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  • há 4 meses

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00Música
00:30Música
01:00Pela igualdade dos sexos, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, da paz do sergador, do homem, pelo orde, pela igualdade dos sexos, igualdade, igualdade, igualdade, pela paz do sergador, do homem, pelo orde, pela igualdade dos sexos, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade
01:30Pelo voto, pelo corredor do sexo, igualdade, igualdade, igualdade.
01:35Abraço o caminho dos homens, pelo voto, pelo corredor do sexo, igualdade, igualdade, igualdade.
02:00Abraço o caminho dos homens, pelo corredor do sexo, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade, igualdade.
02:30Abraço o caminho das mesmas vezes.
02:32Ah, de andar, é na calçada, é no meio da roupa, é ficar assustando o cavalo, não.
02:37Dobre sua língua, o cavaleiro que atrapalhou nossa parceata, pela igualdade dos sexos.
02:42Eu já ouvi falar, já ouvi falar, a senhora é daquelas que acham que mulher é igual a homem, né?
02:48Exatamente, a mulher é igual ao homem, merece os mesmos direitos.
02:51Igual, moça, moça, eu podia mostrar pra senhora o que o homem tem diferente da mulher.
02:57Mas se eu mostrar aqui no meio da rua, vai ser um escândalo.
03:03Cara, que eu não respeito, viu?
03:05Eu sou donzela, machão.
03:08Calma, moça braba, calma.
03:11O homem e a mulher foram feitos pra fazer pá.
03:16Não foram feitos pra brigar, não, moça braba.
03:27É, moça braba, moça braba.
03:54A mulher merece amor, merece amor e ganha um beijo.
04:03Obrigada, Petro, que bonitão.
04:05Em troca, moça braba, ela recebe um queijo.
04:12Agora eu gostei.
04:14Quem ganha um queijo?
04:23Eu aposto que a moça braba quer ganhar um queijo.
04:28Ou será que quer ganhar um beijo?
04:30Quer ganhar um beijo?
04:31Não se assinia, vem.
04:33Quer ganhar um beijo?
04:34Eu aposto que a moça braba quer ganhar um beijo.
04:53Eu aposto que a moça braba quer ganhar um beijo.
04:55Vamos, meninas, vamos continuar nossa guerra como gênero masculino.
05:00Vamos,iones, homens, gênero do povo.
05:04Grêmio, igualdade, desastre.
05:05Para nós, mulheres, igreja, jovens, gênero do povo.
05:11Grêmio, igualdade, desastre.
05:13Igualdade, igualdade, igualdade.
05:16Ei, oh, derrubaram meus queijo.
05:20Tem que botar aqui na carroça, oh.
05:23Nós vamos ajudar, mas cada uma vai querer seu queijo
05:26E eu, o meu beijo
05:53Catarina e Bianca, já estamos atrasados
06:16A regata deve estar começando, Wander
06:23Está linda
06:37E você, Catarina? Desce logo
06:43Pare com esse escândalo
06:48Já proibi de quebrar a louça
06:50Ela está nervosíssima
06:52Ela ficou sabendo que o senhor quer que ela conheça um rapaz na regata
06:55Ela fica brava quando ouve falar de casamento
06:58É o de sempre, Catarina
07:00Catarina não quer saber de namorada
07:01Ai, minha gastritinha
07:03Ai, põe uma caneca de leite morno
07:05Acalma o estômago
07:07Eu não posso deixar de escapar esse pretendente
07:17É carioca, acaba de se mudar pra São Paulo
07:19Não conhece a fama de fera de Catarina
07:22Eu é que acabo ficando prejudicada
07:23A filha não deixa namorar, casar
07:26Existe Catarina, se casa primeiro
07:28Eu vou acabar ficando encalhada
07:29Isso é a lei da vida
07:31A filha mais velha tem que se casar antes da mais nova
07:34A lei da vida é essa que o senhor tanto faz, isso não atrapalha
07:38Se você não for a regata
07:47Eu, eu tomo todos os seus livros
07:50Eu estava no quarto da madrinha Catarina
07:55Ela está brava, mas mandou recado
07:57Então, diga logo, Buscapé
07:59Ela mandou dizer que vai
08:01Mas que vai depois
08:02Mas que vai, vai
08:03Mandou dessa palavra de honra
08:05É melhor que não esteja mentindo
08:09Ou mando fritar as tuas orelhas e azeite
08:12Cruzqueado
08:13Até hoje você nunca faltou com tua palavra de honra, Catarina
08:18Eu vou confiar
08:20Mas não demora
08:22Jura
08:27Jura
08:29Jura
08:31Jura
08:33Pelo senhor
08:35Jura
08:38Pela imagem
08:40Da Santa Cruz
08:43Do Redentor
08:45Pra ter valor
08:46A tua jura
08:47Jura
08:48Jura
08:48Jura
08:49Jura
08:50Jura
08:54De coração
08:54Para que um dia eu possa dar-te o meu amor
09:00Sem mais pensar na ilusão
09:04Daí então
09:06Onde eu irei
09:09Um beijo puro na catedral do amor
09:13Dos sonhos meus, bem junto aos teus, para fugir das abençoas da dor.
09:43E o que eu vou fazer?
10:03Achou?
10:04Quem?
10:06É Catarina.
10:07Não é por ela que você está procurando?
10:09Olha as Mimosa, Catarina.
10:11Estou procurando por Heitor.
10:14Veja a Mimosa, lá está ele.
10:20Pare de ensinar o rapaz, assim você vai ficar falada.
10:28Vem aí, Tanoca, venha comigo.
10:31Eu vou falar com o Heitor.
10:33Você sabe que seu pai proibiu você de se encontrar com o Heitor.
10:36Se o papai voltava sem vítima, desculpa.
10:38Que desculpa, que desculpa que eu vou inventar?
10:43Ai meu Deus.
10:45É Catarina que não chega.
10:53Olha, mamãe, quem está lá?
