21:07do homem do tesouro dele
21:09e do homem do...
21:11Sabe,
21:12tinha três...
21:12Então,
21:14foi dito para eles
21:15com veloz
21:16e eu fiz questão
21:16de entregar um documento.
21:19Fiz questão
21:19de entregar um documento.
21:20O que é que eu quero?
21:21Está lá
21:21a discussão do Brasil,
21:23a discussão
21:24da lei,
21:25sabe,
21:27Magnífico,
21:29a discussão
21:30da taxação,
21:32a discussão
21:32da Venezuela,
21:33a discussão
21:34da greve da Ucrânia,
21:35está tudo lá escrito.
21:37Portanto,
21:37ele leu na minha frente.
21:40Leu na minha frente.
21:42E ele ficou
21:42até surpreso
21:43quando eu disse
21:44que dentro
21:44das punições
21:45do nosso ministro,
21:46além de punir
21:47o ministro da Saúde,
21:48puniu uma filha dele
21:49de oito anos.
21:52Quem estava lá
21:52viu que ele ficou surpreso.
21:54Então,
21:54eu acho que está
21:55estabelecida
21:56a relação
21:57entre Brasil
21:58e Estados Unidos.
21:59Quem imaginava
22:00que não ia ter,
22:01perdeu.
22:02Vai ter
22:03e vai ter
22:03uma relação
22:04produtiva
22:05para os dois países
22:07e para a democracia.
22:09Tá?
22:10É isso.
22:11Vamos à próxima
22:12pergunta,
22:13Daniel Azra
22:13da Reuters.
22:27Presidente,
22:28está me ouvindo?
22:28Bom dia,
22:28presidente.
22:29Primeiro de tudo,
22:30feliz aniversário.
22:30Bom dia.
22:31Esse é o Daniel
22:32da Reuters,
22:34agência Reuters
22:35de notícias.
22:38Presidente,
22:38não está me ouvindo?
22:40Presidente?
22:41Só um minuto,
22:41pessoal,
22:41só um minuto.
22:48Pode falar,
22:48gente.
22:49Você deixou isso.
22:50Está ouvindo bem,
22:51presidente?
22:52É que eu estou
22:54que ia ter a vida
22:55aqui e ter desligado.
22:58Vamos retomar
23:00a pergunta,
23:00por favor.
23:05Bem,
23:06a minha pergunta
23:07para você,
23:07presidente,
23:08o presidente Trump
23:11fez alguma promessa
23:12para o Brasil?
23:15Essa pergunta,
23:16se ele fez promessas
23:17com relação ao Brasil.
23:18Não,
23:18porque eu não sou
23:19ninguém para alguém
23:21fazer promessa
23:22para mim.
23:24Faz promessa
23:25para santo,
23:28não para mim.
23:30Sabe,
23:31para mim,
23:31o que ele tem
23:32que fazer
23:32é compromisso.
23:34E o compromisso
23:34que ele fez
23:35é que ele pretende
23:37fazer um acordo
23:38de muita boa
23:39qualidade com o Brasil.
23:42E está muito
23:43registrado
23:43na minha cabeça
23:44e na cabeça dele.
23:48eu fiz questão
23:49de não deixar dúvida
23:50ao presidente Trump
23:53quem eu sou,
23:54de onde eu vim
23:55e o que eu penso.
23:58Porque somente
23:59quando a gente
23:59se conhece,
24:01sabe,
24:01é que a gente
24:02pode passar
24:03a respeitar
24:03ou não as pessoas.
24:06Então,
24:07eu,
24:07sinceramente,
24:08embora ele não
24:09tenha feito promessa,
24:11ele garantiu
24:12que nós vamos
24:14ter acordo.
24:14e eu acho
24:17que vai ser
24:18mais rápido
24:18do que muita
24:19gente pensa.
24:22E vai depender
24:23do Brasil também.
24:25Nós não somos
24:26um bebê
24:27que tem que ficar
24:28esperando alguém
24:29nos chamar.
24:31Nós é que temos
24:32interesse.
24:33Então,
24:34nós temos
24:34que ir atrás.
24:36Eu já falei
24:37para os meus
24:37negociadores.
24:40Ele foi
24:41para a Coreia,
24:42foi para o Japão,
24:43mas,
24:45a depender,
24:46sabe,
24:46do resultado
24:47dessa semana,
24:49eu já vou
24:50importuná-lo
24:51com o telefonema
24:52direto.
24:55E ele também
24:56tem,
24:56ele também
24:57tem o meu
24:58telefone.
