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  • há 1 ano

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00:00Fala vovó, muito boa tarde, como vocês estão? Olha, tomou um susto, não foi? Achou que ia ver Thaís toda produzida, gatinha, rapaz, viu esse cara aqui, perna cabeluda, chega aqui Sandrão, dá uma olhada nessa perninha cabeludinha do papai, olha que linda, gente, olha pra cá, vovózinha, presta atenção,
00:30sextou, sextou, astral, sol lindo e a gente vai falar de que? Assombração? A gente vai falar, tu tá vendo essa perna, cabeluda, cheia de ferida, olha, uma perna estranha, gigante aqui, essa instalação no Marco Zero, porque hoje a gente vai falar do Recife Assombrado 2, um filme pernambucano,
00:56um longa metragem que tá dando o que falar, nem foi pro cinema ainda e já tá dando o que falar, porque o número 1 foi um sucesso e agora, comigo, pra falar dessa perna gigante, cabeluda e perebenta, eu tenho Ulisses Brandão, roteirista, e aí Ulisses, tudo bom?
01:16Bom, produtor, roteirista, que coisa boa, meu querido, ter você aqui com a gente.
01:20Eu que agradeço o convite, agradeço o seu convite, Thaís também, pô cara, é sempre bom tá aqui falando, ainda mais em frente da perna cabeluda, né cara?
01:28Rapaz, essa perna tem quantos metros aí, Ulisses, me diz.
01:30Então, essa perna tem, com a base, 8 metros de altura.
01:348 metros de altura, com essa base aqui, que mostra os personagens, quem é que vai estar nesse filme, vai, me conta.
01:40Então vamos lá, aqui na base você tá vendo as protagonistas, que são Vitória Estrada, Pali Siqueira, o Gil Paz, a Madu Melo e a Beca Barreto,
01:49que fazem parte de um grupo que investiga fenômenos paranormais aqui em Pernambuco, e eles são contratados pelo Daniel Rocha, né, pra encontrar o tesouro da Branca Dias.
01:58Só aquele tesouro que tá no açude.
02:01Exatamente, reza a lenda, que antes de morrer a Branca Dias escondeu tudo que ela tinha de ouro e prata num baú e jogou no açude,
02:07que hoje a gente conhece como açude do prata, né, reza a lenda.
02:11O açude do prata é aquele que tá lá em Dois Irmãos.
02:12Lá em Dois Irmãos, exatamente.
02:14Só que aí dizem que...
02:15Tem o tesouro lá dentro.
02:16Dizem que tem, só que todo mundo que tentou encontrar não se deu muito bem, porque dizem que a Branca Dias não deixa.
02:21Eu confesso que eu sou medroso, eu nunca tentei não, mas se você quiser, fica ali em Dois Irmãos, perto do parque Dois Irmãos, assim.
02:27Dizem que a Branca Dias não é muito simpática, eu não tenho coragem não.
02:31Meus tesouros estão em casa, é limpe, tutu, um beijo pra vocês, meus dois pimpolhos.
02:36Esse tesouro da Branca Dias, cara, eu já soube que, enfim, você já, né, já deu esse spoiler.
02:42Vamos falar primeiro da história da saga Recife Assombrado.
02:44Recife Assombrado.
02:452019, vocês lançaram o primeiro, que foi um grande sucesso, na verdade, um dos filmes mais assistidos naquele ano, Pernambucano.
02:54E aí, evidentemente, que dá aquele ânimo, dá aquele gás, novas histórias, e agora a perna cabeluda entrando no meio da confusão também.
03:03É um filme, realmente, que o cara vai sentir medo, Ulisses?
03:05Então, exatamente, o primeiro filme a gente lançou em 2019, ele foi o segundo filme mais visto entre os pernambucanos naquele ano.
03:11Isso deu esse estímulo que você falou, deu essa vontade, a gente gerou uma base de fãs que nos cobravam muito um segundo filme.
03:17Então a gente começou a produzir, estamos chegando agora dia 23 de outubro nos cinemas, com o segundo filme da franquia,
03:22O Recife Assombrado, que é A Maldição da Branca Dias.
03:25Então, é um filme que tem muita ação.
03:26O Brasil inteiro.
03:26Então, esse filme a gente vai lançar no Brasil inteiro, então assim, a gente tem sessões já programadas para vários estados do Brasil,
03:33então a gente está levando o nosso sotaque, as nossas características para os outros do Brasil.