10:55Quem?
10:56É a pintora Tarsila do Amaral.
10:59E?
11:00Com aquela roupa azul?
11:01Mas como elegante.
11:03É.
11:04E o homem que está do lado dela deve ser o escritor Oswald de Andrade.
11:09Diga.
11:10Ah, mas que joia linda que ela tem, hein?
11:13Eu já ouvi falar muito sobre eles.
11:14E ele é uns participantes da semana de arte moderna de 22, há cinco anos atrás.
11:18Escreveu um livro, meu amor, que uma loucura, não?
11:21Vejam, vejam, o doutor Batista é um rapaz que eu não conheço.
11:25Deve ser um novo pretendente para a Catarina.
11:28Pobre Batista.
11:29Ainda não desistiu de casar essa filha.
11:31Quero céus que não desistam nunca.
11:33Você esquece quando é do que o Heitor é meu irmão, que está apaixonado por Bianca.
11:37É.
11:38E por isso mesmo o pobre do Heitor não pode namorar.
11:42Está proibido namorar a Bianca, enquanto a Catarina não se casar.
11:46Vamos.
11:47Graças.
11:48Vamos logo cumprimentar o doutor Batista e saber tudo sobre o seu rapaz.
11:51Vamos.
11:52Vamos.
11:58Concentração e força, Heitor.
12:00Muita concentração e força, entendeu, rapaz?
12:02Deixa comigo.
12:03A nossa equipe é invencível.
12:05Vamos.
12:31Bianca.
12:32O que você está fazendo aqui, hein?
12:34Eu precisava te ver antes da prova, Heitor.
12:39Veja.
12:41Trouxe para te dar sorte.
12:43e a medalhinha do Sagrado Coração de Jesus.
12:56Eu sei que essa medalhinha vai me dar muita sorte.
12:58mas tem uma coisa que vai me dar muito mais sorte ainda.
13:09O quê?
13:12Um beijo.
13:13Não, não posso, Heitor.
13:16Não posso ser alguém ver.
13:18O pai pode ficar sabendo.
13:20Estou proibida de namorar com você.
13:22Bianca.
13:23Bianca.
13:24Seu pai não pode proibir o nosso namoro.
13:25Ninguém manda nos sentimentos.
13:26Eu te amo, sabia?
13:27Eu te amo, sabia?
13:28Eu te amo, sabia?
13:30É você.
13:36Eu te amo, sabia?
13:38Eu te amo, Eduardo.
13:40Eu te amo, sabia?
13:45Eu quero ser.
13:48Eu amo muito.
13:51Eu te amo, Edu.
13:54Muito.
14:10O jornalista Serafim do Amaral Tourim, esta é de Nora Valente, a sua mãe, Dona Josefa, e o meu velho amigo, Cornélio Valente.
14:29Encantada.
14:31Ao seu dispor.
14:33Então, senhora jornalista?
14:34Sou sim, eu acabo de vir do Rio de Janeiro.
14:37Eu comprei as instalações e o título da revista feminina que estou relançando.
14:41Afinal, isso.
14:43O senhor já conhece muita gente aqui em São Paulo?
14:45Não, quase ninguém, mas o doutor Batista me prometeu apresentar a sua família.
14:50Uma ganhão.
14:52Aposto que está interessada em conhecer a Catarina.
14:54Sabe que ela é belíssima?
14:55Mas tem um gênio...
15:00Um gênio muito delicado.
15:03Imagine que a pobrezinha não chegou ainda porque foi visitar um orfanato.
15:07Ela dedica a sua vida às criancinhas.
15:10É um poço de meiguice.
15:14Mas então, Catarina é uma flor.
15:16Uma rosa.
15:18Ela vem com certeza?
15:20Vem porque me prometeu.
15:22E ela sempre cumpre sua palavra.
15:25Cada vez tenho mais vontade de conhecer a Catarina.
15:29E Bianca?
15:30É!
15:31Mimosa, sabe muito bem que não pode deixar a Bianca sozinha há um minuto sequer.
15:36Onde ela foi?
15:38Lugar nenhum, papai.
15:39Estou aqui.
15:41Onde foi?
15:43Está corada.
15:46É que...
15:46É que a Kandoka precisava tomar ar, papai.
15:50Coisa de moça, sabe?
15:51Eu tive que acompanhá-la.
15:52Não foi, Kandoka?
15:54Foi sim, doutor Batista.
15:55Perdoe-me, mas é inconveniente sair sozinha.
15:58Está bem, mas da próxima vez levem a mimosa que é melhor.
16:01É muito gosto em conhecer a senhorita.
16:03Pelo que entendi, não é Catarina.
16:05Não.
16:06Sou apenas a Bianca, a irmã mais nova.
16:09Mas tenho muito gosto em conhecer a senhorita.
16:11É muito meiga.
16:12A meiguice é a maior qualidade em uma donzela.
16:15Meiga como Catarina, o senhor não há de conhecer.
16:19Mal posso esperar para conhecer a Catarina.
16:21Como o Heitor está lindo.
16:31Vença, Heitor.
16:32Vença.
16:33Vença.
16:42A última prova vai começar.
16:51Santa Cruz.
16:59Olha o mote.
17:01O teu bom dia é tão bom.
17:07Meu Deus.
17:16Carinha.
17:21Catarina, que loucura foi essa, Catarina?
17:31Atravessar o rio de bote.
17:33Não lhe dei minha palavra que viria, papai.
17:35Estava atrasada, fiz tudo para chegar aqui.
17:38Quer dizer que essa é sua filha, Catarina?
17:40É, mas não repare.
17:41Repare aqui, doutor Batista.
17:43A sua filha tem espírito e é muito linda.
17:46Permita que eu ajude a senhorita a desembarcar.
17:48Tchau!
17:58P Robinson, não sei.
18:03Tá na praia.
18:04Tchau!
18:06Tchau!
18:11Tchau!