25:00Só que,
25:01como eu uso
25:01o celular,
25:02eu dou
25:03o do meu
25:04cerimonial,
25:05o igreja,
25:06então,
25:08ele liga
25:08para a igreja
25:09a hora que ele
25:09quiser
25:10e nós
25:11conversamos.
25:13Vamos para
25:14a próxima
25:15pergunta,
25:15Eduardo Barão,
25:16da Bandi.
25:18Agora,
25:18do Brasil,
25:19presidente.
25:20Bom dia,
25:23presidente.
25:23Bom dia.
25:24Nós sabemos
25:25o que o Brasil
25:26deseja,
25:26o senhor deixou
25:27muito claro,
25:27a questão
25:27do tarifácio,
25:28a questão
25:29envolvendo as
25:29sanções que foram
25:30impostas pelo
25:31governo americano.
25:32O que o governo
25:32americano quer?
25:34Já se falou
25:34da questão
25:36envolvendo
25:36techs,
25:38se falou da questão
25:38envolvendo a China,
25:39se falou sobre
25:39terras raras.
25:40ontem,
25:41o senhor
25:41conversou
25:42com ele
25:42sobre a
25:43Venezuela.
25:44Diretamente,
25:44presidente,
25:45qual é a chance
25:46de ter alguma
25:47situação mais grave
25:48na Venezuela
25:49e que os
25:50americanos
25:50querem em troca
25:51o que o Brasil
25:52está disposto
25:52a oferecer,
25:53presidente?
25:54Olha,
25:55o presidente
25:56Trump,
25:57ele não disse
25:57o que queria,
25:59porque eu comecei
26:00a conversar
26:00com ele
26:01dizendo
26:01que não tem
26:03veto
26:03na nossa
26:04discussão.
26:05O assunto
26:06que quisesse
26:07discutir
26:08de colocar
26:08na mesa,
26:09nós vamos
26:09discutir.
26:11Se for
26:12relação
26:12comercial,
26:13se for
26:14a relação
26:14com a China,
26:15relação
26:16com a Venezuela,
26:17não tem tema
26:18proibido comigo.
26:20Se quiser
26:20discutir
26:20a questão
26:21de minerais
26:21críticos,
26:22de terras raras,
26:23se quiser
26:23discutir
26:24etanol,
26:25se quiser
26:25discutir
26:25açúcar,
26:26não tem
26:26problema.
26:28Eu sou
26:29a metamorfose
26:29ambulante
26:30na mesa
26:30de negociação.
26:32Coloque
26:33o que quiser
26:34que eu estou
26:34disposto
26:35a discutir
26:35todo
26:36e qualquer
26:36assunto.
26:38É assim
26:38que eu
26:39aprendi
26:39a negociar.
26:41Eu não sei
26:41por a mesa
26:42desse assunto
26:42eu não discuto.
26:43Não.
26:44Se é interessante
26:45para você,
26:45coloque na mesa.
26:47Me convença.
26:49Porque de me convencer
26:50é fácil.
26:52Não foi colocado
26:53nada.
26:53Eu coloquei
26:54a questão
26:54da Venezuela
26:55para ele,
26:56dizendo que
26:57pelo noticiário
26:57do jornal,
26:58eu estou vendo
26:59que as coisas
26:59estão se agravando
27:01e disse para ele
27:02que era extremamente
27:03importante
27:04levar em conta
27:05a experiência
27:06que o Brasil
27:07tem
27:07como o maior
27:08país
27:09da América
27:09do Sul,
27:10como o país
27:10economicamente
27:11mais importante
27:12que tem como
27:13vizinho
27:13quase toda
27:15a América
27:15do Sul
27:16que levasse
27:17em conta
27:17a necessidade
27:18daquilo que
27:19precisar o Brasil
27:20ajudar na relação
27:21com a Venezuela.
27:23Contei para ele
27:23inclusive o grupo
27:24dos amigos
27:25que nós criamos
27:26em 2003.
27:28Eu tinha apenas
27:2915 dias de mandato,
27:3115 dias de mandato
27:32quando eu estava
27:33em quito
27:33na posse
27:34do presidente
27:35do Equador
27:36e eu,
27:38o Chávez
27:38estava com um problema
27:39com os Estados Unidos,
27:41eu propus
27:41a criação
27:42de um grupo
27:42de amigos,
27:43criamos um grupo
27:44de amigos
27:44e conseguimos
27:45garantir
27:46que houvesse
27:47um referendo
27:48tranquilo
27:49na Venezuela.
27:50Eu disse
27:50para ele
27:51que nós
27:52estamos à disposição
27:53para ajudar
27:53e queria
27:54que ele
27:54levasse em conta
27:55de que nós
27:56somos uma zona
27:57de paz.
