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  • há 6 meses
Hospital é alvo de denúncia após, segundo familiares, homem não receber atendimento adequado e falecer na unidade.
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Transcrição
00:00Gente, denúncia de negativa de atendimento em hospital de Vila Velha.
00:07Atenção pra esse caso, você que depende aí da saúde, uma família acusa a equipe de enfermagem
00:16de não atender um homem com ataque cardíaco e ele acabou morrendo.
00:22Meu Deus!
00:24Você já viu o caso assim, hein? Você que tá aí me assistindo.
00:27Já viu algum caso assim? Inclusive teve um caso em nível nacional que aconteceu há um, dois meses mais ou menos
00:35que inclusive viralizou no Brasil inteiro, né?
00:39Uma pessoa, um cara, novo inclusive, ficou lá sentado esperando atendimento, passando muito mal.
00:46Ninguém deu atenção a ele e acabou morrendo lá na recepção do pronto atendimento.
00:52E agora esse caso que aconteceu em Vila Velha.
00:56Deixa eu chamar o bonitão, o nosso Luciano Rossetti, que tem os detalhes desse caso,
01:01que aconteceu no município Canela Verde, né Luciano?
01:05Boa tarde pra você, boa sexta-feira.
01:09Exatamente, meu amigo Camargão. Boa tarde pra você, pro amigo, pra amiga do TN.
01:13O caso foi o seguinte, gente. Uma denúncia gravíssima, como você falou, né meu amigo,
01:18de negligência, de recusa de atendimento.
01:21O que que aconteceu? O paciente, a vítima, se chama Nilson de Almeida Goge, ele tinha 24 anos,
01:28ou perdão, 54 anos de idade.
01:31Nilson de Almeida Goge, tinha 54 anos de idade.
01:36Um paciente cardíaco, segundo a família, já tinha problemas cardíacos, já foi internado por conta disso,
01:41inclusive no mesmo hospital, segundo a família.
01:45O que que aconteceu? Ele passou mal ontem, no início da noite.
01:49Tava com dores no peito.
01:51Aí o que que a família fez?
01:52Socorreu pro hospital mais próximo, que era o Hospital Evangelico de Vila Velha.
01:56Chegando lá, ele recebeu um primeiro atendimento, né, uma triagem de uma enfermeira,
02:03que teria ferido a pressão e tal, não, a pressão dele tá normal,
02:06mas segundo a Mara, a sobrinha dele, ele tava passando muito mal,
02:10e com fortes dores no peito, e relatando isso, e a Mara, a sobrinha desesperada,
02:15junto com outro tio dela, estavam tentando, né, a gente atende meu tio,
02:19ele tá morrendo, ele tá passando mal, ele é cardíaco, já esteve aqui no hospital,
02:23em novembro do ano passado, ele já passou por aqui,
02:26o médico falou que ele poderia voltar, caso sentisse novas dores e tudo mais,
02:31a gente tá aqui, né, atendendo um pedido que o médico fez,
02:34pra voltar pra cá, caso ele sentisse novas dores,
02:37a gente tá aqui, atende meu tio, pelo amor de Deus,
02:40ela começou a implorar pelo atendimento, e segundo ela,
02:43uma enfermeira falou que não poderia fazer isso,
02:46porque, é, por causa das normas do hospital,
02:49ela teria dito o seguinte, segundo a guarda e segundo a vítima,
02:53ó, aqui não é o SUS não, tá, aqui não é o SUS não,
02:58a gente não pode atender por causa de procedimentos do hospital,
03:01ela teria dito isso,
03:04aí naquela, naquela movimentação, naquela correria,
03:06uma outra enfermeira teria vindo,
03:09e falado a mesma coisa,
03:11só que a sorte dela,
03:13a sorte da Mara e dos familiares,
03:15é que passava uma viatura da guarda municipal de Vila Velha,
03:18fazendo ronda na região, pra quem conhece o hospital sabe,
03:21que em frente ao hospital tem uma rotatória,
03:23e por lá circulam carros, a viatura tava passando por lá,
03:26quando ela viu a viatura, ela parou,
