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  • há 4 meses
Para Anderson Borges Serra, diretor de Organização Produtiva e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Agricultura Familiar, o chocolate paraense pode alcançar grande expansão conforme o consumidor exija a mesma qualidade que exige do açaí. Ele explica que o chocolate produzido no estado é de alta qualidade, assim como o açaí.
PERSONAGENS: Anderson Borges Serra (diretor de organização produtiva)
REPORTAGEM: Andreza Dias / Especial para O Liberal
IMAGENS: Igor Mota

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Transcrição
00:00O estado do Pará lidera a produção nacional de cacau, representa 52% do montante nacional,
00:07são 143 mil toneladas ano, segundo dados da CEPLAC, e isso se deve a diversos fatores.
00:14Há um investimento forte ao longo do tempo em desenvolvimento de uma genética cacaueira
00:19mais forte e apropriada para o bioma amazônico, há sistemas produtivos mais diversificados,
00:25sobretudo em arranjos agroflorestais, e a força dos produtores e das produtoras,
00:31onde você tem 32 mil famílias desenvolvendo essa produção de cacau,
00:36sobretudo em sistemas da agricultura familiar.
00:40O Pará tem uma marca que são chocolates produzidos a partir de amêndoas de alta qualidade.
00:47Além da diversidade de sistemas de produção que imprimem a amêndoa,
00:51qualidades que são importantes para a indústria cacaueira,
00:55ainda existe uma força grande das cooperativas e de pequenas fábricas de chocolate,
01:02que hoje já somam 150 fábricas em todo o estado,
01:06que fazem várias combinações desse chocolate.
01:09O chocolate fino, que tem uma composição de produtos da floresta,
01:14exemplo do Pumaru, da farinha de Babassu.
01:18Existem pelo menos três grandes fatores que contribuem para que o cacau e o chocolate paraense
01:23tenham uma alta qualidade, seja considerado o chocolate fino,
01:27que já vem ganhando prêmios nacionais e internacionais com amêndo e chocolate de qualidade.
01:32O primeiro é a diversidade genética.
01:35Nós temos uma grande diversidade, fruto de um longo trabalho da CEPLAC,
01:40para desenvolver uma base genética diversificada.
01:43Segundo, são sistemas produtivos mais sustentáveis.
01:47Quando você combina a produção de cacau com árvores em sistemas agroflorestais,
01:53você tem uma oportunidade de ter um produto de melhor qualidade.
01:58E o terceiro são as experiências de associações, de cooperativas, de marcas de chocolate,
02:05que hoje no Pará já somam pelo menos 150,
02:09que fazem uma grande diversidade de combinação,
02:12inclusive com outros produtos da floresta.
02:14Existe chocolate combinado com cumaru, chocolate combinado com farinha de babassu,
02:20ou seja, são especificidades da Amazônia paraense,
02:24de uma produção que tem uma origem diversa,
02:28um sistema diversificado e uma combinação bem criativa e inteligente
02:33do outro, de outros usos que a floresta proporciona.
02:36A Cacauê já tem nove lojas no Pará e você pode comprar pela internet,
02:41com vendas e entregas para todo o Brasil.
02:43No centro de Belém existe uma loja, em Altamira, Medicilândia, Santarém,
02:48Canaã dos Carajás.
02:50A Cacauê tem cooperação com diversos povos e comunidades
02:53para produzir uma grande diversidade de chocolate.
02:56Ela já tem 130 produtos diferentes e desses,
02:59há produtos como, por exemplo, a farinha de babassu e chocolate
03:03que é produzida em cooperação com os povos da Terra do Meio.
03:06O chocolate, que é uma delícia,
03:09produzido em cooperação com a Carte, a cooperativa agrícola da região de Tailândia,
03:13e também diversas marcas de chocolate que são produzidas com as mulheres indígenas,
03:19lá da volta grande do Xingu, do povo Jumuna e do povo Chipá.
03:23Isso traz uma grande diversidade de produtos,
03:26esse envolvimento e enraizamento com o processo de desenvolvimento local
03:30de agricultores, de indígenas e de extrativistas.
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