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O programa desta quarta (27) está mais protegido que culhão de virgem e contou com a presença policiada e brilhante do delegado Palumbo. O homem tirou tanto crack das ruas, que o Ronaldinho Gaúcho, o Robinho e o Dani Alves tiveram que ir jogar bola na cadeia. Alerta de pauta polêmica em Pânico: a desigualdade no serviço público. Como ele mesmo disse, enquanto os policiais levam bala, os superiores ganham uma baita bala. É tão absurdo, que o nosso convidado até criou um projeto chamado "Cidadão do Bem" para dar voz ao povo. Se isso não é motivo de dar risada, é porque esta palhaçada não ainda não está no fim. Melhor assistir à entrevista na íntegra, ou vai ter que mostrar o histórico da conversa com o seu… é… contato de “Uber”.

Assista ao Pânico na íntegra:
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#JovemPan
#Pânico

Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:00Aí, programa de hoje, o homem brabo da lei, o cara mais temido pelos vacabundos e picaretas.
00:08Sabia que na cadeia não entra craque?
00:10Eu acho que sim.
00:11O N não tem pilantragem.
00:13Aplausos para o grande deputado federal.
00:16Só tem lei pra prestigiar bandido, cara.
00:18Eu sou ladrão, rapaz.
00:19Eu não gosto de trabalhar, não sou ladrão, não tem, velho.
00:23Delegado Palombão.
00:26Palombão, Palombão.
00:27Ó o Palombão aí, ó.
00:29Ó o Palombão aí, ó.
00:30Palombeira.
00:31É.
00:32Fala, Palombão.
00:32Quase desceu o cacete no cara.
00:34Sempre um prazer, né?
00:35O que que é o Projeto Cidadão do Bem?
00:38Isso aqui é pra dar a voz pra população, né?
00:40As mandam as denúncias no arroba Projeto Cidadão do Bem.
00:44De hospital, principalmente de hospital, de serviço público municipal, estadual, federal.
00:50Aí a gente tem uma equipe que acolhe essa pessoa, passa orientação com advogado.
00:54Quando é o caso, eu vou até o local também.
00:57Tem muita denúncia de pátios, né?
00:59De que não querem devolver o carro das pessoas.
01:01E a gente vai até o local.
01:03E agora o Detran tá me ouvindo, né?
01:05Ele tá suspendendo os pátios, que é uma vitória pra gente.
01:08Ah, é?
01:08Começa a doer no bolso.
01:09Boa.
01:10Tá conseguindo lá.
01:12A gente tá conseguindo.
01:12Conseguimos suspender o pátio de Santo André.
01:14É, é o seguinte.
01:15É.
01:15Porque é o seguinte.
01:16O Palumbo é um cara solitário.
01:18Sim.
01:19Porque tem um esquema, em qualquer prefeitura desse país, que todos esses órgãos estão
01:27na mão dos caras mais ou menos do esquema.
01:30É.
01:30Então o cara vai lá e fala, tem um esquema aqui, que é assim.
01:34Não.
01:35Eu não sei se é máfia.
01:36É o esquema.
01:37É máfia.
01:37Então, pra você...
01:38Aí o que acontece, né?
01:40O cidadão que se ferra.
01:41Sempre.
01:42Que é o que aconteceu.
01:43A gente mostrou aqui no pátio.
01:44Opa, recebeu uma bola.
01:45Ele pega o carro do cidadão lá na Marginal Pinheiros, lá no Morumbi, e leva lá pra Guarulhos.
01:52E pra tirar.
01:53Por que que ele faz isso?
01:54Você pergunta.
01:55Por quê?
01:55Por quê?
01:56Porque tá ganhando uma nota.
01:58Alguma coisa tá acontecendo.
01:59Então o Palumbo faz o quê?
02:00Ele fica sozinho.
02:02Aí se ele vai brigar com o prefeito, o prefeito fala, não, não, eu preciso dele, porque politicamente
02:05tá...
02:06Então é esse rolo.
02:07E o Palumbo fica sozinho com uma Kombi velha.
02:10Porra.
02:10Uma equipe.
02:11Sim.
02:12Esse produtor é bom, hein?
02:13Esse é bom.
02:14A gente trabalha junto há mais de dez anos.
02:15Esse aí é bom, hein?
02:17Drezão é...
02:17Foi magia.
02:19Esse aí é bom.
02:19Esse aí é da operação de risco.
02:21Esse aí é da operação de risco.
02:23É, das antigas.
02:24Olha lá, ó.
02:25Ô, lindão.
02:26Esse é bom.
02:26É o meu calça apertado ali, ó.
02:27É isso aí, ó.
02:28Esse daí o apelido era Fresno, viu, Palumbo?
02:31E aí o Palumbo vai lá e fica brigando sozinho.
02:34Por isso que a gente traz ele aqui no programa sempre pra divulgar o trabalho dele.
02:38Eu agradeço, viu?
02:38Não é, Palumbo?
02:39Então vocês aí acabam ajudando e ajuda bastante, né?
02:42Eu recebo muita denúncia, muita denúncia de soldado, de cabo, de sargento, de policial
02:46civil e falta papel, falta água.
02:49E a gente fala, né?
02:50E aí o povo fica bravo comigo, hein?
02:51Nossa, eles ficam bravos demais.
02:53Faz parte da vida, né?
02:54E a gente continua.
02:56Boa.
02:56Várias pautas você trouxe, inclusive, né?
02:58Você falou lá, acho que foi feminicídio, né?
03:01Você trouxe uma pauta que era internacional da moça.
03:04Ah, tem a imagem?
03:05Da moça que tem...
03:06Tem a imagem?
