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  • há 1 ano

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Transcrição
00:00Ainda muito abalada, a mãe da menina chora ao lembrar do ocorrido.
00:04Toda vez que eu fecho meus olhos, eu lembro daquela cena nojenta que eu vi.
00:09E eu não pude fazer nada pela minha filha.
00:12Não pude fazer nada, nada, nada por ela.
00:14Eu fui matar ele.
00:17Eu não pude fazer nada, nada, nada.
00:20Isso está me massacrando.
00:22Porque ele está por aí ainda e nada aconteceu.
00:26A feirante relata que o suspeito é um conhecido que costumava frequentar a casa da família.
00:33Ela estava dentro do imóvel, quando o homem chegou na residência.
00:37A mulher conta que decidiu se esconder no quarto.
00:40E foi nesse momento que flagrou o suspeito tocando na filha dela, de apenas 5 anos de idade.
00:46Ele ligou para mim, que meu pai pediu e eu não atendi.
00:50Aí meu pai pediu a ele para ele vir aqui e me chamar.
00:53Aí meu pai deu a salve a ele.
00:55E quando eu escutei o portão abrir, imediatamente eu corri.
00:59Aquele negócio disse a mim, vai, se esconde.
01:01Que é para tu ver como é que ele vai agir quando vocês não estão em casa.
01:04Ele já foi diretamente na mais nova.
01:07Por quê?
01:07Porque ela, por ser fortezinha, ela não gosta de estar de roupa.
01:11É uma beleza.
01:12É roupa e cabelo que ela não gosta de estar amarrando nem estar vestida.
01:16A gente bota pijama nela, ela tira.
01:18Aí ela estava deitada bem à vontade.
01:20Ele pegou, já foi diretamente nas partes dela, já colocou os dois dedos assim, já afastou e tocou.
01:28Quando ele tocou, eu já fui em cima dele.
01:31Porque eu estava com uma cela na mão, mas não tinha condições de eu filmar, entendeu?
01:34Porque eu não acreditei naquilo ali.
01:37Na hora, eu não sei nem o que dizer como foi que eu fiquei.
01:39Que eu fiquei, que eu não tinha condições de eu só queria matar ele, corri, peguei a faca.
01:46Um boletim de ocorrência foi registrado.
01:48O avô da menina diz que o homem, que tem cerca de 40 anos de idade, costumava trabalhar para a família.
01:55E descreveu a decepção como ocorrido.
01:58Eu falo todo dia, toda hora, uma covardia dessa, que isso não se faz não.
02:02Não se faz com ninguém, que dirá uma pessoa que tinha confiança da gente, nós pensamos que era o cidadão de bem.
02:09Eu só quero agora, que se ele aparecer, que a justiça seja feita.
02:14Que ele vai pagar, vai ter que pagar.
02:17Porque ele cometeu o ato que eu não mandei ele vir, chamar minha filha, não fazer o que ele fez.
02:25Uma vizinha do suspeito também relata já ter procurado a polícia, depois que percebeu estar sendo vigiada por ele.
02:32Eu estava dando um banho na minha menina, lá atrás no quintal.
02:35Aí, só que eu presenciei duas mãos no muro, tentando pegar o câncer para tentar ver o que estava acontecendo do outro lado do muro.
02:45Aí, quando eu cheguei e vi de longe, eu falei, pronto, é uma pessoa ali.
02:48Aí, quando eu fui ver, realmente era um homem, com cor branca, com os olhos meus claros, ele é calvo.
02:57Aí, quando eu vi isso no muro, eu peguei e discutei com ele.
03:01Você está fazendo o que em cima do muro?
03:03Me brecheando, cabra safado, tarado, ou escrambei tudo que é nome.
03:08Ele, não, você está doido, ele não está em cima do seu muro, não.
03:11Quando eu perguntei isso, aí ele do nada rebateu comigo.
03:14Guiton, na hora que eu vi ele em cima do meu muro, ele rebateu comigo.
03:18Eu falei, pronto, já disse que era ele.
03:21Aí, eu falei, se você botar realmente, novamente, em cima do meu muro, fica me brechando,
03:26eu vou pegar uma peixeira e vou enfiar no seu olho.
03:29Falei para ele, foi na hora que, falei para ele assim, não vai ficar assim não, eu vou chamar a viatura.
03:33Demorou um pouquinho, a viatura veio.
03:34Só que a má sorte dele, que eu não tenho a prova suficiente para poder levar ele.

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