27:59Até falei
27:59para ele,
27:59eu era constituinte
28:01quando eu votei
28:02pela não
28:02proliferação
28:03de armas
28:04nucleares
28:05no Brasil.
28:07Não é uma invenção
28:08minha,
28:09não é um discurso,
28:10é um voto
28:11que eu dei
28:11na Constituição
28:13brasileira
28:13que está,
28:14possivelmente
28:14seja o único
28:15país do mundo
28:16que tem
28:16na sua Constituição
28:17a não produção
28:19de armas nucleares,
28:20de armas atômicas.
28:22Então,
28:22isso ficou muito claro.
28:24Se precisar
28:25que o Brasil
28:26ajude,
28:27nós estamos
28:28à disposição.
28:29Estamos à disposição
28:30para negociar
28:32porque nós
28:32queremos manter
28:33a América do Sul
28:34como zona
28:36de paz.
28:37Nós não queremos
28:38trazer os conflitos
28:39de outra região
28:40para o nosso
28:41continente.
28:42É isso.
28:43Vamos passar
28:44à próxima pergunta
28:45em inglês,
28:46presidente.
28:46Samantha Tan
28:47da Bernama,
28:48aqui da Malásia.
28:52Senhor,
28:52por favor,
28:53fale para o
28:53microfone.
28:55Presidente,
28:56está me ouvindo?
28:58Ok.
28:59Olá,
28:59senhor presidente.
29:00Bom dia
29:01e parabéns.
29:06Eu sou de uma
29:07agência de notícias
29:07da Malásia.
29:08Minha pergunta
29:09será a seguinte.
29:11A Malásia
29:12faz parte
29:14do BRICS.
29:15Você vê que tem
29:16uma chance
29:16da Malásia
29:17se juntar
29:19ao BRICS.
29:20E o que você achou
29:21da sua viagem
29:21na Malásia,
29:22presidente?
29:24Olha,
29:25eu aprendi
29:26na minha vida
29:27que o nosso
29:29comportamento humano
29:31é sempre
29:33levar em conta
29:34que o importante
29:36é o principal,
29:38o resto
29:39é secundário.
29:41E o principal
29:42que você me
29:44pergunta
29:44é saber
29:46se eu quero
29:47que a Malásia
29:48entre nos BRICS.
29:50mas eu quero
29:51dizer para você
29:52que a Malásia
29:54terá o apoio
29:55do Brasil
29:56para ser membro
29:58pleno do BRICS.
29:59e eu posso
30:03lhe dizer
30:03que eu levo
30:04da Malásia
30:05a impressão
30:08mais positiva
30:10possível.
30:12Primeiro,
30:13pela simpatia
30:14do povo.
30:15Em cada lugar
30:17que eu chego
30:17parece que eu conheço
30:18todo mundo.
30:20Tem sempre
30:22alguém rindo,
30:23tem sempre
30:23alguém gentil,
30:25ou seja,
30:26é um pouco
30:27do povo brasileiro.
30:29sabe?
30:30Então eu saio
30:31com a melhor
30:31impressão da Malásia,
30:33saio com a impressão
30:34maravilhosa
30:35do primeiro-ministro
30:37Anuari Bahim
30:38e saio,
30:41sabe,
30:42da reunião
30:43que eu tive
30:43com o governo
30:44e também
30:45saio com a impressão
30:46muito positiva
30:47da reunião
30:48que eu fiz
30:48com os empresários.
30:51E espero
30:52sair com a impressão
30:52muito boa
30:53do jantar de gala.
30:57Eu vou até
30:58utilizar
30:59uma camisa
31:00que eu ganhei
31:00de presente
31:01do governo
31:04para poder chegar lá
31:05como se fosse
31:07o Maladiano.
31:10Vamos à próxima
31:11pergunta.
31:12Vitória
31:12Damasceno
31:12da Folha
31:13de São Paulo.
31:17Bom dia,
31:18presidente.
31:21O seu secretário
31:22afirmou que
31:23questões políticas
31:24vão ficar fora
31:24da mesa
31:25da negociação,
31:26que isso foi
31:27o acordado
31:28ontem
31:28com os
31:30negociadores
31:30americanos.
31:31Não, não entendi.
31:32Repete, por favor.
31:34O seu secretário
31:35executivo,
31:36Márcio Rosa,
31:37disse que
31:37questões políticas
31:39vão ficar
31:39fora da mesa,
31:41que foi o acordado
31:42ontem
31:43com o governo
31:43americano.
31:44Mas o senhor
31:44acabou de dizer
31:46que o senhor
31:46está aberto
31:47a colocar
31:47diversas questões
31:49na mesa,
31:49inclusive
31:50questões políticas.