03:07Pegaram a imagem na Escócia?
03:09Você viu isso aí ou não?
03:10Sim.
03:11Você...
03:11Passaram aí a imagem?
03:12Tem a imagem ou não?
03:13Tem, tem.
03:14Então, é isso aí, ó.
03:15Essa é irmã.
03:16Tem áudio.
03:16Põe o áudio.
03:17É, ela tá com uma faca e um machado, a menininha.
03:36Isso.
03:36Isso foi na Escócia.
03:37Foi essa semana.
03:38Isso.
03:38E aí é o seguinte, ela foi presa, né?
03:40A menina foi presa.
03:41Ela foi presa e ela é inglesa, tá?
03:43A menina é inglesa.
03:44Ela tá gritando aí pra eles não tocarem na irmã dela.
03:48Não toque na minha irmã.
03:49E segundo ela, eles já tinham, acredito que são dois imigrantes, eles tinham tocado
03:55na irmã dela.
03:55Tentado algo.
03:56É, tentado algo.
03:57Ela falou assim, eu vi que vocês tentaram passar a mão nela, então não toque na minha
03:59irmã.
04:00E aí ela saca ali as duas armas.
04:03E eles tão filmando.
04:04Eles tão filmando pra...
04:05Eles tão mandando ela mostrar a faca.
04:07É, isso.
04:07Pra meio que fazer uma prova contra elas, entendeu?
04:10É, mas se eles foram passar a mão nela, tinha mais que tomar uma machadada na cabeça
04:13mesmo.
04:13Então é complicado, né?
04:15A situação de uma mulher.
04:16Imagine você lá com uma...
04:18Uma criança, né?
04:18É, uma criança.
04:19É complicado, né?
04:21Não dá pra defender um cara que vai querer abusar de uma mulher.
04:24Só que isso acontece todos os dias aqui.
04:26Só vai na estação da luz ali que você vai presenciar uma mulher sendo assediada por
04:31um tarado que fica encostando as partes íntimas nas mulheres.
04:35Mulheres passam por isso todos os dias em São Paulo.
04:37Só entrar num transporte público, né?
04:39Tem gente que não tem nem noção do que é um transporte público.
04:42É um inferno.
04:43Estação das luzes, eu ia chamar de estação das trevas.
04:46Putz.
04:46Aquilo lá é um inferno na terra.
04:48Eu me lembro que na pandemia eu peguei Covid duas vezes.
04:50Acho que foi lá.
04:51Porque enquanto eles estavam falando aí o governo fecha tudo, fecha tudo, fecha tudo.
04:54Eu falei, vamos lá mostrar a hipocrisia desse povo aqui.
04:57E o pobre...
04:58É, o pobre não fechou nada.
05:00Não fechou absolutamente nada.
05:01A conta não fechou.
05:01Porque mesmo porque o rico precisa do pobre pra trabalhar na sua casa, pra entregar a comida.
05:07Então é uma baita de uma hipocrisia, né?
05:09Então eu peguei...
05:11Tenho certeza que eu peguei as duas vezes que eu peguei e foi lá na estação da luz.
05:15Agora nesse caso aí, uma menina que tá sendo atacada...
05:19Complicado, né, Emílio?
05:21Sim.
05:21Muito complicado.
05:22Sim.
05:23Agora a gente fez uma matéria aí.
05:25Melhorou a segurança?
05:28Mais ou menos, né?
05:30Porque como é que a gente tem os níveis de segurança?
05:33É o quê?
05:34É morte?
05:35É o...
05:36O latrocínio.
05:37É o latrocínio.
05:38O latrocínio, por exemplo, é o roubo seguido de morte.
05:40Isso.
05:40Quando eu pego você, vou te assaltar e te mato.
05:43Isso.
05:43Isso é um latrocínio.
05:44É um latrocínio.
05:45Embora haja uma morte, ele não entra como crime de homicídio.
05:49Porque ele tá capitulado no Código Penal, no artigo 157, que trata do roubo seguido de morte.
05:55É um crime gravíssimo, né?
05:56Pode chegar a 40 anos de cadeia.
05:58Só que não fica lá nos registros.
06:00Fica como roubo.
06:01Não fica como homicídio.
06:03Tá, fica como roubo.
06:04É, fica como crimes contra o patrimônio, na verdade.
06:07Não entra no atipificado como crime capitulado como típico.
06:11E o que a gente tem é homicídio.
06:13Homicídio diminuiu por quê?
06:15As pessoas ficam bravas comigo.
06:17Por causa da facção, né?
06:18Não se pode mais matar.
06:19É a lei dele.
06:20É a lei do crime.
06:22Você não pode mais matar na periferia.
06:25Não pode matar.
06:26Não é assim.
06:26Ó, eu tenho desafeto lá, eu vou lá e mato.
06:28Não é desse jeito.
06:29Você vai sofrer o...
06:30O tribunal.
06:31Você vai passar pelo tribunal e provavelmente você vai pro saco também.
06:34Então, eu tava vendo...
06:35Agora, o latrocínio não tem controle.
06:36Eu tava vendo que outro dia...
06:38Outro dia até saiu aí no jornal.
06:40Não sei se faz um mês atrás.
06:41Que encontraram um cemitério clandestino com vários corpos.
06:45Perfeito.
06:46Essas pessoas não entram...
06:48Elas estão o quê?
06:48Como desaparecidas?
06:49Exatamente.
06:50O que que o crime...
06:50Ah, então por isso que diminui...
06:52Por isso que a gente...
06:53Perfeito.
06:53Não entra na contagem oficial.
06:57O que que o crime percebeu?
