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Esportes
Transcrição
00:00Bom, primeiro, obrigado por aceitar o nosso convite para essa entrevista. Parabéns pela temporada que você vem fazendo.
00:05Vamos começar do começo. Você é natural de Tramandaí, no Rio Grande do Sul.
00:09Como foi a infância por lá? Conta um pouco para nós. Você chegou a passar dificuldade na infância? Como foi
00:13esse processo?
00:14Eu que agradeço o convite de estar falando com vocês.
00:17Bom, minha infância foi a infância de todo moleque.
00:21Comecei a jogar futebol na escola e aí as professoras lembram que chamaram meus pais e falaram
00:26bota os meninos numa escolinha, porque eu tenho irmão gêmeo também, daí a gente estava sempre junto.
00:31Bota os meninos numa escolinha e a gente começou ali.
00:33Meu pai também é ex-jogador, jogou lá pelo Rio Grande do Sul, jogou na Paraíba também.
00:38E aí a gente começou lá na Tramandaí jogar, aí meus pais me colocaram numa escolinha, outros colocaram numa escolinha.
00:45E aí eu lembro que a gente começou, foi para o São José também, que é um time do interior
00:49ali,
00:50que é um time que já tem uma base bem estruturada assim, depois fomos para o Novo Hamburgo,
00:54até que chegamos no Grêmio, aí chegamos no Grêmio, aí em menos de um ano já estava se treinando no
00:59profissional,
00:59foi bem rápido assim minha ascensão no futebol.
01:03Bom, e quem que você considera que foi o maior incentivador desse início da sua trajetória no futebol?
01:09Cara, eu levo o meu pai como uma grande referência assim para mim, né?
01:12Meu pai, como eu falei antes, ele jogou, então ele entende a malandragem de futebol,
01:16estava sempre falando comigo, ele foi zagueiro também, então meu irmão até brincava, né?
01:20Porque meu irmão é atacante, meu irmão brincava que eu era o filho preferido porque eu era zagueiro,
01:25e aí eu levo o meu pai como uma referência maior, assim, um cara que eu sempre procuro escutar
01:29quando me fala alguma coisa e é a minha referência máxima, assim.
01:34E como que é essa sua relação com o seu irmão, né?
01:36Que também é jogador, vocês se dão com si, eles mesmo estando em contextos completamente diferentes,
01:40como que é isso?
01:41Não, meu irmão agora decidiu parar, cuidar das coisas dele lá,
01:44e a gente se fala bastante também, meu irmão é um cara que também tem uma história no futebol,
01:50por mais que um pouco menor que a minha, mas tem uma história no futebol,
01:52então é um cara que entende também bastante, então procuro estar sempre perguntando para ele,
01:58perguntando dicas também, é um cara que me ajuda bastante nessa questão.
02:01Juan, e já no Grêmio, né, você passou por várias categorias lá, inclusive sub-23,
02:05e demorou um certo tempo para você se firmar ali nos profissionais.
02:08E como é que foi esse processo para você?
02:10Teve alguma ansiedade ou receio de que talvez você não conseguisse se virar?
02:15Eu acho que ansiedade sempre tem, né?
02:17Ainda mais quando tu é um moleque, assim, um moleque sonhador que veio de baixo,
02:21veio de uma cidade pequena, como você falou, é difícil, cria uma ansiedade,
02:27mas eu acho que as coisas aconteceram do jeito que tem que acontecer.
02:31Eu brinco que às vezes eu não me sinto um merecedor de estar aqui,
02:36mas graças a Deus, Deus me abençoou, e sou grato de estar aqui,
02:41grato de ter jogado em grandes clubes, e grato de estar num clube gigante que nem o Atlético.
02:44E você teve a experiência também internacional, né, lá no Sassuolo, foram pouco mais de dois anos, é isso?
02:49É, dois anos e meio, mais ou menos.
02:51Em que você sente que você mais evoluiu como jogador nesse período?
