00:00E um objeto colossal, remanescente do Big Bang, está levando os cientistas a rever o que sabemos sobre a evolução do Universo.
00:10Vamos conferir.
00:14Esse aglomerado de galáxias que você está vendo foi descoberto em 2010 a partir de observações do Telescópio do Polo Sul na Antártida.
00:22Agora, um novo estudo aponta que ele pode revelar mais detalhes sobre a evolução do Universo.
00:26Seu nome é um pouco complicado.
00:28O trabalho publicado na revista Nature foi feito a partir de uma espécie de sombra projetada sobre a radiação cósmica de fundo, o brilho residual do Big Bang que ainda permeia o Universo.
00:43Os cientistas descobriram que o aglomerado de galáxias apresenta temperaturas muito acima do esperado.
00:48Segundo a pesquisa, o aquecimento gravitacional de um aglomerado de galáxias desse porte deveria ocorrer lentamente ao longo de bilhões de anos.
00:56Neste caso, no entanto, data de apenas 1 bilhão e 400 milhões de anos após o Big Bang, relativamente cedo na história do Universo.
01:05Embora se esperasse algum nível de aquecimento precoce, a intensidade do sinal indica que a gravidade sozinha não explica o fenômeno.
01:12A principal hipótese é que pelo menos três buracos negros supermassivos ativos dentro do aglomerado estejam liberando enormes quantidades de energia por meio de jatos,
01:21aquecendo o ambiente ao redor muito mais rápido do que se imaginava.
01:25A teoria defendida no trabalho é que buracos negros já estavam moldando de forma agressiva esses aglomerados no início do Universo
01:32muito antes e com muito mais força do que nossos modelos previam.
01:35O estudo afirma que compreender esses ambientes extremos é essencial para entender a origem das galáxias mais massivas do cosmos.
01:42Agora, os pesquisadores querem aprofundar a investigação sobre como esses processos extremos se influenciam mutuamente
01:47e o que eles revelam sobre a construção dos grandes aglomerados observados no Universo atual.
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