Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A pouco mais de um ano para o fim de seu terceiro mandato, o governo do presidente Lula (PT) lançou uma nova marca para sua comunicação. O slogan "Governo do Brasil: Do lado do povo brasileiro" passa a ser usado em todas as peças publicitárias oficiais. Reportagem: André Anelli. Dora Kramer e Nelson Kobayashi comentaram sobre o assunto.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/LPppgorMkPA

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JornalJP

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Enquanto isso, o governo Lula decide trocar o slogan publicitário.
00:05O mote União e Reconstrução, que é utilizado desde o início de 2023,
00:10será substituído por Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
00:16O André Anelli chega com as informações aqui no Jornal Jovem Pan,
00:18porque o governo resolveu fazer essa troca.
00:21A gente sempre falou sobre a comunicação do governo do presidente Lula.
00:25André.
00:25Sim, Tiago. A Secretaria de Comunicação Social do governo, a SECOM,
00:33avaliou que o antigo slogan União e Reconstrução já foi cumprido pelo atual governo,
00:39que agora vai adotar uma frase nova, do lado do povo brasileiro.
00:44Esses dizeres vão acompanhar todas as peças publicitárias daqui para frente,
00:48porque, na avaliação da SECOM, representam o atual desafio,
00:52diante do que são considerados como ataques à soberania brasileira,
00:57principalmente pelos Estados Unidos.
00:59O anúncio da mudança do slogan foi feito na reunião ministerial,
01:03aqui no Palácio do Planalto,
01:05na mesma ocasião em que o presidente Lula voltou a fazer críticas ao presidente Trump,
01:10chamado por ele de imperador do mundo.
01:13Lula repetiu que não existe negociação a respeito da soberania brasileira,
01:18por conta das demandas americanas de interferência no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
01:24Nesse sentido, o presidente brasileiro também criticou a família Bolsonaro,
01:29que, segundo ele, custeia a estadia do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos,
01:35em defesa dos interesses do ex-presidente e também do grupo político dele.
01:40Com esse novo slogan, os publicitários do presidente Lula querem associar as sanções americanas
01:48com tarifas de exportação à família Bolsonaro,
01:52enquanto o presidente Lula seria o responsável por defender negociações
01:57nos campos econômico e das relações internacionais,
02:01sem qualquer tipo de possibilidade de interferência em questões políticas e judiciais internas.
02:08Tiago.
02:08É isso, André. Então, a reunião ministerial, toda a discussão, inclusive com um boné,
02:15para fazer uma forma de contraponto ao governo americano.
02:19Você volta na programação da Jovem Pan.
02:21Eu vou chamar Dora Kramer e Nelson Kobayashi.
02:24Eu queria te perguntar o seguinte, Dora, mudança de slogan,
02:27já já a gente fala sobre a reunião ministerial propriamente dita,
02:30mas ajuda alguma coisa?
02:32E, claro, as duas formas estão certas, do lado e ao lado,
02:36mas são significados diferentes.
02:38Eu não sei se alguém se atentou a isso, não.
02:41Pois é, porque o correto seria ao lado, né?
02:45Ô, Tiago, eu posso falar da reunião ministerial, Jaco?
02:49Porque tem a ver com slogan, porque eu nunca vi isso.
02:53Reunião ministerial.
02:54Aquilo que aconteceu hoje com o presidente da república e ministro de boné na cabeça,
03:01lançando slogan de natureza política, para mim não é reunião ministerial.
03:06Qual foi a decisão de governo tomada ali?
03:09Nenhuma.
03:10O que aconteceu é mais uma ação daquelas que o presidente Lula faz diariamente
03:17para uma ação com vistas à reeleição.
03:21É uma ação eleitoral.
03:23Aquilo ali, que reunião ministerial.
03:26Qual foi a pauta?
03:27A pauta foi.
03:28Tarifácio de Trump, Bolsonaro,
03:34CPI, briga política da CPMI, do INSS,
03:39cobrança de apoio de ministro do Centrão para a eleição.
03:46Isso é pauta de reunião ministerial?
03:49E aí, mas entra Gaza no meio, Israel,
03:52que isso não é, isso é palanque.
03:55O presidente corre dois riscos com esse tipo de coisa.
03:59Primeiro, enfrentar uma acusação séria na justiça eleitoral
04:04sobre o uso de poder político.
04:07Isso é o uso de poder político.
04:08O presidente está usando todos os eventos, todos,
04:15para, inclusive, explicitamente, ele se apresenta como candidato.
04:20O outro risco é a população olhar para isso
04:24e considerar esse tipo de atitude, oportunismo eleitoral do presidente.
04:31Como aí surfa no tarifácio, surfa no julgamento do Bolsonaro,
04:36surfa na briga da família Bolsonaro com a direita.
04:41Mas isso tudo tem um limite,
04:43porque é aquela coisa do veneno e do remédio.
04:47Numa dose, remédio numa dose exagerada ou errada,
04:51vira veneno.
04:52Acho que o presidente Lula corre esse risco atualmente.
04:56A minha dúvida é saber, viu, Kobayashi,
04:58como que o eleitor, o brasileiro,
05:02recebe uma mudança de slogan como essa,
05:05se é algo que importa ou não importa?
05:08Importa, Tiago.
05:09E você, brilhantemente, percebeu essa diferença, né?
05:13Do lado e ao lado.
05:14Porque do lado é polarizante.
05:16Tem o do lado de cá e o do lado de lá, não é?
05:18Ao lado, pressupõe uma pacificação
05:21que não parece ser muito a intenção do presidente da República.
05:25Agora, a Dora bem disse um outro ponto muito interessante aí,
05:28que é a possibilidade de estudo ser interpretado
05:30como abuso do poder político perante a justiça eleitoral.
05:33A gente já teve, inclusive, histórico,
05:35pelo menos aqui em São Paulo,
05:36de acusações, não me lembro ao certo do resultado que isso teve,
05:39mas de acusações do uso de slogan como abuso do poder político.
05:43Na época era governador João Doria,
05:44ou prefeito, não lembro se ele estava na prefeitura ainda
05:48ou já estava no governo,
05:49mas que usava o Acelera São Paulo já na gestão
05:52e isso foi entendido na época pelas autoridades da justiça eleitoral
05:56como abuso do poder político.
05:57Então, tem precedente, tem margem.
05:59Em outros momentos, isso já foi interpretado dessa maneira
06:02e uma reunião ministerial paga com dinheiro público,
06:05em um prédio público,
06:06com pessoas convocadas ali na função pública
06:11para ver boné com slogan,
06:13com clara finalidade eleitoral,
06:15pode sim, em algum momento,
06:17resultar num processo judicial
06:20em que o presidente vai ter que se explicar.
06:23Até porque a pauta mesmo,
06:24como a Dora também disse,
06:26não foi essa de efetividade
06:28na prestação de serviços públicos.
06:30Isso tudo tem muito mais a ver com eleições do ano que vem.
Comentários

Recomendado