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00:00Do lado de fora de um dos aeroportos mais movimentados da Índia, o céu no início da noite se transforma em uma bola de fogo.
00:08A nuvem simplesmente se iluminou. Era como se sentisse o calor.
00:12Destroços em chamas despencam dos céus.
00:15É um acidente assustador.
00:17Eu me dei conta de que os pedaços de coisas que eu vi à minha volta eram restos da aeronave ou cadáveres.
00:23Ao chegarem ao local, investigadores encontram restos retorcidos de dois jatos de passageiros.
00:33349 pessoas estão mortas.
00:36Pistas vitais ficam soterradas.
00:39Os investigadores precisam juntar os dados dos acontecimentos daquele dia.
00:43Saldo de 763 irá manter 140.
00:47Cazaque 1907 chegando agora 150.
00:50Como duas tripulações que deveriam saber a posição uma da outra, acabaram se envolvendo na colisão mais letal em pleno ar.
01:12Mayday. Desastres aéreos.
01:15Essa é uma história real baseada em relatórios oficiais e depoimentos de testemunhas.
01:20Colisão Fatal.
01:27Aeroporto Internacional Indira Gandhi, Nova Delhi.
01:31Uma entrada para a Índia.
01:33Doze de novembro de 1996.
01:47Ocupado?
01:48O controlador de trato do aéreo de Caduta chega para o turno do final da tarde.
01:52Tinha lá um supervisor.
01:58Tinha uma pessoa sentada do meu lado que estava me auxiliando.
02:03E... estava tudo normal.
02:05Entretanto, no aeroporto Indira Gandhi, normal não significa calma.
02:13Esse aeroporto está se transformando em um dos aeroportos mais movimentados do mundo.
02:18Em 1990, o governo da Índia assinou acordos de céu aberto com vários países.
02:22Estes acordos facilitaram a reissagem de aviões de empresas estrangeiras em aeroportos indianos.
02:29Muitas empresas aéreas estão aproveitando a nova política.
02:32A política de céu aberto funcionou como um catalisador no crescimento do tráfego aéreo.
02:40Eu acho que o volume de tráfego cresceu de uma movimentação de 175 aviões por dia para cerca de 225.
02:51Logo depois das seis da tarde, o voo 763 da Saudi Arabian Airlines decola ao pôr do sol.
03:02Trem de pouso.
03:06Subindo.
03:08Livre à esquerda.
03:10O comandante Khalid Al-Shubayle conduz o Boeing 747 para longe da pista.
03:15Seu copiloto, Nazir Khan, controla todas as comunicações por rádio.
03:22Há 289 passageiros a bordo.
03:27Muitos são trabalhadores indianos, que estão voltando para seus empregos no Oriente Médio.
03:32Saúde 763.
03:37Voando 03, contatar radar 127, decimal 9.
03:42Enquanto o voo 763 estava na pista, seus movimentos foram rastreados e orientados por um controlador de tráfego aéreo na torre do aeroporto.
03:52279, bom dia.
03:54Mas logo depois que o avião decolou, a torre transferiu os pilotos para o controlador de aproximação VK Duta, que estava em outra sala no aeroporto.
04:04Os controladores de aproximação do aeroporto Indira Gandhi orientam os aviões através do espaço aéreo além das pistas.
04:15Eles são encarregados de todos os voos que chegam e partem dentro de um raio de 110 quilômetros.
04:20Em geral, o controlador de aproximação é responsável pela chegada e pela partida do avião que está chegando.
04:29Eles são prontamente orientados para a aproximação final com segurança.
04:34Essa noite, Duta está controlando cinco voos.
04:37Alguns deles estão deixando o aeroporto, enquanto outros estão chegando.
04:42A tarefa dele é manter aqueles aviões a uma distância segura, mas não tão distantes a ponto de causar atrasos.
04:49SAUD 763 aproximando-se do nível de voo 100.
04:55Entendido, subir para nível de voo 140.
05:00Autorização para subir 140, SAUD 763.
05:04Essa noite, um avião cargueiro da Força Aérea dos Estados Unidos está chegando para a aterrissagem.
05:13Ainda que seja um jato da Força Aérea, esse voo é de responsabilidade de Duta.
05:21Provavelmente, acho que nos comunicamos três ou quatro vezes com o controlador,
05:26e ele estava verificando nossa altitude, nos dizendo sobre o tráfego de outros aviões nas proximidades.
05:32SAUD 763 aproximando-se de 140 para voar mais alto.
05:38O voo 763 da SAUD atinge a última altitude de que lhe for a designada, 14 mil pés.
05:44Os pilotos solicitam permissão para voar mais alto.
05:47Entendido, mantenham o nível de voo 140.
05:49Aguardem para subir.
05:51A fim de coordenar o tráfego no aeroporto, Duta quer que o voo da SAUD pare de subir.
05:55SAUD 763 manterá 1-4-0.
05:59Duta está preocupado com um outro avião, voando agora para leste para uma aterrissagem no aeroporto indiragante.