03:28pelo amor de Deus, pelo amor de Deus,
03:29meu tio tá morrendo, o hospital não quis atender,
03:32vão tirar ele daqui,
03:33aí a guarda pegou,
03:35desceu lá, é uma ladeira que o hospital fica no alto de um morro,
03:38desceu a ladeira,
03:39foi abrindo caminho lá pra família,
03:41a família conseguiu colocar o seu Nilson no carro,
03:44em direção ao PA da Glória,
03:46mas antes de chegar no PA da Glória,
03:49a família relata que ele teria morrido,
03:52antes de chegar no PA da Glória,
03:53ele já teria chegado no PA da Glória morto,
03:57chegando lá no pronto atendimento,
03:59ele foi rapidamente transferido pra dentro do pronto atendimento,
04:03mas os médicos e plantonistas não tiveram muito o que fazer não,
04:07o seu Nilson já havia falecido,
04:10aí a guarda retornou lá no hospital,
04:12pra saber as informações,
04:14por que que não foi,
04:15por que que ele não foi atendido,
04:17olha só,
04:17por que que vocês não atenderam ele,
04:19não,
04:19porque não pode,
04:20por causa do procedimento do hospital,
04:22o que que eles fizeram,
04:22deram voz de prisão pras enfermeiras,
04:25uma de 22 anos,
04:26outra de 36,
04:27elas foram levadas para a delegacia regional de Vila Velha,
04:31onde estão prestando depoimento,
04:33o Diego Gama e eu fizemos uma reportagem bem completa,
04:35pra explicar esse caso em detalhes pra você,
04:37vamos ver.
04:39Essa imagem mostra a guarda municipal abrindo caminho nas ruas de Vila Velha,
04:43pra família que seguia desesperada em busca de atendimento.
04:51Mesmo assim,
04:52não houve tempo,
04:54Nilson de Almeida Goge morreu no banco do carona,
04:57ele morava na Ilha dos Aires,
04:58na região do centro de Vila Velha,
05:00passou mal na noite de ontem e foi socorrido para o hospital evangélico,
05:04segundo a família,
05:05ele tinha problemas cardíacos e estava com dores no peito.
05:09Quando a família chegou ao hospital,
05:11afirma que teve atendimento negado pelo plantão.
05:14Na hora de passar na triagem,
05:16a enfermeira botou o negócio no dedo dele
05:19e afiriu a pressão e simplesmente falou que ele estava bem.
05:22Uma pessoa que não estava conseguindo respirar,
05:24não estava conseguindo falar,
05:26os olhos dele bem amarelos.
05:27Falei com ela que ele não estava bem,
05:29que precisava de ter um atendimento,
05:31que pelo menos que o médico olhasse ele
05:33e ela falou que o médico não poderia olhar,
05:35que ali não poderia atender,
05:36que eu teria que ir com ele para uma unidade de um posto de saúde.
05:39Mara diz que o tio enfrentava,
05:41além de problemas cardíacos,
05:43depressão e alcoolismo.
05:45Em novembro do ano passado,
05:46ele ficou internado na UTI do mesmo hospital.
05:49Dessa vez, segundo ela,
05:51a justificativa apresentada pelas enfermeiras
05:53para não atender o paciente
05:54foi por conta de procedimentos internos
05:57e normas do estabelecimento.
05:59Eu pedi, solicitei, implorei por ajuda,
06:01ela falou que ele não poderia,
06:03que era norma do hospital.
06:04Como não teve jeito,
06:06assim que Mara viu a viatura da guarda municipal,
06:08pediu ajuda.
06:10Daí os agentes tiveram a ideia
06:11de levar o paciente para o pronto atendimento da Glória.
06:14A família colocou o Nilson no carro
06:16e seguiu atrás da guarda,
06:17que abria caminho.
06:23Nilson acabou não resistindo
06:26e morreu dentro do carro.
06:27Foi muito tempo,
06:28uma meia hora, uns 40 minutos
06:29e quando nós vamos botar ele já no carro,
06:32ele já não estava bem,
06:33ele já estava esfalecendo,
06:34já estava perdendo sentido.
06:36Foi negado o atendimento a ele,
06:37foi negado o apoio a ele.