18:12Tchau!
18:12Não, não, não.
18:42Eu tenho certeza que é ele, detetive.
18:49É reino mesmo, Julião Petrucchi.
18:53Finalmente encontrei o miserável...
18:56Ah, detetive, eu já começo a sentir o doce perfume da vingança.
19:02Eu quero que me ajude a segui-lo todos os dias, ouviu bem, detetive, todos os dias.
19:06Eu quero descobrir tudo sobre a vida de Julião Petrucchi.
19:10Sim, senhor.
19:12Eu pagarei o que for necessário.
19:15Embora não exista dinheiro suficiente para limpar a honra de um homem,
19:20para salvar a reputação de um anjo que esse miserável ajudou a destruir.
19:27Calma, senhor.
19:28Calma, calma.
19:30Eu não sou calmo.
19:31Eu quero destruir os Julião Petrucchi.
19:36Saia, faça o seu trabalho.
19:38Siga, aquela carroça.
19:49Siga, aquela carroça.
19:49Eu não sou calmo.
20:00Não sou calmo.
20:03Vamos lá.
20:33Vamos lá.
21:03Vamos lá.
21:33Vamos lá.
22:03Vamos lá.
22:33Não vai me dizer que foi um acidente?
22:36Foi de propósito, senhor.
22:37E daí?
22:37Pobre moço, teve que sair nas pressas, todo molhado.
22:41Não sei por que ficar me arrumando pretendente, papai.
22:43Não quero e não vou me casar nunca.
22:45E vou logo avisando.
22:46Este eu atirei no rio.
22:47O próximo é o foco.
22:48Ah, eu ainda vou enrolar essa tua língua como um tapete.
22:53Você vai se casar, sim.
22:55Um homem como eu, um banqueiro, uma posição social, não pode ter uma filha solteirona.
23:01Não caso nem que o senhor fique pelado no meio da rua.
23:06Pois se você casasse, eu seria capaz de ir pelado na festa.
23:10Catarina, a gastronomia do papai está cada vez pior.
23:16Riem, riem, riem de mim pelas costas.
23:20Eu sou o pai de Catarina, a fera.
23:23Minha filha, eu sou seu pai.
23:24Eu me preocupo com você.
23:25Uma mulher sem marido é uma faca sem ponta, galinha sem pé.
23:30Quer saber?
23:32Está para nascer o homem capaz de me levar para o altar.
23:36Tenho dito.
23:47Consegui o dinheiro para você pagar a sua dívida, Heitor.
23:52Mas não aposte mais nos cavalos.
23:55Ah, Dinorah, você não é a minha irmã, Dinorah.
23:58Você é um anjo.
24:00Como conseguiu?
24:02Vendeu alguma joia?
24:04Eu?
24:05Vender uma joia para pagar as tuas loucuras?
24:08Não.
24:09O Cornelio tinha uma nota promissória guardada.
24:13Um empréstimo que fez para o sobrinho.
24:15O Petrúquio.
24:16Exatamente.
24:17Ah, foi simples.
24:18Descontei a promissória do Petrúquio com a Jota.
24:25Dinorah, fique tranquila.
24:26Eu prometo não jogar mais.
24:28Você tem que resolver a sua vida, Heitor.
24:31Precisa se casar com a Bianca o mais depressa possível.
24:34Ela é rica.
24:35Dinorah, não fale assim.
24:36Não fale assim.
24:38Eu amo a Bianca.
24:39Ué, tanto melhor.
24:40Eu sempre disse.
24:41Se é para se apaixonar, se apaixone por alguém rico.
24:44Se eu pudesse, eu já tinha me casado com a Bianca, Dinorah.
24:48Só que o pai dela insiste que a Bianca só vai ter permissão para namorar, noivar e casar depois do casamento da Catarina.
24:55A Catarina.
24:56Sempre a Catarina.
24:57Se eu pudesse, arranjava um noivo para ela e ajeitava sua vida, Heitor.
25:01Mas quem?
25:03Quem é capaz de enfrentar Catarina a fera?
25:07Pode deixar que eu abro, Cornelio.
25:28Fique com a Pompom no instantinho, porque ela está muito nervosa.
25:32Cuidado, cuidado.
25:34Alergia a essa gata, viu?
25:35Viu, Dinorah?
25:36Viu?
25:37Ele despreza a Pompom.
25:38E quem despreza a Pompom, despreza a mim.
25:41Ah, Cornelio.
25:48Vim visitar meu tio Cornelio.
25:51O senhor está gripado, tio?
25:53A gata me dá alergia.
25:54Se quiser, eu faço um tapete dela.
25:56Não, o que é isso?
25:57Pelo amor de Deus, não faça isso.
25:59Ai, que horror.
26:00Eu vim conversar com o senhor, tio.
26:02E é uma conversa de homem para homem.
26:04Pare, Petrúquio.
26:05De homem para homem.
26:06Quieto, Cornelio.
26:07Deixa que eu...
26:07Cornelio, horas vejam só.
26:12Mas parece até que eu tenho uma bola de cristal.
26:15Julião Petrúquio.
26:17Sei muito bem por que veio.
26:19Vim pedir mais um prazo para pagar a nota promissória que fez para o seu tio.
26:23Ora, se é por isso...
26:24É isso, sim.
26:25Esse mês eu não vendi tanto queijo quanto antes.
26:27Eu preciso de mais um prazo.
26:28Pois, resolva com esse senhor.
26:31Está aqui, no cartão.
26:34Passei sua nota promissória para a frente, Petrúquio.
26:37Me botar na mão de um agiota, Dinorah?
26:40Começa!
26:41Mas isso é negócio de família, é um negócio entre tio e sobrinho.
26:44Há meses que você fez o empréstimo e não pagou.
26:47A gente vira, você tem que entender, meu amor.
26:49Você tem sangue ruim, Dinorah.
26:51Sangue ruim.
26:53Ninguém entra na minha casa para me destratar.