06:08É um jato de passageiros da Kazakhstan Airlines.
06:12O Iriushin 76 é um enorme avião russo.
06:16Fabricado originalmente para uso militar, uma versão modificada é hoje amplamente usada como avião comercial.
06:22Duta quer que ele passe sobre o voo da SAUD antes de aterrissar.
06:27Depois disso, ele deixará que o avião da SAUD continue a subir.
06:30Eles deveriam se cruzar, mantendo uma distância de mil pés.
06:34Cazaque 1907, agora chegando a 150, 4 ou 6 milhas de Delta Papa Novembra.
06:42Entendido, mantém o nível de voo 150, tráfego identificado às 12 horas recíproco, SAUD Boeing 747.
06:54Duta não quer que o voo da Cazaque seja surpreendido ao ver o jato da SAUD.
07:01Como os aviões não têm radar para rastrear outras aeronaves,
07:04eles contam com os controladores para alertá-los sobre outros aviões nas proximidades.
07:09Mantendo 150, Cazaque 1907, irei comunicar.
07:16Quantas milhas?
07:18Todos os pilotos na frequência de rádio do controle de aproximação conseguem ouvir uns aos outros
07:23quando se comunicam com o pessoal em terra.
07:27Quantas milhas?
07:29Oito milhas agora.
07:31Era estritamente visual.
07:33E estávamos tentando saber pelo rádio onde os outros estavam e o que fariam.
07:37O tráfego está a oito milhas, nível 140.
07:42De repente, uma enorme explosão apara a tranquilidade da noite.
07:52De repente, do lado direito da janela, do lado direito da cabine do piloto,
07:57havia essa nuvem, esse clarão.
07:59São mísseis?
08:02Eu imaginei que fossem mísseis descendo em parafuso e ganhando velocidade ao que parecia,
08:08e eles vinham em nossa direção.
08:10Na verdade, começamos a desviar o avião,
08:13até que ficou claro que eles não estavam vindo em nossa direção.
08:17O jato da Saudi Airlines desce em parafuso em direção ao solo.
08:37Ali, aqui é 1815.
08:421815, repita.
08:44Imediatamente chamei o controlador pelo rádio.
08:47Vimos algo que parecia uma enorme explosão.
08:49Aí me dei conta de que alguma coisa estava errada.
08:53Na tela do radar de Dutta,
08:55tanto o jato da Saudi quanto o avião da Kazaak haviam simplesmente desaparecido.
08:59Quando vi os sinais chegando, verifiquei a varredura do radar novamente.
09:12Mas eles não estavam lá.
09:17Então, nós ouvimos o controlador chamando pelo jato da Saudi e o Ilushin.
09:23Saudi 763?
09:26Não houve resposta.
09:27Aquilo foi bastante assustador.
09:35Algo de trágico aconteceu no céu, próximo do aeroporto de Nova Delhi.
09:41V. Kaduta está prestes a se tornar o alvo de uma investigação
09:45sobre um dos desastres aéreos mais terríveis de todos os tempos.
09:52Kazaak 1907, qual a posição?
09:53O pior pesadelo de um controlador de tráfego aéreo é uma colisão em pleno ar.
10:16Saúde 763?
10:24Juntos, os dois aviões desaparecidos estavam levando 349 pessoas.
10:29Kazaak 1907, qual a posição?
10:35Contatei a Kazaak, o Saudi, umas duas vezes.
10:40Saúde 763?
10:41Eu me esqueci de quantos filhos eu tinha, onde minha esposa estava, quem eram meus parentes.
10:46Tim Place, comandante da Força Aérea Americana, logo confirma o pior.
10:55Dali, aqui é 1815.
11:011815. O que você viu?
11:03Dois incêndios distintos em solo.
11:06Dois incêndios em solo.
11:08Confirme?
11:10Confirmado.
11:11Confirmado.
11:12Entendido.
11:19Meu supervisor chegou até mim e eu lhe disse que um acidente havia ocorrido.
11:26Informei nosso pessoal do resgate que o avião caíra a 40 milhas náuticas a oeste de Delhi.
11:35Dois aviões acabaram de cair em Shark Dadre.
11:38Shark Dadre é uma cidade a 65 quilômetros a oeste de Nova Delhi.
11:54Suas plantações de mostarda e de grãos estão agora em chamas com os destroços de dois aviões destruídos.
11:59De repente, o céu ficou brilhante e vermelho e eu ouvi fumaça e fogo.
12:08Fui informado sobre uma colisão em pleno ar.
12:20Aparentemente, o jato comercial pode estar envolvido.
12:22Por que você não vai para lá?
12:25Havia toda essa adrenalina, pois eu era novato naquele trabalho e eu sabia que precisava conseguir aquela história.
12:31Vishnu Son recebe a incumbência de fazer a cobertura do acidente para a televisão de Nova Delhi.
12:37Ele chega na escuridão da noite poucas horas depois do acidente.
12:41Estacionamos nosso veículo na lateral da estrada e havia um pouco da claridade da lua.