03:37E por que, Thiago, a gente pensou nessa perna cabeluda tão grande aqui no Marco Zero?
03:42Que deu muito trabalho para fazer, né?
03:44É meio do Tony Ramos, essa perna é muito cabeluda, mano.
03:46Porque ela é cabeluda.
03:47Ela não é a tua perna, mostra aí, eu já mostrei a minha, mostra a tua.
03:50Vou arrancar aqui um pedacinho, olha.
03:52A menina é tão cabeluda, não se viu nem de inspiração para fazer a perna.
03:57Mas aí o que acontece?
03:57A perna, no primeiro filme, a gente cita que a perna cabeluda vai aparecer, mas ela não aparece, né?
04:02E no segundo filme, ela vai efetivamente aparecer.
04:05A perna cabeluda é uma danada, ela é malvada, cara.
04:07Exatamente, ela é, ela é, eu posso te dizer, Thiago, com 100% de certeza.
04:11É a mais pernambucana, a mais carismática e a mais popular das assombrações pernambucanas.
04:17Ela vai fazer 50 anos, né?
04:19Ela completa agora, em 2025, 50 anos, do primeiro registro jornalístico que foi encontrado.
04:24Pode ser até que ela seja um pouco mais antiga popularmente.
04:27Mas ela foi registrada na imprensa em 1975.
04:30Aqui pra nós, a perna cabeluda existe, Ulisses?
04:33Então, eu nunca encontrei, mas eu também vou dizer assim que eu nunca procurei.
04:38Eu nunca fui atrás da...
04:38Eu nunca fui atrás.
04:40Então, assim, eu espero que se ela aparecer, ela goste de mim, porque como a gente produzia essa homenagem a ela é tão grande,
04:44então eu espero que ela goste da gente.
04:46Bora chegar.
04:46Mas por enquanto, vamos embora.
04:47Vem cá, vem cá, vem cá, gente.
04:49Vamos mostrar aqui essa família, ó.
04:51Tirando foto da perna cabeluda.
04:53E aí, pessoal, bonita perna.
04:55Linda.
04:56Parece com a perna de alguém que a senhora conhece ou não?
04:59Só que foi de defunto.
05:00Ixi, Maria, mas perna de defunto.
05:03Ulisses, me conta.
05:04Essa perna gigante é feita de quê?
05:06Então, ela tem uma estrutura de aço interna, que interna é como se fosse a fíbia e o fêmur dela.
05:13E a partir dela tem uns vergalhões de metal e aço lingando ela como se fossem os músculos.
05:17E aí, a parte externa, os artistas Gil Calife e Henrique Menezes fizeram uma camada de papelão com um tecido bem fino,
05:24que ele foi formando camada a camada como se fosse a pele.
05:26Depois, a gente trouxe para um galpão aqui, aqui no Marco Zero, perto do Marco Zero.
05:31Juntamos as partes e começamos a pintar.
05:33E aí, depois, por final, a gente aplicou a famosa cabileira da perna, né?
05:37Essa cabileira?
05:39É nervosa.
05:40Exatamente.
05:40Papo cabeludo hoje no Bem Você, viu?
05:42É, exato. Papo cabeludo.
05:44Então, assim, a gente teve muito cuidado, porque assim, tinha que ser muito cabelo,
05:46porque a perna é cabeluda e porque ela vai ficar exposta na chuva, no sol e tal.
05:50Então, precisaria ter muito cabelo.
05:51Então, foi por isso que a gente só aplica muito cabelo, que ela vai perdendo um pouquinho de cabelo ao tempo.
05:55Mas, mesmo assim, ao final do processo, ela ainda vai estar cabeluda.
05:57Muito bem. A partir de quantos anos o pessoal...
06:00Um menino com 12 anos vai poder ir no cinema, não?
06:02Então, a classificação indicativa é 14.
06:04O de 12 pode ir acompanhado pelos pais, mas com 14 anos já pode ir para o cinema.
06:08Ou seja, então, realmente vai assustar.
06:09É um filme de suspense.
06:11É um filme de suspense, mas é um filme também que você diverte, porque tem alívio cômico.
06:14Então, tem momentos que você vai dar uma risada, tem momentos que vai se divertir.
06:17E vai ter momentos que você vai ficar ali preso no suspense.
06:19O que é que vai acontecer? O que é que vai acontecer?
06:21E eu sempre digo, Tiago, que esse é um filme para você assistir no cinema.