26:56Vai embora, Julião Petrúquio.
26:57Eu é que tenho muito prazer em ir embora.
27:06Cascavel.
27:07Seja paciente, minha divina.
27:09O Petrúquio é um bom menino.
27:11Você vai defender esse selvagem?
27:13É um horror.
27:16Esse rapaz do Petrúquio é mandão, é bruto.
27:20E tem um gênio forte.
27:22Pobre da moça que casaram com ele.
27:24Mandão?
27:25Bruto?
27:27A senhora disse casar?
27:29Eu disse casar, Dinorah.
27:31Casar.
27:31É, casar.
27:33Por quê?
27:34Por quê?
27:34Porque o Petrúquio tem um gênio forte.
27:38A Catarina tem um gênio forte.
27:40Meu Deus, como eu não pensei nisso antes?
27:44O Petrúquio é o homem ideal para enfrentar a Catarina.
27:49Já sei como prestar as coisas.
27:51Vou falar com a gente.
28:01Tem boca em abelha, cascavel e fulmigueiro.
28:06Acredite se quiser.
28:10O que medo pode ter do coração de uma mulher?
28:17É, só isso, é?
28:20Não tá valendo nem o capim que pasta, hein?
28:23Anda, anda.
28:25Vê se fabrica mais um pouco aí.
28:26O que queijo que eu vou fazer com essa miséria de leite aqui?
28:29Achando que é só você que tem direito de comer nessa fazenda?
28:36Melhorou, melhorou.
28:38Ah, madame, tô me sentindo, hein?
28:43Tô me sentindo.
28:44Senão vai virar churrasco.
28:46Tá vendo bem?
28:49Churrasco, hein?
28:51Com o que que o patrão tá falando?
28:52Ah, madame, é que tá muito melindrosa, Calixto.
28:55Muito melindrosa.
28:56Já falei que vaca não entende língua de gente?
28:59A minha ela entende, sim.
29:00Aí, ó, ó.
29:04Ei, Januário.
29:05Januário.
29:06Ô, Januário, tira a boca daí, Januário.
29:08Já proibi.
29:09Vai azedar o leite da vaca, ô.
29:12Sabe o que é, patrão?
29:12É que ontem eu vinha voltando da minha ossinha,
29:14aquela que eu tenho atrás da casa,
29:16eu senti um enjoo mesmo, uma coisa ruim no estômago.
29:18Parecia que tinha uma lagartinha correndo lá dentro.
29:21Conversa não.
29:21Vem de conversa não.
29:23Deixa eu pegar de novo aí e vai se ver comigo, hein?
29:25Bom, patrão, desde que eu termine o ordem,
29:29vai lá fora que tem um moço querendo falar com o senhor.
29:31Um moço?
29:32Essa hora?
29:33É o que que é?
29:34Comprador de queijo?
29:35Ah, quem dera, não.
29:36Moço da cidade, bem vestido, um Januário.
29:39Pode ser alguma coisa importante, não?
29:41Ô, merda.
29:52Dia, sou Julião Petruca.
29:54O que é que você deseja?
29:56Trouxe aí esta carta para o senhor.
29:57Minha carta?
29:58É de mulher?
29:59Mulher não olha a carta tão cedo.
30:01É, também não tem perfume, né?
30:04Deixa eu ver.
30:08Cobrança.
30:12Excelentíssimo, senhor João.
30:14Excelentíssimo.
30:15Quando começa com excelentíssimo, porque vem coisa.
30:16Começou mal, já.
30:18Porção de palavra aqui que não quer dizer nada.
30:20É uma porcaria de carta mesmo,
30:21que tem que ficar experimentando,
30:22igual a teta de vaca,
30:24para ver se é alguma coisa.
30:26E não pagar o valor estipulado
30:29na letra promissora em dez dias,
30:31com juros de mora,
30:33procederemos nisso
30:34do processo da penhora.
30:38Processo da penhora.
30:40Quer dizer que o senhor quer tomar minha fazenda?
30:51Eu não.
30:52O senhor Normando Castor,
30:53financista para quem eu trabalho,
30:54está fazendo a cobrança.
30:55Pois ponha-se daqui para fora,
30:57que eu não conheço nenhum Normando Castor.
30:59Eu não posso sair daqui sem mais resposta do senhor.
31:01Toma do seu bairro.
31:02Você vai correndo.
31:03Vai correndo, ou melhor, vai voando então.
31:05Vamos, vamos, que eu estou perdendo a paciência.
31:08Vamos, Lola.
31:09Aguenta aí, aguenta aí.
31:10Liga essa porcaria aí, vamos.
31:12Vamos, vamos.
31:14Vamos, olha.
31:15Vamos, olha.
31:16Vamos.
31:17Vamos embora.
31:20Vamos.
31:22Tem hora da fazenda.
31:23Tem hora da fazenda,
31:24se a gente está doido, está tudo doido.
31:27Eu escutei o final da conversa.
31:29Então escutou tudo.
31:31Escutou tudo.
31:32Tem um doido aí querendo tomar minha fazenda.
31:34Tal de agiota.
31:35Nunca me meti com a agiota.
31:38Devia pegar essa notinha aqui
31:39e tacar lá no chiquinho dos porcos
31:40para ele aprender, viu, Caliço?
31:41Caralho, seu Julião Petrúquio.
31:44Ó, desculpe eu estar me metendo no seu trabalho.
31:47Ai, égua.
31:48O senhor quando fica nervoso vai se ver tudo vermelho.
31:51Não pensa, esfria um pouco essa cabeça.
31:54Não pode ser assim.
31:55Está esquecido que ontem foi lá brigar
31:57com a tarde de ignorar a mulher do seu...
31:59do seu Cornélio.
32:03Ai, diabo.
32:04Normando Castor.
32:11É o mesmo nome, Caliço?
32:13É o mesmo nome.