31:51Então, eu queria
31:51entender qual é o seu
31:52alinhamento
31:53com os negociadores
31:54e se questões
31:55políticas vão ficar
31:56dentro ou fora
31:57da mesa.
31:58Deixa eu lhe contar
31:59uma coisa.
31:59As questões políticas
32:00serão colocadas
32:01na presença
32:03dos dois presidentes
32:04da República,
32:05não na mesa
32:05de negociação
32:06sobre negócios.
32:09Quem vai discutir
32:09política
32:10nesse negócio
32:12do Brasil
32:12é o presidente
32:13Trump e o presidente
32:14Lula.
32:15Eles vão negociar
32:16as taxações
32:18comerciais
32:19que forem
32:20em porta a nós.
32:21Inclusive a questão
32:22da legislação
32:23da punição
32:24aos nossos ministros
32:25é uma decisão
32:26política
32:27que vai ser resolvida
32:28entre o Trump
32:29e eu.
32:31Só para não ter dúvida.
32:35Bem, agora
32:36vamos passar
32:36para a Alegra
32:37Mandelson
32:38do The Telegraph.
32:40Inglaterra,
32:40também em inglês.
32:42Só um minutinho.
32:47O presidente
32:48está me ouvindo, né?
32:49Bom, o Brasil
32:55é um dos membros
32:56fundadores
32:57do BRICS
32:57que tem desafiado,
33:00digamos assim,
33:01essa ordem mundial
33:02centrada nos Estados Unidos
33:04e a China
33:04tem desempenhado
33:06um papel líder
33:08dentro dessa ordem nova.
33:10Então,
33:10enquanto o senhor falava
33:11do otimismo
33:12do senhor
33:13que o Brasil
33:14e os Estados Unidos
33:15vão chegar em um acordo,
33:16me parece que
33:17as políticas
33:19e tarifas
33:20do presidente
33:22Trump
33:23têm empurrado
33:24o Brasil
33:25mais perto
33:25para a China.
33:26O senhor gostaria
33:27de ver
33:27uma nova ordem
33:28internacional
33:29com a China
33:30liderando,
33:31digamos assim,
33:32em cima dos Estados Unidos?
33:36Olha,
33:37o Brasil
33:37não tem preferência
33:40por países.
33:42Nós queremos
33:43manter relações
33:45com todos os países
33:46do mundo.
33:48Nós não aceitamos
33:49uma nova guerra fria
33:50que durante 50 anos
33:52permeou a vida
33:53da humanidade
33:54entre Estados Unidos
33:55e Rússia.
33:58O que nós queremos,
33:59na verdade,
33:59é que não haja
34:00guerra fria
34:00entre Estados Unidos
34:01e China,
34:02porque nós queremos
34:03manter belíssima
34:04relação com os Estados Unidos
34:05e belíssima
34:06relação com a China.
34:07Não é por causa
34:08da taxação
34:09que aumentou
34:10o nosso comércio
34:10com a China.
34:11O nosso comércio
34:12com a China
34:12já vinha crescendo
34:13e hoje a China
34:14é o maior parceiro
34:15comercial do Brasil
34:16e eu espero
34:17que cresça mais,
34:19porque tudo aquilo
34:20que o chinês
34:21precisar comprar
34:22o Brasil tem
34:22para vender.
34:24E eu espero
34:24que seja assim
34:25com os outros países.
34:27Eu quero
34:28que a economia brasileira
34:30e a saúde
34:32desse meu país
34:33não fique dependendo
34:34de um único país.
34:37Eu quero
34:37que a gente dependa
34:38de todos os países
34:39do mundo,
34:39de cada um um pouquinho.
34:40então
34:42não temos
34:43preferência.
34:44Obviamente
34:45que eu acho
34:45extremamente importante
34:46o crescimento
34:47da China
34:48como eu gostaria
34:49que fosse o crescimento
34:49do Brasil.
34:51Se a gente conseguir
34:52concluir tudo aquilo
34:53que a gente está
34:53pensando em fazer,
34:54quem sabe daqui
34:55a uns 10, 15
34:56ou 20 anos
34:56é o Brasil
34:57que estará
34:59na linha de frente
35:00e na negociação
35:01com muitos países.
35:03Eu trabalho
35:03para isso,
35:04acredito nisso
35:05e quero continuar
35:06tendo uma belíssima
35:08relação com a China,
35:09quero ter uma belíssima
35:10relação com os Estados Unidos,
35:11quero ter uma belíssima
35:12relação com a União Europeia,
35:14porque é importante
35:14lembrar que depois
35:15de 22 anos
35:16nós vamos
35:17em dezembro agora
35:19fazer o acordo
35:20União Europeia
35:21e Mercosul.