02:54Pô, todo mundo sabe, eu acho que a escola italiana para defensores é uma escola muito forte, né,
03:00então eu aprendi muito lá, coisas que eu achava que, talvez eu não dava tanta importância aqui no Brasil,
03:06que eu cheguei lá, eles me ensinaram bastante, e foi uma experiência muito boa para mim,
03:11porque aprendi muito lá, não só como jogador, mas também como pessoa,
03:15foi uma parte da minha vida que eu evoluí bastante, não só como jogador, mas como um homem também, né,
03:22até pelo fato de ir para lá sozinho, de também ter que criar maturidade lá, sozinho,
03:27foi uma, eu digo que foi uma experiência muito boa, assim.
03:29Luan, e você tem vontade de voltar para a Europa no futuro, mais maduro, no futuro da sua carreira?
03:35Cara, eu tenho, eu sinto que, eu sinto que a minha história acabou na Itália,
03:41mas eu sinto que eu tenho mais para dar, assim, sabe?
03:44Eu sinto que eu posso evoluir mais, chegar em grandes clubes lá fora também,
03:48até porque eu também sou um cara novo, né, então eu tenho um sonho também de chegar na seleção brasileira,
03:53e acredito que as coisas caminhando bem aqui, está mais perto de acontecer.
03:58Luan, e agora, mudando um pouco para a sua vida pessoal, você é um cara de muita fé, né,
04:03e eu queria que você falasse um pouco de como é que essa religiosidade sua te ajuda como atleta e
04:07também como pessoa mesmo.
04:10Cara, foi lá na Itália, assim, que eu evoluí bastante a minha fé, a minha espiritualidade.
04:15Como eu disse antes, eu me vi sozinho muitas vezes, e ter Deus do meu lado foi uma coisa que
04:21me ajudou bastante, assim, sabe?
04:22Depois conheci minha esposa, que foi uma pessoa que me levou mais ainda para o caminho de Cristo,
04:27e foi uma coisa que foi com o tempo, assim, sabe?
04:31Hoje eu consigo enxergar que acontecia coisas lá atrás, que era Deus tentando se aproximar de mim,
04:35e as coisas aconteceram da forma que aconteceram, porque Deus quis,
04:39e eu sou grato a Deus pela minha espiritualidade, pela minha fé,
04:44porque foi Ele que me trouxe aqui, Ele que me trouxe de volta para o Brasil,
04:46para tentar fazer diferente aqui no Brasil, ser mais reconhecido aqui também.
04:50Então, devo tudo a Deus, graças a Deus.
04:52Ainda falando da sua vida pessoal, como que é o Juan Tressold aqui dentro do clube?
04:57É um cara mais reservado ou gosta mais da resenha?
04:59Quem que é seu melhor amigo aqui dentro?
05:01Cara, eu sou um cara que tem bastante amigos aqui dentro,
05:04tem o René, que é um cara que te concentra junto também, a gente está sempre junto,
05:09mas eu sou um cara mais reservado, mas também não fujo da resenha, assim, sabe?
05:13Acho que a gente tem o momento de brincar, tem o momento de trabalhar,
05:16e eu levo isso muito a sério, assim, momento de trabalhar e de trabalhar,
05:19e momento de brincar e de brincar, mas acho que o René, o próprio Bernard também,
05:24o Lian, que são os caras que mais brincam no dia a dia,
05:27eu fico na resenha, o Lod também, o Lodin,
05:30e acho que é isso.
05:32Juan, e você é um dos jogadores do elenco atual do Galo,
05:34que mais declara carinho ao clube,
05:36mesmo antes de você ser comprado, você falou sobre a gratidão que você tem com o Galo,
05:40por ter aberto as portas para você num momento bem difícil da sua carreira,
05:44e agora você foi comprado, e eu queria que você falasse se esse sentimento de gratidão continua,
05:48o que o Galo significa para você?
05:51Cara, eu acho que desde a minha volta ao Brasil, o Galo foi um time que eu criei um carinho
05:56muito enorme,
05:57não só o Galo, mas também a diretoria que confiou em mim no momento que eu precisava,
06:02o Paulo, o pessoal ali da diretoria, foram pessoas que fizeram a diferença nessa questão para mim,
06:09porque depois que eu me machuquei, que eu tive um período difícil, que eu fiz a cirurgia,
06:13eu me senti meio desamparado na questão de tipo assim, vou fazer o que agora, vou para onde?
