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  • há 5 meses
Questionado se a população tem ajudado a polícia, o comandante foi enfático: "Quando a população entende da sua responsabilidade, não tem como dar errado".

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Transcrição
00:00Seu Lima, a gente vem acompanhando o seu trabalho aqui no Vale do Piancó desde a sua chegada.
00:07Você nos deu entrevista exclusiva no nosso programa de rádio e vem de lá pra cá trabalhando,
00:14já desarticulou um quadrilho em Aguiar e outras cidades do Vale do Piancó.
00:20A minha pergunta pra o senhor é o seguinte, qual a importância da população nessas prisões
00:27desses traficantes, desses viciados?
00:30A população tem ajudado a polícia nesse contexto da palavra?
00:38Ou seja, especificamente nesse assunto, como é que a população tem ajudado a polícia militar?
00:46Um abraço e até a próxima.
00:49Um abraço fraternal, meu amigo aí Nepô, da cidade de Itaporanga.
00:55Muito obrigado pela sua pergunta.
00:56Eu quero dizer o seguinte, que quando a população entende da sua responsabilidade, não tem como dar errado.
01:05E aí vai meus parabéns a todo cidadão, a todo homem, a toda mulher, a todo cidadão do Vale do Piancó,
01:12as 20 cidades, a ajuda fenomenal que eles estão fazendo com a segurança pública.
01:18Porque aquele que chega naquela cidade pequena, seja a cidade de Itaporanga, Conceição, Piancó,
01:23que são as maiores, chegou e todo mundo sabe quem é.
01:27E todo mundo tem que saber suas intenções que eles estão fazendo naquela cidade.
01:30Pra você ter uma ideia, eu já cheguei em uma determinada cidade,
01:34Coremas, por exemplo, que deu um pouquinho de trabalho,
01:37mas a gente já consertou ali 80%,
01:39que a gente chega ali numa rua, tinha quatro lojinhas, quatro biqueiras numa rua só,
01:44ali no Galassado, um bairro chamado Galassado.
01:46E eu ficava me perguntando por que isso aqui acontecia.
01:50E por que isso estava acontecendo naquela cidade.
01:53Então a gente começou a combater a criminalidade na cidade de Coremas.
01:56E o resultado foi excepcional.
01:58E com o apoio da sociedade.
02:00Aonde eu friso o apoio da sociedade?
02:01Porque em determinado local tinha uma casa
02:04que se instalava uma traficante,
02:06era uma mulher, certo?
02:07Que era faccionada da Al-Qaeda.
02:09E toda vez que por se tratar de mulher, fechava a casa, isso, aquilo, outro.
02:12Mas ali que a polícia saía, ela continuava vendendo a droga.
02:14Só que a sociedade, ela quer a ação urgente.
02:18Ela cobra pra ontem a situação.
02:20E eu não digo que tá errado não, tá certo.
02:24Porque ele está sendo ofendido,
02:26ele está sendo incomodado com aquele traficante.
02:29E tem que dar um restado.
02:30Porque, caro telespectador, caro José Neto,
02:34você não sabe ainda o que é viver de cabeça baixa
02:38numa comunidade carente.
02:41Você não sabe ainda o que é viver,
02:42o cidadão tá vivendo em uma comunidade carente,
02:45de cabeça baixa.
02:46Tem que passar de cabecinha baixa,
02:48tem que falar baixinho.
02:49Não pode tocar no nome dos traficantes.
02:51Sendo ali feito de um cidadão menor,
02:56porque diminui a personalidade da pessoa.
02:58Você não sabe o que é.
03:00Eu sei o que é isso.
03:02Eu sei o que é isso porque eu sou oriundo ali da cidade de Bahia.
03:04Eu sou nascido e criado na cidade de Bahia.
03:06Eu nasci ali no binário, ali da cidade de Bahia.
03:10Mais precisamente, ali no antigo conjunto Kennedy.
03:14E chegando ali até o campo da Sambra,
03:16que é bastante conhecido, hoje bastante violento.
03:18Pra você ter uma ideia,
03:19hoje eu vou até a cidade de Bahia e me conto com meus amigos de infância
03:21que conviveram com a violência,
03:24que conviveram com o início das facções.