35:23Que era uma coisa
35:23que estava travada
35:24há muito tempo,
35:26nós então
35:26resolvemos destravar
35:27na presidência
35:29do Brasil
35:29do Mercosul,
35:30nós vamos fazer esse acordo.
35:31E também estamos
35:32fazendo acordo
35:33para a Indonésia
35:33com o Mercosul,
35:34para a Malaya
35:35com o Mercosul,
35:36para o Azeano
35:36com o Mercosul,
35:37ou seja,
35:38o nosso negócio
35:38é fazer negócio.
35:41Por isso é que
35:41eu ando com bastante ministro,
35:43por isso é que
35:44o Fávaro,
35:44quando a gente
35:45atingir os 500
35:46mercados novos
35:47conquistados
35:48nesse mandato,
35:49ele vai fazer
35:50uma festa
35:50no Ministério dele,
35:52sabe,
35:52que possivelmente
35:53alguém me dê
35:53um porco assado
35:54para comer,
35:55sabe,
35:56lá no Ministério dele.
35:58É assim que nós
35:59queremos fazer
36:00relação.
36:01Eu não me incomodo
36:02da relação
36:02dos Estados Unidos,
36:03ele tem relação
36:04com o que ele quiser,
36:05eu tenho com o que eu quiser,
36:06eu não quero
36:07contencioso
36:08com ninguém,
36:09não quero contencioso.
36:10O Brasil é,
36:12se o Lulinha,
36:12Lulinha,
36:13paz e amor,
36:13o Brasil é Brasil,
36:14paz e amor.
36:15A gente não quer guerra,
36:17a gente quer paz,
36:19a gente não quer confusão,
36:20a gente quer negociação,
36:22a gente não quer demora,
36:23a gente quer resultado.
36:26Essa é a minha lógica
36:27na direção do Brasil.
36:28passar agora
36:31a pergunta
36:31para a Américo
36:32da CNN.
36:38Eu vou criar um prêmio.
36:40Antes da pergunta,
36:41deixa eu fazer uma observação.
36:46Bom repórter
36:47tem que estar
36:48onde a notícia está.
36:49Eu vou criar um prêmio.
36:50Américo.
36:51O jornalista
36:52que mais me faz pergunta.
36:54Deixa eu perguntar, presidente.
36:56Bom prazer.
36:57O jornalista tem que estar
36:58onde a notícia está.
36:59Presidente,
36:59eu queria voltar
37:00à questão da química
37:01com o presidente Donald Trump.
37:04A gente tem a informação
37:05que ele ficou muito impressionado
37:08com a sua trajetória política,
37:10que ele gostou
37:12da sua trajetória,
37:13ele elogiou essa trajetória.
37:15Eu queria saber,
37:15ele admirou
37:16a sua trajetória.
37:17Eu queria saber
37:18se o senhor também
37:18admira a trajetória dele
37:20e, em caso positivo,
37:22que características dele
37:23o senhor admira?
37:24É que eu acho
37:26que são duas trajetórias
37:27totalmente diferentes.
37:30A minha trajetória
37:31é de um chão de fábrica.
37:35É de uma pessoa pobre,
37:36nordestina,
37:37que não morreu de fome
37:38até completar
37:39cinco anos,
37:39por sorte,
37:41que conseguiu sobreviver
37:42e chegar à presidência da República.
37:43A dele
37:43é de um homem bem-sucedido.
37:46A velha é um empresário
37:47bem-sucedido,
37:48é um homem rico
37:49que tem uma trajetória política
37:50totalmente diferente da minha.
37:52O que eu disse para ele,
37:54eu fiquei lisonjeado
37:56quando soube
37:57que ele sabia
37:58da minha história,
38:00sabe?
38:01Eu disse para ele
38:02que a minha relação
38:04com ele
38:05não tem nada a ver
38:06com o pensamento
38:06político e ideológico
38:07de cada um.
38:09Eu respeito ele
38:10porque ele foi eleito
38:11presidente dos Estados Unidos
38:12e eu quero só o respeito
38:14porque eu sou eleito
38:15presidente do Brasil.
38:16É só isso.
38:17E o que eu acho
38:18que é química, gente?
38:19Eu sempre,
38:20não tem nenhuma novidade,
38:22quando eu digo para vocês
38:23que o ser humano
38:24é 80% química
38:26e 20% razão e emoção.
38:29Nós fomos tocados
38:30a emoção,
38:32nós fomos tocados
38:33ao nosso olhar,
38:34ao sentir as pessoas.
