00:00Me senti a pior mãe do mundo, me senti culpada.
00:02Eu sei muito bem o que é obesidade, o que é sofrer com bullying, né, com isso.
00:09Porque eu passei por isso e eu tava vendo a história se repetir
00:13e eu que achava que cuidava tão bem, na verdade, estava cuidando mal.
00:17Pra mim, na minha cabeça, a Sofia estava apenas numa fase.
00:21Só que, assim, não era isso, era muito mais além do que o físico, né?
00:25Nós estávamos falando realmente da saúde dela.
00:28Eu levei a minha filha pra uma consulta com a pediatra,
00:31a minha outra filha menor, pra consulta com a pediatra de rotina.
00:35Aí, chegando lá, ela falou pra mim assim,
00:38ela me perguntou o que estava acontecendo com a Sofia, porque ela viu a Sofia.
00:42Aí eu falei pra ela que não, tava tudo bem, tava tudo normal.
00:44E ela falou que não, que ela já tava vendo que a Sofia tava diferente, fisicamente, né?
00:50Ela tava mais cheinha.
00:52E ela perguntou se eu tinha exames da Sofia de rotina.
00:54E eu tinha um exame que tinha sido feito há cinco meses antes dessa consulta.
00:59Aí ela viu e tava tudo alterado, colesterol, triglicérides.
01:02Ela já tava com peso, né, na obesidade infantil pra idade e a estatura dela.
01:08Então, foi ali que ligou o alerta.
01:10Eu levei uma pra pediatra na consulta, mas aí eu saí de lá com o diagnóstico, no caso, da outra, sabe?
01:17Eu imaginei tristeza que ela tinha falado que eu tava diferente.
01:20E aí eu já fiquei pensando, o que que tá acontecendo comigo?
01:24Eu vou precisar mudar alguma coisa?
01:26Fui bem sincera com a Sofia, porque a Sofia estava no consultório quando a doutora falou.
01:31Ela ouviu muito e a doutora foi bem clara com ela também.
01:35Então, quando a gente chegou em casa, a gente chegou decididos que iríamos mudar aquela realidade.
01:40Eu me questionei muito, me culpei por ser adulta e ter deixado as coisas chegarem nesse ponto.
01:46Mas eu conversei com ela, assim, bem tranquila, pedi a ajuda dela.
01:50Falei que a gente ia precisar caminhar juntas, né?
01:53Só poderia mudar esse resultado se ela estivesse disposta.
01:56Eu achava que a gente comia bem.
01:59A gente se permitia, né, nas finais de semana.
02:01A gente comia muito industrializados, biscoito recheado, salgadinho.
02:07Suco, né?
02:08De caixinha.
02:09De caixinha.
02:10Muito refrigerante.
02:11Muito refrigerante, isso mesmo.
02:13Muito itens que contavam muito açúcar, muito sódio.
02:18E, assim, eu achava que era só as vezes.
02:20Só que não.
02:21Depois que a gente parou para refletir e mudou o ambiente todo, a gente notou que era, assim, frequente.
02:28Para mim, não faz sentido eu querer algo da Sofia que eu não faço.
02:33Eu tenho que ser o exemplo.
02:35E ela tem que se sentir acolhida naquele ambiente que ela está.
02:38Porque você reeducar a alimentação de uma criança é muito mais difícil do que você
02:43possa imaginar.
02:44E aí, ela já vai se sentir que já tem aquele peso porque tem que mudar com os exames.
02:50Aí, se eu não mudasse a família, é como se não encaixasse.
02:54Eu não pudesse cobrar algo dela porque eu não estou fazendo.
02:57E ela precisa se sentir acolhida e entender que a família dela faz tudo por ela.
03:04No começo, eu ficava vendo todo mundo da minha sala levando coisas gostosas e eu levando
03:10uma coisa que só eu levava.
03:12Aí, para mim, ficava bem difícil ver isso.
03:15Aí, agora, a mamãe vai incluindo coisas que, tipo assim, são quase a mesma coisa, só
03:20que saudáveis.
03:21E aí, eu vou me sentindo acolhida junto com a minha sala.
03:24Eu senti muita, muita, muita mesmo.
03:32Antes, eu senti uma dor muito forte no meu joelho e agora eu não sinto mais.
03:36Aqui, a gente faz brincadeiras.
03:38Não é uma rotina certa, assim.
03:40Não tem que fazer isso, isso, isso.
03:42Não, a gente vai brincando.
03:43A gente vai vendo o que eu estou conseguindo agora fazer.
03:46E a gente vai fazendo como uma brincadeira.
03:50Nos primeiros três meses já se refletiram.
03:51Nos primeiros três meses que a gente alterou, o foco principal foi esse, os exames.
03:57Só que o físico mudou muito.
03:59E, principalmente, depois que a gente incluiu os treinos.
04:02Aí foi onde mudou mais ainda, né, Sofia?
04:04É.
04:05A gente viu o resultado físico e na balança também.
04:07Eu recebi uma carta até um dia desse, de uma menina falando, nossa, Sofia, você é minha inspiração.
04:13Você é uma heroína para mim.
04:17Você está ajudando muito em mim.
04:19Eu mudei muito fisicamente na minha saúde.
04:22É, eu acho também que quando a gente vai fazer uma receita, todo mundo quer ajudar.
04:27Eu acho que isso fortaleceu muito mais na gente também.
04:31É, os nossos laços, né?
04:32É.
04:33É, ensinou muito.
04:34A gente aprendeu a se unir mais também.
04:38Não que nós não fôssemos, mas eu digo em relação à comida, atividade física.
04:44Aí entender que escolhas saudáveis fazem bem em todo.
04:49Mas que a gente também pode se permitir.
04:51É assim, a gente está no equilíbrio.
04:53Eu sinto muito amada.
04:55Eu sinto que ela, tipo assim, viu assim e quis mudar.
04:59Não pensou, não, deixa eu para amanhã.
05:01Não, deixa isso.
05:02Ela não quis esperar a hora certa, o dia perfeito e tudo certo.
05:07Não, ela viu isso e bateu o martelo e quis fazer.
05:10Tchau, tchau.
05:11Tchau, tchau.
05:12Tchau, tchau.
05:13Tchau, tchau.
05:14Tchau, tchau.
05:15Tchau, tchau.
05:16Tchau, tchau.
05:17Tchau, tchau.
05:18Tchau, tchau.
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