03:28Convive ali o crescimento daquela...
03:29Antigamente com as facções, eram as gangues.
03:31Existe a Embaê, a gangue, a Operação Facão,
03:34a gangue do Mutirão, a gangue do Centro,
03:38que era só pra brigar nos bailes funk.
03:40E ali vai a interação entre eles.
03:42Então, eu venho daquele local.
03:44E uma das coisas que a gente mais pensa,
03:47cidadão de bem, que a gente tem um pai e uma mãe
03:49que plantou valores, plantou valores no seu filho,
03:54que isso é o que tá o maior problema,
03:56que a gente tenta chamar a sociedade também
03:58da plantação de valores na cabeça do filho,
04:01e da sua filha, que não tá existindo mais,
04:04de saber o que é o certo e o que é o errado,
04:07de respeitar as autoridades,
04:09de respeitar pai e mãe,
04:10de respeitar professores, não está sabendo mais.
04:13Quando a gente nasce numa comunidade carente
04:15com esses valores,
04:16e que a gente andava muito de cabeça baixa,
04:20e a gente sonha em ser policial,
04:23e quando a gente alcança o objetivo,
04:25a gente não admite mais.
04:27Eu sei o que o cidadão carente sofre na mão dessas pessoas.
04:32Porque um dia eu sofri.
04:34Eu não podia andar em rua,
04:36porque se andasse naquela rua ali,
04:37eu ia apanhar,
04:38ou não podia andar na rua,
04:40porque tinha que dar dinheiro,
04:40porque o pessoal tava lá sentado,
04:42cobrando pedaço pra quem fosse ir na feira de Bahia.
04:46A gente não podia fazer nada,
04:48porque o traficante, que era o chefe,
04:50tava mandando em tudo,
04:52e podia sair alguma morte.
04:54A gente soltava a pipa,
04:56aí quando um torava a pipa do outro,
04:58lá vem o cara traficante também que soltava a pipa,
05:00com a faca na cintura, com a arma,
05:02bora, sai todo mundo daqui,
05:03senão a pipa é minha.
05:04E a gente baixar a cabeça e sair.
05:07Eu sei o que é que o cidadão passa.
05:09Então, quando eu chego pra trabalhar num batalhão em uma cidade,
05:12eu não admito que nenhum cidadão
05:14passe aquilo que eu passei no passado.
05:17Não admito isso,
05:19porque eu sei como o funcionamento do criminoso.
05:21Eu sei como eles agem.
05:23Porque a gente passou lá atrás,
05:25submisso a eles.
05:27Então, a gente volta agora a comandar
05:28como investido do poder de polícia,
05:31investido como agente do Estado,
05:33pra não admitir mais isso.
05:34E voltando na cidade de Coremas,
05:36a importância da sociedade,
05:38ela vivia numa casa,
05:39a casa alugada,
05:40mas sem contrato.
05:42Simplesmente eu chamei o cidadão
05:43que era dono da casa e disse,
05:44ó, peça sua casa.
05:45Aqui é um ponto de droga.
05:46Expliquei a situação a ele.
05:47Na mesma hora,
05:50o cidadão de bem
05:51olhou no meu olho e disse,
05:52comandante,
05:53eu peço agora mesmo.
05:55E eu não quero a partir de mais na minha casa.
05:57Eu só peço uma coisa ao senhor.
06:00Que o senhor vá comigo.
06:02Porque eu sei que se eu for sozinho,
06:03eles vão querer me intimidar.
06:04Diga, eu sei que eles vão intimidar.
06:07E eu sei a forma que eles vão intimidar.
06:09Mas eu sei como atingir eles.
06:10Eu sei do que eles têm medo.
06:12Eu sei o maior medo que eles têm.
06:16Então eu ataco no medo deles.
06:18E a gente vai pra cima.
06:20Então não foi diferente,
06:20chegou lá, pediu a casa,
06:21ela foi embora.
06:22Então a gente tirou ali do meio da sociedade
06:24aquele foco de tráfico na cidade de Coremas
06:26e hoje a gente reduziu em termos de 50% a 60%
06:29das lojinhas e das biqueiras.
06:32Conjuntamente com quem?
06:33Com o trabalho da sociedade.
06:35Foi diferente em Itaporanga?