12:47Ele e seu cameraman são uma das primeiras equipes da mídia a chegarem ao local.
12:52Desliga as luzes.
12:54Não queremos chamar a atenção.
12:57A polícia deve ter isolado a área.
12:59Entrei no campo e achei que fosse um campo não cultivado, que não houvesse nada crescendo ali, pois tudo o que havia era areia.
13:11E pelo fato de estar escuro e de nossa única referência visual ser a claridade da lua, simplesmente prosseguimos.
13:18E então eu me lembro de ter visto pedaços de coisas ao meu redor, essas pequenas pilhas por todos os lados.
13:23E como não havia luz suficiente, eu não sabia exatamente o que era aquilo.
13:27E então parei porque eu disse alguma coisa terrivelmente errada aqui.
13:31Acenda a luz.
13:33Acenda a luz.
13:37Eu percebi que aquilo que eu havia visto à minha volta eram restos do avião ou cadáveres.
13:48Ao amanhecer, a esperança de encontrar sobreviventes desaparece.
13:53Nenhum dos passageiros dos dois aviões sobreviveu.
14:05349 pessoas estão mortas.
14:09É a pior colisão aérea de todos os tempos.
14:13As notícias acerca do acidente se espalham por todo o mundo.
14:16O que se tem certeza é que há mais do que um conjunto de fatores que podem ter resultado na colisão.
14:24Temos dois campos de destroços bastante distintos.
14:27O comandante KPS Nair é um dos primeiros investigadores a chegarem ao local.
14:32Eu estava consternado, horrorizado.
14:42Não consigo explicar, pois eu nunca havia visto nada igual.
14:47É uma coisa...
14:51que eu não consigo explicar.
14:54O voo da Kazak e o jato da Saudi Airlines haviam caído a uma distância de sete quilômetros um do outro.
15:03Os investigadores têm dois locais de acidentes distintos para examinar.
15:07Mas eles sabem que uma só causa explicará os dois acidentes.
15:11É diferente da queda de uma única aeronave.
15:15Dois aviões grandes colidindo em pleno voo.
15:21Existem causas diferentes.
15:24Como foi que dois aviões que deveriam estar a mil pés de distância colidiram?
15:32Os investigadores consideram três possibilidades.
15:36Erro por parte do controlador de tráfego aéreo.
15:39Erro por parte de uma das tripulações.
15:41Ou falha de um dos instrumentos em um dos aviões.
15:46Eles esperam que o emaranhado de destroços tenha as pistas de que eles precisam.
15:51A prioridade número um é encontrar as caixas pretas dos dois aviões.
15:58Elas registram as conversas nas cabines dos pilotos,
16:01além de dados essenciais sobre o voo, como sua altitude, velocidade e direção.
16:06Embora o fogo tenha destruído os locais dos destroços,
16:09as caixas pretas dos dois aviões são encontradas no primeiro dia de investigação.
16:14Mas, por enquanto, elas guardam os seus segredos.
16:23Serão necessários vários meses até que os especialistas extraiam os dados dos gravadores.
16:29Enquanto isso, os investigadores se concentram nas conversas entre os dois aviões e o controlador de tráfego aéreo.
16:36Nesse caso em especial, tínhamos as provas das transcrições do controle de tráfego aéreo.
16:45Sem radar a bordo, os aviões nas proximidades do aeroporto de Nova Delhi
16:49contam com os controladores de tráfego aéreo para orientá-los.
16:53Begaduta fica sob enorme pressão.
16:56Teria ele cometido erros que levaram a maior das colisões aéreas?
16:59Foi um período difícil. O pessoal da imprensa me acusava.
17:05Então eu disse a eles que aquilo não era minha culpa.
17:09Olá, sou o Vic Dutta. Sinto fazê-lo esperar.
17:13Sente-se, por favor.
17:14Os investigadores querem saber tudo o que Dutta fez na noite do acidente.
17:19O tráfego estava pesado?
17:21As noites são movimentadas.
17:23O radar de Dutta não rastreia a altitude de um avião.
17:26Em vez disso, os controladores em Nova Delhi anotam em uma tira de papel
17:31a última posição relatada por um avião.
17:33As tiras são continuamente atualizadas.
17:36É a única maneira de os controladores acompanharem a altitude dos aviões
17:40sob sua responsabilidade.
17:42A informação de nível não está ali.
17:44Portanto, o nível tem de ser confirmado pelo piloto.
17:49Cazak 1907, chegando agora a 150.
17:53Os controladores de tráfego aéreo só conseguem saber a altitude de um avião
17:58quando os pilotos a relatam.
18:01São suas anotações?
18:02Sim, senhor.
18:03Essas são as da Cazak e estas são do voo da Saudi.
18:07A área controlada por Dutta é dividida em uma rede de corredores de ar,
18:12que são usados pelos controladores para orientar os voos que chegam e saem do aeroporto.
18:17Mas muitos dos corredores são usados por voos militares.
18:21Na verdade, até mesmo num aeroporto tão movimentado,
18:24existe apenas um corredor principal para aviões comerciais.