06:59Eu trabalhei no Capão Redondo.
07:01Era Triângulo da Morte.
07:02Capão Redondo, Parque Santandone e Jardim Ângela.
07:04Tinha 10, 12 locais de homicídios por plantão de 12 horas.
07:08O que que o crime percebeu?
07:09Toda vez que se mata na periferia, onde tá a maior parte das biqueiras,
07:14a polícia vai junto com a polícia científica, a polícia militar,
07:18para a biqueira.
07:19Eles perdem dinheiro.
07:20Hoje não.
07:21Prejudica o negócio.
07:22Prejudica o negócio.
07:23Então eles criaram o tribunal.
07:25O que que você fez?
07:26Ah, o cara é um pedófilo.
07:28Eles vão lá e julgam.
07:29Olha a pena, sai na hora.
07:30Ou vai tomar um pau, ou então pena de morte.
07:33Só que é que eles não deixam o corpo lá.
07:35Eles tiram o corpo da comunidade, enterram num cemitério clandestino,
07:39e os familiares dessa pessoa que faleceu,
07:42vai na delegacia no máximo fazer um belo desaparecimento.
07:45Aí entra como desaparecido.
07:47Aí a criminalidade diminui.
07:49Exatamente.
07:49Então por isso que você vai nesses locais aí, tem 10, 15,
07:5220 corpos aí.
07:54Provavelmente foram julgados pelo tribunal do crime e tomaram a pena máxima.
08:00E a gente volta naquele problema das estatísticas, né?
08:02Enquanto não tiver todas as delegacias abertas, 24 horas, 7 dias por semana, 30 dias por mês,
08:07todas abertas, todas.
08:08Com a RDP aqui, você descendo aqui a Augusta ali, virando à esquerda quase no finalzinho,
08:13tá fechada de final de semana, feriado.
08:15Eles criaram uma nova categoria, que é o policial civil zelador,
08:19que vai lá só pra tomar conta do prédio.
08:21Isso quem me relata são os próprios policiais.
08:24Então, infelizmente, é falaciosa.
08:27Aí você fala, ah, você faz o B.O. pela internet.
08:29Ah, tá.
08:30Pega aqui uma pessoa humilde, uma pessoa de idade e manda ela fazer um B.O. pela internet
08:35pra você ver, ela não faz.
08:36Ou então eu já escutei.
08:37Como é que eu vou fazer o B.O. pela internet?
08:38Se roubaram o meu celular, a pouca internet que eu tinha tava lá e eu ficava procurando
08:41Wi-Fi.
08:42Eu vou voltar pra minha quebrada e não tem internet.
08:45Eu ouvi isso de uma senhora lá em Ribeirão Preto.
08:47Aí eu chamei os policiais e falei, eu faço o B.O. dessa mulher aqui.
08:50Porque já estavam querendo chutar a mulher também de lá.
08:52Faço o B.O. dessa mulher, por favor.
08:53É uma pessoa simples, tá com dois filhos.
08:55Então acontece tudo isso, né?
08:57A gente só vai melhorar mesmo quando a gente tiver o efetivo, o déficit, né?
09:01Que tem mais de 20 mil policiais militares em déficit.
09:03Mas você não acha que é a lei que restringe muito?
09:05Também.
09:06Porque a lei, a lei brasileira, você pode ver, ela restringe muito o policial.
09:10O policial, ele não pode fazer nada.
09:12Exatamente.
09:12Não pode nem almoçar que é punido.
09:13Ele nem reagir, né?
09:14Não pode nem almoçar que é punido.
09:16Aí o que acontece, a ação do cara já é restrita pela lei.
09:20E facilita pro bandido.
09:22A polícia prende.
09:23O bandido, quantos bandidos?
09:24Porque, pô, ele vem aqui com...
09:26Outro dia aí, o cara tinha 12 passagens, soltaram o cara de 200 quilos.
09:30É isso aí.
09:30200 quilos, soltaram o cara, porque era pouca quantidade.
09:34Você viu ou não?
09:35Pô, 200?
09:35Pouca quantidade.
09:37Jundiaí, o juiz alegou que era tráfico privilegiado, que é pouca quantidade.
09:41E soltou dos 200 quilos.
09:43Eu fiquei transtornado de raiva.
09:44Porque não adianta você só culpar a lei.
09:46O juiz tem uma coisa chamada fundamentação.
09:48Pô, 200 quilos é droga pra caramba.
09:51Ninguém aqui consegue levantar 200 quilos no supino, não.
09:54Pegar 200 quilos, pá, levanta.
09:55Não levanta.
09:57Entendeu?
09:57Aí ele soltou.
09:58Aí você vai culpar a lei?
09:59A pena do tráfico é de 5 a 15 anos.
10:02O cara soltou na audiência de custódia.
10:04Aí todo mundo falou, não, é a lei.
10:05A lei é uma porcaria.
10:07Tem que mudar muita coisa.
10:08Mas um juiz que solta um preso em audiência de custódia com 200 quilos, fica...
10:14Como é que você vai acreditar na justiça, né?
10:15E como que é que o policial, quando o policial em ação ali tem um perigo e o cara derruba o maluco?
10:21Como que é o policial?
10:22Ele tá tendo o apoio jurídico que nem a gente vê a turma falando aqui ou não tem nada?
10:27Porque o que a gente vê é que nem o Emílio falou.
10:29Pô, eu não esqueço a cena ali na região da Cracolândia.
10:33Os caras tacando pedra, pau na polícia.
10:35A polícia revidando com pau e pedra também.
10:37Não fazendo absolutamente...
10:39Não agindo com as armas que poderia usar.
10:42Como que tá isso, Palombo?