32:14A de ignorar vendeu minhas notas promissórias
32:16e agora esse agiota aqui quer tomar minha fazenda.
32:18A de ignorar vendeu minhas notas promissórias.
32:25Tá quieto, vai pra onde?
32:26Vai, vai!
32:27Eca!
32:28Eca!
32:29Vamos lá, calma.
32:30Vamos lá, calma.
32:31Vamos lá, calma.
32:32Vamos lá, calma.
32:33Vamos lá.
32:34Vamos lá.
32:35Vamos lá.
32:36Vamos lá, vamos lá.
32:38Vamos lá, vamos lá.
32:44Vem, irmão!
32:45Vai, porteira!
32:55Dindinho, o que deu em você que agora fica metendo o nariz onde não é chamada?
33:01Vai lá pra dentro, cuida do seu trabalho, vai!
33:06Oh, meu Deus do céu.
33:07Tomara que ele não faça nenhuma besteira.
33:10Eca!
33:11Que vida!
33:12Jura, jura, jura pelo Senhor.
33:20Jura, pela imagem da Santa Cruz.
33:27Tu retentou pra ter barro na tua ajuda.
33:32Jura, jura.
33:35Deu certo!
33:36Jura!
33:37A chata fez o que eu pedi.
33:38Jura!
33:39Jura, abre a porta!
33:40Jura!
33:45Petrúquio, meu querido sobrinho!
33:47Aceita um cafezinho, Petrúquio?
33:49Ou um pedaço de bolo em fubá?
33:50Tem que...
33:51Não, não aceito café nem bolo nenhum, não.
33:53Dinorah!
33:55Dinorah!
33:56Quer que eu perca a minha fazenda e fique me abrindo a porta com um sorriso?
33:59O que é que tá pretendendo, hein, Dinorah?
34:01Quero que você seja feliz.
34:03Hã?
34:04Você é sobrinho do meu marido, Cornélio?
34:06Pensa que eu não me preocupo com você?
34:10Eu acho que eu morri.
34:12Eu tô achando que eu morri e vim parar aqui no céu, sabe?
34:16Só que eu não pensei que eu ia encontrar Dinorah me esperando, não.
34:19Só falta as asinhas de anjo e a harpinha.
34:21Mas deve estar com o rabo de capeta escondido em algum lugar.
34:24Um dia você vai descobrir o bem que lhe quero.
34:27Olha, eu pensei.
34:28Pensei muito sobre a sua situação.
34:30Até meus melos ferveram.
34:32Petrúquio, você precisa se casar com uma moça rica.
34:37Rica e linda.
34:38E com um bondote que resolverá todos os seus problemas financeiros.
34:43É.
34:44Salvará sua fazenda.
34:45Casar.
34:46Eu?
34:47Casar?
34:48Exatamente.
34:49Casar.
34:50Encontrei a noite dela.
34:52Catarina Batista.
34:56Catarina.
34:59A fera.
35:01Aconteceu uma coisa maravilhosa.
35:02Deixe pra me contar depois.
35:03Não vê que acabo de acordar.
35:04Catarina.
35:05O rapaz, o caioca que você jogou no rio, está lá embaixo.
35:06Pensa que caiu no rio por acidente.
35:07Quero vê-la.
35:08Que já é o caioca que você jogou no rio, está lá embaixo.
35:09Pensa que caiu no rio por acidente.
35:10Quero vê-la.
35:11Que já está fisgado por você.
35:12Manda esse sujeitinho ver se eu estou na esquina.
35:14Pensa que caiu no rio por acidente.
35:15Quer vê-la.
35:16E já está fisgado por você.
35:17Manda esse sujeitinho ver se eu estou na esquina.
35:18Pensa que caiu no rio por acidente.
35:19Quero vê-la.
35:20E já está fisgado por você.
35:23Manda esse sujeitinho ver se eu estou na esquina.
35:37O que?
35:38Você vai descer e recebe-lo, sim senhora.
35:39Quero ver que ele abriva.
35:42Se não for, fica sem mesada.
35:45Quero ver que ele abriva.
35:49Se não for, fica sem mesada.
35:54O quê?
35:55A mesada é minha, é um direito meu.
35:59Olha, papai, eu tô ficando nervosa.
36:01Eu tô ficando nervosa, eu quebro tudo.
36:04Ou é assim, ou fica sem um vinteiro do meu bolso este mês.
36:15Busca a pé!
36:37Ela já veio.
36:40Ao saber que estava aqui, ela correu se arrumar.
36:43Mas sente-se, jornalista Serafim, sente-se, por favor.
36:49Eu vou lá dentro buscar os papéis.
36:52Enquanto isso, a mimosa vai preparar os seus deliciosos bolinhos de chuva.
36:56Com licença.
37:02Eu já venho lhe fazer companhia.
37:05Sabe como são as moças.
37:07Catarina deve estar na frente do espelho, pondo-se linda pro senhor.
37:13Padrinha, eu não posso fazer isso.
37:19Vai fazer, porque eu estou mandando.
37:22Eu não posso fazer isso.
37:52Desculpe, senhorita, mas eu não estou entendendo.
38:18Desamarra logo de uma vez.
38:35Esqueceram de tirar minha camisa de força depois do meu ataque.
38:38Desculpe, desculpe, desculpe.
38:44Eu estou calma.
38:46Estou muito calma.
38:48Estou muito calma.
38:51Estou bem calminha.
38:52Agora eu fico em calminha.
38:55Fico em calminha.
38:57Fico em calminha.
38:58Eu tô com uma sede.
39:18Que sede.
39:24Tô com uma fome da água hoje, talvez.
39:28Vou lembrar que a senhorita não bate bem na cabeça.
39:36Você me chamou de doida?
39:38Você tá me chamando de doida?
39:39Não.
39:41Desde que eu saí do hospício, ninguém nunca mais me chamou de doida.
39:44Calma, senhorita.
39:46Você tá querendo me assustar, é?
39:48Você tá querendo me assustar?