06:19E eu sou grato a Deus, grato ao Paulo, grato à diretoria, grato ao Atlético também,
06:23pela forma como me receberam, pela forma como eles confiaram em mim,
06:28mesmo sendo difícil confiar num jogador que chega aqui,
06:31ainda precisa de um tempo de recuperação para começar a jogar,
06:34então eu sou extremamente grato ao Atlético e grato à diretoria por ter confiado em mim.
06:38Queria que você falasse mais sobre isso, como que foi esse primeiro contato da diretoria do Galo
06:42com você na época das negociações, qual que foi a sua reação ao saber do interesse do Atlético?
06:47Cara, eu acho que foi de surpresa, né?
06:50Tu ter um clube como o Atlético, um clube gigante como o Atlético,
06:54interessado em ti, tu estando machucado, foi uma coisa que me surpreendeu bastante.
06:59Pô, os caras, os caras, é porque os caras confiam em mim,
07:01então eu me senti confiante em vir para cá e fazer minha recuperação tranquila,
07:05porque eu sabia que a diretoria ia abraçar a minha causa
07:09e as coisas aconteceram da melhor forma, graças a Deus.
07:12Hoje o Atlético me comprou, a diretoria confiou em mim de verdade
07:17e eu sou extremamente grato a isso.
07:19Rua, e no início da sua passagem pelo Galo, igual você falou,
07:22você chegou com uma artroscopia e alguns torcedores chegaram a criticar a contratação
07:25por ser um jogador que estava lesionado na época.
07:28Eu queria te perguntar se você chegou a acompanhar esse movimento nas redes sociais
07:31e como é que é lidar com essas situações por um jogador, antes mesmo de estrear,
07:36antes mesmo de começar a história pelo Galo?
07:37A gente sempre respinha alguma coisa para a gente saber dessas questões,
07:42mas eu acho que isso, eu levo isso como um incentivo para mim, sabe?
07:48A mais, me dá uma motivação a mais, porque eu sabia que eu poderia dar mais.
07:52Eu sabia que eu poderia recuperar, eu sabia que eu poderia ser um nome que hoje eu estou sendo aqui
07:56no Galo, entendeu?
07:57Então, eu acho que eu levei mais essa questão das críticas, porque isso é normal, isso acontece no futebol.
08:02E muitas vezes vai ser mais críticas do que elogio.
08:04Então, eu levei isso como uma motivação para mim, para eu continuar crescendo, para eu recuperar bem.
08:10E eu lembro que eu corri aqui na recuperação e pensava assim,
08:13não, eles vão ver que eu mereço estar aqui, que eu mereço a confiança da diretoria,
08:17que eu mereço a confiança de todos.
08:19E graças a Deus foi o que aconteceu.
08:21Show. Desde a sua chegada, você já trabalhou com o Cuca, o Sampaoli e o Barba aqui.
08:26O que você cita como as principais diferenças entre os três?
08:29E por que você acha que você tem dado tão certo com o Domingos no comando do Atlético?
08:34Acho que cada pessoa tem o seu diferencial, a sua peculiaridade, vamos falar assim, né?
08:39São pessoas diferentes, são profissionais diferentes, né?
08:43Cada um pensa de uma forma, assim como cada jogador tem uma personalidade.
08:48Com o professor Barba agora, o diferencial para mim, que eu vejo assim,
08:53ele é um cara que escuta bastante a visão dos jogadores também.
08:57É um cara que está sempre perguntando, pô, você se sente a vontade de fazer isso aqui?
09:01Você se sente a vontade de fazer tal coisa?
09:02A gente sempre, pô, professor, prefiro fazer de tal jeito, a gente prefere fazer de tal jeito.
09:06E uma coisa que isso faz diferença para os jogadores, sabe?
09:10Os jogadores se sentirem ouvidos também.
09:12Claro que a palavra final é dele, mas eu acho que o jogador se sentir ouvido é muito importante também.
09:18Juan, seu primeiro gol pelo Galo foi justamente num clássico, né, contra o Cruzeiro.
09:21Queria que você contasse um pouco como é que foi a sensação naquele momento.
09:25Cara, eu brinco que eu falo que eu não, que eu, claro que eu nunca vou esquecer, né?
09:29Mas eu me lembro um pouco do momento que a bola chegou, da cabeçada,
09:33porque foi uma coisa, foi um momento de euforia, assim, sabe?