38:37E eu acho o seguinte,
38:38eu acho que quem conhece
38:39a minha vida política
38:40sabe que eu tenho uma história,
38:44sabe,
38:44que merece respeito.
38:45porque não é fácil
38:47o povo brasileiro
38:48ter a coragem
38:49de eleger um presidente
38:50que não tem diploma universitário
38:51para ser presidente
38:52da República.
38:53A ciência política
38:55não imaginava isso.
38:58Nunca escreveram sobre isso.
38:59Então é importante
39:00que ele conheça a minha história.
39:02Sabe, é importante
39:03porque muita gente
39:04não conhece,
39:05muita gente fala,
39:06muita gente fala
39:06muita bobagem
39:07a meu respeito.
39:09E eu continuo sendo
39:10o que eu era.
39:11Eu sei de onde eu vim,
39:12sei onde estou
39:13e sei para onde eu vou
39:15quando eu deixar
39:15a presidência da República.
39:17E tem uma coisa
39:19que eu conquistei
39:20que é o direito
39:20de andar de cabeça erguida.
39:23Você não sabe
39:24o valor que tem
39:26para uma pessoa
39:27que veio de braço
39:28aprender a andar
39:30de cabeça erguida
39:31e saber que não é melhor
39:33do que ninguém,
39:33mas que também
39:34não tem ninguém
39:34melhor do que ele.
39:36Essa questão do respeito
39:38é uma coisa
39:38que vale muito.
39:40Eu aprendi também
39:41que um ser humano
39:42só respeita
39:42quem se respeita.
39:43que você não se respeitar
39:45ninguém se respeita.
39:47Ninguém gosta
39:47de lambibotas.
39:50Ninguém gosta
39:50de puxar saco,
39:51de vassada,
39:52aquele lambi-lambi.
39:54Mas a gente tem que ser
39:55o que a gente é
39:56de verdade.
39:57Eu acho que é isso
39:58que pintou
39:58entre eu
40:00e o presidente Trump.
40:01Espero que essa química
40:03dê frutos
40:04ao povo brasileiro
40:05e ao povo americano.
40:07E que possa ordenar.
40:09Eu ainda não falei
40:09para ele,
40:11mas qualquer dia
40:11eu vou dizer para ele.
40:12que a gente pode
40:15resolver essa guerra
40:16da Rússia e da Ucrânia.
40:18Porque eu acho
40:19que a greve
40:20está no seu ponto
40:22de...
40:23A guerra
40:25está no seu ponto
40:26de maturidade.
40:27Porque,
40:28veja,
40:29já estamos há
40:29três anos de guerra.
40:33Já estamos há
40:34três anos de guerra.
40:35O Trump já...
40:36O Putin já sabe
40:37o que quer.
40:38Os eleitos já sabem
40:38o que quer.
40:39cada um já sabe
40:41o que vai conseguir.
40:41O que está faltando
40:42é colocar na mesa
40:43de negociação isso.
40:46E eu acho
40:46que estamos chegando
40:47no ponto
40:48de acabar
40:49com essa guerra
40:49no mundo.
40:50E não precisa
40:51ter mais guerra.
40:53O que me deixa
40:54meio triste
40:55é que o ano passado
40:55se gastou
40:56dois trilhões
40:57e setecentos bilhões
40:59de dólares
40:59em armas.
41:02E não se gastou
41:03dez por cento disso
41:04para acabar
41:05com a fome
41:05no mundo.
41:06o que me deixa
41:09triste
41:09é que você
41:10acaba
41:10com o massacre
41:12em Israel,
41:13mas não recupera
41:14a vida
41:14de mais de
41:15setenta milhões,
41:16mil mulheres
41:17e crianças
41:18que morreram
41:18de forma inocente
41:19por irresponsabilidade
41:21de um líder
41:23político de Israel.
41:25Não do povo
41:26de Israel,
41:27mas de um líder
41:27político.
41:28Então,
41:29essas coisas,
41:29essas coisas
41:30que me fazem
41:32ser muito verdadeiro
41:33quando eu converso
41:34com as pessoas.
41:34eu gosto
41:36de dizer
41:37as coisas
41:37que eu sinto
41:38com as pessoas
41:38para as pessoas
41:39me conhecerem
41:40plenamente.
41:42Eu não tenho
41:42minha cara.
41:45Essa cara
41:45bonita
41:46que se vê
41:46é única.
41:50Obrigado
41:51pela pergunta.
41:51Ok, pessoal,
41:52obrigado.
41:53Muito obrigado
41:53pela entrevista.
41:55Uma pergunta,
41:55por favor.
41:57Vamos lá.
41:59Agora,
41:59deixa eu só dizer
42:00uma coisa aqui
42:01para ser honesto.
