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  • há 5 meses
De onde vem a paixão de Bárbara Maia pelo Palmeiras

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Transcrição
00:00Porque a família do meu pai é completamente corintiana e a da minha mãe é palmeirense, então meu pai é o único palmeirense da família dele, tá?
00:09Gente, e o resto é tudo corintiano?
00:11O resto é tudo corintiano, corintiano mesmo, gaviões e etc.
00:17E a gente, lógico, que escolheu o lado bom da vida, né?
00:20Vamos pro lado palmeirense que o verde é a cor da esperança.
00:25Então foi muito inspirado pelo seu pai, no caso, que você acabou indo pro lado verde da vida?
00:32Não, na verdade o Palmeiras foi de família mesmo, porque meu vô, o pai da minha mãe era muito palmeirense, minha avó consequentemente também e minha mãe sempre foi.
00:41E aí meu pai só, o agregado da família chegou e juntou e aí virou todo mundo palmeirense.
00:48Eu nasci, não tinha como não ser, né?
00:51Meus pais super fanáticos também.
00:52Agora, do futebol eu cresci nesse meio de várzea, de futebol, futebol raiz, né?
01:00Meu pai sempre me levava.
01:03O meu primeiro estádio, isso é uma curiosidade também, o meu primeiro estádio...
01:07Você lembra da sua primeira memória no estádio?
01:09Sim, eu tinha acho que sete aninhos.
01:12Meu pai tinha um amigo que tinha um filho, né?
01:16Que tem um filho que jogava futebol profissional na portuguesa.
01:19Ele já foi profissional e ainda jogou no Palmeiras.
01:23Mas eu não vou citar os nomes.
01:25Escondeu o ouro aqui, gente.
01:28Enfim, e aí a gente, nessa época era muito difícil, né?
01:33As condições e tudo mais.
01:35A gente sabe como funciona o futebol, né?
01:37Para você começar é muito difícil, principalmente se você não tem uma condição e tudo mais.
01:42Então, meu pai tinha carro e a gente levava ele para fazer os treinos, testes e tal.
01:49Meu pai sempre ajudou esse amigo dele.
01:51E aí eu fui no Canindé, primeira vez.
01:54Eu ficava correndo o Canindé, as arquibancadas, enquanto o menino treinava.
01:59E aí eu lembro, assim, nitidamente.
02:01Por isso que eu falo, às vezes, até nas minhas redes sociais,
02:03que eu tenho um carinho especial pelo Canindé, porque lá foi onde eu brincava, né?
02:10Não sabia de nada, mas brincava ali e via os meninos treinando, jogando.
02:16E a luz, assim, tem um espacinho ali no meu coração.
02:20E a minha família é portuguesa, então.
02:22Olha aí.
02:22Tipo, já uniu os dois.
02:25Amiga, igualzinha aconteceu comigo, porque eu sou filha de português, né?
02:28Meu pai veio para cá, veio para o Brasil com dois anos de idade.
02:32Então, meus avós são portugueses e as minhas primeiras lembranças de futebol
02:37também são no Canindé, assim.
02:38De comer amendoim, aquele que você descascava, que vinha dentro da casquinha, assim, sabe?
02:42Sim.
02:43Eu descascava com meu avô, comia aqueles salgados de isopor.
02:48Até hoje vende, né, na arquibancada.
02:50Eu tenho essa memória lá do Canindé.
02:52Eu acho que o Canindé, ele é um estádio que muitas torcidas,
02:57torcedores de outros times, também abraçam, né?
02:59Sim.
03:00E o futebol feminino, a Copinha, também teve muitos jogos no Canindé.
03:04Sim.
03:05E lá, nossa, mexe muito.
03:06Não, o Brasileirão do ano passado foi lá, né?
03:08Também.
03:08Às fases finais.
03:10Mexe muito comigo.
03:11Nossa.
03:11Ai, comigo também.
03:12Eu tenho muita lembrança de lá, muito.
03:14Aquele bolinho de bacalhau que é feito lá embaixo, no barzinho, na cozinha.
03:19Nossa, tudo de bom.
03:20Então, olha aí, tá vendo?
03:21A Lusa também tem um papel importante aqui na formação do nosso amor pelo futebol, né?
03:26Sim.
03:27E aí, eu joguei, né?
03:28Eu joguei futebol a minha adolescência inteira.
03:32Jogava bem, jogava futsal.
03:35Mas aí, no decorrer da vida, a gente sabe dos preconceitos que tem.
03:41E não é fácil achar meninas para jogar, sempre maturas.
03:43E eu vou falar, minha mãe ficava um pouco assim de eu jogar também,
03:48porque ela tinha um pouco de medo, né?
03:51Medo, aham.
03:51Do que, ai, será?
03:54O que vão falar?
03:55Exato.
03:56E aí, eu lembro que eu jogava na rua e tinha vizinha que falava,
04:00ai, que eu era Maria...
04:01Maria homem.
04:02Maria macho.
04:02Que eu gostava de jogar com os caras, que só eu era a única mulher lá e tal.
04:07Sim.
04:07Então, rolava um preconceito, mas, do outro lado, eu sempre tive o apoio, o incentivo
04:13deles, jogava e tudo mais.
04:15E aí, eu fui crescendo nessa.
04:17Meu pai, ele gosta muito do futebol.
04:20Então, assim, ele acompanha tanto o masculino quanto o feminino.
04:23Então, ele sempre me incentivou nessa.
04:25Eu estava até brincando que, às vezes, eu esqueço que tem jogo das meninas.
04:29Ele fala, hoje tem jogo das meninas.
04:31O Palmeiras vai jogar com o São Paulo.
04:34O Corinthians, hoje, você joga com o Santos, né?
04:36Então, ele sempre me lembra.
04:38Até quando eu estou nessa rotina maluca, né?
04:40Que a gente tem.
04:41Então, ele sempre acompanha.
04:43Então, eu falo que ele é meu parceirão, né?
04:45De jogo, assim.
04:45A gente está sempre vendo e assistindo os jogos.
04:48Minha mãe até fala, meu Deus, não tem nada nessa televisão.
04:52É só jogo.
04:52É série C, é série D, é série B.
04:55A gente é bem doidinha mesmo.
04:56Não tem jeito.
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