09:36Eu lembro que quando eu vi a bola já estava perto, então cabeceei para,
09:39virei o gol, cabeceei e, graças a Deus, consegui fazer um gol.
09:43Mas foi um momento muito feliz para mim, porque foi, eu senti uma, um poder de,
09:49como é que pode ser, um pensamento de redenção, assim, sabe?
09:52Porque, como o time falou antes, eu cheguei num momento difícil aqui da minha carreira
09:56e estrear, assim, 90 minutos e ainda fazer um gol no clássico,
10:00para mim foi muito gratificante.
10:02Aliás, Juan, você gosta bastante dos clássicos, né?
10:04Dá uma provocadinha na rede social, uma encarada no Caio Jorge ali, outra aqui.
10:09É um jogo diferente para você?
10:11Você entendeu já o que é um Atlético Cruzeiro desde cedo?
10:15Cara, eu sempre levei os clássicos de uma maneira diferente, assim,
10:19a concentração tem que estar mais acima, o foco tem que estar mais acima
10:24e clássico é clássico, né?
10:25Clássico a gente brinca bastante que não se joga, se vence.
10:28E eu acho que o que faz a diferença no clássico é essa vontade,
10:31essa vontade de querer ganhar, essa vontade de querer competir,
10:36que é o mais importante.
10:38E joguei diversos clássicos, mas é diferente, Cruzeiro Atlético é diferente.
10:43Por quê?
10:44Por que é diferente?
10:45Cara, é um clássico que eu falo para a família, assim,
10:49que se assemelha muito ao Grenal.
10:51É um clássico de embate, de duelos,
10:54é um jogo que eu me sinto mais à vontade de fazer, de duelar, de brigar,
10:59porque eu me vejo um cara, assim, um cara forte nos duelos,
11:02um cara firme, quando tem que ser.
11:05Então é um clássico diferente, assim, de jogar.
11:07É muito bom jogar esse clássico.
11:08Bom, e falando no clássico, né, e realmente muito pegado,
11:11recentemente teve um momento bem icônico,
11:13que foi a final do Mineiro, né, aquela briga que explodiu no fim.
11:16Como é que foi a sensação que passou na sua cabeça quando tudo explodiu,
11:19quando a briga eclodiu e virou uma briga generalizada ali?
11:23Cara, foi muito rápido, né, aconteceu as coisas muito rápido,
11:26mas acho que a gente tem que estar pronto para,
11:29em qualquer situação, defender os nossos companheiros,
11:31defender o nosso escudo e representar a torcida dentro de campo do jeito que for.
11:36Show.
11:36Ô Juan, e um momento marcante dessa temporada também,
11:39que eu acho que vale a pena a gente comentar,
11:40é a saída do Hulk.
11:41Como foi para vocês ter, de lidar com isso,
11:44essa liderança do Hulk ainda faz falta para vocês
11:46ou alguém já está assumindo esse papel dessa liderança do elenco?
11:50Cara, o Hulk é um cara que tem uma história gigantesca no Atlético, né,
11:54então é inegável tu dizer que a gente não sentiu.
11:58É óbvio que a gente sentiu, todo mundo sentiu,
12:00o pessoal da diretoria, o pessoal do staff, o pessoal da limpeza,
12:04todo o pessoal sente quando um ídolo se despede, assim, do clube, sabe?
12:09Mas eu acredito que a gente tem que pegar isso e levar de uma forma positiva.
12:14Acho que um dos líderes, do líder máximo saiu,
12:18acho que cada um tem que pegar um pouquinho da sua liderança
12:20e depositar todo dia dentro do vestiário,
12:23depositar todo dia dentro do campo, dentro do trabalho, né?
12:26Acho que isso foi uma coisa até boa que aconteceu,
12:28porque a gente não tem um só líder agora.
12:30A gente tem vários líderes dentro do vestiário.
12:32Você está assumindo esse papel também?
12:34Estou, estou assim, estou tentando assumir o máximo dessa liderança,
12:38até porque eu entendi que eu posso ser esse líder
12:41e acho que todo dia procuro ser um pouco desse líder, assim.
12:45Claro que não vou ser um líder do tamanho do Hulk,
12:47mas acho que a gente, cada um tem a sua história,
12:51procura fazer a sua história dentro do clube
12:52e eu quero fazer a história aqui dentro.