10:44Mudou alguma coisa?
10:46O cara, quando ele age da forma que tem que agir?
10:50E tá tendo essa segurança pra ele?
10:52O policial, ele fica com medo.
10:53O policial não tem medo de enfrentar o crime.
10:55Sim.
10:55O policial tem medo de corrigedoria.
10:57Exato.
10:57E tem medo de Ministério Público.
11:00Passa por um delegado.
11:01Alguns delegados também, infelizmente, vivem atrás do gabinete.
11:06Nunca prendeu nem o dedo na porta.
11:08E ele não sabe o que é uma vivência de rua.
11:10Eles vão ficar bravos comigo.
11:11Mas é verdade.
11:12Promotor, a mesma coisa.
11:14Juiz, a mesma coisa.
11:16Provavelmente, esse juiz aí que soltou esse preso com 200 quilos, ele foi criado no carpete.
11:21Vive no mundo maravilhoso de Bob.
11:23O outro, lá no Rio de Janeiro, soltou um preso com 85 passagens criminais.
11:29Caramba.
11:2986, perdão.
11:31Então, quer dizer, o Estado deu 86 chances pra esse criminoso se recuperar.
11:37E o juiz, com o processo na mão, todo o DVC, que é a conduta da vida criminal dele, soltou.
11:45Com 86.
11:46Você vai culpar a lei, no caso desse?
11:47Ah, é a lei.
11:48E ainda, ele afundamentou.
11:49Falou que não tinha prova de que ele ia voltar a cometer crime.
11:52Pô, o cara cometeu crime 86 vezes.
11:53Você acha que ele vai pegar uma cartinha de trabalho agora?
11:55Eu quero um trabalho.
11:56Vai melhorar.
11:57Não, quer dizer, os caras são muito loucos.
11:58Ela vai acordar e vai...
11:59E aí, depois, eu descobri que ele era casado com uma socióloga, a mesma que falou que
12:03vê, lógico, no assalto.
12:04Aí, você começa a ligar.
12:06Mas é muito louco isso, né?
12:07É muito louco.
12:08É muito louco.
12:09É muito louco.
12:09A lei é ruim mesmo.
12:10A lei é ruim.
12:11Mas o judiciário tem muita culpa também.
12:14Muita culpa.
12:15O judiciário e o legislativo.
12:17Aí, você pega três policiais que foram proibidos de ir almoçar na base.
12:23Aí, eles estão lá comendo na rua, com a marmitinha em pé, como se fosse cavalo, comendo
12:27em pé na rua ali.
12:29Punição.
12:30O cara desiste de ser policial, meu irmão.
12:32O cara vai embora daqui.
12:34Eu não tenho um lugar digno pra comer.
12:36Eu tenho que comer em pé no meio da rua e cuidando da população, porque não deixaram
12:41eu comer na base.
12:42Ainda eu sou punido, o outro tá numa consulta médica, dentro de um hospital, lidando com
12:48um médico, que é um oficial da polícia militar.
12:51Ele chama o cara de você.
12:54Cadeia nele.
12:55Então, você vai falar assim, que eu vou ser policial pra quê?
12:58Aí, você estuda pra ser policial civil.
13:00O cara te coloca pra tomar conta de prédio pra você ser zelador.
13:04O cara vai embora.
13:06Aí, você vê só algumas categorias de policiais se dando bem.
13:09Quem são as categorias?
13:11Vou apanhar de novo, os caras vão ficar com ódio de mim.
13:13Quem são?
13:14Geralmente.
13:15Delegado e oficial.
13:18O delegado, quando ele trabalha no interior, ele tem que ganhar bem também.
13:21Não tô falando que tem que ganhar mal.
13:22Ele responde por várias cidades.
13:24Ele recebe um gate, um aumento por isso.
13:27Ele tá respondendo.
13:28E o escrivão?
13:29E o tira?
13:31E o resto?
13:32O cara da rua?
13:33Não recebe nada.
13:35Não recebe nada.
13:36Por que só pra eles?
13:37Não pode acontecer isso daí.
13:39Então, tem uma série de coisinhas que poderiam ser resolvidas com mais facilidade.
13:43Mas é política, né?
13:44É política.
13:44Quer ver outro problema?
13:45É política.
13:46O cara é enfermeiro do hospital militar.
13:48Ele é cabo.
13:50Cabo do hospital.
13:51Cabo da polícia militar.
13:52Só que ele é enfermeiro.
13:54Pô, legal pra caramba.
13:55É o cara que quer ser sargento pra ganhar um pouquinho a mais.
13:57Certo.
13:57Ele vai fazer escola de sargento.
13:59O cara pega esse cara que trabalhou 10 anos no HPM.
14:02No hospital da polícia militar.
14:03E joga pra comandar uma tropa na rua.
14:05O cara tá lá 10 anos.
14:06Volta o cara pro hospital, pô.
14:09Loucura.
14:09Então, mas isso que você tá falando, realmente é verdade.
14:12Porque todo mundo fala, o Brasil é um país desigual.
14:15Certo?
14:16Não tem país que seja igual.
14:17Tá bom.
14:18O país Brasil é muito desigual.
14:20Não, não.
14:20Não.
14:21Todo lugar é meio desigual.
14:24Não existe igualdade.
14:25Igualdade.
14:25Como sempre sonhar que os canhoteiros ficam com essa conversinha.
14:28Igualdade plena.
14:29Porém, o Brasil, o serviço público é muito desigual.
14:34É isso que você tá falando.
14:36Porque um ganha um absurdo.
14:38Um ganha uma puta bala.
14:40E é o que você tá falando.