18:29Nesses casos, há regras rígidas que eles precisam seguir.
18:34Entendido.
18:35Mantenha nível de voo 140.
18:37Aguarde para subir.
18:38Dutta deveria se certificar de que os dois aviões estavam a mil pés de distância
18:42quando se aproximavam um do outro.
18:44Muitas vezes ele havia planejado fazer o que ele havia feito agora.
18:48Deixar o avião que estava chegando passar mil pés acima do avião que estava deixando o aeroporto.
18:53Era um procedimento de rotina.
18:55Entretanto, de alguma forma, os dois aviões acabaram entrando em uma rota de colisão.
19:00Um dos aviões não estava onde deveria estar.
19:02Os investigadores se perguntam se Dutta teria cometido um erro que levaram ao terrível acidente.
19:08Investigando as transcrições do controle de tráfego aéreo,
19:14os investigadores logo descobrem que Dutta havia orientado corretamente os dois aviões.
19:19Mas como o radar de Dutta não mostra altitude,
19:22não havia como ele saber se os aviões haviam seguido aquelas instruções.
19:26Os investigadores estão tão certos de que Dutta não cometer equívoco algum
19:30que três dias após o acidente, ele está de volta ao trabalho.
19:33Quando minha família e outras pessoas souberam disso,
19:38houve um suspiro de alívio, sabe?
19:39Nosso rapaz está a salvo.
19:42Os investigadores voltam ao local do acidente.
19:45Eles esperam recuperar determinados instrumentos dos dois aviões.
19:49Talvez uma falha mecânica tenha levado um dos aviões para fora do curso.
19:53Pode ser que os altímetros tenham parado no momento do acidente.
20:00E queríamos saber que altitude eles estavam registrando no momento do acidente.
20:09Mas a cabine do piloto do avião da Saudi havia mergulhado fundo no solo.
20:15A investigação do acidente se transforma em uma escavação.
20:20Máquinas e pessoas tiveram de ser trazidas.
20:25E retiraram a cabine do avião da Saudi.
20:27Os altímetros do voo da Kazak são mais fáceis de serem encontrados.
20:35Aquele avião não caíra de nariz.
20:38Existe uma possibilidade de que haja pistas acerca de sua altitude exata no momento do acidente.
20:43Quando os altímetros são retirados dos destroços,
20:46os investigadores descobrem que, de fato, há alguma coisa estranha com os altímetros.
20:50Tanto o comandante quanto o copiloto têm um altímetro à sua frente.
20:57Mas, nesse caso, os dois têm leituras distintas.
21:01Havia uma diferença de cerca de 300 pés entre os dois.
21:09Estranho.
21:10Talvez os altímetros conflitantes tivessem tirado a tripulação do rumo.
21:14Mas, a diferença nas leituras pode ter sido provocada simplesmente pelo impacto do acidente.
21:20Nesse momento, os investigadores não têm tal informação.
21:25Principalmente ali e ali, o mais próximo que conseguirem.
21:30Os investigadores precisam descobrir qual dos dois aviões estava na altitude incorreta.
21:35Eles exploram outras provas.
21:37O padrão dos danos dos dois aviões pode ajudar a responder uma pergunta essencial.
21:42Qual era o ângulo relativo entre as duas aeronaves no momento de...
21:46...seu contato?
21:50A maior parte dos destroços dos dois aviões está a quilômetros de distância um do outro.
21:56Entretanto, uma grande parte da cauda do avião da Salty é encontrada próxima do início do campo de destroços.
22:02Isso sugere que ela tenha sido uma das primeiras partes a se soltar daquele avião.
22:20A cauda do avião da Kazak parece ter penetrado a asa esquerda do jato da Salty.
22:25Se foi isso o que ocorreu, o voo da Kazak não teria estado acima do jato da Salty quando eles colidiram...
22:32...como imaginavam os controladores de tráfego aéreo.
22:35Ele deveria estar abaixo dele.
22:38É uma descoberta enigmática que aumenta ainda mais o mistério.
22:43Os investigadores ainda não sabem qual dos aviões estava no espaço aéreo errado.
22:48O que eles realmente sabem é que quando os dois aviões colidiram...
22:52não havia esperança para nenhuma das tripulações.
22:56Depois de atingir a asa do outro avião, a cauda do avião da Kazak rasgou o estabilizador horizontal...
23:02...na parte de trás do 747 da Salty.
23:06Cinco metros e meio do estabilizador são arrancados.
23:10Sem ele, a tripulação da Salty não consegue controlar seu avião.
23:13Consequentemente, o avião sem controle entra em parafuso.
23:19E nesse caso em especial, eu diria que as duas aeronaves passaram pela mesma situação.
23:30O que os investigadores encontram entre os destroços dos dois jatos os deixam frustrados.
23:36Agora eles compreendem como os aviões colidiram.
23:40Mas eles ainda não sabem por que eles estavam na mesma altitude.
23:44Ou em que altitude eles de fato estavam quando colidiram.
