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A inflação no Brasil, medida pelo IPCA, registrou a primeira deflação em um ano, com queda de 0,11% em agosto. Os dados foram divulgados pelo IBGE. Os especialistas Thulio Nassa e Anna Beatriz Hirsh avaliam o cenário econômico. Reportagem: Rodrigo Viga.

Confira na íntegra em: https://youtube.com/live/tXqzth3fFhU

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Transcrição
00:00De volta ao Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, inflação oficial do país, registrou uma queda de 0,11% em agosto e é a primeira deflação em um ano. Confira com o Rodrigo Viga.
00:16A inflação oficial do país, medida pelo IPCA do IBGE, teve queda, variação negativa em agosto deste ano, taxa de menos 0,11%. Foi a primeira deflação desde agosto do ano passado e a taxa mais baixa para meses de agosto desde o ano de 2022.
00:36Um resultado que veio, inclusive, melhor do que as previsões de analistas e especialistas no mercado financeiro.
00:44Os três principais grupos do IPCA, alimentos e bebidas, transportes e alimentação, operaram no terreno negativo e contribuíram para essa deflação de 0,11% agora no mês de agosto.
00:57Alimentos e bebidas, inclusive, terceira queda consecutiva. Itens importantes na mesa dos brasileiros, como batata, cebola e outros, tiveram variação negativa.
01:09É uma maior oferta de produtos diante da perspectiva de uma safra gigantesca. Recorde, nesse ano de 2025.
01:17No caso do Grupo Habitação, é o bônus de Taipu na conta de energia elétrica dos brasileiros.
01:25Dentro do Grupo Transportes, destaque para a queda nas passagens aéreas.
01:31Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, avalia essa queda surpreendente de 0,11% do IPCA agora no mês de agosto.
01:43Vale lembrar que esses movimentos, eles também impactam diretamente o dia a dia das famílias que acabam sentindo aí um certo respiro no orçamento.
01:51Ao mesmo tempo, esse número acaba reforçando que a inflação segue sob controle no curto prazo,
01:58o que pode dar mais tranquilidade para a condução de política monetária aqui no Brasil.
02:03Na prática, isso acaba significando um debate mais aberto sobre o tão desejado e esperado corte de juros por parte do Banco Central.
02:12O tarifácio norte-americano começa a aparecer no IPCA do IBGE.
02:16Agora em agosto, alguns produtos afetados pela taxa de 50% tiveram variação negativa.
02:23Com dificuldade de entrar no mercado norte-americano, esses produtos podem estar sendo realocados no mercado interno.
02:32Fernanda Guardian, sócia da Guardian Capital, analisa aqui na Jovem Pão o comportamento do IPCA do mês de agosto.
02:40Entenda que o IPCA é uma abstração da realidade.
02:46É um índice aproximado que não reflete os atos de consumo individuais, porque considera uma cesta teórica de produtos.
02:55Existem, inclusive, algumas correntes de pensamento econômico, como a própria escola austríaca,
03:00que não considera a inflação como um simples aumento generalizado de preços, mas sim o aumento da base, o aumento da oferta monetária.
03:11De toda forma, esse é um dos índices mais importantes e mais assistidos da economia brasileira.
03:17No acumulado do ano de 2025, entre janeiro e agosto, o IPCA tem uma alta de 3,15%.
03:24Em 12 meses, encerrado no mês de agosto, houve até uma desaceleração para 5,13%.
03:31Porém, ainda muito distante do teto da meta para esse ano, que é de 4,5%.
03:38Do Rio, Rodrigo Viga.
03:43Vamos analisar, então, esse tema. Primeiro com Ana Beatriz Hirsch.
03:47A gente viu um primeiro trimestre, Ana, muito conturbado para a economia brasileira.
03:52O segundo trimestre também, que acabou com o tarifaço ali, o finalzinho com o tarifaço de Donald Trump.
03:59E agora parece que vem esse respiro.
04:01Você avalia que isso deve continuar nos próximos meses ou a gente deve sentir o peso do tarifaço mais para frente?
04:08Márcia, infelizmente, eu acho que essa boa notícia é passageira.
04:13Eu entendo que essa deflação, que é muito bem-vinda, é claro,
04:17ela foi gerada por conta do bônus de Itaipu, que, na verdade, é um crédito que é colocado na conta de luz
04:25daqueles que atingem, na verdade, não atingem um determinado consumo de energia no período de um ano.
04:33Portanto, mais uma vez, a gente está falando de algo que não é permanente, que não é duradouro.
04:38É simplesmente pontual e isso traz essa falsa sensação de que as coisas estão melhorando.
04:45Então, eu acho que a gente tem que analisar esse número com bastante cautela
04:48por se tratar de um fato isolado, que é este bônus que trouxe essa deflação.
04:54E entendo que nos próximos meses, infelizmente, a tendência é que a inflação volte a crescer.
05:00Túlio Nassa, qual é a tua visão?
05:03É por aí, ou seja, ainda que se tenha um respiro, como a Ana chamou,
05:09não dá para a gente, de algum modo, afrouxar ali o nó desse dragão chamado inflação?
05:16Até por aquilo que a gente já viveu em décadas passadas, ô Túlio?
05:20Olha, Nonato, eu concordo com a Ana.
05:23Eu também fico preocupado para saber se isso não vai ser um voo de galinha, né?
05:26Se realmente há uma política econômica consistente no país que permita a médio prazo
05:32que a inflação esteja controlada.
05:34Quais são as preocupações?
05:35De um lado, os motivos que levaram a essa deflação, um deles bem citado pela Ana,
05:40e eu posso complementar aqui, eles são motivos sazonais, eles são motivos temporários.
05:45Por exemplo, a safra recorde que nós tivemos, somado ao fato, e olha só, do tarifaço,
05:51sobrou mais produto no Brasil, em especial na alimentação,
05:54que é um dos índices apontados pela pesquisa.
05:57Temos também, e aí temos que elodiar, a política econômica do Banco Central,
06:01que foi duramente criticado por setores do governo que deveria baixar a taxa de juros,
06:07foi firme, foi técnico, exatamente para poder controlar a inflação.
06:11Agora, qual que é o problema?
06:12O problema é que o diabo mora nos detalhes.
06:15Qual que é o problema?
06:16O problema é a política fiscal do governo.
06:19Nós sabemos que uma política keynesiana de aumento de gasto público,
06:23ela pode levar a curto prazo, a uma melhora da economia,
06:26mas a médio prazo, ela mostra os seus efeitos colaterais.
06:30Por exemplo, o Brasil vem soltando crédito para a população,
06:34o que leva, evidentemente, a um aumento do consumo,
06:36melhora essa questão da inflação,
06:38mas as pessoas se endividam,
06:40porque não há uma base econômica sólida para aquela pessoa tomar o dinheiro.
06:44Ela não está tomando um dinheiro, por exemplo, para construir uma casa,
06:47para construir um comércio,
06:49para ela, de fato, se independer e se enriquecer.
06:51Ela está tomando um crédito para o consumo.
06:55Então, essa política a médio prazo,
06:57ela tende a provocar efeitos colaterais.
07:00Por essas e por outras, Nonato,
07:02que era bem melhor um remédio mais amargo,
07:05mas que seja consistente.
07:06Precisamos esperar as cenas do próximo capítulo.
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