42:02Espera aí.
42:02Duas perguntas.
42:03para ser honesto.
42:04Para ser honesto.
42:06Nós temos uma lista.
42:07Raquel, você vai fazer
42:08a pergunta também.
42:08Mas a gente tem
42:09uma lista
42:10de precedência
42:11que foi escolhida
42:11pelos jornalistas.
42:12Então,
42:12eu não queria furar
42:13a lista.
42:14Não queria furar
42:15a lista.
42:16Aquela senhorita
42:17de microfone,
42:18ela está desde o começo
42:19com a mão levantada.
42:20Vamos seguir.
42:21Não,
42:21mas tem uma lista
42:21que foi definida
42:22pelos jornalistas.
42:23Vamos seguir a lista?
42:25O próximo é o Assis.
42:26Não é isso?
42:27A lista que eu tenho aqui.
42:28Por favor, Assis.
42:29Eu tenho que seguir a lista
42:30porque é um acordo
42:31feito com jornalistas.
42:34Assinado o acordo?
42:36Assinado e acertado
42:37entre eles.
42:38Por favor, Assis.
42:42Assis Moreira,
42:43Valor Econômico,
42:44São Paulo.
42:44Eu queria continuar
42:47a pergunta
42:48da colega.
42:50Fala mais
42:51no microfone.
42:52Sobre a China.
42:53A gente vê hoje
42:55como a economia internacional,
42:57o mundo,
42:58está cada vez
42:59mais fragmentado,
43:00caótico,
43:00complexo,
43:02pleno de certezas.
43:03E no comércio,
43:04justamente,
43:06o comércio hoje
43:07é cada vez mais vinculado
43:08à proximidade,
43:09geopolíticas,
43:10à questão de segurança
43:11nacional, etc.
43:13A minha questão
43:13é o seguinte,
43:14se agora
43:15com essa...
43:16O senhor disse
43:17que a questão,
43:18a relação
43:19com os Estados Unidos
43:19praticamente está normalizada,
43:21se eu entendi bem.
43:23Se ela está normalizada,
43:24o que eu queria saber
43:25é o seguinte,
43:25se o senhor acha
43:26que há necessidade
43:27de algum ajuste
43:29a partir de agora
43:29na relação do Brasil
43:32com os Estados Unidos
43:34e com a China,
43:35se há necessidade
43:35de algum reequilíbrio
43:37nas duas
43:38ou se nada muda.
43:39Não, não, não.
43:40E só para completar,
43:41presidente, desculpe.
43:42E se o senhor
43:43conversou
43:43algum momento
43:45com o presidente
43:45Trump
43:46sobre a China?
43:48Deixa eu te dizer
43:49uma coisa.
43:50É, primeiro,
43:51que nós não estamos
43:53com o acordo
43:53firmado com os Estados Unidos.
43:56O que eu disse
43:56é que nós vamos
43:57fazer um acordo
43:58e que eu tenho
43:59o otimismo
43:59de que o mais rápido
44:00possível
44:00esse acordo
44:01será selado.
44:02Isso não tem
44:03nenhuma,
44:04nenhuma implicação
44:05na relação
44:06do Brasil
44:07com a China.
44:08Nenhuma.
44:08o Brasil vai
44:09continuar
44:10tendo a relação
44:10com a China
44:11que tem,
44:12o Brasil vai
44:12continuar tendo a relação
44:13com a Malásia
44:14que tem,
44:15o Brasil vai
44:15continuar tendo a relação
44:16com a União Europeia
44:17que tem,
44:17sabe,
44:18sem nenhum problema.
44:19São duas coisas
44:19totalmente distintas.
44:22Sabe,
44:22não há condicionalidade
44:24para que a gente
44:24possa fazer o acordo
44:26e nem eu aceitaria
44:27condicionalidade.
44:28Eu acho que muito menos
44:29o governo também
44:29aceitaria condicionalidade.
44:31Os Estados Unidos
44:32fazem acordo
44:33com quem quiser,
44:34eu faço acordo
44:35com quem quiser.
44:35é assim que é a regra
44:37do livre comércio
44:38no mundo.
44:42Na minha lista
44:43tem a Bloomberg.
44:44Agora você só
44:45foi fazer os outros
44:46contatos.
44:46Se você quiser,
44:48você é o chefe
44:49da...
44:50Então vamos lá,
44:50vamos seguir...
44:51Você é o chefe.
44:51Gente, vamos fazer o seguinte,
44:53vamos lá,
44:53vamos fazer o seguinte,
44:55teve seis nomes
44:56da imprensa,
44:56são os seis nomes
44:57que vieram para a gente
44:58aqui.
