00:00Está uma família que diante, não só a família, a sociedade inteira perdeu ali e está estarecida com essa situação.
00:11E a família mais ainda, ninguém espera a morte de um ente querido.
00:15Ainda mais uma morte assim, tão banal.
00:18As pessoas geralmente morrem por homicídio porque tem alguma diferença com alguém, tem alguma motivação.
00:24Aí tem uma desinteligência entre as pessoas ali e muitas vezes elas não são surpreendidas.
00:31Era possível que aquela pessoa, que se é inimiga sua, venha tirar sua vida, tenha uma discussão.
00:37Mas agora os dois não se conheciam.
00:40As pessoas, o Laudemi, ele chegou a coletar lixo no bairro onde ele residia, na região, sabe?
00:49Era um trabalhador que tinha nove anos de limpeza urbana.
00:54Antes disso ele chegou a trabalhar no supermercado.
00:57Era um sujeito alegre, feliz, tinha a companheira dele, tinha a filha dele, tinha a mãe dele que ele ajudava.
01:03É uma vida, a vida de cada pessoa dá um livro, né?
01:07Então a dele não é diferente.
01:09É uma vida que se foi de forma tão ridícula, né?
01:13E agora o que nos cabe é que o judiciário dê uma resposta a esse tipo de desinteligência
01:22que beira o absurdo, o ato praticado por quem tirou a vida dele.
01:28É, reparação.
01:29O indivíduo que pratica um crime desse, ele tem as responsabilidades, tanto criminal quanto cíveis.
01:36Isso não quer dizer que ele tem que reparar agora, que vai reparar, que o juiz já determinou.
01:41Não, tem todo um trâmite processual para isso.
01:43Também não quer dizer que ele está condenado, que ele é a pessoa que cometeu o crime.
01:47Não, tem todo um trâmite também para isso.
01:50Agora a polícia está apurando os fatos, depois entrega para o Ministério Público, ele é processado.
01:57Depois ele pode vir a ser pronunciado e levado a júri popular.
02:01Da mesma forma, ele pode vir a responder por uma ação de reparação de danos morais e materiais.
02:06Não só ele ou outras pessoas que, ao final das investigações de tudo, tenham efetivamente contribuído para esse dano.
02:15Então, todo aquele que causa um dano para outra pessoa, ele tem a obrigação de reparar.
02:19Isso está previsto tanto no Código Civil quanto no Código Penal.
02:24Então, sigilo telefônico é diferente de sigilo telemático.
02:27O sigilo telefônico está diretamente ligado às informações do seu telefone.
02:32Se o seu telefone está grampeado, que é a quebra do sigilo telefônico, eu vou escutar as suas conversas.
02:37E se ele não está grampeado, eu vou conseguir ver quem te ligou, para quem você ligou, o georreferenciamento, onde você estava, e também as mensagens que você trocou, enfim, tudo relacionado ao telefone.
02:51O telemático, ele vai além, vai além das informações de aplicativos utilizados, de mensagens de WhatsApp, por exemplo, tudo o que foi trocado em termos de dados relacionados àquele aparelho.
03:10No caso do Laudemir, foi feita a quebra de sigilo telemático de um veículo, um veículo que é tão tecnológico quanto um computador.
03:20Então, diante das informações que vão ser apuradas, foi pedido pela polícia civil, a juíza deferiu, e agora o processo aguarda o retorno dessas informações, todas relacionadas a esse veículo, que passa muitas informações.
03:40O veículo tem uma caixa preta, o BID, então a polícia vai saber aproveitar muito bem essas informações.
03:46Teve uma informação que um policial penal registrou uma ocorrência de calúnia e ameaça.
03:53Isso é muito relevante para o processo, então eu pedi para o Ministério Público e para a juíza para apurar isso,
03:59porque o indivíduo está preso e ele desrespeita a segurança pública, desrespeita o policial penal,
04:08e então ele tem que ser apurado desses fatos também, porque foi no curso da prisão dele.
04:16Se ele sofrer algum abuso, se ele sofrer alguma tortura dentro da unidade prisional, ele também tem que ser apurado.
04:22A gente tem que separar o joio do trigo, nós somos escravos da lei.
04:25Então, tem que que ele responda ao processo com toda dignidade,
04:30mas evidenciando a culpabilidade dele que ele seja condenado.
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