06:23Porque essa experiência coletiva de você ver com outras pessoas, com seus amigos,
06:28com outras pessoas naquela sala, todo mundo concentrado,
06:30eu acho que é a melhor oportunidade que você tem de ver o filme.
06:34É um filme evento, então é um filme para ser coletivo e é um filme para se ver no cinema.
06:38Que show de bola.
06:39Olha, a nossa repórter Luana, ela está lá aqui pertinho da gente,
06:44está rolando o Hack and Play, está uma folia aqui.
06:46Ela vai conversar com o pessoal daqui a pouco sobre lendas urbanas, enfim.
06:50Ela vai falar com o pessoal, trazer uma matéria massa que ela fez aqui para o nosso programa.
06:54Mas eu quero saber, tu já ouviu falar em Passinho do Jamal?
06:58Então, eu conheci hoje, você estava falando e estava pescando junto.
07:01Eu quero saber se essa perna ia saber dançar o Passinho do Jamal.
07:05Será que dá, hein?
07:06Será que essa perna sabe dançar o Passinho do Jamal ou só sabe dar lapada?
07:10O Ana vai ensinar, gente. Eu acho que eu vou ver a matéria porque ela vai me ensinar.
07:12Ela vai me ensinar.
07:14Olha, então fazer o seguinte, Ulisses, querido, muito sucesso, muito sucesso.
07:18Que esse filme seja massa e tenho certeza que vai ser.
07:21Trazer nossa cultura, nossas lendas, mostrar para o pessoal mais novo que isso existe, não é verdade?
07:27É, porra, Recife é massa.
07:29Recife é uma cidade assustadora, assombrada, é ou não é?
07:31Foi ministério que Thaís estava com medo, ela não veio fazer a matéria.
07:33Ela está morrendo de medo dessa perna aqui, eu vou te confessar.
07:35Thaís, minha amiga Thaís, foi com medo.
07:37Ela me mandou, Tiago, vai lá, fala que eu estou com medo da perna, não sei o que.
07:40Diz que a perna dá lapada no pessoal.
07:43Eu não entendi direito qual é a da perna.
07:44Eu acho que ela já viu a perna lá no Ipicep.
07:47É a perna de Rodrigo, querido.
07:48A perna Rodrigo é cabeluda.
07:51Aí eu acho que ela se assustou com a perna de Rodrigo.
07:54Bom, Thaís, vou mandar para...
07:56Ô, Thaís, estou confundido.
07:57Thaís está em casa com medo da perna.
08:00É, está com medo da perna.
08:01Luana, está contigo.
08:02Traz para mim, Luana, mais sobre lendas urbanas aqui de Recife.
08:06Vem, vai.
08:07Leva.
08:09Entre casarões centenários e ruas de pedra, o Recife Antigo também guarda alguns dos relatos
08:15mais enigmáticos da cidade.
08:17Os passos da perna cabeluda, o lamento da emparedada da Rua Nova e até o choro do fantasma
08:24da Praça Chora Menino.
08:26Figuras que marcam um Recife assombrado.
08:30Quer dizer que vocês conhecem, estão interados nas lendas urbanas aqui do Recife.
08:34Sim, sim.
08:34Conheço muitas lendas urbanas aqui do Recife.
08:36A perna cabeluda, a emparedada, entre outras que são citadas naquele livro, Assombrações
08:41do Recife Antigo.
08:42E eu, como professora da prefeitura da cidade do Recife, nós também trabalhamos essa
08:47questão no próprio folclore, ressaltando as lendas urbanas.
08:50E eu morria de medo, né?
08:51Quem nunca, quem nunca deixou de trelar e sendo realmente assim, coagida, né?
08:56Olha, cuidado que o homem do saco vai passar na rua.
08:59E hoje, as crianças, o sentido é a gente resgatar justamente isso, né?
09:03Essa questão das lendas, do folclore e das nossas tradições, que é típico mesmo
09:06do Nordeste.
09:08Vocês já vivenciaram alguma coisa estranha aqui no Recife?
09:11Já tiveram algumas experiências que podem dizer assim, talvez seja um mal assombrado,
09:16talvez tenha acontecido alguma coisa paranormal ali?
09:19E vocês já vivenciaram alguma coisa do tipo?
09:21Torre Malakoff.
09:22O que foi que aconteceu?
09:24Olha, a Torre Malakoff, pelo que as pessoas daquilo do Recife falam, já é assombrada,
09:28sabe?