06:39A guarnição chegou,
06:40mais uma vez pediu,
06:41conversou com as enfermeiras,
06:43foi negado.
06:44Uma das enfermeiras ainda informou
06:45que ali não era SUS.
06:47A guarnição, diante da situação,
06:48vendo que tinha necessidade de urgência,
06:50de deslocamento,
06:51abriu caminho para o carro da família,
06:53a família seguiu logo atrás da viatura.
06:54Em questão de oito minutos,
06:56a guarnição já estava com a família
06:57dentro do posto de atendimento da Glória.
06:59Após o ocorrido,
07:00a equipe da guarda voltou para o hospital
07:02e deu voz de prisão às enfermeiras
07:04que não teriam oferecido resistência.
07:07Elas foram trazidas aqui
07:08para a delegacia regional de Vila Velha
07:10para prestar depoimento.
07:12Infelizmente,
07:12o senhor Nilson não resistiu
07:14devido à demora,
07:15à falta de compromisso,
07:16à falta de humanidade
07:18por parte do hospital.
07:19E o senhor Nilson veio a óbito
07:21no dia de...
07:22Ontem ainda,
07:23logo depois das 22 horas.
07:25Nilson de Almeida Goge
07:27tinha 54 anos.
07:29Era só um atendimento,
07:30era só isso que eu queria,
07:31eu só queria que socorresse ele
07:32e olharam para o meu tio
07:34como se o meu tio fosse um nada,
07:36sabe?
07:36E o meu único tio,
07:38eu perdi a minha mãe,
07:39depois que a minha mãe morreu,
07:40o meu tio entrou numa grande depressão
07:42e ele tinha duas doenças,
07:43que era depressão e alcoolismo.
07:45Só que eu acho que a gente
07:46não deve julgar a pessoa,
07:47sabe?
07:48Eu acho que a gente tem que atender,
07:49porque se tivesse atendido o meu tio,
07:50eu não teria perdido o meu tio,
07:51hoje o meu tio estaria aqui.
07:53Olha, eu vou falar uma coisa aqui,
07:55a ganância do ser humano
07:57vai continuar matando,
07:59não só o seu Nilson,
08:00mas um monte de gente.
08:03Um monte de gente.
08:04Enquanto eu estava aqui,
08:06assistindo a reportagem do Luciano,
08:09passava um filme aqui na minha cabeça.
08:11Sabe por quê?
08:12Porque isso já aconteceu comigo também.
08:16Isso já aconteceu comigo também.
08:18E eu nem estava aqui no Espírito Santo.
08:20Foi um desespero para mim,
08:22para a minha família.
08:23Enquanto eu assistia a reportagem,
08:26eu me colocava no lugar
08:27dessa mulher e desses parentes
08:30diante dessa situação.
08:32Luciano, é inaceitável um negócio desse.
08:35Bicho, atende o cara,
08:37depois vê como paga, cara.
08:39O mais importante é a vida do ser humano.
08:42Depois dá um jeito,
08:43a família parcela no cartão,
08:45pega dinheiro emprestado,
08:46emprestado.
08:47A gente faz uma vaquinha
08:48entre os amigos lá
08:49e resolve a situação.
08:51Agora, a grande realidade
08:53é que esse senhor
08:54poderia estar vivo hoje.
08:57Poderia estar vivo.
08:58Estava contando aqui
08:59para os meus colegas de trabalho.
09:01Minha apêndice
09:02inflamou, estourou.
09:03Não sei como é que funciona isso.
09:05A minha apêndice estourou
09:06lá em São Paulo.
09:07Eu estava de férias.
09:09O meu plano de saúde
09:10aqui de Vitória
09:11não estava autorizando
09:13a cirurgia lá em São Paulo.
09:16Eu gritando de dor,
09:17que nem morfina parava a minha dor.
09:20Eu gritando de dor,
09:21negociando com o pessoal do financeiro
09:23do hospital lá em São Paulo.
09:24Como é que eu ia pagar a cirurgia?
09:26Bicho, é inacreditável
09:30um negócio desse.
09:32É inacreditável.
09:33E um cara querido, tá?