14:41Tem o delegado que faz o negócio lá e ganha mais.
14:43O escrivão não ganha nada.
14:44E trabalha pra caramba.
14:45E trabalha pra caramba.
14:46Então, é muito desigual o serviço público.
14:49E seria uma oportunidade de mudar agora com essa reforma administrativa.
14:53Isso aí o governo pode mudar com uma canetada.
14:58Se o delegado ganha, o investigador e o escrivão podem ganhar.
15:03Pera um pouquinho, meu.
15:05O cara quer ser sargento.
15:06Pô, que legal.
15:07Volta o cara pro hospital.
15:09Ele ficou 10 anos como enfermeiro.
15:10Você vai colocar o cara na rua pra patrulhar.
15:13Não vai dar certo.
15:14Vai dar merda.
15:15Tem alguma notícia.
15:16E é uma coisa fácil de você resolver isso aí.
15:18Ô Palumbo, você tá bravo, hein Palumbo.
15:20Mas lógico.
15:20Puta, eu não quero encontrar um policial assim.
15:23Imagina a gente fazendo uma coisinha errada.
15:26Nossa.
15:26Aquele frio lá sem nota, hein?
15:28Tem?
15:29Tem, Palumbo?
15:29Quando você vai lá na água espraiada.
15:32Hã?
15:33Né?
15:33Ó o fuzil.
15:34O fuzil não sai da água espraiada.
15:36Já bati.
15:36Ó o fuzil.
15:37Sexta-feira tem futebol.
15:38Do jockey.
15:39Às vezes ele vai no jockey.
15:40O Donald Trump, ele quer essa semana...
15:44Porra, o delegado, o que vai saber de Donald Trump?
15:45Eu vou falar disso.
15:47Ele quer conversar que qualquer homicídio que acontecer agora em Washington, D.C.
15:53Ó.
15:53Ele quer...
15:54Falou disso.
15:56Open English.
15:57Ele quer implementar a pena de morte pra qualquer homicídio que acontecer em Washington.
16:03Aí eu te pergunto.
16:04É um tipo de atitude que resolve, que vai acabar com os homicídios?
16:08Eu sou favorável de...
16:10Polícia.
16:10Eu sou favorável à tolerância zero.
16:13Como eu sou cristão, eu sou pecador...
16:16Aliás, tô acordando quatro horas da manhã pra fazer o Rosário do Frei Gilson.
16:19É difícil pra caramba.
16:20Mais quarenta disso.
16:21Eu sou favorável de você colocar uma bola de ferro nesse cara aqui, com uma corrente,
16:25e ele vai trabalhar o resto da vida pra pagar o sustento dele e da família.
16:29Vem trabalhar na Jovem Punk aqui assim.
16:31Rapidinho.
16:32Quase isso.
16:32A corrente é maior.
16:33Porra, eu gosto tanto da Jovem Punk que eu viria todo dia pra cá.
16:36O Palumbo, então você acha que devia ter...
16:40Eu acho que...
16:40Por exemplo, eu consegui...
16:42Como é que chama pena de...
16:44Prisão perpétua.
16:45Prisão perpétua.
16:45Isso.
16:46Porque às vezes morrer é melhor pro cara.
16:47Agora, a gente conseguiu as assinaturas, as 171 assinaturas, graças a Deus conseguimos,
16:52com muita luta, pra acabar com a progressão de regime.
16:55Fiz até um vídeo, joguei no meu Instagram, mas foi uma luta tremenda.
16:58Conseguiu.
16:59Conseguiu.
17:00Infelizmente, dois partidos, que eu não vou falar o nome aqui, que você já pode imaginar.
17:04E só o IPT.
17:05Exatamente.
17:05Não tem nenhuma assinatura deles.
17:13Quer dizer, e eu fiz essa proposta de emenda constitucional, que é só pra crime hediondo.
17:20Então, por exemplo, o latrocida, o cara que comete um crime bárbaro, falando pro povão
17:26aí que tá nos escutando na rádio, na TV.
17:28Crimes bárbaros.
17:29O pior crime que tem, o latrocida, por exemplo, roubo seguido de morte.
17:32Se esse cara pegar 40 anos, ele vai ficar 40 anos.
17:36Quer dizer, por que que não tem assinatura destes deputados?
17:40Por que que não tem?
17:41Eu nunca me conformo com isso.
17:43O feminicídio, o cara que mata uma mulher, que dá 60 socos numa mulher, que espanca.
17:48Por que que ele tem que ficar lá 2, 3 anos e ir pra rua?
17:50Por que que esse povo não quer me ajudar a colocar isso em prática?
17:55Quer dizer, a gente fica lutando, lutando, lutando, lutando.
17:58E agradeço todos os deputados que assinaram.
18:00Teve muito deputado do Centrão, a Direita em Peso assinou.
18:03Mas esses dois partidos, infelizmente, e eu pedi, hein?
18:06Eu vou na maior humildade do mundo.
18:08Você pode nos ajudar, pode assinar.
18:09É só pra crimes graves.
18:11Pra não falar assim, ah, mas o cara vai lá no supercado, pega um chocolatinho, você vai querer que ele...
18:14É, cervejinha.
18:14Só pra crime grave.
18:16E eles não assinaram.
18:18Por quê?
18:18Por quê?
18:19Porque defende o outro lado.
18:20É tão claro quanto a Luiz Solares.
18:21Algum interesse.
18:22Porque tem uma lógica, como dizem.
18:24Porque tem uma lógica, né?
18:25Eu não vejo lógica, né?
18:27Então é difícil.
18:28A gente fica lutando, lutando, lutando.
18:29Quando o bandido perceber, Emílio, eu tenho certeza absoluta disso.
