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A tokenização de ativos e a integração entre diferentes blockchains ganham tração no Brasil e no exterior. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Juliana Wallenkamp, porta-voz da Wormhole no país, detalhou como o protocolo facilita a movimentação segura de ativos e informações entre múltiplas redes.

“A Wormhole é um protocolo de código aberto voltado à interoperabilidade entre blockchains, funcionando como uma espécie de ‘rede Swift’ para criptoativos. Conectamos mais de 40 redes e respondemos por 97% do volume de mercado”, afirmou.

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Transcrição
00:00Cripto Brasil tá de volta e a gente recebe agora a Juliana Valencamp, porta-voz da Wormhole aqui no Brasil.
00:08Oi Juliana, seja muito bem-vinda ao Cripto Brasil, tudo bem?
00:11Tudo bom, Rita? É um prazer estar aqui com vocês, obrigada pelo convite.
00:15Obrigada a você. Bom, Juliana, pra começar, eu queria que você falasse pra gente o que é a Wormhole
00:21e como que ela facilita essa comunicação entre diferentes blockchains.
00:25Então, perfeito. Bom, a Wormhole é um protocolo open source de interoperabilidade entre diferentes blockchains.
00:34O que significa isso? Primeiro, o que significa interoperabilidade?
00:38É a habilidade de sistemas que têm linguagens ou arquiteturas diferentes de se comunicarem de uma maneira simples,
00:46eficiente e, sobretudo, segura. E por que isso é importante em blockchain?
00:50A analogia que eu gosto de fazer sempre é como se fosse cada blockchain uma ilha diferente.
00:56Então, cada ilha, digamos, que fale um idioma diferente e elas não se comunicam, né?
01:02Então, se eu tenho um projeto que eu tenho a necessidade de usar diferentes tipos de plataforma,
01:08diferentes tipos de blockchain, aí entra o papel da interoperabilidade e a importância dela, né?
01:14A Wormhole, no meio desse ecossistema, é como se fosse uma rede Swift, que hoje ela opera entre bancos tradicionais,
01:21só que a gente opera do lado das blockchains. É como se fosse um hub, onde a gente está conectado com mais de 40 blockchains hoje.
01:28Dessa amostragem de 40, a gente consegue capturar 97% do volume que roda no mercado.
01:35É uma empresa que existe já há cinco anos. A gente já rodou mais de 60 bilhões de dólares em atividades cross-chain, né?
01:42E a gente, de verdade, facilita essa movimentação, não só de ativos, como também de dados, né?
01:48De informação entre múltiplas blockchains ao mesmo tempo.
01:52Bom, Juliana, você falou aqui por cima da importância dessa interoperabilidade,
01:58tanto para as criptomoedas, quanto, imagino, para o futuro das finanças usando o blockchain.
02:03Você poderia dar mais detalhes? Qual é essa importância dessa interoperabilidade entre os diferentes sistemas e blockchains?
02:10Claro, não. Por exemplo, quando a gente pensa num projeto que hoje está sendo tokenizado,
02:17ou uma stablecoin, ou qualquer outro token que exista no mercado,
02:21primeiramente ele é feito numa blockchain que a gente chama de gênesis, de origem.
02:26Só que o que a gente entende com a maturidade do mercado?
02:30Hoje, cada vez mais para os produtos e para os projetos terem capilaridade,
02:34terem liquidez e terem escalabilidade no nível global, é importante pensar nesse modelo multi-chain, né?
02:44A gente tem uma tese na wormhole que o futuro vai ser tokenizado, né?
02:47Esse movimento já começou.
02:49A gente vê hoje, por exemplo, empresas de trade-find, empresas do mercado tradicional financeiro,
02:53que já começam a lançar projetos tokenizados, inclusive próprias de stablecoins, né?
02:58Esse é um movimento que está muito forte nos Estados Unidos, principalmente.
03:01Na Europa, nos Estados Unidos, no Oriente Médio, na Ásia, a gente já vê bancos com produtos tokenizados.
03:06E o que isso significa?
03:08Hoje, eles estão pegando um produto que, na maior parte das vezes, é um ativo tradicional,
03:13por exemplo, um bond, um treasury, e fazendo isso na blockchain.
03:20Qual que é a dificuldade aqui?
03:21A dificuldade é que, por exemplo, quando eles escolhem uma rede original para lançar o projeto,
03:26se eles têm interesse, né, num curto ou num longo prazo, de atingir maior escala
03:32ou atingir conectividade com projetos DeFi, né, projetos nativos da blockchain,
03:39é interessante você pensar em usar outras redes, né?
03:43Tem outro ponto também que eu acho que é importante salientar.
03:47Você centralizar tudo em uma rede só apresenta um grande risco para o seu projeto.
03:51Imagina que você fez todo um projeto de organização interno, ou você criou uma stablecoin
03:56e você centralizou tudo em uma única rede.
04:00Se eventualmente acontece algum problema técnico nessa rede, você está, literalmente,
04:07colocando o seu projeto à exposição dessa centralização, né, desse problema.
04:13Então, é cada vez mais estratégico a gente pensar em usar múltiplas redes, né,
04:17até para que essas redes, elas atinjam novos usuários.
04:21Hoje, como vocês bem sabem, né, o mercado de criptoativos, eles têm comunidade muito forte.
04:27Então, por exemplo, se eu quero atingir a comunidade da Solana, a comunidade da Polygon,
04:33a comunidade da Arbitron, é interessante que eu faça essa capilaridade do meu projeto
04:38em múltiplas redes para eu pegar essas comunidades.