09:35Um cara querido,
09:36um cara conhecido.
09:38Ele era ritmista
09:39da Mug lá de Vila Velha.
09:42Muito conhecido.
09:43O apelido de Mocréia.
09:45Todo mundo carinhosamente
09:46chamava ele de Mocréia.
09:48Gente, estou falando
09:49de um homem,
09:52de um homem que merecia
09:54estar aqui hoje junto
09:55da família dele.
09:57E não está
09:58por conta da suspeita
10:00dessa negligência
10:01dentro desse hospital.
10:03Por quê?
10:04Porque vale muito mais
10:06o dinheiro
10:06no caixa,
10:08no bolso,
10:09do que a vida
10:10de um ser humano.
10:11Essa é a grande realidade.
10:13E eu estou cansado
10:14de dizer aqui
10:15que a ganância
10:16do ser humano
10:17está acabando
10:18com o mundo.
10:20A ganância,
10:21o pensamento
10:22só por isso daqui.
10:23a gente não pensa
10:24mais no próximo.
10:25A gente não pensa
10:26mais em salvar
10:27uma vida.
10:28Ah, só vou salvar
10:29agora se tiver
10:30dinheiro para pagar,
10:31se tiver um plano
10:33de saúde.
10:34Ah, pelo amor
10:34de Deus, gente.
10:36Aonde que a gente
10:36vai parar desse jeito?
10:38Desse jeito
10:39a gente só vai parar
10:40no cemitério.
10:41Só vai parar
10:42no cemitério
10:42e ver um tantão
10:43de família sofrendo.
10:45Ô, Luciano,
10:46como é que estão
10:47agora as investigações
10:48em torno
10:49desse hospital
10:51que infelizmente
10:53negou esse atendimento
10:55para essa família
10:56e principalmente
10:56para esse senhor, hein?
11:01Pois é, meu amigo,
11:02as enfermeiras
11:03de 22 e 36 anos
11:04estão lá
11:06prestando depoimento
11:07lá no antigo
11:08DPJ de Vila Velha
11:09que é a delegacia regional, né?
11:11A gente foi atrás
11:11do hospital evangélico
11:13que é um hospital
11:13filantrópico, tá,
11:14meu amigo?
11:15Até onde eu sei, né?
11:16O hospital filantrópico
11:18é aquele que
11:18tem uma parte pública
11:20e tem uma parte particular,
11:21mas existe a parte
11:22pública também.
11:23Mas o que deixa
11:24a família revoltada
11:25é que ele já tinha
11:26tido um atendimento
11:27no final do ano passado.
11:29Em novembro do ano passado
11:30ele esteve lá
11:31e ficou 19 dias internado.
11:34Eles já conheciam
11:35o caso do seu Nilson.
11:37Então por que
11:38que ele não foi atendido?
11:40Esse é o elo que falta.
11:41Mas, bom,
11:42elas estão lá
11:42prestando depoimento
11:43às duas enfermeiras.
11:44A gente foi atrás
11:45do hospital evangélico
11:46que disse o seguinte
11:47em nota
11:47que lamenta profundamente
11:49o que aconteceu
11:49e que está apurando
11:51os fatos.
11:52A gente também foi atrás
11:53do conselho regional
11:54de enfermagem
11:55que também em nota
11:56disse que ficou sabendo
11:58desse caso
11:58por meio da imprensa
11:59mas que já está apurando
12:01os fatos devidamente.
12:03Então as duas enfermeiras
12:04estão lá
12:04uma de 22 anos
12:06outra de 36.
12:07A gente recebeu
12:08essa informação
12:09depois do fechamento
12:10da reportagem
12:11por isso que eu estou falando
12:11agora, né?
12:12As idades delas.
12:13E assim,
12:14vai ser apurado
12:15o que vai ser feito
12:16para que sejam tomadas
12:17as medidas cabíveis.
12:18Mas agora sim
12:19o que deixa a gente
12:20revoltado com a Margão
12:21e a guarda municipal
12:22de Vila Velha
12:23também ficou revoltada
12:24com esse caso
12:25é que poderia acontecer
12:26com qualquer um.
