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  • há 1 ano
Ex-ministro analisa julgamento de Bolsonaro e delação de Mauro Cid

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Transcrição
00:00Na sua visão, a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, ela tem de fato consistência, porque esse é um dos argumentos das defesas, de que a delação teve vindas e vindas, interferências externas, o senhor acha que a delação é consistente e ela pode ser alvo de algum questionamento nos recursos posteriores ao julgamento?
00:20Veja, eu analisei isso a partir das informações que foram divulgadas pela grande imprensa e é importante, é claro, que uma delação em si não qualifica elemento probatório, é, na verdade, um indicador de situações que devem ensejar a corroboração por parte do universo probatório.
00:41Ou seja, se fosse só a delação do seu Cid, por si só, mesmo que não tivesse voltado atrás, isso não vale nada.
00:50O que é preciso é verificar o confronto daquilo que ele fala com os fatos provados no processo.
00:58E eu não tenho a menor dúvida que, embora tenham ido vidas e vindas, todas elas explicadas pelo Cid e pelo seu advogado, está provado o que ele falou.
01:07É indiscutível. Se encaixa com uma luva, a versão do Cid, em todas as nuances que foram colocadas.
01:15Posso falar um ponto ou outro, uma situação ou outra, que precisam ser objeto de reflexão, mas o grosso daquilo que o Cid disse se harmoniza com o conjunto probatório.
01:24Isso, portanto, torna o conjunto das provas absolutamente suficiente para uma condenação.
01:30O que a defesa tenta fazer, e até eu admiro o esforço de advogados que tentam encontrar uma saída onde a saída não existe.
01:38Eu gosto muito de pensar do lado oposto.
01:43Ou seja, se eu fosse advogado de Jair Bolsonaro, coisa que eu não seria, mas se eu fosse advogado de Jair Bolsonaro, o que eu faria?
01:47Olha que dificuldade.
01:49Então eles têm que pensar.
01:50Olha, isso, aquilo, são pretextos que eu tenho para tentar desacreditar provas que são irrefutáveis.
01:56Não me parece que tenha fragilidade no conjunto probatório, por força dessa situação da delação de Cid, porque ela está fundamentalmente, em quase tudo que ela disse, provado.

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