09:28Mas um dia, eu estava tendo uma visita na Torre Malakoff e eu estava lá com o pessoal
09:31e uma daquelas portas que são muito pesadas, rangeu-se mexendo.
09:36Sozinha?
09:36Sozinha.
09:38Minha honesta reação, eu acho que seria correr.
09:41Qual foi a sua?
09:41Não, eu fiquei parado porque estava cheio, era um evento de visita sobre arte de outro
09:47país.
09:47E tipo, estava muito cheio ali.
09:48Eu ia simplesmente correr, né?
09:50Ou eu olhei o estranho para o lado, vi a porta e eu...
09:53Conhece a emparedada da Rua Nova, a Praia Chora Menino?
09:56Conheço.
09:57São todas lendas que colocam um pouquinho de medo, né?
10:01Às vezes a gente tem medo de andar aqui no Marco Zero à noite, no Recife Antiga à
10:04noite, pensando nessas lendas.
10:06Mas tu acha que é verdade?
10:08Eu creio que sim.
10:09Eu creio que tem história de que seja verdade, né?
10:12E o Papa Figo?
10:13Tua mãe já te contou essa história quando era mais nova?
10:15Já, já.
10:16E aí, como é que ela contava essa história?
10:17Como é que tu ficou sabendo da história do Papa Figo?
10:20É, geralmente o Papa Figo era um modo de... da criança ficar quieta, vamos dizer
10:26assim.
10:27Não sair de casa?
10:28É.
10:28Se você sair, o Papa Figo vai lhe pegar, vamos dizer assim.
10:32E aí dava medo?
10:33Dava medo.
10:34Quer dizer que tu não conhece tanto das lendas aqui no Recife, mas conhece uma que agora
10:37eu quero saber a história.
10:39Eu conheço a de João Galafoice.
10:41Que história é essa?
10:42É quando a gente ia pra perto da praia e gritava João Galafoice e saia correndo,
10:48porque senão ele poderia sair do mar e vir pegar a gente.
10:50Essa é uma das lendas urbanas lá de Itamaracá, de João Galafoice e com uma florzinha, mas
10:55o mais famoso lá era João Galafoice.
10:57A gente tinha que gritar e sair correndo, porque senão ele saia do mar e vinha pegar
10:59a gente.
11:00E como é que tu ficou sabendo dessa história?
11:01Quem é que te contou?
11:03Não, a gente...
11:03Já quando eu era criança, a gente já brincava isso lá em Itamaracá, mas já vem já da
11:08época dos meus pais, já que já tinha essa tradição lá e a gente acreditava.
11:12Eu cresci acreditando nisso, aí depois a gente fica adulto e aí começa a ver que era
11:16tudo brincadeira.
11:17Eu tô aqui com César William, que é historiador e idealizador do Recife Mal Assombrado.
11:21Essa capital é realmente assombrada, tem umas lendas urbanas.
11:28Como foi que surgiram essas lendas urbanas aqui do Recife e qual que é a importância
11:32de mantê-las vivas até hoje?
11:35Bem, quando surgiu, realmente a gente não sabe.
11:39Isso é mais antigo do que a própria civilização aqui do Recife.
11:42Dizem que a primeira história já foi contada na época de Duarte Coelho, já em 1536.
11:47Por aí você já tem a ideia da antiguidade das nossas histórias.
11:51Mas aí teve uma série de fatos, de consequências que aí podem ter aumentado ainda mais esse
11:57nosso arsenal de histórias assombradas.
11:59E Recife é a capital da assombração, realmente.
12:02E são histórias que realmente assustam, né?
12:04É difícil a gente encontrar alguém que diga que não teve medo do Papa Figo, que não
12:08tem medo da perna cabeluda ou que nunca ouviu o choro na Praça Chora Menino.
12:14Então, assim, é uma cultura que ainda está muito viva, né?
12:19Exatamente.
12:19Quando a gente fala do Papa Figo, a primeira impressão é que é uma história de infantil,
12:25né?
12:25Para assustar crianças, para elas correrem dentro de casa.
12:28Mas quando a gente busca nos jornais e lá tem os fatos desde 1830, 1840, falando do
12:33Papa Figo, o pessoal, opa, peraí, então quer dizer que isso é real?
12:36E aí reacende aquela história.
12:39E aí na Praça Chora Menino, a mesma coisa.
12:42Por que chora menino?
12:43Muitas pessoas sabem que é assombrada e não sabem o porquê, mas já foi por causa
12:46de uma revolução que a gente teve e lá foi aterrado muita gente, inclusive mulheres
12:51e crianças.
