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No Direto ao Ponto, o chef e empresário Olivier Anquier destacou a importância da revitalização do centro de São Paulo. Ele ressaltou o valor histórico, cultural e social da região e defendeu políticas públicas para resgatar o protagonismo do coração da cidade.
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NotíciasTranscrição
00:00Vai lá.
00:00Eu estava ouvindo você falar, Olivier, e eu fiquei lembrando do meu tempo de estudante
00:05que eu vivia no centro de São Paulo.
00:07Sente porque o escritório de advocacia que eu trabalhava era no centro.
00:10Os maiores escritórios de advocacia naquela época, 2020, 2005, 2003,
00:15todos eram no centro de São Paulo.
00:16As empresas todas tinham sede no centro de São Paulo.
00:19Depois, as empresas e os escritórios passaram a sair do centro,
00:22fugiram do centro de São Paulo.
00:24Então, aí eu penso no seguinte, até queria saber a sua experiência sobre empreendedor
00:28no centro de São Paulo, se não uma pessoa que morou na França,
00:31nasceu na França, vivenciou a França.
00:34E eu acho que o grande problema que tem no Brasil,
00:37especificamente no centro de São Paulo,
00:39é a falta de possibilidade de ocupação do centro de São Paulo,
00:42das ruas, da cidade em geral.
00:45Então, a partir do momento que você não tem projetos culturais
00:48mais delineados no centro de São Paulo,
00:52as empresas não vão para o centro de São Paulo,
00:54você acaba prejudicando essa ocupação da cidade de São Paulo.
00:56E aí tem um problema que a cidade fica vazia,
00:59fica ficando vazia, fica insegura,
01:01as pessoas deixam de frequentar o centro.
01:03Nesse aspecto, eu vejo você como um grande revolucionário mesmo,
01:07resistente a ficar no centro de São Paulo.
01:09Você fez o caminho contrário das pessoas,
01:10você foi para o centro de São Paulo e luta para o centro de São Paulo melhor.
01:13Aí minha pergunta vai no seguinte sentido,
01:14você compreendedor, o que você acha que a gente tem que fazer
01:17para fazer o centro ter mais energia, mais vida?
01:20Então, o que é que tem que fazer?
01:24Primeiro, você falou, centro é cultura,
01:27eu falei alma, eu falei coração, eu falei história,
01:31que já é cultura.
01:34Culturalmente falando,
01:35o centro significa que o polo de atração cultural,
01:42o maior polo de atração cultural de São Paulo é o centro.
01:51Você tem o farol teatro municipal,
01:55que é um monumento cultural,
02:00você tem a Sala São Paulo,
02:02você tem a Pinacoteca,
02:03você tem Júlio Presto,
02:05você tem o Banco do Brasil,
02:08você tem, você tem, você tem, você tem, você tem,
02:12centenas de polos de teatro,
02:16agora um monte de teatro reabriram,
02:19cinema vão reabrir no Copão,
02:21quer dizer, você vê que realmente
02:24esse lado que o centro sempre teve,
02:28está recuperando.
02:29e inevitavelmente,
02:35graças a Deus,
02:37está trazendo um fluxo
02:39que o centro tinha perdido.
02:41Mas isso que eu falo, é cíclico.
02:43O centro é história.
02:45E a história do...
02:46E isso marca uma fase,
02:50e não uma definição radical permanente.
02:58Por isso que hoje, realmente,
03:00o melhor bairro de São Paulo,
03:04hoje,
03:05é o centro.
03:07Segurança.
03:08É o bairro.
03:09É todo o bairro do centro que já resolveu?
03:13Não.
03:14Mas se você vai em Paris,
03:16que é a minha cidade de origem,
03:18eu duvido,
03:20talvez você,
03:21mas são raríssimas as pessoas
03:23que foram para Paris
03:24e que foram para o bairro de Stalingrado,
03:27pelo bairro de Porto de la Chapelle,
03:29pelo bairro hoje de Chateau Rouge,
03:32que era embaixo,
03:34de onde eu morava,
03:36em Montmartre,
03:37embaixo que o Júlio Joffran,
03:38você não vai.
03:41Barbés, você não vai.