39:50Vou te mostrar quem é que é a doida.
39:53Vem cá, calma.
39:53Vou te mostrar.
39:55Eu vou te mostrar!
39:55Não!
39:58Casar, casar com Catarina Batista, fera.
40:15É melhor me botar numa jaula com uma onça braba.
40:18Você é um ingrato.
40:20Quero te casar com o melhor partido da cidade.
40:22Você grita feito um porco sendo estripado.
40:24De ignorar, de ignorar, todo mundo sabe que Catarina é uma fera.
40:28Além do que, deve ser mais feia que a peste.
40:31Espera aí, Petrúquio.
40:32Você nunca viu Catarina?
40:33Nem quero.
40:35Mulher de tão maus bofos deve ser mais feia que o cão.
40:37A Catarina é uma moça muito bonita.
40:38Deixe, Cornélio, deixe.
40:40Tento ajudar e sou tratada dessa maneira.
40:44Grato.
40:45Casamento.
40:46Casamento só é bom pra mulher.
40:47É por isso que eu não caso.
40:52Mulher só serve pra beijar.
40:54Pra namorar.
40:57E fazer sem vergonhice.
40:59De ignorar.
41:01Você ouviu o que ele disse?
41:02Falou em sem vergonhice.
41:04Essa é uma casa de família, Julião Petrúquio.
41:08Limpe a boca antes de falar bobagem diante de duas senhoras de respeito.
41:12Ele não falou por mal.
41:13Cornélio, sai da minha casa, Julião Petrúquio.
41:16Você não serve para frequentar pessoas elegantes como eu.
41:24Eu ainda faço a churrasco dessa gata.
41:40Correu como um coelho assustado.
41:41Uma camisa de força
41:47Essa que eu fiz ano passado com minhas amigas
41:51Devia estar no baú e ela pegou
41:53Catarina, eu estou furioso com você, furioso
41:57Todos os bons partidos da cidade já passaram por essa sala
42:01E você espantou um a um
42:03E vou espantar todos que o senhor trouxer
42:06Eu não caso nem com sua dança de cirula no meio da rua
42:09O casamento é o maior fã do trabalho
42:11Entendeu, Catarina?
42:13Eu só pense em mim
42:14Enquanto você não estiver casada, nem namorar posso
42:18Proibido de falar para o casamento na minha frente
42:28Proibido?
42:34Fica com pessoa
42:37Eu vou pegar uma caneta de leite novo
42:39Catarina, você está me matando
42:42Me matando
42:44Jura
42:51Jura
42:54Jura
42:56Jura
42:56Pelo senhor
42:58Jura
43:01Pela imagem
43:03Da Santa Cruz
43:06Que o redentor
43:08Pra minha valora
43:09Tua ajuda
43:10Jura
43:11Jura
43:13Jura
43:14Jura
43:15De coração
43:18Para que um dia eu possa falar do meu amor
43:23Doutor Batista?
43:36Quanta honra.
43:38Jornalista Serafim.
43:41Eu quero me desculpar pelo comportamento da minha filha Catarina.
43:47Ela não é doida como quis parecer.
43:49Foi apenas uma brincadeira exagerada.
43:55Então ela quis rir de mim?
43:58Francamente, mulher, nenhuma riu de mim em toda a minha vida?
44:02Ora, o senhor é jovem.
44:04Também deve ter senso de humor.
44:07Volte a visitar Catarina.
44:10Acabaram se entendendo.
44:13Doutor Batista, eu percebo que o senhor tem uma filha encalhada e faria o diabo para vê-la casada.
44:19Falemos francamente, o que me oferece para eu cortejar a sua filha?
44:26O quê?
44:30A minha filha não está encalhada.
44:33E muito menos é um cacho de bananas para ser negociada.
44:37Eu vejo que me enganei com o senhor.
44:42Passar bem.
44:43Olha o jornal, quem vai querer?
44:53O jornal, senhora.
44:55Bom dia, senhora.
44:57Olha o jornal.
44:58Tinha aí, daquelas jornal?
44:59Olha o jornal, chortaleiro.
45:02Tinha aí.
45:03Tinha aí.
45:03Ei, oi, vamos lá.
45:05Tinha aí.
45:05Tinha aí.
45:06Tinha aí.
45:06Tinha aí.
45:07Amém.
45:37O senhor é seu Normando Castor, o agiota que está com as minhas notas promissórias?
45:51Mais respeito, rapaz. Eu sou financista. Não sou agiota. E o senhor quem é?
45:58Petrúquio. Julião Petrúquio.
46:02Ah, sei. Julião Petrúquio.
46:07Foi o senhor quem expulsou o meu mensageiro da sua fazenda.
46:12Eu perdi as estribeiras, mas agora está tudo sob controle.
46:16Seu Normando, eu preciso de mais um prazo.
46:22A sua dívida não é pequena.
46:26Não. Não, não é pequena. Eu sei, não é pequena.
46:29Mas o senhor não pode tomar minha fazenda, seu Normando. É a única coisa que meu pai me deixou.
46:33E quando ele estava doente na cama eu prometi que ia ser a melhor fazenda da região.
46:38E vai ser. Eu garanto.
46:41Calma, calma, calma.
46:43Ela tem boas terras, tem muitas vacas.
46:45Que melhor queijo de toda São Paulo.
46:49Então, vamos fazer o seguinte. Eu vou até a sua fazenda para conhecer.
46:55Se for uma boa propriedade eu aceito reformar a letra.
47:01Dividir o pagamento em prestações.
47:03Não tenha medo, não tenha medo. Eu não pretendo tomar a sua fazenda.
47:09Eu gosto de ajudar a quem trabalha.
47:14Senhor Normando.
47:16Senhor Normando.
47:18Muito obrigado.
47:20Eu tenho muito pra agradecer. Muito obrigado, senhor Normando.
47:23Muito obrigado.
47:33Que lugar é esse? Um escritório.