12:52E aí, então, isso vai se perpetuando.
12:56E aí vai alcançando os jornais, vai alcançando os livros e recifenses não gostam que as
13:00coisas morram.
13:01Ou se morrem, não deixam que elas sumam, né?
13:03Que eu fico ali assombrando para sempre.
13:05Agora, uma dica que eu dou.
13:08Hoje, cuidado quando você for beber água à noite, tá certo?
13:14Cuidado quando você for beber água à noite.
13:16Ande com as costas apoiadas na parede, porque tem alguém ali.
13:22Dica isso não, porque eu já sou assustada.
13:24Eu não tenho coração para isso, eu não estou preparada para esse momento, não.
13:28Eu já tenho medo da perna cabeluda, do papar figo, não tenho sangue nem cabeça para
13:34aguentar um negócio desse.
13:35Vai ter que ter.
13:37Logo mais à noite.
13:39Eu vou cortar aqui, eu vou embora, porque senão eu não saio viva daqui hoje.
13:44Tudo bom?
13:45Tudo.
13:45E aí, a senhora é recifense?
13:47Sou.
13:48No sangue do coração.
13:49Me diga uma coisa, a senhora acredita que Recife é uma cidade assombrada?
13:54Acredito mesmo.
13:55Eu já ouvi falar nessa perna cabeluda, meu amigo, eu quando era criança, eu morria
14:00de medo.
14:01A senhora tem mais medo da perna cabeluda, do papar figo, da loura, tem uma loura, não
14:09tem?
14:09A loura do banheiro, já conhece a loura do banheiro?
14:13A pai abafa, eu já fiz até uma assombraçãozinha lá na comunidade onde eu morava, eu saia
14:20disfarçada de noiva, uma hora da manhã, e botei muito para correr.
14:23Noiva?
14:24Sim, eu me vestia e perguntava as pessoas, com porquê?
14:27Você quer casar comigo?
14:28E as pessoas corria.
14:29Saia correndo.
14:30E eu ria bastante.
14:31Agora, a perna cabeluda, eu acredito que existe.
14:33Eu também acho que existe.
14:34O papar figo também, eu acredito que existe.
14:36Gente, é brincadeira não, hein?
14:38Corre para o cinema, vai assistir esse filme que vale a pena.
14:42Olha quem está atrás de tu.
14:43Minha perna vem correr, mulher!
14:45E aí galera, tudo bom, tudo bom?
14:50Tudo.
14:50Como é teu nome?
14:52Thaís.
14:52Thaís, olha, tu tava me dizendo ali do lado que esses teus amigos tem tudo a perna cabeluda
14:57igual essa daí, é verdade?
14:58Quem?
14:58É.
14:58Quem é deles que tem a perna cabeluda e toda?
15:00Gilete não existe.
15:02Pera é benta.
15:03Cadê as canelas?
15:03Mostra aí.
15:04Miguel, com certeza, Miguel.
15:05Mostra aí, Miguel.
15:05A canela, cadê?
15:06Mostra aí, Miguel.
15:07Mostra aí, Miguel.
15:08Vai, Miguel.
15:09Vai.
15:10E três.
15:11Nota, nota para essa perna cabeluda.
15:14Nota de zero a dez.
15:15Essa perna cabeluda.
15:20Tudo bom, velho?
15:21Tu vai ter coragem de assistir esse filme.
15:23Coragem não tenho, não.
15:24Não tem medo, é, velho.
15:26Tu acha que Recife é assombrado de verdade?
15:28Cara, o Recife é um lugar muito sinistro assim.
15:30para dizer que é assombrado, sabe?
15:32É sinistro mesmo.
15:33É sinistro.
15:34Medo do papafico, do velho do saco.
15:36Não tem o homem do saco?
15:37Tem, tem.
15:37Tu conhece o homem do saco?
15:38Mais ou menos.
15:39Mais ou menos.
15:41Tu pegaria no saco do homem do saco?
15:42Não, ele fala história aí, né?
15:44Não, homem.
15:44É o saco que ele leva as crianças.
15:46Ah, o saco eu pegaria.
15:47E tu achava que era o quê, mais?
15:48Não, ali, ali, a gente já estava pegando o lado errado aí.
15:51Eu mesmo não.
15:53Olha, vou te falar uma coisa, gente.
15:56Mudando um pouquinho de assunto.