18:33Eu sou meio radical contra o crime.
18:34Quando o bandido perceber, mano, se você sacar uma arma pro policial, você vai tomar uma
18:39saraivada de bala, você vai parar na vala.
18:42Dane-se você.
18:43Se você cometer um crime de latrocínio, tu vai ficar 50, 40 anos preso.
18:48Não vai ter saidinha, não vai ter progressão de regime, não vai ter visita íntima.
18:53O cara, meu, agora azedou.
18:55Eu não vou mais cometer crime.
18:56Mas o cara tem 86 passagens.
18:58Daqui a pouco eu não tenho dúvida que esse cara vai ter 100, 110, 120.
19:01Porque pra não dar é nada.
19:03Então é complicado.
19:04Agora, a gente luta lá em Brasília.
19:06E é difícil, hein?
19:07Você conseguiu a assinatura pra um projeto começar a andar.
19:11É um absurdo, né, Palombo?
19:12Cara, é muito foda.
19:13É um absurdo.
19:15Porque é uma coisa tão lógica, cara.
19:17É um negócio tão claro isso, né?
19:19Crime grave, hein?
19:20É só crime grave, Emílio.
19:21Ninguém tá inventando moda.
19:23Não, é só crime grave.
19:24São os piores crimes.
19:25São os hediondos.
19:26Eu fiz questão de colocar isso justamente pra não ter aquela desculpa esfarrapada.
19:31Ah, mas é um coitadinho.
19:32Tava lá vendendo a pedrinha de crack.
19:34Pra não ter esse mime.
19:35Não, coloquei só crimes graves.
19:37E não vai.
19:37Que bom que você tocou nesse assunto.
19:39Porque você sabe que ir pro crime é uma escolha, né?
19:42Eu também acho.
19:43É uma escolha.
19:44Se fosse assim, a minha família, o pai da minha mãe, seria toda uma bandida.
19:46Não é uma escolha, muitas vezes, Emílio.
19:48Você acha que não?
19:49Não é uma escolha.
19:50Eu vou falar só pra gente dar uma clareada.
19:51Você acha que a pessoa vai pro crime?
19:52Você tem que trazer o PP aqui pra gente tentar.
19:54Não, calma, calma.
19:55Você acha que o crime...
19:56Não é essa questão que eu queria abordar.
19:58Tem uma lógica.
19:58A escolha é o seguinte.
20:00Muitas pessoas que moram em favela, os caras gostam de falar comunidade, é refém dessa
20:04situação.
20:06O cara lá, favela do Moinho, por exemplo.
20:08O cara tava lá, tinha que, né?
20:11Hospedar o bandido na casa dele.
20:13Porque se o cara cagueta alguém, o que acontece com ele?
20:16Ele morre.
20:16Morre.
20:17Eu sei, mas você tá falando que na favela tem o cara que não é bandido.
20:21Muitos não são.
20:22A maioria não é.
20:2399.
20:2499% não é.
20:27Então é opcional.
20:27Por isso que eu queria trazer essa vontade.
20:28Mas acontece que os 99% são gente de bem.
20:31Lógico.
20:31Eles são refém do sistema.
20:32Agora, o que que tá acontecendo, principalmente lá no Rio de Janeiro, que é uma coisa absurda.
20:37E isso, se não tomarem conta, vai chegar nas grandes comunidades de São Paulo.
20:41Você quer abrir uma barbearia, você vai comprar a gilete só do crime organizado.
20:45É o business.
20:46Isso já tá acontecendo, Emílio.
20:48A farinha, a padaria, a farinha.
20:49E agora o pior.
20:50Gás.
20:51Você tem um carro na comunidade, 100 reais o carro pra deixar o carro na rua.
20:54Você paga pra facção.
20:55Você paga pra facção.
20:56Caminhão, 500.
20:58No Nordeste não mataram o cara porque era mil.
21:00500.
21:01Tinha que pagar mil reais.
21:02Mas o cara que fez o...
21:03Saiu agora, antes de ontem.
21:05Cobrava mil reais do cara ter um negocinho dele.
21:08Ah, tá maluco.
21:08Ele não tinha mil, paga o 500.
21:10Mataram o cara.
21:11Exatamente.
21:11E essas denúncias aqui não saem da minha cabeça.
21:13Não.
21:14Lá no Rio eu converso com o Sargento Portugal.
21:16Aqui eu converso com o Soldado Madaliano, que senta a lenha também, é corajoso pra caramba.
21:20E eu vou recebendo essas denúncias.
21:22E de cara que tá na ativa.
21:23Essa da Blitz, por exemplo.
21:25Eu não chego do nada.
21:26Nossa, ele adivinhou que ia ter uma Blitz aqui.
21:28O cara que tá lá fazendo a Blitz, muitas vezes, ele passa mensagem pra mim.
21:33Cara, eu não aguento mais.
21:34Eu não entrei na polícia pra ficar cascando multa nos outros, não.
21:37Aí o cara me liga e fala assim, não, pera aí que eu vou dar um cheguinho.
21:40E eu morro, mas eu não vou falar a fonte.
21:43Não vou falar nunca o policial que tá me dando essas informações.
21:47Mas são eles que me passam.
21:48Porque eles também não gostam de fazer esse tipo de serviço.
21:50Agora, você imagina você morar numa comunidade, você tem um carrinho e vai deixar na rua sem conto.
21:54Não tem como, isso é refeio.
21:55Ah, você vai abrir uma barbeira aí.
21:57Pô, legal, a gente vai comprar com a gente.
21:58E não compra pra ver.
22:00Meu, o sistema tá ficando difícil.