12:54Bom, aí esse momento da saída do Hulk coincidiu com um período ali
12:57que o Galo teve antes da pausa,
12:59de um pouco de turbulência interna, né?
13:01Chegou a ter aquela entrevista do Barba, cobrando um pouco o elenco,
13:03também o Lodge chegou a admitir um clima pesado numa entrevista.
13:07Como é que vocês lidaram com isso internamente
13:08para depois conseguir superar e finalizar a primeira metade num bom momento?
13:12Cara, o futebol é um ambiente de muita pressão, né?
13:16E a gente se viu pressionado em um momento
13:18e começou a surgir um problema aqui, problema ali,
13:22mas a gente pegou, a gente se abraçou no vestiário e falou assim,
13:24pô, a gente só vai sair desse momento aqui, dessa situação,
13:28se a gente se abraçar todo mundo, não só os jogadores,
13:30mas a diretoria, a comissão,
13:33todo mundo se abraçar aqui dentro
13:34e fazer diferente as coisas, né?
13:37Então, eu acredito que as coisas estão bem melhores,
13:40bem melhores mesmo,
13:41acho que a gente conseguiu se fechar mais,
13:43conseguiu fazer a nossa cúpula ali dentro do vestiário,
13:46que é o importante, né?
13:47Juan, o Atlético vive um momento de limitação financeira
13:50e isso não é novidade para ninguém.
13:52E mesmo em meio a esse momento,
13:53o clube opta por comprar o seu passe,
13:55fazer esse esforço junto ao Sassuolo.
13:57O que isso significa para você
13:58e como que você espera retribuir isso para o Galo?
14:02Cara, eu espero retribuir isso da melhor forma,
14:05do melhor jeito que eu posso fazer,
14:07que é demonstrando o meu futebol, né?
14:09Mantendo a regularidade que eu tenho mantendo,
14:11mais uma vez eu agradeço o Paulo,
14:13agradeço a diretoria por confiar em mim,
14:15mesmo nesse momento de dificuldade financeira,
14:18mas eu, todos os dias eu penso nisso,
14:21eu tenho que retribuir,
14:22eu tenho que correr,
14:24eu tenho que fazer o que for preciso
14:25para retribuir tudo isso que estão fazendo por mim.
14:27Juan, e agora mudando um pouco de assunto
14:29e falando um pouco de seleção brasileira,
14:30embora eu esteja indo em luto pela eliminação,
14:32agora vai se iniciar um novo ciclo
14:34e você está numa fase muito boa.
14:36Eu queria te perguntar se você tem,
14:37se você almeja ter chances com o Antelote
14:39nesse ciclo de quatro anos para a próxima Copa?
14:42Claro, eu acho que chegar numa seleção brasileira
14:44é o ápice do jogador, né?
14:46E é claro que eu almejo isso, né,
14:48para a minha carreira,
14:50acho que isso é uma das coisas que eu
14:52quero focalizar ali para frente,
14:54para, se Deus quiser chegar,
14:55ser convocado algumas vezes
14:57e também me consolidar na seleção,
14:59se Deus quiser,
15:02e só vou conseguir se eu performar
15:05do melhor jeito aqui no Galo, né?
15:06Então, estou focado nisso, estou focado aqui,
15:08para que eu possa conquistar coisas grandes
15:10ali na frente,
15:10que nem você falou,
15:11uma seleção brasileira.
15:13Para a gente fechar a entrevista,
15:14eu queria que você falasse sobre a sua relação
15:15com a torcida do Galo.
15:17O Rafa falou mais cedo
15:19do quão difícil foi no início,
15:20alguma desconfiança,
15:21e agora todo torcedor te vê como um pilar do time.
15:23Como você enxerga a sua relação com a torcida
15:25e como você vê o torcedor do Atlético também,
15:27o comportamento no estádio e tudo mais?
15:30Cara, a gente brinca aqui no vestiário
15:32que aqui na arena a gente é muito forte, né?
15:35A gente até brinca,
15:36a gente vira o Real Madrid na arena,
15:38porque a força da torcida
15:40nos dá uma motivação a mais,
15:42nos dá um empurrão a mais, sabe?
15:43Então, desde o primeiro dia que eu cheguei aqui,
15:46eu vi essa força aqui dentro,
15:49vi a paixão do torcedor,
15:50que é muito diferente dos lugares que eu já passei.