15:57A gente vai falar já já sobre uma dancinha que está conquistando Pernambuco.
16:02O Brasil viralizou.
16:03Uma dancinha...
16:04Eu não sei fazer, Luana, e agora?
16:07A dancinha do Jamal.
16:09Bota aí, bota aí, editor.
16:10O Jamal, a turma do Jamal dançando.
16:13Rapaz, é muita gente.
16:15É muita gente dançando a dancinha do Jamal.
16:17Ó, vou chamar um intervalo que eu preciso tomar uma água,
16:19porque esse negócio me deixou nervoso.
16:21Sistema tá nervoso!
16:22E nós que estamos hoje,
16:32essa sexta maravilhosa aqui no Marco Zero,
16:35a gente vai conversar com o pessoal
16:37pra ver se eles estão por dentro dessa trend
16:39do passinho do Jamal.
16:41Vocês sabem fazer, se estão aprendendo
16:43ou se não fazem nem ideia
16:44e se a gente chegou muito rápido nessa parada.
16:47Tudo bom, meu irmão?
16:48Tudo bem.
16:48Sabe dançar o passinho do Jamal?
16:51Bom.
16:51Nem ideia.
16:52Nem ideia.
16:53O que é que o senhor gosta de dançar?
16:55Não sei dançar.
16:56Não sabe dançar, mas o passinho do Jamal é fácil.
16:59Vou botar aqui.
17:00Tu segura aqui.
17:01Vamos dançar, vamos dançar.
17:03Vai, eu e o senhor, vamos.
17:04Ó, liga aí.
17:05Ó, ó.
17:06Ó a mãozinha.
17:07Bora, rapidinho, bora.
17:10Bora.
17:11Um lado pro outro.
17:13Um lado pro outro.
17:14Agora desce, agora desce.
17:16E esse tem não, esse tem não, esse tem não.
17:19O passinho do Jamal tem descida não.
17:20Obrigado, como é teu nome?
17:21Walter.
17:22Walter, tu é de onde?
17:23Minas.
17:23De Minas.
17:24Tu sabia?
17:25Tu imaginava que tu ia aprender o passinho do Jamal aqui na banda e aqui de Pernambuco?
17:29De jeito nenhum.
17:30Tu curtiu?
17:31Ó, ó, como é?
17:32Mostra aí, mostra aí.
17:33Eita, meu irmão.
17:35Bota a música, bota o som de Jay.
17:36Eita, Sarina.
17:39Peraí, peraí, peraí.
17:39Ensina, ensina aqui.
17:40Ensina aqui.
17:40Como é o esquema?
17:41Primeiro, não.
17:41Tu é terra rebolativa, mano?
17:43Como é teu nome?
17:45Como é teu nome?
17:46Jamal.
17:46Tu é Jamal?
17:47Então bora, vou atrás de tu.
17:49Vem.
17:49Não, homem.
17:50Vem.
17:50Tu é pra onde?
17:51Ó, pai, que gingado.
17:56Ó o pé dele, Sandrão.
17:58Rapaz, que bicho desenrolado.
18:00Esse é desenrolado.
18:01Valeu, Jamal.
18:02Tu é fera, vice?
18:03Ei, mineirinho.
18:04E aí, curtiu-se o passinho?
18:05Curti.
18:06Vai levar lá pra Minas?
18:07Vou.
18:07Vai lá que tu é menina que tá tudo te filmando.
18:10E aí, gostaram do passinho?
18:11Chega aqui, chega aqui.
18:12Ah, amamos.
18:13Amaram, amaram o passinho.
18:16Olha, vamos ver, vamos ver.
18:17Tem gente aqui, tá rolando o Hack'n'Play, gente pra caramba.
18:20Ó, o mineiro jamais imaginou.
18:22Achou, vou comer um pão de queijo, com uma cachaçinha no marco zero.
18:26Terminou no passinho do Jamal.
18:28Que é a trend.
18:29É a trend do momento.
18:30Se você não conhece, vai conhecer e aprender.
18:33Porque tu vai abalar hoje, sexta noite, vice?
18:36Eu não sei fazer passinho do Jamal.
18:38Nem a pau.
18:39Vou aprender.
18:40E hoje, na night, eu vou dançar no passinho do Jamal.
18:44Gente, que massa.
18:45Bundo e massa com vocês.
18:46Segunda-feira, Thaís Sintra de novo.
18:48Né, evidentemente, botando ordem nessa bagaça.
18:52Um xero.
18:53Eu fui.

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