47:37Pertente a um conhecido agiota, senhor.
47:40Se o moço entrou aqui é porque tem dívida.
47:42Uma agiota. Ele caiu nas garras de uma agiota.
47:45Ele caiu nas garras de uma agiota.
47:47É a minha grande oportunidade.
47:48Era tudo o que eu precisava para destruir Julião Petrinho.
47:51De quanto é a dívida daquele bandido?
47:53Que lugar é esse? Um escritório.
47:55Pertente a um conhecido agiota, senhor.
47:57Se o moço entrou aqui é porque tem dívida.
47:59Uma agiota.
48:01Ele caiu nas garras de uma agiota.
48:03É a minha grande oportunidade.
48:05Era tudo o que eu precisava para destruir Julião Petrinho.
48:15De quanto é a dívida daquele bandido?
48:17Quem é o senhor?
48:19De quem o senhor está falando?
48:20Eu falo do safado do Petrinho que acabou de sair daqui.
48:23Os assuntos de meus filhos são confidenciais.
48:27O senhor, por favor, queira se retirar.
48:32Ninguém diz não para mim.
48:34Joaquim de Almeida Leal. Ninguém.
48:41Eu pago o que for necessário para acabar com o Petrinho.
48:47Por favor, tenha bondade.
48:53Sente-se. Por favor, sente-se.
48:56Doutor...
48:58Joaquim, Joaquim.
49:00Por favor, o senhor...
49:01O senhor deseja um copo d'água, um cafezinho?
49:03Eu quero me vingar.
49:08Eu quero tirar tudo o que ele tem.
49:10Alto mar? Que invasão é essa?
49:11Mas que casca grossa? Nem bateu na porta.
49:12Nem cantar a minha vitória, Dinorah.
49:13Apesar das suas artimãs, eu me safei.
49:14O quê?
49:15Falei com um agiota, ele vai me dar mais um prazo.
49:16Vou me livrar da dívida sem ter que cair nas garras da Catarina, como você quer.
49:18Que bom, Petrúquio.
49:19Bom coisa nenhuma, Cornelio.
49:20Que satisfação.
49:21Vê essa sua cara de espanto, Dinorah.
49:22Eu vou comemorar.
49:23Eu vou comemorar.
49:24Eu vou comemorar.
49:25Vou comemorar.
49:26Vou comemorar.
49:27Vou fazer um piquenique na beira do rio Tamandotei.
49:29Apareça por lá, Cascavel.
49:30Apareça por lá.
49:31Vou me divertir muito bem.
49:32Apesar das suas artimãs, eu me safei.
49:33Apesar das suas artimãs, eu me safei.
49:34O quê?
49:35Falei com um agiota, ele vai me dar mais um prazo.
49:36Vou me livrar da dívida sem ter que cair nas garras da Catarina, como você quer.
49:38Que bom, Petrúquio.
49:39Bom coisa nenhuma, Cornelio.
49:40Que satisfação.
49:41Vê essa sua cara de espanto, Dinorah.
49:44Eu vou comemorar.
49:46Vou comemorar.
49:47Um piquenique na beira do rio Tamandotei.
49:50Apareça por lá, Cascavel.
49:53Apareça por lá.
49:54Vou me divertir muito mais, aproveitando a minha vitória.
49:57Apareça, Cascavel.
49:58Apareça.
50:01E agora?
50:02Eu sou mulher pra perder uma guerra.
50:04Decidi que Petrúquio vai se casar com Catarina e ele há de se casar.
50:10Divina, eu posso dar uma ideia?
50:12Se for para dizer bobagens, é melhor ficar calado.
50:16O Petrúquio não conhece Catarina.
50:19Pensa que ela é feia, mas ela tem os olhos lindos.
50:22De fato.
50:23Catarina faz boa figura.
50:26O Petrúquio não pode ver uma mulher bonita.
50:28Quem sabe você apresentasse assim o Petrúquio para Catarina.
50:31Assim, por acaso.
50:33Ele tem razão.
50:35É verdade.
50:36Não seria a primeira vez que um deles se apaixona por ela.
50:41O Petrúquio poderia ser mais um.
50:43E ela também gostar dele.
50:45Ah, que depois de tantos anos de casamento, você deu uma ideia que preste.
50:50Parabéns.
50:51O telefone.
50:52Vou já ligar para Catarina e convidá-la para tomar a fresca na beira do rio.
50:58Os dois vão se encontrar ainda hoje.
51:05Alô?
51:06Alô?
51:07Alô?
51:08Alô?
51:09Oi, dona Dinorá, como vai?
51:12E a família?
51:13Ah, tudo bem.
51:15Catarina!
51:16Foi a confeitaria tomar chá com umas amigas.
51:18Despeça, mamãe.
51:19A Catarina está na confeitaria.
51:20Vamos para lá.
51:21Minha intuição não falha.
51:22Eu tenho certeza que o Petrúquio vai cair de quatro aos pés dela.
51:24Ai, eu sinto.
51:25Sinto o cheiro da paixão no ar.
51:26Vamos, vamos.
51:27Bom, já que o ensaio acabou, eu vou levar vocês para dar um mergulho no rio.
51:31Que ótimo ideia, Petrúquio disse, está tão quente.
51:33É, no caminho a gente compra alguma coisa de comer e de beber.
51:38Opa!
51:39Aí!
51:40Vamos, Duque!
51:41Vamos!
51:42Vamos!
51:43Vamos!
51:44Vamos!
51:45Vamos!
51:46Vamos!
51:47Vamos!
51:48Vamos!
51:49Vamos!
51:50Vamos!
51:51Vamos!
51:52Vamos!
51:53Vamos!
51:54Vamos!
51:55Vamos!
51:56Vamos!
51:57Vamos!
51:58Vamos!
51:59Vamos!
52:00Vamos!
52:01Vamos!
52:02Vamos!
52:03Vamos!
52:04Vamos!