15:53Aqui realmente o torcedor vive o clube,
15:58vive essa paixão,
15:59e eu me sinto representado fora de campo por eles,
16:02entendeu?
16:03Então eu procuro retribuir o máximo
16:05essa paixão deles,
16:07procuro ser mais um,
16:08atleticano mais um da massa,
16:11dentro de campo.
16:12Daí que vem aquela frase também,
16:14é uma loucura ser galo doido?
16:16É uma loucura ser galo doido, é isso.
16:18Porque é uma loucura estar aqui,
16:19é uma loucura representar esse clube
16:20e representar a torcida,
16:21essa torcida que é maravilhosa.
16:23Show de bola.
16:24Bora para os nossos jogos rápidos aqui.
16:26Então só a resposta curta agora, vamos lá.
16:28A gente vai começar com um jogo
16:29que é o Tudo Menos Futebol.
16:31Comida favorita?
16:32Churrasco.
16:33Um estilo musical?
16:36Gospel.
16:38O hobby favorito?
16:39O hobby favorito...
16:41Acho que é assar carne.
16:43Gosto muito de assar carne,
16:44de fazer churrasco.
16:45Gaúcha é gaúcha.
16:48O lugar mais bonito que você já conheceu?
16:50Cara, o lugar mais bonito...
16:51Ixi, tem dois.
16:52Que me balança assim...
16:54Lago de Como,
16:55que é perto da Suíça,
16:57que é um lugar fenomenal.
16:58E agora, nas férias,
16:59agora eu fui para Sardenha,
17:00que é um lugar também fantástico.
17:03Carro dos sonhos?
17:04Carro dos sonhos...
17:05Ah, vamos botar uma Ferrari, eu acho, né?
17:07Um ídolo fora do futebol?
17:10Ídolo fora do futebol?
17:11Jesus.
17:13Um filme?
17:15Filme?
17:16Cara, tem um filme que é mais antigo,
17:18que eu gosto muito,
17:19que é A Ilha do Medo, acho que é o nome.
17:21Uma frase de efeito?
17:23Frase de efeito?
17:26A gente fez uma reunião ontem na igreja,
17:29que teve uma frase que eu gosto muito,
17:30que é...
17:31Eu posso ter tudo,
17:32mas se eu não tiver Cristo,
17:33eu não tenho nada.
17:34Essa é uma frase que eu gosto bastante.
17:35E se o Juan não fosse jogador de futebol,
17:38ele seria?
17:40E sabe que isso é uma coisa que me tira o...
17:43Mas acho que vamos botar
17:45um empreendedor aí.
17:47Agora vamos para o nosso segundo jogo rápido,
17:50que é...
17:50Agora isso é mais sobre futebol, Luiz.
17:52Primeiro,
17:53o atacante mais chato que você marcou na Europa?
17:56Chato?
17:57O mais chato, eu acho que foi o Lukaku.
18:00É um cara muito forte,
18:02é difícil marcar.
18:03E no Brasil?
18:04No Brasil,
18:06vamos botar o...
18:07Acho que o Pedro.
18:08O Pedro é um cara também que é difícil marcar.
18:10Sua maior referência na posição?
18:12Minha maior referência,
18:14como eu falei antes,
18:14é meu pai,
18:15mas vamos botar um cara que está jogando agora,
18:17que é o Van Dijk.
18:18Grenal ou Galo Cruzeiro?
18:20Galo Cruzeiro.
18:22Qual jogador do Galo é mais engraçado?
18:25O mais engraçado,
18:27acho que o Lodge.
18:27O Lodge é engraçado.
18:29E qual que é o mais sério?
18:30O mais sério?
18:34Cara,
18:34o mais sério,
18:35vamos botar o...
18:38Acho que o Minda.
18:39O Minda é o mais sério.
18:40Acho que é porque ele é tímido, né?
18:43Seu melhor amigo aqui dentro?
18:45Renê.
18:46A torcida do Galo é?
18:48Fantástica.
18:50Um título para ganhar com o Galo esse ano?
18:52Todos.
18:53Se eu tiver para ganhar todos,
18:55vamos ganhar todos.
18:56Show de bola,
18:57show de bola.
18:58Valeu.
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