00:00O medicamento, fruto de 25 anos de pesquisa no Brasil, mostrou resultados inéditos e que pode ser o grande avanço para o tratamento de lesões medulares,
00:12algo que até então era considerado impossível pela ciência. Vamos ver.
00:2025 anos de pesquisas no Brasil trouxeram um resultado que até então era considerado impossível.
00:29Um medicamento, desenvolvido a partir de uma proteína extraída da placenta humana, pode representar um avanço histórico no tratamento de lesões medulares.
00:39A polilaminina, como o medicamento foi batizado, foi apresentada em São Paulo.
00:45E ela é fruto de mais de duas décadas de pesquisas lideradas pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
00:54Segundo os pesquisadores, a polilaminina tem a capacidade de rejuvenescer neurônios maduros e criar novos axônios,
01:04que são as estruturas responsáveis por transportar pulsos elétricos no corpo.
01:09Essa ação abre caminho para a regeneração da medula espinhal, algo até então considerado impossível pela ciência.
01:17Oito voluntários passaram pela aplicação experimental do medicamento.
01:21Um deles é o bancário Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de trânsito.
01:28Ele recebeu a polilaminina 24 horas depois do trauma e cerca de cinco meses depois estava praticamente recuperado.
01:37Ele contou que os primeiros sinais vieram com pequenos movimentos no dedão do pé que evoluíram para a retomada da mobilidade.
01:44Hoje ele se movimenta, pratica esportes e tem uma rotina noval.
01:48Outro caso é o da atleta paralímpica de rugby, Rauana Cruz Ribeiro, de 27 anos, que ficou tetraplégica após uma queda.
01:57Ela recebeu a aplicação experimental três anos depois e, mesmo assim, conseguiu recuperar entre 60% e 70% do controle do tronco.
02:06A polilaminina já está sendo produzida pelo laboratório brasileiro Cristalha, que foi parceiro da pesquisa, usando placentas doadas por mulheres saudáveis.
02:16Apesar do entusiasmo, especialistas ressaltam a necessidade de cautela.
02:20A Anvisa ainda precisa autorizar estudos clínicos ampliados para garantir a segurança da aplicação.
02:27Caso seja aprovado, o procedimento será oferecido apenas a pacientes com diagnóstico de lesão medular recente, de até três meses após o trauma.
02:36Hospitais de São Paulo já estão preparados para realizar as aplicações quando sair a liberação da Anvisa.
02:42Mesmo com as ressalvas e com os anos de estudo pela frente, a equipe está muito otimista
02:48e acredita que o tratamento pode se tornar uma das descobertas mais importantes para a medicina e até para a humanidade nos últimos tempos.
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