44:59Então, as duas
45:00a mais que tinham,
45:02o Daniel da Bloomberg
45:02e depois a gente
45:03vai encerrar a entrevista.
45:04Por favor.
45:05Conforme o acordo
45:09feito com os jornalistas
45:10e nós.
45:11Por favor, gente,
45:12por favor, por favor.
45:14Daniel, por favor.
45:14São os nomes
45:15que foram escolhidos
45:16pelos jornalistas.
45:17Obrigado.
45:18Presidente, bom dia.
45:18Daniel Carvalho
45:19da Bloomberg.
45:20Eu queria voltar
45:21ao assunto da Venezuela.
45:23Que expertise
45:23é essa que poderia,
45:24que o senhor poderia
45:25trazer para as negociações?
45:28Qual foi a reação
45:28do presidente Trump
45:30quando o senhor
45:31se colocou à disposição?
45:33E se o senhor me permite
45:33uma segunda pergunta,
45:34na Indonésia,
45:35pela primeira vez
45:36o senhor falou
45:36de disputar
45:37a eleição no ano que vem
45:39sem condicionar isso
45:40à sua situação de saúde.
45:42O que mudou
45:43para o senhor
45:44não fazer mais
45:45essa ressalva?
45:46Obrigado.
45:46Na verdade, eu não deveria
45:49ter falado na Indonésia
45:50que eu era candidato.
45:51Eu tenho que falar
45:51no Brasil.
45:53Possivelmente,
45:54foi um lapso
45:55da minha parte.
45:56Não tem o voto lá.
45:58Isso que foi o erro.
45:59Nós não aprofundamos
46:04a discussão
46:05sobre a Venezuela.
46:07Eu é que toquei
46:08no assunto,
46:09porque no material
46:10que eu entreguei
46:11para o presidente Trump
46:12estava colocada
46:14a questão da Venezuela,
46:16porque eu conheço
46:16a situação da Venezuela,
46:18eu sei o que está acontecendo
46:19na Venezuela,
46:21e eu acho que é importante
46:22ser resolvido
46:23numa mesa de negociação.
46:25O que eu disse
46:26para o presidente Trump
46:27é que o Brasil
46:28tem expertise,
46:29porque já fizemos
46:30isso uma vez
46:31na Venezuela.
46:33Eu tinha apenas
46:3415 dias de posse
46:35em 2003,
46:37quando criamos
46:38o grupo de amigos
46:39para resolver
46:40o problema democrático
46:41na Venezuela,
46:43e escolhemos
46:44para participar
46:45do grupo de amigos
46:45o Colin Powell,
46:47que era secretário
46:47de Estado dos Estados Unidos,
46:49e colocamos a Espanha,
46:51que era o primeiro país
46:52a ter reconhecido
46:53o golpista
46:53que tomou posse
46:55no lugar
46:55do Chávez.
47:00Eu lembro,
47:01como hoje
47:01o Fidel Cate
47:02ficou dizendo,
47:02não, mas você
47:03está entregando
47:04a Venezuela
47:05para o imperialismo.
47:06Eu falei,
47:07meu amigo,
47:08é o seguinte,
47:09eu estou fazendo
47:09uma negociação,
47:11eu estou criando
47:11um grupo de amigos
47:12da democracia
47:13da Venezuela,
47:14não é o grupo
47:14de amigos do Chávez.
47:16E para ter
47:17uma conversa
47:18para fortalecer
47:18a democracia,
47:20é preciso ter gente
47:21que tenha
47:21a respeitabilidade
47:22da oposição.
47:23você não conversa
47:25só com um lado.
47:27E eu acho,
47:28eu acho que é possível
47:29encontrar uma solução
47:31na Venezuela,
47:33se houver disposição,
47:35sabe,
47:35de negociação,
47:36e também porque o Brasil
47:37tem interesse
47:37em que não haja
47:38guerra
47:39na América do Sul.
47:42A nossa guerra
47:42é contra a pobreza,
47:43é contra a fome.
47:45Se a gente não conseguiu
47:47resolver o problema
47:47da fome,
47:49como é que a gente
47:49vai fazer guerra?
47:50Vai matar os famintos?
47:51Então,
47:53eu quero ir
47:54para uma mesa
47:54de negociação.
47:56E foi essa
47:57sugestão que deu
47:58o presidente Trump.
47:59Vamos colocar
48:00uma mesa de negociação,
48:01o Brasil tem disposição
48:02de conversar,
48:03sabe,
48:04e ajudar nisso.
48:05O que não dá
48:06é achar que tudo
48:06é resolvido
48:07na base da bala,
48:08que não é.
48:08Obrigado.
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