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  • há 6 meses

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Transcrição
00:00O agricultor de 63 anos de idade, Antônio Apolinário da Silva, ele morava no sítio Serrinha, na zona rural de Buíque.
00:09Gostava de criar patos em uma lagoa próxima à residência, onde morava com o irmão.
00:15E por volta das duas horas da tarde do domingo, o Antônio teria ido mexer nessa lagoa, olhar os patos, quando acabou morrendo afogado.
00:25A Creuza Apolinário encontra-se aqui, ô dona Creuza, o seu irmão fazia isso todos os dias?
00:32Era, todos os dias, ia olhar os patinhos.
00:35Aí ele saiu?
00:36Foi, saiu e foi olhar, né? E terminou morrendo afogado.
00:42Quem foi que encontrou o corpo dele?
00:43Foi o sobrinho dele, Roberto.
00:45Deram por falta?
00:47Foi, aí ele foi, quando chegou lá, encontrou ele já sem vida.
00:51Dentro da lagoa?
00:52Do barreiro, era um barreiro.
00:53Um barreiro.
00:54É.
00:54Vocês acham o quê? Que ele teria ido tomar banho ou teria brincar com os patos?
00:59Não, eu acho assim, que ele de repente sentiu mal e foi banhar o rosto e caiu, né?
01:06Calou grande.
01:07É, eu acho que foi assim.
01:09Duas da tarde, o sol causticante.
01:11E ele bebia também um pouquinho, não era exagerado não, mas bebia, né? Pouco, mas bebia.
01:17O seu irmão chegou a dizer se ele teria bebido antes?
01:20Disse que bebeu logo cedo, mas foi bem pouco.
01:22A senhora falou que foi muito rápido, né? Foi cerca de cinco minutos?
01:27Foi, cinco minutos.
01:28E lá no barreiro, o que era que tinha? Ele estava vestido?
01:34Tirou a camisa e a sandália e o relógio.
01:37Então, possivelmente, para entrar no barreiro.
01:40Eu não sei, devia ser, né? E então escorregou, né? Ninguém sabe, né?
01:45O Antônio sabia nadar, dona Creusa?
01:47Ele falou que sabia.
01:48Ah, eu não sei, né? Se ele sabia de verdade, que tinha 40 anos que ele não vivia com a gente, né? Morava em São Paulo.
01:57Ele?
01:57Era.
01:59Mas tinha voltado há quanto tempo?
02:01Estava, ia completar um ano agora, no mês de setembro.
02:05Estava ainda naquela alegria de rever o torrão, de rever os amigos?
02:10E a gente ajeitando para aposentar ele, que ele não era aposentado, já tinha passado do tempo, né?
02:17A diversão do Antônio era cuidar dos papos.
02:20Era. Uma pessoa boa, tranquila, né? Eu acho que não foi porque ele quis, não.
02:27Na hora, dona Creusa, que encontraram o Antônio, que o sobrinho encontrou, aí o desespero tomou conta de todo mundo.
02:33A gente, Maria, nós fiquemos muito tristes, eu estou arrasada. É porque Deus me dá força, né? Para eu agir, né? Mas estou arrasada.
02:43E esse barreiro era um lugar onde ele já estava acostumado aí?
02:47Era um ano, né? Um ano que ele está lá, né? Limpou o barreiro, que quando chegou tinha muito lama e está cheio, né? Choveu bastante, né?
02:56Aí está cheio d'água, aí ele criava uns patinhos, né? Saste feito lá, mas o irmão, né?
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