22:02Então, mas isso é no Rio, né?
22:03O Rio e o Nordeste, né?
22:05Não, São Paulo não tem.
22:06Mas daqui a pouco vai entrar.
22:07São Paulo não.
22:08O que que aconteceu com a Cracolândia, então?
22:12Como é que era feito na Cracolândia?
22:13Com a favela lá no moinho, que hospedava um monte de bandido e o cara que era da...
22:16O que que ele fazia?
22:17Por que que os caras deixam a droga no moinho?
22:19Porque a sociedade, ela acaba servindo como escudo.
22:23Escudo involuntário.
22:26Estão lá pessoas de bem, 99% de pessoas de bem.
22:28Mas se a droga tá lá escondida, quando a polícia vai entrando, os olheiros estão no meio da comunidade.
22:35E aí eles avisam.
22:36Se você tira toda a comunidade lá, o cara não vai ter como deixar a droga lá.
22:40Não é que a Cracolândia acabou, melhorou bastante a área central.
22:44Só que ela acabou se espalhando.
22:45Mas isso é droga, não tem a mínima chance.
22:46Mas é droga.
22:47Gás de facção.
22:49Oi?
22:49A mínima chance de São Paulo aqui é a gente comprar gás de facção, net de facção.
22:53No Rio de Janeiro pensavam assim.
22:55Exatamente.
22:55Quem tá falando que isso pode acontecer?
22:57Eu tô alertando que isso pode acontecer nas grandes comunidades.
23:03Paraisópolis, Heliópolis.
23:04Por que que o traficante percebeu?
23:07Na cabeça do traficante.
23:09Eu vou encomendar a cocaína.
23:11É trabalhoso.
23:12Eu tenho que transformar um quilo em dez.
23:14Tenho que fazer a lojinha.
23:16Eles chamam de loja.
23:17A boca lá.
23:18O paiol.
23:19Onde eles deixam.
23:21A casa bomba.
23:22Um monte de funcionário.
23:23Aí chega cinco caras aqui armados com fuzil.
23:26Você mora aqui na comunidade?
23:27Moro.
23:28A partir de hoje você vai ter que pagar cem conto pra deixar esse carro aqui.
23:31Vai falar não.
23:32É a máfia, né?
23:34Entendeu?
23:34Eles perceberam como a milícia ganha dinheiro e começaram a incorporar pra eles isso daí.
23:40Então, mas quem é da milícia?
23:42A milícia é formada por ex-policiais, né?
23:44São ex-policiais, né?
23:45Ex-policiais.
23:46Policiais que moram.
23:47Policiais que se corromperam, né?
23:49Eles que acabaram montando todo esse esquema.
23:51Então, o que que acontece?
23:52Olha uma coisa que acontece no Rio de Janeiro.
23:53O cara tá na mão do ex-policial corrupto ou do bandido.
24:01Olha o que acontece no...
24:03Isso aqui também, quem me passou foi o sargento de Portugal.
24:0699% das UPP, unidade policial pacificadora, estão em território do Comando Vermelho.
24:13E eles não querem que tira a UPP de lá.
24:16Porque eles têm treta com o terceiro comando puro.
24:19Se tirar a UPP e virar um confronto, a UPP tá no meio, a briga também é com o Estado.
24:24Então, o policial tá lá pra nada.
24:27Entendi.
24:28Ele tem que dar carteirada, tem que avisar o policial.
24:31O traficante que tá subindo.
24:33Tem que colocar e tirar a barricada.
24:36Tem que avisar quando ele vai no banheiro.
24:38E não pode trocar o policial.
24:39Por exemplo, você trabalha lá.
24:41Amanhã vai o Gueré.
24:42Não, não, não.
24:42Quem é esse aqui?
24:43Você vai tomar um enquadro lá pra subir.
24:45Então, pra que serve o UPP?
24:48Pra nada.
24:49Pra nada.
24:50Pra ajudar o Comando Vermelho a ganhar mais dinheiro.
24:52Muito bem.
24:52O que vem, Emílio, do nosso governo atual vai ser segurança pública, que era uma pauta da direita.
24:59E aí estavam falando que quando você mexe com isso, o dinheiro vai pra Brasília e é distribuído da forma como eles querem.
25:05Não vai ser uma bucha, meu querido Palombão?
25:08Eu acho que quem tem que tomar conta da segurança são os estados.
25:10A peculiaridade do Rio de Janeiro é muito diferente da do São Paulo, que é diferente da Bahia, que tem diversas facções.
25:16Aqui a gente só tem uma facção.
25:18Tem uma outra querendo se criar aí, que é o bonde do Magrelo, que ainda não é uma facção, né?
25:23Mas, enfim, tá crescendo.
25:24É lá da tua região, né?
25:25Bonde do Magrelo.
25:26É lá da Rio, claro, né?
25:28É Rio, claro.
25:28Tá crescendo.
25:29Você é de Ribeirão, né?
25:30Eu sou de Ribeirão Preto.
25:31É que você manda e desmanda lá.
25:32É verdade.
25:32Eu não mando nada.
25:33É verdade.
25:34Vocês vão fazer uma estátua lá pra você.
25:36Coitado de mim.
25:37É, eu tô sabendo.
25:38É como você mesmo fala, né?
25:39É?
25:40Oi?
25:40Imagina, não mando nada.
25:41Manda sim.
25:42É, Ribeirão é dele.
25:43Um abraço pra Ribeirão, olha a audiência.
25:45Quando o Boni aparece, meu amigo.
25:47Minha mãe deve estar achilada na Margarida, te amo.
25:48Você sabe quando o Boni aparece?