03:43Fazer o que lá?
03:45E esses bairros que eu estou falando,
03:47que são problemáticos hoje em Paris,
03:51quando você é turista,
03:53e o mundo inteiro volta para a sua cidade,
03:58seu país,
03:59o que você traz é
04:01Saint-Germain, Champs-Élysées,
04:03é Montparnasse.
04:06É isso que você traz.
04:08Quando você vai para o centro,
04:11tem problemas,
04:12tem focos problemáticos?
04:14São focos,
04:16não é sistêmico,
04:16não é o território inteiro do centro.
04:20Teve momento,
04:22efetivamente,
04:23aonde,
04:24por exemplo,
04:24a Praça de Isabela,
04:26era de rasgar o coração,
04:28depois da pandemia,
04:29a pandemia,
04:30todo mundo,
04:32todos os universos,
04:34perderam alguma coisa,
04:35todas as famílias,
04:37todas as cidades,
04:38perderam alguma coisa.
04:39E o centro perdeu muito.
04:41Eu perdi minhas padrinhas,
04:42pessoalmente,
04:44outras pessoas,
04:45famílias perderam outras coisas,
04:47e São Paulo perdeu momentaneamente o centro.
04:54de fato,
04:56era aterrorizante.
04:59Mas isso já é passado.
05:00Mas sabe,
05:01Olivier,
05:02tem uma questão interessante nessa sua fala,
05:04que ela traz um marketing
05:05que a gente não vê acontecer,
05:07e que a gente não vê grudar nas pessoas.
05:09Porque nós estamos aqui em São Paulo,
05:11eu gosto bastante de vivenciar o centro também,
05:13tenho uma cabeça bastante aberta
05:15para os passeios,
05:16para a cultura,
05:17para tudo lá,
05:18sem temer,
05:20sem sentir medo de andar.
05:22Mas,
05:23qualquer outra pessoa
05:23que venha me visitar
05:24de outra parte do país,
05:25ou do interior de São Paulo,
05:27por exemplo,
05:28são tantas recomendações
05:31que a gente tem que passar,
05:32muitas vezes,
05:32para essas pessoas circularem
05:33por algumas partes do centro,
05:35que elas pensam,
05:35meu Deus,
05:36para que eu vou lá?
05:36Para ter que não poder pegar meu celular,
05:38não poder andar com corrente,
05:40não poder usar a minha aliança,
05:41ter que tirar a minha correntinha,
05:43não poder usar um óculos melhor,
05:44ter que usar uma roupa mais simples.
05:46Há ainda essas recomendações.
05:48Mesmo você dizendo
05:49que nós vivemos uma outra fase
05:50em relação ao centro de São Paulo.
05:52Então,
05:52o que falta para as pessoas entenderem
05:54que elas podem percorrer
05:55várias partes do centro
05:57sem precisarem temer tanto assim?
06:00Eu pergunto para você,
06:01porque eu estou esperando até hoje,
06:02você me fala,
06:03não sei o que,
06:03aí você não conhece,
06:04você fala do outro,
06:05eu falo de você.
06:06É só no seu restaurante,
06:08eu não fui ainda,
06:09mas de outras partes,
06:10eu já fui,
06:11todo é ver.
06:11Mas então,
06:11mas isso...
06:12Mas você acha que falta
06:13uma campanha de comunicação pública mesmo
06:15para a cidade de São Paulo?
06:17O que nós estamos fazendo aqui agora?
06:19Sim,
06:19mas eu digo que seja institucional
06:20da cidade de São Paulo.
06:22Você acha que falta ainda?
06:24Ou as próprias autoridades
06:26não têm a confiança total
06:27de que aquele espaço
06:28é seguro para todo mundo?
06:29Eu não vou entrar
06:30nessa conversa dessa forma,
06:34porque eu vejo as coisas diferentes.
06:36Claro, não.
06:36Eu sou do chão.
06:37Exatamente.
06:38Eu sou do chão.
06:39Para mim,
06:39é uma vivência cotidiana,
06:41e eu entendo
06:44que tem que dar o tempo ao tempo.
06:48Não adianta pensar
06:49ah, aconteceu isso,
06:51agora vai mudar.