23:47Como foi que o jato da Kazak, que deveria estar acima do voo da Salty, acabou ficando abaixo dele.
23:54Quase duas semanas depois do acidente, o comandante Ashok Verma...
23:57se junta aos investigadores no local do acidente.
24:01Naquele momento, as operações de escavação da cabine do Salty Air...
24:07haviam sido concluídas.
24:10O que podia ser recuperado havia sido.
24:15Assim como o restante das provas descobertas até então...
24:18...os instrumentos do avião da Salty não ajudam a explicar o que havia acontecido.
24:24A força do impacto os havia destruído completamente.
24:27Mesmo com as descobertas decepcionantes, os investigadores são forçados a prosseguir.
24:34Eles descobrem tudo o que é possível no local do acidente.
24:38Agora o caso depende do que eles conseguirem descobrir das caixas pretas.
24:43Os investigadores esperam que em algum ponto das gravações da cabine do piloto...
24:47ou dos dados do voo, eles encontrem as pistas e que precisam.
24:52Onde os aviões estavam no momento da colisão?
24:54E como foi que eles acabaram entrando numa mortal rota de colisão?
24:58Vá para o 150, porque é o 140!
25:00Ali!
25:01Três meses se passaram desde a colisão aérea de dois jatos de passageiros próximo à Nova Delhi.
25:11Os investigadores estão frustrados com a falta de provas conclusivas.
25:15Eles esperam que as caixas pretas venham ajudá-los a solucionar o caso.
25:22Afim de evitar quaisquer sugestões de parcialidade, as caixas do voo da Saudi estão sendo analisadas na Inglaterra.
25:29Técnicos da Unidade de Investigação de Acidentes Aéreos tentam obter dados valiosos.
25:33A neutralidade do local onde as gravações foram analisadas era algo essencial.
25:42Cada avião estava equipado com duas caixas pretas, um gravador de dados do voo e um gravador de vozes da cabine.
25:49O gravador de dados do voo contém informações sobre dezenas de aspectos acerca do desempenho de um avião.
25:55Entre eles, a altitude, a velocidade do vento e as alterações feitas pelos pilotos nos controles do voo.
26:03O gravador de voz da cabine registra todas as conversas na cabine do piloto.
26:12279, bom dia.
26:15À medida que os investigadores tentam saber mais sobre a colisão próxima de Nova Delhi,
26:21eles usam as informações armazenadas nas caixas pretas para fazer uma cronologia de acontecimentos.
26:27Peter Shepard é chefe do departamento de gravação da Unidade de Investigação de Acidentes Aéreos.
26:32Ele irá trabalhar de trás para frente, a partir do momento do impacto.
26:37O momento da colisão está relativamente bem definido por mudanças rápidas nos parâmetros de cada aeronave.
26:44Se considerarmos aquele momento como nosso marco zero, podemos então relacioná-lo com momentos individuais e então construir uma base de tempo comum.
26:52Primeiro, Shepard e sua equipe se concentram no 747 da SAUDE.
26:58SAUDE 763 aproximando-se de 140 para voar mais alto.
27:03Entendido, mantenha nível de voo 140, aguarde para subir.
27:08SAUDE 763 manterá 140.
27:10As gravações de voz da cabine revelam que os pilotos da SAUDE receberam instruções claras sobre suas altitudes e parecem tê-las compreendido.
27:20Depois de ser dito para que permanecessem a 14 mil pés, não se falou sobre subir para uma altitude mais elevada,
27:26o que os teria levado para a rota do voo da Cazak.
27:29Em seguida, Shepard verifica a gravação dos dados do voo para confirmar que o voo da SAUDE realmente seguiu as instruções que havia recebido.
27:40O gravador do voo da SAUDE nos dizia que a altitude havia sido normal durante a subida.
27:47Os pilotos da SAUDE haviam nivelado a 14.108 pés, bem dentro de seu corredor de segurança.
27:53Ele foi nivelado na altitude indicada de 14.000 pés e continuou a voar assim.
28:02Os pilotos da SAUDE seguiram as instruções do controle de tráfego aéreo meticulosamente,
28:12o que foi confirmado pelo controle de tráfego.
28:15Os controladores de tráfego queriam uma distância de mil pés entre os dois aviões
28:20e queriam que o avião da SAUDE voasse abaixo do jato da Cazak.
28:24Se os pilotos da SAUDE não haviam feito nada de incomum,
28:28cresce a suspeita de que, de alguma forma, o avião da Cazak é que estava no lugar errado.
28:34Quando os investigadores examinam as informações do gravador de dados do voo da Cazak,
28:39eles descobrem com grande inquietação que ele havia descido bem abaixo dos 15.000 pés,
28:43onde deveria ficar.
28:45Momentos antes da colisão, o avião da Cazak está a 14.000 pés,
28:54quase mil pés abaixo da altitude que lhe fora atribuída,
28:57e menos de 10 pés abaixo do voo da SAUDE.
29:03E então, ele foi direto rumo ao jato da SAUDE.
29:07A tripulação da Cazak continuou descendo,
29:14além da altitude para a qual tinha autorização, que era de 15.000 pés.