52:05Vamos!
52:06Vamos!
52:07Vamos!
52:08Vamos!
52:09Vamos!
52:10Vamos!
52:11Vamos!
52:12Vamos!
52:13Vamos!
52:14Vamos!
52:22Vocês já viram a revista feminina que está sendo relançada com o BIPO, meu amor?
52:26Só faz receita de pontos bordados.
52:28É um horror para nós feministas.
52:30Precisamos organizar um protesto contra essa revista, então.
52:31Uma manifestação em repúdio.
52:32Catarina, que gosto vê-la.
52:33Que ignorada, Ana Josefa.
52:34Que coincidência nos encontrarmos aqui na confeitaria.
52:35Já conhecem minhas amigas, Lourdes, Bárbara?
52:36Não!
52:37Não!
52:38Quem é que não conhece as feministas mais ativas dessa cidade, né?
52:42Não foi uma coincidência, Catarina?
52:43Eu e mamãe estávamos uns loucas para um tomada fresca, passear na beira do rio.
52:47Foi!
52:48E lembramos de você.
52:49Foi!
52:50Telefonei para sua casa e sou que estava aqui.
52:51Que tal?
52:52Vem passear conosco.
52:53Vem!
52:54É!
52:55Bom, evidentemente, as suas amigas também são convidadas nossas.
52:57Ah, sim?
52:59Ai, Catarina, vamos!
53:00Eu sempre quis passear na beira do rio.
53:01É tão distante para ir a pé.
53:02É uma ideia maravilhosa.
53:03É!
53:04É, telefonei para sua casa e sou que estava aqui.
53:06Que tal?
53:07Vem passear conosco.
53:08Vem!
53:09É!
53:10Bom, evidentemente, as suas amigas também são convidadas nossas.
53:14Ah, sim?
53:15Ai, Catarina, vamos!
53:16Eu sempre quis passear na beira do rio.
53:18É tão distante para ir a pé.
53:23É uma ideia maravilhosa.
53:33Ritor.
53:34Ah, Ritor, você não devia ter vindo.
53:51Meu Deus, papai te pega aqui.
53:52Ele fica furioso.
53:53Ninguém me viu entrar, Bianca.
53:55A mimosa deixou o portãozinho dos fundos aberto.
53:58Ai, Bianca.
54:00Eu não posso ficar longe de você.
54:02Nem eu sem você, Hitor.
54:07Às vezes eu fico tão triste em pensar que só poderíamos ser felizes depois de Catarina casar.
54:12Eu não vi estar lá no caso nunca, viu?
54:15Eu quero morrer quando penso nisso.
54:18Descanse, meu amor.
54:20Eu estou muito confiante.
54:22A Dinorah está arrumando um novo pretendente para a Catarina.
54:26Não adianta.
54:27A Catarina bota todos para correr.
54:30Mas eu confio na Dinorah.
54:31Eu vou chorar.
54:33Se ela acha que se vai aguentar o tranco, ela deve estar certa.
54:38Mas eu acho que a Catarina só casa por milagre.
54:40Ah, meu amor.
54:41Fique assim.
54:42Vai dar tudo certo.
54:43Agora me dá aquele sorriso que eu gosto tanto.
54:44Mãe.
54:45Mãe.
54:46Mãe.
54:47Mãe.
54:48Mãe.
54:49Mãe.
54:50Mãe.
54:51Mãe.
54:52Mãe.
54:53Mãe.
54:54Mãe.
54:55Mãe.
54:56Mãe.
54:57Mãe.
54:58Mãe.
54:59Mãe.
55:00Mãe.
55:01Mãe.
55:02Mãe.
55:03Mãe.
55:04Mãe.
55:05Mãe.
55:06Mãe.
55:07Mãe.
55:08Mãe.
55:09Mãe.
55:10Mãe.
55:11Mãe.
55:12Mãe.
55:13Mãe.
55:14Eu não vivo sem você, Bianca.
55:16Nem eu sem você, então.
55:18Mãe.
55:39Não.
55:40Mãe.
55:42Mãe.
55:43Mãe.
55:45Mãe.
55:49Mãe.
55:51Mãe.
55:51Mãe.
55:53Mãe.
55:54Esse é o caminho que leva a marvelous.
55:57Mãe.
55:58Ai, eu sempre vim aqui com meu irmão Heitor.
55:59Ai, gosto das árvores, desses pensa.
56:02Cantar os pássaros.
56:04Isso não foi um canto de passarias.
56:06E de Noura, e de Noura, eu acho.
56:10Ah, é de ser alguma lavadeira.
56:13Muitas delas vão logo ali a cima, lavando as roupas para os feguiços.
56:16É um pequenininho.
56:18O que é?
56:23Parece que Cinderela passou por isso.
56:25Neste caso, a Cinderela perdeu algo mais do que um sapatinho.
56:38Ah, meu Deus do céu.
56:43Catarina, eu acho melhor nós irmos embora, né?
56:45Nada disso de ir embora.
56:47Agora eu fiquei curiosa.
56:48Vem, papai.
56:50Ai, mamãe.
56:55Fique aqui, papai.
56:57Fique aqui, sim.
56:58Fique aqui, sim.
57:05Botina mal cheirosa.
57:08Quem é você?
57:09Não tem vergonha, não?
57:11Mas o que é isso?
57:12Por sua culpa, eu não posso continuar meu passeio?
57:19Olha lá.
57:21Parece que encontramos o dono das botinas.
57:25Escrevam-se.
57:55Abelha!
57:56Ai, abelha!
58:00Minhas, estão vendo que eu vou jogar para o outro lado?
58:06Abelha, abelha!
58:13Abelha, abelha!
58:17Quem é que jogou as botinas nas abelhas?
58:19Eu sei quem foi, foi Catarina Batista.
58:21Ela jogou a botina nas abelhas.
58:23Catarina Batista, um demônio de saia.
58:26Acha a vida!
58:35Jura?
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