04:41Além do que, cada rede, na verdade, ela apresenta um diferencial, né?
04:45Uma pode ter, por exemplo, uma taxa mais eficiente, ou outra pode ser mais rápida,
04:49ou outras podem ser voltadas direcionalmente para os RWAs, né, os Real World Assets,
04:55que são os tokens do mercado tradicional sendo, ou entrando em DeFi.
05:01Então, é cada vez mais interessante pensar nesse movimento, pensar para onde o mercado
05:05está caminhando e, obviamente, se preparar desde já, né, com segurança,
05:09que eu acho que é um ponto muito importante de ressaltar aqui,
05:12em como você consegue atingir novos mercados.
05:16Juliana, você falou da importância, né, da interoperabilidade, pensando nessa economia
05:21tokenizada e deu alguns exemplos, né, globais.
05:24Eu queria que você falasse agora como que o Brasil está inserido nesse cenário
05:28de uma maneira geral.
05:30Perfeito.
05:31No Brasil, a gente tem um movimento de tokenização acontecendo.
05:33ele acaba sendo um pouco incipiente, se comparado com mercados globais, né,
05:39obviamente, a gente, quando pega lá a fatia de, não é nem só o Brasil,
05:44acho que a América Latina, né, em movimentação on-chain,
05:47ela ainda fica um pouco atrás de mercados, por exemplo, americanos,
05:50de mercados asiáticos, mas tudo bem, acho que é um processo,
05:54até porque o nosso regulatório, ele é muito importante, né,
05:56o papel do Banco Central no mercado de blockchain,
05:59ele foi bem relevante, né, em ditar as regras ou pelo menos tentar organizar
06:04o que seria possível, o que não seria possível e trabalhar junto com o mercado.
06:08Alguns casos que eu acho que são bem relevantes e estratégicos para o mercado local,
06:14o primeiro seria o mercado Bitcoin, eles têm hoje mais de 200 milhões de dólares
06:19em ativos tokenizados, então eles realmente conseguiram abrir um mercado
06:23muito interessante e se posicionaram, né, como líderes, né, desse movimento aqui local.
06:29A gente tem outras plataformas que eu também gosto muito de acompanhar os projetos,
06:33por exemplo, o AgroToken, que é um projeto voltado mais para o mercado de agro
06:37na América Latina, com foco bem grande em Brasil e Argentina,
06:42que também está liderando bastante esse movimento, né,
06:45com volume em torno de 500 milhões de dólares.
06:48A gente tem outras plataformas, por exemplo, como o Bloco BR,
06:50que também está com essa missão, né, de como originar novos produtos
06:55para o mercado de DeFi, usando, obviamente, o mercado tradicional como base,
07:00como originador.
07:01Então, existe.
07:03A questão é, a gente está caminhando, a gente tem também iniciativas interessantes
07:07em stablecoin, né, por exemplo, em stablecoins que são nativas do mercado brasileiro,
07:12como o BRZ, como o BRL1.
07:14Mas, de novo, né, obviamente que a gente não tem a mesma atração dos mercados internacionais,
07:20mas ele vem acontecendo.
07:21E a nossa expectativa é que esse movimento, ele cresça ainda mais, né,
07:24ainda mais agora com esse movimento do Banco Central.
07:27A gente espera, obviamente, uma normativa de como operar nesse mercado de RWA, né,
07:33que ele pode ser confundido com securities,
07:35então tem que ter toda uma precaução em como abordar esse tema aqui,
07:38como comercializar esses tokens.
07:40Mas eu sou muito otimista do mercado local, acho que a gente está começando,
07:44acho que foi um movimento talvez um pouco mais conservador
07:48em relação, como eu disse antes, a mercados globais que estão bem mais avançados,
07:52mas ele está acontecendo.
07:54Juliana, muitíssimo obrigada pela sua participação aqui no Cripto Brasil,
07:58foi uma ótima conversa, até uma próxima.
08:01Muito obrigada, gente, foi um prazer.
08:04Bom, vamos agora para mais uma Dúvida Cripto.
08:10Meu nome é Felipe Baia e eu tenho uma dúvida.
08:14Será que é possível a gente tokenizar ações hoje em dia, igual ocorre na B3?
08:19Oi, Felipe, é possível sim, esse já é um movimento que está acontecendo no mundo inteiro,
08:25então essa tokenização de ações, né, pegar uma ação que exista ou listada ou não listada,
08:31já acontece, então a gente teve recentemente o exemplo da Robinhood,
08:35que tokenizou ações de empresas não listadas ali da SpaceX, da OpenAI, por exemplo,
08:41e isso causou ali um furor grande e até reação da Europa,
08:46porque esse produto foi lançado na Europa, causou reação dos governos,
08:50causou reação das empresas, porque eles não pediram autorização das empresas
08:53para tokenizar essas ações.
08:56A gente tem hoje ações da Tesla, ações das grandes empresas de tecnologia
09:02tokenizadas ali em múltiplas plataformas.
09:05No caso brasileiro, isso ainda esbarra muito em regulação,
09:09eu sou uma das pessoas que está tentando fazer isso de uma forma suave,
09:14regulada no Brasil, mas não está sendo muito fácil
09:17por conta das nossas regulações mais restritivas,
09:20mas eu acredito que sim, vai acontecer aqui no Brasil também
09:23e não acho que vai demorar mais que dois anos não, Rita.
09:25Tchau, tchau.
09:26Tchau.
09:27Tchau.
09:28Tchau.
09:29Tchau.
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