29:19Mas, por que razão o voo da Cazak havia saído tanto do curso?
29:26Cazak 1907, qual a posição?
29:29A Kazakstan Airlines apresenta uma teoria para a dramática perda de altitude de seu avião.
29:34A defesa da Cazaquistão baseava-se principalmente na presença de turbulência.
29:41Talvez um súbito impacto de turbulência houvesse forçado o avião a descer.
29:46O gravador de dados do voo da Cazak não parece indicar que a tripulação tivesse tido um voo turbulento.
29:52Ele mostra duas quedas distintas e súbitas de mais de 400 pés.
29:57A empresa aérea alega que essas duas quedas haviam sido provocadas por turbulência.
30:02Mas Peter Shepard não está tão certo disso.
30:05Quando vimos os saltos de 250, 500 pés,
30:10nossa reação inicial foi achar que aquilo não poderia estar certo.
30:15Quer dizer, o índice de mudança estava além daquele que uma aeronave pode realmente executar.
30:21O que mais poderia levar o avião a descer tão rapidamente?
30:27Ou pelo menos parecer descer tão rapidamente?
30:30Shepard procura uma explicação.
30:33Tentamos solucionar as inexatidões nas gravações da Kazak,
30:37verificando os outros parâmetros registrados e tentando apurar a altitude usando essas outras gravações.
30:43Trata-se de matemática complexa.
30:48Usando informações que incluem a velocidade e o índice de descida registrados no gravador de dados do voo,
30:54Shepard determina que o avião estava em uma descida constante.
30:58A razão para as aparentes descidas acentuadas é simples.
31:02Shepard descobre que o sensor que envia informações de altitude para o gravador de dados do voo estava com problema.
31:07Ele emperrava e deixava de enviar informações temporariamente.
31:13Quando voltava a funcionar, parecia erroneamente que o avião havia perdido muita altitude.
31:19Era como se houvesse um pouco de cola em uma área e ele parava ali.
31:24E no final a altitude mudou tanto que a força nele o fez saltar novamente.
31:30E ele ficou preso ali por certo tempo.
31:32Agora os investigadores podem descartar a turbulência de forma conclusiva como uma causa da colisão.
31:39Então não há uma descida súbita?
31:43Investigando registros de manutenção, os investigadores também descobrem que não havia problema com os altímetros do avião da Karsak.
31:51Eles descobrem que as diferenças encontradas nos instrumentos da cabine eram consequências do acidente e não sua causa.
31:58Para compreender por que o avião da Karsak continuara descendo, depois de ter sido solicitado que ficasse onde estava, os investigadores se voltam para o gravador de voz da cabine.
32:10A gravação tem início bem antes do acidente.
32:14Inicialmente não há qualquer sinal de alguma coisa errada.
32:17Karsak 1907, comunicar nível de passagem.
32:21Passando para 240, Karsak 1907.
32:27Como o Ilyushin 76 é um avião militar modificado, ele tem outro recurso em comum.
32:32Um local para um operador de rádio na cabine.
32:36Igor Hepp fica naquela posição e se encarrega de todas as comunicações para o voo da Karsak.
32:41Entendido.
32:42Sobre Delhi, aproximação 127.9.
32:46127.9 até mais, Karsak 1907.
32:49À medida que o avião se aproxima do aeroporto, Rappi entra em contato com Dutta, o controlador de aproximação.
32:58Aproximando-se de Delhi.
32:59Boa noite, Karsak 1907.
33:01Passando de 230 para 180.
33:05Eu disse ao voo da Karsak que descesse e mantivesse o nível de voo 150, que é de 15 mil pés.
33:12Entendido, Karsak 1907, descendo para nível de voo 150, informe a aproximação.
33:20Mil pés e distância vertical suficiente e foi a distância autorizada para os dois aviões.
33:28Karsak 1907, chegando agora a 150.
33:33O operador de rádio da Karsak havia, num determinado momento, afirmado ter atingido o nível de voo 150.
33:43Falta apenas um minuto para o impacto.
33:46E nesse momento o avião da Karsak parece estar exatamente onde deveria estar.
33:50Mil pés acima do avião da Saudi.
33:52Mas os investigadores sabem que em vez de nivelar, o avião continuou a descer.
34:00Aí começa o problema.
34:02Ao compararem as informações dos dados do voo com as gravações da cabine, os investigadores percebem algo perturbador.
34:10Karsak 1907, chegando agora a 150.
34:14Quando o Rapp chama o controle, dizendo que eles estão descendo para 15 mil pés, ele está na verdade mais de mil pés mais acima do que acredita estar.
34:27Os investigadores se perguntam como ele poderia ter cometido tamanho equívoco.
34:32Por que ele teria dito estar a 15 mil pés quando na verdade estava a 16 mil pés?
34:38Eles verificam o layout da cabine.
34:40Um operador de rádio não tem seu altímetro independente.
34:46Existem dois altímetros métricos, cada um deles em frente a cada um dos pilotos.
