00:00Olha, Giva, nós estamos aqui na Avenida Francisco Teixeira de Lima, no bairro Alto do Moura.
00:05A gente está na avenida que nem parece a avenida por conta da falta de estrutura.
00:10E quem está aí para reclamar de toda essa situação são os moradores aqui que estão sofrendo já há vários e vários anos.
00:16Inclusive, vou conversar agora com a dona Viviane.
00:19A senhora que é a moradora mais antiga aqui da comunidade e que já vem sofrendo há tantos anos com essa falta de estrutura, falta de calçamento.
00:26Fale para a gente, então, dessa indignação.
00:27É, faz muitos anos já que a gente mora aqui. Eu sou uma das moradoras mais velhas, faz 25 anos mais ou menos que a gente mora aqui.
00:34E esse abandono é que nem que vocês estão vendo. Aqui não fazem nada pela gente.
00:39Esgoto, acelho aberto, quando estoura as fósseis, esses buracos, é um mato.
00:44E, infelizmente, a prefeitura abandonou a gente de uma tal forma que a gente toma indignado com essa situação.
00:50A senhora, inclusive, estava comentando que justamente no período de São João eles vêm, faz uma meia sola, como se diz a história.
00:56Mas nem esse ano, agora, na edição 2025, ninguém apareceu por aqui.
01:00É verdade. Todo ano, na festa de São João, eles vêm, passam uma máquina com um aterro, um barro e, quando chove, atola os pés.
01:09Mas esse ano, nem o barro não teve. Esse ano, do jeito que estava, ficou aqui a situação.
01:14Porque quando é tempo de São João, aqui, logo na chegada do Alto do Moura, eles limpam a praça, limpa a praça, só a praça.
01:24Mas as ruas que a gente mora ficam nesse estado, infelizmente.
01:29E a gente vive aqui nessa situação. Minha esposa mesmo, ela tem problema de andar aqui e, para sair de casa, eu tenho que sair pegada no braço dela.
01:37E outras pessoas que têm problema de locomoção, de se locomover, tem que sair acompanhada com a pessoa, porque, infelizmente, a rua é desse jeito.
01:47E não é nem rua, é avenida, né? E eles prometeram.
01:50Dona Hedda, complicado. Sua esposa estava comentando que é difícil passar a sair de casa, né?
01:55É difícil, sim. E eu fico até, assim, triste, né? Porque, assim, a gente tem vontade de sair e eu só tenho que sair com o meu esposo, porque eu não consigo sair sozinha.
02:07Eu tenho um problema sério na coluna e, como a perna não tem força, se eu andar nesse buraco, eu caio, como já caí, né?
02:17É difícil.
02:17É muito difícil.
02:19Como é seu nome?
02:20Lucinete.
02:20Só para a gente finalizar agora com a dona Lucinete, eu queria que a senhora fizesse o apelo, em nome de todos os moradores aqui,
02:26para que a prefeitura agisse e trouxesse, de fato, o que vocês estão precisando, né? Que é de estrutura aqui para a avenida.
02:32Verdade. É que eu moro aqui mais de 20 anos, que não sou a mãe dela, e a gente sofre muito aqui, viu?
02:37No inverno, é muita água que desce do esgoto, tudo estourado.
02:40E a gente pode fazer nada, um tampão com um pouquinho de terra, outro com um pouquinho de concreto,
02:44mas a água desce, faz buraco na rua, e desce aqui, nesse lado aqui, desce muita água,
02:50aí eu tampo aqui para não descer para casa, aí desce para estar ali,
02:53minha casa está toda estragada dessa água que fica no pé da parede,
02:57porque vem de lá de cima, na rua, espalhada, aí aqui é mais baixo, aí fica tudo ali,
03:02e minha casa está toda estourada ali de casa, toda estourada e molhada.
03:06Eu mesmo sou deficiente para sair nesses buracos, aqui no inverno é mau sufoco para mim, entendeu?
03:10Porque eu sou deficiente, aí para ver os buracos é muito sufoco.
03:14Pois é, situação difícil, obrigado, viu, pelas informações.
03:17Então, Thaís, sofrimento dos moradores, muita gente que mora aqui, inclusive, há mais de 30 anos,
03:22e que está no aguardo de melhorias na estrutura aqui para essa avenida.
03:25A gente, inclusive, aguarda uma resposta por parte da Prefeitura.
03:29Eu volto com você.
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