06:37Não, foi da mesma forma.
06:38Foi diferente em Pinhacó?
06:39Não, foi da mesma forma.
06:40Pra você ter uma ideia,
06:41com a ajuda da sociedade,
06:43a gente conseguiu tirar de circulação
06:46um conselheiro da Al-Qaeda
06:47altamente respeitado na facção
06:50conhecido por Tião de Macaúba.
06:54Mas lá no Goiás ele era conhecido como Pará.
06:57Então ele era um membro faccionado
06:59e não só faccionado,
07:01ele era um conselheiro,
07:02ou seja, ele tinha palavra final também
07:04quando eles vão decidir qualquer coisa,
07:07matar alguém,
07:08alguém que está na cadeia,
07:10que tem que ser morto,
07:10alguma coisa,
07:11é feito uma videochamada
07:13com todos os conselheiros,
07:15aqueles que estão presos e que estão fora,
07:17pra dar ordem.
07:18Então ele tinha cometido já dois sequestros,
07:20o último sequestro agora na cidade de Pinhacó,
07:22ele participou como interlocutor
07:25na negociação,
07:27a voz dele é inconfundível,
07:28é inconfundível,
07:29ele era conhecido,
07:30ele gostava de se ostentar,
07:32que era o veneno da cobra cascavel,
07:34e um popular nos ajudou,
07:37localizamos eles na cidade de Goiás,
07:40vai a integração,
07:41Polícia Militar e Polícia Civil do Vale do Pinhacó,
07:44entramos em contato com o Goiás,
07:45porque tinha três mandatos de prisão em aberto,
07:48pra você entender,
07:49ele cometeu um atrocínio na cidade de Pinhacó,
07:51que ele matou por sufocamento,
07:53ele matou por sufocamento a senhora.
07:55Então foi muito lamentável o que ele fez.
07:59Ele estrangulou a mulher,
08:00porque a mulher não quis dizer onde estava o dinheiro,
08:03pra você ver o tamanho da curiosidade que era esse cara.
08:06E lá na cidade de Goiás não foi diferente.
08:08A CPE, quando foi na pessoa do Major Jorge Paiva,
08:13ele foi até o local,
08:14armou a operação,
08:16e ele como não se entregava pra ninguém,
08:18preferia ser morto,
08:19ele terminou sendo na troca de tiros,
08:22vindo a óbito.
08:23E a gente tira de circulação,
08:24não só ele, mas também todos aqueles
08:26que trabalhavam pra ele,
08:27lá dentro da cidade de Pinhacó,
08:29e na região do Vale do Pinhacó.
08:31Altamente perigoso.
08:33Ele que fornecia,
08:34trazia a calcainha,
08:35entro nos ônibus alternativos,
08:37que sai lá da cidade de Brasília,
08:40três, quatro ônibus,
08:41e vem até a cidade de Patos,
08:43que não tem uma fiscalização,
08:44que não tem um número de documento,
08:46não tem nada,
08:47vinha dentro desses ônibus.
08:48E chegamos até a companhia de trânsito,
08:51e uma operação junto com o doutor Tito,
08:53aí vai meu abraço com o delegado doutor Tito,
08:54ou altamente competente o delegado,
08:56efetuar uma prisão
08:57de um dos membros do Tião Macaúba,
09:01e um produto de cocaína.
09:04E dentro dessa apuração,
09:05a gente chega lá
09:06no Tião de Macaúba,
09:09no veneno da Cascavel,
09:10que agora não tem mais veneno,
09:12foi retirado dele,
09:13com o trabalho da sociedade.
09:15se a sociedade não estiver lado a lado,
09:19ombro a ombro,
09:20com os órgãos de segurança pública,
09:22nada adianta a gente trabalhar.
09:24Porque vamos precisar de vocês.
09:27Vocês que estão aí na ponta,
09:28como eu era uma criança criada lá em Bahia,
09:31a gente tem que saber de informação,
09:33a gente tem que ver dentro do bairro
09:34o que é que está se passando,
09:36a gente olha e observa,
09:38e nosso olho,
09:39nossa observação é que vai dizer
09:40quem está cometendo crime e quem não está.
09:42Então, participação da sociedade
09:43é muito importante.
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