34:53Com algum esforço, o operador de rádio também conseguiria vê-los.
35:00Seja qual for a razão, Rapp está equivocado em relação à altura de seu avião.
35:05E ele é o único em contato com o pessoal em terra.
35:08Apesar da solicitação para que fique em 15 mil pés, o avião continua descendo.
35:13Ao fazer isso, Dutton envia um alerta aos pilotos da Karsak.
35:16Identificado o tráfego às 12 horas, recíproco, Boeing 747 da Saudi e 10 milhas.
35:23Deve cruzar em mais 5 milhas. Se ouvir, comunicar.
35:27Ele diz que fiquem atentos ao voo da Saudi, mas o jato da Karsak continua voando mais baixo.
35:32Pouco antes do acidente, Igor Rapp parece perceber que agora o avião está voando perigosamente baixo.
35:44Mas seu alerta não chega a tempo.
35:47Mantenha 150. Não desça.
35:49Acelere, Sany.
35:50O gravador de voz da cabine comprova o que os investigadores haviam descoberto nas gravações de dados do voo.
35:58No momento do acidente, o jato da Karsak estava tentando desesperadamente voltar para sua rota.
36:05Vá para 150 porque é 140. Ali!
36:08Mas os investigadores ainda estão intrigados. Por que o avião da Karsak continuara descendo?
36:18Depois de descartar erro do controlador, descartar falha mecânica,
36:24você precisa verificar os detalhes do comportamento humano durante a operação de um voo.
36:31O Cazaquistão é uma de várias repúblicas agora independentes que faziam parte da União Soviética.
36:36A empresa aérea nacional tem certa reputação no aeroporto Indira Grande.
36:43Sempre houve essa impressão de que aqueles operadores eram pouco experientes,
36:47que faziam basicamente o serviço de charter e não seguiam necessariamente as convenções da aviação ocidental moderna.
36:54Nós verificamos seu conhecimento da língua inglesa.
36:58A tripulação nos estados soviéticos passou nos exames de inglês,
37:07mas não era fluente para falar o idioma.
37:11Agora a Verma escuta mais atentamente a gravação de voz da cabine,
37:15procurando uma indicação de que a tripulação teria entendido equivocadamente as instruções.
37:20Será que o mau entendimento do idioma causar o acidente?
37:22Quantas milhas?
37:23Tráfego a 8 milhas, nível 1,4,0.
37:30Teriam os pilotos da Cazaque confundido sua própria altitude com aquela fixada para o avião saudita?
37:40Comunicando 8 milhas.
37:42Verma descobre que os membros dessa tripulação não estavam se comunicando claramente entre eles.
37:47Igor Rapp era responsável pela comunicação com o pessoal em terra,
37:52mas não é indicação de que o piloto e o copiloto estivessem ouvindo as instruções dele.
37:57Acione o aquecimento do motor.
38:00Enquanto o restante da tripulação estava ocupado discutindo procedimentos de chegada,
38:04Rapp parecia estar sozinho às voltas com a altitude.
38:07Agora verificando, o 907.
38:08É procedimento de rotina que o briefing de chegada seja completado antes do início da descida
38:18para que toda a tripulação possa prestar total atenção ao rádio.
38:22Se por um lado o operador de rádio parece ter entendido que o avião da Saudi estava a 14 mil pés,
38:28investigadores acreditam que o copiloto achou que ele estava liberado para 14 mil pés
38:32e continuou sua descida.
38:34Mantenha o nível.
38:38Que nível passaram?
38:40Quando o piloto realmente responde, ele parece confuso.
38:44Acho que os pilotos não prestaram muita atenção
38:50e confiaram demais no operador de rádio
38:53para navegar a aeronave durante esse momento crítico.
38:57A decisão de aumentar a potência e parar de descer termina em tragédia.
39:02Mantenha o 150. Não desça.
39:04Acelere, Sânia.
39:06Vá para o 150, porque é o 140.
39:08Ali!
39:17O relatório final responsabiliza diretamente a tripulação do voo da Kazaki.
39:23No lugar errado, na hora errada, um simples mal-entendido levou à morte de 349 pessoas.
39:34A investigação concluiu que a principal causa desta colisão aérea foi a não observância da altitude designada autorizada para a aeronave da Kazakistã.
39:51Os investigadores estão certos de que sabem qual foi a causa da pior colisão aérea na história da aviação.
39:58Entretanto, eles querem que a indústria tome algumas medidas para que o aeroporto de Indira Gandhi seja mais seguro.
40:05Eles descobrem que a tecnologia que poderia ter impedido tal acidente já estava no aeroporto.
40:10Os investigadores determinaram que a comunicação confusa na cabine e um simples mal-entendido provocaram um acidente devastador que matou quase 350 pessoas.
40:21Entretanto, a tecnologia que poderia ter ajudado a evitar esse acidente já existia.
40:35Sistemas que teriam ajudado tanto os pilotos no ar quanto os controladores em terra.
40:40Os investigadores são especialmente críticos em relação ao radar que estava sendo usado em Nova Delhi.