06:52É mentira.
06:54Isso não existe na vida.
06:56Tem que ter paciência,
06:57esperança,
06:58e cada um de nós
07:00fazer a sua parte.
07:01Esse problema
07:02que você está tendo até hoje
07:04tem defesa
07:06da...
07:07Faz 10 anos, né?
07:08Eu abri dentro da minha antiga casa.
07:11O destino me fez
07:12virar sócio
07:13de um restaurante
07:14do qual eu não devia estar,
07:16e eu toquei junto
07:18com o meu antigo sócio
07:1910 anos
07:19naquele restaurante.
07:21Quando eu entrei
07:22por obrigação
07:23dentro dessa sociedade,
07:26o que eu decidi?
07:28Eu vou trazer aqui,
07:31nesse lugar
07:32improvável,
07:36uma clientela
07:37que no papel
07:38é avesso ao centro.
07:40Eu consegui?
07:43Como?
07:46Criando
07:47emoções.
07:52As pessoas precisam
07:53de histórias.
07:54As pessoas precisam
07:55de emoções.
07:57As pessoas
07:57precisam
07:59de
08:00reacender
08:03o que a gente chama
08:04de esperança.
08:06e dentro
08:08do meu universo
08:09humilde,
08:11eu sei
08:12que o México
08:13é emoção.
08:14Nós,
08:15de origem
08:16latina,
08:17de cultura
08:18católica,
08:19a comida
08:19é muito importante.
08:22No dia a dia,
08:22a gente consegue,
08:23desde que nós somos,
08:27cada refeição
08:28é um momento
08:30de emoção,
08:31diferente dos
08:32onlos-saxônicos,
08:33que se alimentam,
08:34parar de se alimentar
08:35pela necessidade
08:36de se alimentar.
08:37Nós,
08:38latinos,
08:38temos essa particular
08:39de colocar isso
08:40acima.
08:41Agora,
08:42estão tentando fazer
08:42igual a gente,
08:43mas nunca serão
08:44igual a gente.
08:46Mas,
08:47então,
08:48dentro do meu
08:49universo,
08:50eu não pretendo
08:52fazer outra coisa
08:53que é aquilo
08:54que me pertence
08:55dentro do meu universo,
08:56criar uma
08:58sinceridade,
09:00uma autenticidade
09:02de emoção.
09:06E,
09:06eu consegui
09:07fazer com que
09:08esse restaurante
09:08virasse,
09:10está sendo ainda,
09:11um marco
09:12do centro.
09:14E,
09:14hoje,
09:15com padaria,
09:16inclusive,
09:17já comecei em 2016
09:18com minha primeira
09:19padaria
09:20na Praça da República,
09:22no mesmo prédio
09:23que era a minha casa
09:24que depois virou
09:25o restaurante,
09:26e,
09:27eu,
09:27fazendo,
09:29então,
09:30a mão do pão de
09:31Orivier,
09:31fazer uma padaria
09:33no centro,
09:34é louco,
09:35fazer um restaurante
09:35em cima
09:36de um prédio,
09:38que era,
09:39quando eu comprei ali,
09:40o prédio estava
09:41perdido.
09:43Mas,
09:43quando eu falo
09:43perdido,
09:44perdido mesmo.
09:46Fazendo com que,
09:47quando eu comprei
09:48a cobertura
09:49lá em cima,
09:51a corretora
09:52falava,
09:52Orivier,
09:52você não pode morar aqui?
09:54Era,
09:55como eu aprendi
09:56essa palavra no Brasil,
09:57casca grossa.
10:01Mesmo,
10:02tinha um andar,
10:03era,
10:04a gente chama
10:05de cama quente,
10:06eu não vou descrever
10:07para você
10:08o que era cama quente,
10:09eu deixo você imaginar
10:10o que pode ser isso.