12:28Já pensou
12:29se acontece com a sua mãe
12:30com seu pai
12:30com você
12:31comigo?
12:32Pode acontecer
12:32com qualquer um.
12:34Se a gente está passando mal
12:35e tem um atendimento
12:36negado
12:36olha o que pode acontecer
12:39é o que você falou
12:40primeiro atende
12:41depois vê como é que paga
12:42pega o empréstimo
12:44pede dinheiro emprestado
12:45para parentes
12:45enfim
12:46parcela, divide
12:47dá um jeito
12:48salva a vida
12:49depois pensa em como
12:51que vai resolver
12:51a situação.
12:53É, e a gente
12:53está falando
12:54de um hospital
12:56que é referência
12:57cara
12:57de um hospital
12:58que tem um pronto
12:59atendimento
13:00e tem ligação
13:02com o SUS
13:03que é referência
13:03e atendimento cardíaco
13:05lá o SUS
13:07é também
13:08para atendimento
13:09cardíaco
13:09do hospital
13:10evangélico
13:11de Vila Velha
13:12eles têm
13:13obrigação
13:14cara
13:14tinham obrigação
13:16de atender
13:17esse senhor
13:18e essa família
13:19provavelmente
13:21a enfermeira
13:22não tinha
13:22essa informação
13:23era uma enfermeira
13:24que não tinha
13:25essa informação
13:26bicho
13:27é de queimar a cara
13:29um negócio desse
13:30
13:30a gente vai continuar
13:31nessa história
13:32ainda hoje
13:33aqui no nosso TN
13:34obrigado tá Luciano
13:35pelas suas informações
13:37e eu quero dizer
13:38que a rede tribuna
13:39está de portas
13:40abertas
13:41para essa família
13:42de portas
13:43abertas
13:44para ouvir
13:45o hospital
13:45também
13:46mas principalmente
13:47portas abertas
13:48para essa família
13:49que está sofrendo
13:49nesse momento
13:50e a gente estende
13:51a mão
13:51para essa família
13:52obrigado Luciano
13:53gente olha só
13:54vamos falar de um caso
13:55de violência agora
13:56porque uma família
13:57de Vila Velha
13:58acusa o hospital
13:59evangélico
14:00de negar
14:01atendimento
14:01para um homem
14:02com problemas
14:03cardíacos
14:04ele não aguentou
14:05o tempo
14:06até uma nova
14:08unidade de saúde
14:09e acabou morrendo
14:10acompanhe na reportagem
14:12essa imagem
14:13mostra a guarda
14:14municipal
14:15abrindo o caminho
14:16nas ruas
14:16de Vila Velha
14:17para a família
14:18que seguia
14:18desesperada
14:20em busca
14:20de atendimento
14:21mesmo assim
14:26não houve tempo
14:27Nilson de Almeida
14:28Goge
14:29morreu no banco
14:30do carona
14:31ele morava
14:31na ilha dos Aires
14:32na região
14:33do centro
14:33de Vila Velha
14:34passou mal
14:35na noite de ontem
14:36e foi socorrido
14:36para o hospital
14:37evangélico
14:38segundo a família
14:39ele tinha problemas
14:40cardíacos
14:41e estava com dores
14:42no peito
14:42quando a família
14:43chegou ao hospital
14:45afirma que teve
14:46atendimento negado
14:47pelo plantão
14:48na hora de passar
14:49na triagem
14:49a enfermeira
14:51botou o negócio
14:52no dedo dele
14:53e afiriu a pressão
14:54e simplesmente
14:55falou que ele estava bem
14:56uma pessoa
14:57que não estava
14:57conseguindo respirar
14:58não estava conseguindo falar
14:59os olhos dele bem amarelos
15:01falei com ela
15:02que ele não estava bem
15:03que precisava de ter um atendimento
15:05que pelo menos
15:05que o médico
15:06olhasse ele
15:07e ela falou que o médico
15:08não poderia olhar
15:09que ali
15:09não poderia atender
15:10que eu teria que ir com ele
15:11para uma unidade
15:12de um posto de saúde
15:13Mara diz que o tio
15:14enfrentava
