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O agronegócio brasileiro busca mensurar o estoque de carbono no solo para calcular com precisão a pegada de carbono das suas atividades. A iniciativa pode garantir acesso a um mercado crescente de créditos de carbono e ao pagamento por serviços ambientais. Confira com Mariana Grilli.
Reportagem: Mariana Grilli

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Transcrição
00:00Hora H do Agro
00:12Um dos temas centrais da COP30 será o mercado de carbono.
00:18De olho nesta oportunidade, o agronegócio brasileiro está investindo em práticas de agricultura regenerativa
00:25que contribuam para a retenção de carbono no solo.
00:28É assunto para comentarista e apresentadora do Hora H do Agro, a Mariana Grilli.
00:34Hoje eu trago novidades diretamente do campo.
00:38Eu estou no município de Pirassununga, no interior de São Paulo,
00:41onde a gente veio conferir o andamento de um projeto de mensuração de carbono no solo.
00:48Para quem acompanha o agronegócio sabe que essa é uma das grandes apostas aí
00:54para a sustentabilidade do agronegócio, da agricultura, mas também da pecuária,
00:59que é observar a capacidade dos solos reterem carbono, estocarem carbono.
01:06Isso para dar tração, para que o Brasil consiga ganhar escala,
01:10para o mercado de carbono que precisa ganhar robustez.
01:14Mas antes disso, é preciso então ter metodologias de cálculo de carbono no solo.
01:20Uma das oportunidades que a gente teve aqui é exatamente de entender
01:24o quanto que essa fixação de carbono no solo contribui para que as raízes
01:29sejam mais profundas, as raízes da planta, e consigam então capturar mais nutrientes,
01:38capturar a água do lençol freático.
01:41É importante a gente saber que existe toda uma ciência brasileira
01:44que está sendo desenvolvida para isso.
01:47A metodologia de cálculo de carbono para a agricultura tropical
01:52é algo que o Brasil tem liderado nos últimos anos.
01:55E essa é uma das grandes apostas, inclusive, quando a gente olha para a COP30.
01:59O Brasil vai pleitear várias frentes aí dentro da COP30,
02:04mas um dos grandes avanços é o reconhecimento da comunidade internacional científica,
02:11o reconhecimento para essas metodologias que levam em consideração a agricultura tropical.
02:17Ou seja, em vez de mensurar o carbono no solo através de metodologias europeias,
02:23que é o que a própria ONU segue hoje em dia,
02:26a ideia é que a agricultura tropical tenha a própria mensuração de carbono,
02:32tenha a própria metodologia.
02:34E o Brasil, muito pela figura da própria Embrapa,
02:36da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,
02:38vem se dedicando a isso e vem liderando essa agenda no sul global, no hemisfério sul.
02:44Diante da importância do Brasil aí pela produção agropecuária,
02:50espera-se também que o Brasil, então, seja líder nessa ciência, nessa metodologia.
02:55E é claro que a gente continua acompanhando isso,
02:58não só por conta da COP,
02:59mas pela sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
03:03A gente continua trazendo mais informações também
03:06sobre essa união do agro com a sustentabilidade, a ciência.
03:10E a gente volta com mais informações lá no Hora H do Agro,
03:13que vai ao ar todo sábado às 5 da manhã,
03:16além das reprises aos domingos e segundas
03:18e as participações aqui no Jornal da Manhã.
03:20Volto com vocês aí no estúdio. Bom dia.

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