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  • há 3 meses
Projeto de Lei segue para o Senado depois de ter sido aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados.

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Transcrição
00:00Boa tarde Priscila, boa tarde Zé Neto, boa tarde a você que acompanha o programa Olho Vivo nas multiplataformas, no rádio e também pela internet.
00:10Um dos assuntos mais comentados nesta semana no fronte econômico foi certamente a aprovação por unanimidade na Câmara dos Deputados
00:22do projeto de lei número 1087 barra 25, quem isenta de cobrança de imposto de renda, quem recebe até 5 mil reais mensais
00:35e reduz o valor cobrado de quem ganha até 7 mil, no caso quem ganha entre 5 mil e 7 mil 350 reais.
00:47Pois bem, não poderia deixar de, no quadro Economia dessa semana, trazer para o nosso público as implicações imediatas
00:58que essa isenção do IR poderá trazer para a economia brasileira.
01:05É válido destacar que especialistas e representantes do setor produtivo como um todo
01:13veem essa medida como positiva para a economia, já que ela é um incentivo ao consumo e também
01:25a redução da desigualdade tributária.
01:29Só para nós termos uma dimensão melhor da economia que será alcançada pelos trabalhadores,
01:38estima-se que quem ganha até 5 mil reais, por exemplo, terá um refresco mensal de 312 reais e 89 centavos,
01:50o que ao ano será uma economia de 4 mil e 67 reais.
01:58Salários entre 5 mil e 7 mil 350 terão descontos proporcionais na parcela cobrada.
02:06Vamos aqui pegar um exemplo.
02:10Quem ganha, por exemplo, 6 mil e 500 por mês, sentirá um alívio mensal de 113 reais e 18 centavos.
02:21E aí os economistas concordam que essa folga no orçamento vai trazer um impacto praticamente imediato,
02:32principalmente no consumo.
02:34Por quê?
02:36Porque as classes sociais que serão afetadas, óbvio, positivamente por essa medida,
02:44são classes mais propensas ao consumo, que é a classe média baixa.
02:51Então, acredita-se que boa parte desse dinheiro que vai sobrar
02:57será destinado para o consumo e para a quitação de dívidas.
03:04E quem estiver mais organizado financeiramente,
03:08certamente pode destinar uma boa parte desse dinheiro para investimentos.
03:13No tocante ao consumo, acredita-se que os setores que irão mais se beneficiar
03:23serão os setores de alimentação e serviços.
03:27Geralmente, quem é da classe média costuma aumentar seu consumo nesses dois setores da economia
03:36quando tem uma folga orçamentária.
03:39Então, os setores de alimentação e de serviços serão mais demandados
03:44pelas pessoas, pelas famílias que receberão esse impacto na redução do IR.
03:55É óbvio que, num longo prazo, isso poderá trazer um maior aumento de inflação,
04:07principalmente no setor de serviços.
04:09Mas, nesse momento, essa não é uma consequência tão avassaladora.
04:15Um outro efeito é uma possível redução do endividamento das famílias,
04:22já que esse dinheiro, sobretudo nas classes mais baixas,
04:27certamente também será direcionado para o pagamento de dívidas.
04:33E, de uma forma geral, nós sabemos que, quando alguém regulariza uma dívida,
04:40essa pessoa se credencia para um novo parcelamento, para um novo empréstimo,
04:46ou para um novo financiamento.
04:49E isso também, obviamente, fará com que, ao passo em que alguém vai quitar a sua dívida
04:56com essa folga orçamentária, ele, muito possivelmente, lá na frente,
05:00entrará em outro financiamento.
05:03O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo,
05:11a CNC, destacou para a imprensa que a entidade, a CNC,
05:20classifica essa ampliação da isenção do IR como positiva e socialmente justa,
05:28pois beneficia a população de menor renda e observa a capacidade econômica do contribuinte.
05:36Ele apenas destacou que a CNC não deseja, e vários setores produtivos também não desejam,
05:46que essa ampliação da isenção do IR acabe acarretando mais impostos e tributos para empresas.
06:00Ele destacou que essa ampliação da isenção do IR deve ser acompanhada de ajustes
06:07que não prejudiquem a competitividade das empresas
06:10e que não aumente a carga tributária sobre o setor produtivo.
06:15Então, de fato, isso é um ponto de atenção.
06:17Desejamos que o aumento dessa faixa de isenção não seja pagado pelas empresas,
06:25pelo setor produtivo,
06:27mas sim que essa renúncia fiscal
06:31seja compensada por quem tem altos rendimentos.
06:38E é válido nós lembrarmos aqui para vocês que nos acompanham
06:45que está sim instituído nesse projeto de lei
06:49uma cobrança adicional de IR
06:53para quem tem rendimento tributável acima de R$ 600 mil ao ano.
06:59Quem tem esse tipo de renda é uma faixa pequena da população,
07:05acima de R$ 600 mil ao ano.
07:08E, de acordo com o projeto de lei,
07:12quem está dentro dessa faixa maior, que é a alta renda,
07:16vai então ter um aumento aí no IR
07:18para poder justamente compensar esse aumento da faixa de isenção.
07:23Isso é algo positivo porque traz justiça tributária.
07:28O projeto de lei aprovado na Câmara
07:30agora segue para o Senado,
07:32que pode sofrer ou não alterações.
07:36Se todo o trâmite já for concluído ainda este ano,
07:42ou seja, se ainda este ano ocorrer a aprovação no Senado
07:45e a sanção presidencial,
07:47o alívio no contra-cheque dos trabalhadores
07:51já vai vigorar a partir de janeiro de 2026.
07:56Eu vou ficando por aqui.
07:58Desejo a todos um excelente final de semana
08:00e volto com vocês aí nos estúdios do programa Olho Vivo.
08:04Tchau, tchau.
08:14Tchau.
08:14Tchau.
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