15:15além de problemas cardíacos
15:17depressão
15:18e alcoolismo
15:19em novembro do ano passado
15:20ele ficou internado
15:21na UTI
15:22do mesmo hospital
15:23dessa vez
15:24segundo ela
15:25a justificativa
15:25apresentada pelas enfermeiras
15:27para não atender
15:28o paciente
15:28foi por conta
15:29de procedimentos internos
15:31e normas
15:32do estabelecimento
15:33eu pedi
15:34solicitei
15:34implorei por ajuda
15:35ela falou
15:36que ele não poderia
15:36que era norma
15:37do hospital
15:38como não teve jeito
15:40assim que Mara
15:40viu a viatura
15:41da guarda municipal
15:42pediu ajuda
15:43daí os agentes
15:44tiveram a ideia
15:45de levar o paciente
15:46para o pronto atendimento
15:47da Glória
15:47a família colocou
15:49o Nilson no carro
15:50e seguiu atrás
15:51da guarda
15:51que abria caminho
15:52Nilson acabou
15:58não resistindo
15:59e morreu
16:00dentro do carro
16:01foi muito tempo
16:02uma meia hora
16:03uns 40 minutos
16:03e quando nós
16:05vamos botar ele já
16:05no carro
16:06ele já não estava bem
16:06ele já estava
16:07esfalecendo
16:07já estava
16:08perdendo sentido
16:09foi negado
16:10o atendimento a ele
16:11foi negado
16:12o apoio a ele
16:13a guarnição chegou
16:14mais uma vez
16:15pediu
16:15conversou com as enfermeiras
16:16foi negado
16:17uma das enfermeiras
16:18ainda informou
16:19que ali não era SUS
16:20a guarnição
16:21diante da situação
16:22vendo que tinha necessidade
16:23de urgência
16:24de deslocamento
16:24abriu o caminho
16:25para o carro da família
16:27a família seguiu
16:27logo atrás
16:28a viatura
16:28questão de 8 minutos
16:29a guarnição
16:30já estava com a família
16:31dentro do posto
16:32de atendimento
16:33da Glória
16:33após o ocorrido
16:34a equipe da guarda
16:35voltou para o hospital
16:36e deu voz de prisão
16:38às enfermeiras
16:38que não teriam
16:39oferecido resistência
16:40elas foram trazidas
16:42aqui para a delegacia
16:43regional de Vila Velha
16:44para prestar depoimento
16:45infelizmente
16:46o senhor Nilson
16:47não resistiu
16:48devido à demora
16:49falta de compromisso
16:50a falta de humanidade
16:52por parte do hospital
16:53e o senhor Nilson
16:54veio a óbito
16:55no dia de ontem ainda
16:56logo depois
16:58das 22 horas
16:59Nilson de Almeida Goge
17:01tinha 54 anos
17:03era só um atendimento
17:04era só isso que eu queria
17:05eu só queria
17:05que socorresse ele
17:06e olharam para o meu tio
17:08como se meu tio
17:08fosse um nada
17:09sabe
17:10e o meu único tio
17:11eu perdi a minha mãe
17:13depois que a minha mãe morreu
17:14meu tio entrou
17:15numa grande depressão
17:15e ele tinha duas doenças
17:17que era depressão
17:18e alcoolismo
17:19só que eu acho que a gente
17:20não deve julgar a pessoa
17:21sabe
17:21eu acho que a gente
17:22tem que atender
17:23porque se tivesse atendido
17:24meu tio
17:24eu não teria perdido
17:25meu tio
17:25hoje meu tio estaria aqui
17:26pois é
17:28uma denúncia que precisa
17:29ser apurada
17:30com rigor
17:30o hospital
17:32em nota
17:32lamentou profundamente
17:34o ocorrido
17:35e assegura
17:36que o caso
17:36está sendo apurado
17:38como as envolvidas
17:39estavam prestando
17:41depoimento
17:41a ocorrência
17:42está em andamento
17:44e a polícia civil
17:45ainda não tem
17:46um desfecho
17:47desse caso
17:48que o caso
17:49eu não tenho
17:50um desfecho
17:51que o caso
17:52Tchau.
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