10:12tinha uma mesquita
10:14no nono andar,
10:15aonde hoje
10:16tem um dos melhores,
10:18mais bonitos,
10:20e mais acia,
10:22sofisticado,
10:23brechó
10:25de São Paulo,
10:27que eu conheço,
10:29e que se chama,
10:31vou até fazer um,
10:32um,
10:32um,
10:32um,
10:33um,
10:33começando porque
10:34vai la pena,
10:35é,
10:35é,
10:36é impactante,
10:37assim,
10:37que o fundinho,
10:38então,
10:39nesse,
10:39nesse duplex,
10:40do nono pro dez,
10:42era uma mesquita,
10:44nigeriano,
10:45musulmano,
10:45nigeriano,
10:46pode imaginar,
10:47eu no elevador com a Adriana,
10:49com os marmões africanos,
10:51musulmano,
10:53ela,
10:53negra e o branco,
10:54você pode imaginar a loucura,
10:57era muito interessante,
10:59muito intensa como vida,
11:01e querendo ou não,
11:03o fato de ter entrado,
11:05quando eu comprei,
11:06dois meses depois de começar a obra,
11:07a prefeitura,
11:08ah,
11:09ah,
11:09ah,
11:10ah,
11:10ah,
11:10interditou,
11:11não,
11:11interditou,
11:12não,
11:12ah,
11:13ah,
11:13tombou?
11:13Não,
11:14tombou,
11:14não,
11:14já estava tombado,
11:15ah,
11:16desapropriado,
11:17desapropriou o prerenteiro,
11:19por quê?
11:19é o marco da história da arquitetura modernista do Brasil,
11:25toda a história arquitetural modernista do Brasil,
11:28começo em 1937,
11:31quando inaugurou o Edifício Estéu,
11:35que dizer,
11:36Brasília é filho do Edifício Estéu,
11:40podemos conseguir,
11:41você está entendendo?
11:41Então,
11:42a prefeitura,
11:44eu não vou jogar pedra na prefeitura da época,
11:46por quê?
11:47porque a prefeitura não estava enxergando uma saída que se inicia um novo capítulo da história do Edifício Estéu,
11:59e,
11:59com razão,
12:01não dava para imaginar que pudesse virar,
12:05aí,
12:05o louco chega lá,
12:08eu vou pegar essa conversa,
12:09comecei a obra,
12:10você sabe que eu não mudei,
12:13eu continuo louco,
12:14deve ter sido essa frase,
12:15mas até hoje,
12:17eu carrego isso,
12:18eu sou louco,
12:19mas minha loucura é visionário,
12:22então,
12:23tem pessoas que não querem ser chamadas de visionários,
12:25eu tenho orgulho,
12:26justamente,
12:28em me entender,
12:29como visionário,
12:30com cheiro,
12:31segue,
12:31eu não sou melhor que ninguém,
12:33só que,
12:36minhas origens,
12:37e minha personalidade,
12:39e minha sensibilidade,
12:41faz com que eu consiga ver coisas,
12:43que,
12:43de repente,
12:44não são tão evidentes,
12:47não por ser melhor,
12:48por,
12:48justamente,
12:49ter essa distinção,
12:50mas,
12:50enfim,
12:52desapropriaram,
12:53aí,
12:54o gerador,
12:54eu,
12:54vi,
12:55o diário oficial,
12:56vi,
12:56olha,
12:58desapropriaram o edifício,
12:59eu tinha acabado de começar,
13:01minha primeira casa,
13:02comprada em São Paulo,
13:03minha casa,
13:04já me tirando,
13:05como se tirasse a comida da boca,
13:08na hora que vem,
13:09foi,
13:09não,
13:09mas não,
13:10de jeito,
13:10eu que queria entrar no mar,
13:11de maneira discreta,
13:14e,
13:14sabe,
13:15quando eu falei para a minha mulher Adriana,
13:17amor,
13:17cumpri a nossa casa,
13:19aonde?
13:19No centro,
13:20aonde?
13:22Vou te levar,
13:22aí,
13:23eu levei ela no meio da Praça da República,
13:26que ela conhecia bem,
13:27aquela área do centro,
13:28aí,
13:29bem no meio,
13:29né,
13:29Fred,
13:30tá vendo esse prédio aqui?
13:32Olha lá em cima,
13:32comprei a cobertura lá em cima,
13:34ela olhou,
13:35olhou para mim,
13:37você sabe que você vai morar lá sozinho,
13:38né?