25:50Sabe o que é, né?
25:51O que é?
25:51Você não sabe?
25:52Não.
25:52Você não tá sabendo?
25:53Depois eu te conto.
25:54Procure saber.
25:55Procure saber.
25:55Olha lá o Boni lá.
25:57O Boni mandando um sorriso.
25:58Tô de chapéu atolado aqui.
25:59Tô vendido.
26:00Não tô sabendo.
26:01Olha o dedinho.
26:02Não, eu gosto muito do Palumbo quando ele vem aqui.
26:04Porque eu acho importante a gente mostrar.
26:06E ele, pô, é um cara que é um profissional que tá aí há muito...
26:09Não tem um rabo preso com ninguém.
26:10Que briga sozinho.
26:11Então ele briga sozinho.
26:13Ele fala mesmo.
26:13Isso é importante pra gente saber realmente conhecer, né?
26:17Esse mundo aí.
26:18Eu sei que a Focorreza pra vir aqui é grande, hein?
26:18Cara autêntico.
26:19É, a turma quer vir aqui.
26:21É, mas é difícil, né?
26:22Porque o pessoal fala assim, às vezes.
26:24Como é que você fala?
26:25Cara, eu falo a verdade.
26:26Qual o esquema que você tem lá?
26:28Porra, pelo amor de Deus.
26:29Eu falo, eu falo a verdade.
26:30Eu não tô nem aí se vai desagradar o cara da direita ou da esquerda ou do centro.
26:32Eu tô lá pelo povo.
26:34Isso que eles não entendem muito bem, né?
26:35Eles ficam meio bravos comigo, né?
26:36Quando eu falo...
26:37Eu já falei, inclusive, lá na Câmara do Deputado.
26:39Enquanto vocês estão aqui se matando.
26:41Direita é melhor que esquerda.
26:42Esquerda é melhor que direita.
26:43Eu sou um cara de direita.
26:44Vamos no hospital comigo agora que você vai ver alguém morrendo lá.
26:46É isso aí.
26:48Vai, velho.
26:48É isso aí.
26:49O político tem que ir pra rua um pouquinho.
26:50Isso aí.
26:50Tem que ir pra rua.
26:51Tem que ficar...
26:51Como é que é viajar, Palombo?
26:53Tem que viajar pra fora.
26:54Nunca fui viajar.
26:55Já recebi convite pra ir pra Nova York, pra Miami, pra Itália, pra não sei o quê.
27:00Eu falo, não vou.
27:01Pra Bahia.
27:01Eu falei, não vou.
27:02O tempo livre que eu tenho, que é pouco, eu gosto de ficar com a minha família.
27:05E eu vou fazer o quê lá?
27:06Nada.
27:07Não vou fazer nada.
27:08Vai passear e fazer compra.
27:09A verdade é isso aí.
27:10E gastar dinheiro público.
27:12É verdade.
27:12E o dólar tá caro, pô.
27:15É, então, é uma farra com o dinheiro público, né?
27:17Que a gente não vê fim nisso daí.
27:19Parece que o dinheiro público é assim, ó.
27:21Tem a vontade.
27:22Inesgotável.
27:23E não é, né?
27:24É foda.
27:24Isso aí.
27:24Porque as pessoas não têm dinheiro nem pra pagar uma passagem de ônibus, pô.
27:27E aí o cara quer ir.
27:28Eu vou...
27:28Eu recebi um convite, mas é pra Itália, tua terra.
27:32Eu falei, meu amigo, eu vou fazer o quê?
27:33Lá não vai discutir segurança pública.
27:34Pegar a mafa italiana, pô.
27:36Aprender.
27:36Pô, mas não dá pra fazer isso com o computador?
27:37Se você fala de lá, eu falo daqui.
27:38Fazer um zoom, velho.
27:39Vuma, Palumbo.
27:40Até audiência a gente faz pelo computador.
27:42O cara vai ser preso é pela internet.
27:44A audiência de custódia é pela internet.
27:46Tomar um vinho bom, pô.
27:48Vinho da casa.
27:49Ah, então, cara, eu nunca usei isso aí.
27:51Espero nunca usar.
27:52Que Deus não me permita que eu me corrompa, porque nós somos humanos e corruptíveis.
27:56É, isso aí.
27:56Todos o homem é pecador.
27:58Isso tá na palavra, não tô aqui pra pregar a palavra de Deus, mas é verdade.
28:01É isso aí.
28:02Nós somos fãs aí do delegado Palumbo.
28:04Nossa audiência também.
28:05O Instagram do Palumbo.
28:06Entra lá pra ver o trabalho dele.
28:08Arroba Delegado Palumbo nas redes.
28:12Puta, você tem massa.
28:13Tá bombando, hein, meu?
28:14Um milhão e novecentos, é isso?
28:16É.
28:16É, quase, né?
28:17Mas entre nessa página aqui também, arroba Projeto Cidadão do Bem.
28:19Faça sua denúncia lá, que a gente tem uma equipe pra responder.
28:23Muitas vezes a gente não consegue resolver, mas pelo menos a gente luta e te dá uma resposta.
28:28É.
28:28Ele vai no hospital, ele fica brigando.
28:31Vai de madrugada.
28:31Ele vai lá.
28:32Minha mãe já falou, vota pra polícia que vão te matar aqui.
28:35Tamo aí nessa missão.
28:36Obrigado, viu, Palumbo.
28:37Obrigado, hein.
28:38Eu agradeço, é uma honra.
28:39Delegado Palumbo batendo um papo aqui com a gente, sempre que é onde ele volta aqui,
28:42que tem um papo importante aí com a audiência de todo o Brasil.

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