40:45Naquela época, os controladores de tráfego aéreo contavam com uma tecnologia bastante ultrapassada.
40:51Não havia um radar secundário disponível no aeroporto de Delhi, somente um antigo radar primário.
40:57Um radar primário envia sinais de rádio para localizar aviões do céu.
41:02O sinal bate no avião e volta para uma antena em terra.
41:06Ele lê a posição do avião, mas não sua altitude.
41:09O radar primário lhe fornece um quadro.
41:15O radar secundário funciona de maneira diferente.
41:19Um transponder a bordo do avião envia uma mensagem para o pessoal em terra com informações-chave acerca do voo, incluindo sua altitude.
41:28Salve 763, aproximando-se do nível de voo 100.
41:34Entendido, subir para nível de voo 140.
41:36No dia da colisão, o controlador de aproximação VK Dutta só podia contar com o que as tripulações diziam acerca da altitude das aeronaves.
41:46Cazak 1907, chegando agora a 150.
41:51O operador de rádio da Cazak disse que eles estavam voando a 15 mil pés, mas Dutta não tinha como confirmar tal informação.
41:59Se ele tivesse tido informação sobre a verdadeira altitude do voo da Cazak, ele poderia ter desviado o voo da Salve de seu rumo.
42:07Esse é um quadro tridimensional.
42:23Portanto, você tem algum tempo para reagir.
42:27Você pode tirar a aeronave dali.
42:29O radar secundário é um avanço em relação ao primário.
42:59E nesse caso em especial, tendo-se também a informação sobre altitude, poderia ter sido possível evitar um acidente daquela natureza.
43:11No ano seguinte ao acidente, três colisões aéreas quase chegaram a ocorrer próximas do aeroporto de Indira Gandhi.
43:20Mais de dois anos se passariam até que o sistema de radar secundário fosse instalado.
43:25Hoje, os controladores de voo no aeroporto internacional de Indira Gandhi vêem número de voo, altitude e direção de um avião.
43:36Muito mais informações do que o controlador VK Dutta tinha à sua disposição no dia do acidente.
43:41Os especialistas acreditam que um outro dispositivo tecnológico poderia ter ajudado a evitar a colisão.
43:52O TECAS.
43:53O TECAS gera alertas e avisos para a tripulação.
43:59Isso lhes dá tempo para reagir, chama a atenção da tripulação para a situação em que estão, e o equipamento verifica a separação vertical.
44:13O TECAS é um sistema de prevenção de colisão, que pode ser instalado a bordo das aeronaves.
44:21Em muitos países, a tecnologia é obrigatória.
44:24O sistema alerta os pilotos quando outros voos estão ficando próximos demais.
44:28O sistema também informa automaticamente que ações evasivas a tripulação deve tomar.
44:33Nenhum dos aviões estava equipado com o TECAS.
44:36A Autoridade Aeroportuária da Índia também tornou os aeroportos mais seguros, reprojetando os corredores de ar chegando e saindo das pistas.
44:47No momento da colisão, havia um corredor de ar principal para aviões comerciais aterrissando e decolando do aeroporto internacional Indira Gandhi.
44:56Com o aumento do tráfego aéreo, aquele único corredor estava se tornando movimentado demais.
45:01Depois do acidente, mais corredores foram abertos para voos comerciais.
45:11De um modo geral, os padrões de segurança na aviação melhoraram.
45:16A preocupação com segurança aumentou.
45:20Tecnologia ultrapassada e comunicação confusa levaram a esse acidente.
45:24Mas como quase todo acidente na aviação, foi uma série de acontecimentos, aparentemente sem muita importância, o que levou ao desastre.
45:36Em retrospectiva, aquelas pessoas tiveram a grande infelicidade de se encontrarem no céu.
45:44Há uma chance em um milhão de que aquilo aconteça.
45:48E certamente outras coisas poderiam ter evitado aquilo, como sistemas de radar para evitar colisões.
45:57E creio que continuamos a fazer avanços nessa área.
46:01E eu não me preocupo em voar.
46:05Com certeza existe a questão do destino.
46:10Eu não sei.
46:11Fico feliz de não termos estado cinco minutos à frente de onde estávamos.
46:15V.K. Dutta teve uma longa carreira como controlador de tráfego aéreo.
46:21Hoje ele trabalha em uma faculdade, treinando jovens controladores.
46:27Lá sou o instrutor-chefe, treinando controladores de tráfego aéreo.
46:31Sou viciado no meu trabalho. Realmente adoro meu trabalho.
46:36Dutta, inicialmente suspeito de ter provocado o acidente, ajudou a implementar as alterações que tornaram o aeroporto de Nova Delhi mais seguro.
46:43Seus esforços valeram a pena.
46:46Hoje o aeroporto recebe 20 milhões de passageiros por ano.
46:50Desde que o novo sistema de radar foi instalado e os novos corredores foram abertos, não houve mais acidentes fatais nesse aeroporto.
47:02Versão brasileira Centauro
47:05Centauro
47:11Rápido
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