13:41Só para você ter uma ideia,
13:44e,
13:44eu falei,
13:47esticou o meio,
13:48que você vai ver que eu vou te comer.
13:49calma, calma,
13:49que eu vou te comer.
13:50Arrastei tanta gente para cá,
13:51eu vou te arrastar também.
13:52Não,
13:52não,
13:53não tinha arrastado ninguém ainda,
13:54a primeira pessoa que eu tinha que arrastar,
13:56era a minha futura mulher,
13:57porque nos casamos,
13:59dentro do nosso apartamento.
14:02E,
14:03quando eu vi isso,
14:05eu que queria entrar de forma discreta,
14:06falei,
14:06agora vou fazer barulho.
14:08Peguei um,
14:09imaginais,
14:10não é?
14:10Peguei um,
14:11um,
14:12um megafone,
14:13megafone,
14:14me coloquei na sacada,
14:18gritei,
14:19sabe aquele grito de Tarzan?
14:20para alertar toda a imprensa de que eu estava me mudando para São Paulo.
14:29virou,
14:30virou,
14:30virou casa de notícia.
14:33Olhe,
14:34viram que o cozinheiro vai morar no edifício,
14:38esteve,
14:38pum,
14:39vieram que nem abelha no mel.
14:42Funcionou.
14:42e aí,
14:44esse zum,
14:46esse barulho chegou até a prefeitura,
14:50que o único jeito de ter impacto,
14:53porque chegar na prefeitura e bater,
14:55você não faz isso,
14:56porque senão você fica devendo a vida inteira.
14:57Então,
14:59eu,
15:00fiz,
15:02o meu,
15:03gritei.
15:05Eu grito,
15:06chegou no ouvido da,
15:08prefeitura,
15:08opa,
15:09olha,
15:11será que,
15:12esse louco,
15:13pode,
15:14poderia,
15:15poderia ser,
15:17o primeiro parágrafo,
15:20do novo capítulo do edifício externo?
15:22Onde é só?
15:23Votaram,
15:25é lá,
15:25não é,
15:26tá,
15:26voltaram,
15:27suspenderam,
15:27a desapropriação.
15:32E hoje o edifício externo,
15:33hoje a Praça da República,
15:35hoje,
15:36tem vários outros restaurantes e bairros ali, né?
15:38Eu coloquei,
15:39minha sementinha,
15:42participei do meu jeito,
15:46a essa transformação,
15:49e hoje,
15:50eu tenho,
15:51então,
15:51esse restaurante que eu fiz dentro da minha antiga caixa,
15:54continua lá,
15:55ao lado,
15:56tem o meu outro Couto de Olivier,
15:57que era na casa,
16:00a cobertura 1102,
16:02era a residência do Dica Bocante.
16:05Olha,
16:05quanta história!
16:07Você está entendendo?
16:09Tudo aquilo que as pessoas buscam lá fora,
16:11está ali.
16:12Agora,
16:12é isso que eu falo para as pessoas que veem,
16:14é a padaria que eu abri agora em abril,
16:16a Mundo do Pão de Olivier,
16:17naquela esquina maravilhosa,
16:19na frente do edifício Itália,
16:23esquina da Avenida Ipiranga,
16:25com a Avenida São Luís.
16:27Pois é.
16:28Aquele lugar é mágico.
16:32E ali,
16:34hoje,
16:34então,
16:34essa padaria Mundo do Pão de Olivier,
16:36quer dizer,
16:36é as pessoas,
16:38porque eu estou dando meus negócios todos os dias.
16:41é meu prazer.
16:44Não vou trabalhar.
16:46Eu vou encontrar,
16:47eu vou encontrar as pessoas que me oferecem um pouco.
16:50Ele sabe que eu já recebi ele do restaurante.
16:53Você não.
16:53Você não conhece ainda.
16:57Próxima semana está ali.
16:59E você também.
17:00Eu também.
17:00O Pepe é um pouco mais boêmio que eu,
17:02então,
17:03provavelmente,
17:04várias pessoas já devem ter encontrado em vários lugares.
17:06Mais aí.
17:06Mais aí.
17:06Mais aí.
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