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O Gabinete de Segurança de Israel aprovou o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar a cidade de Gaza. O gabinete também aprovou cinco princípios para o fim da guerra.
Comentaristas: Mano Ferreira, David de Tarso, Jess Peixoto e Firmino Cortada
Reportagem: Luca Bassani
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NotíciasTranscrição
00:00No programa de hoje, no movimento polêmico, capitaneado por Israel,
00:04que aprovou o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
00:07de ocupar a cidade de Gaza, a faixa de Gaza.
00:11Ninguém melhor que Luca Bassani, que vem agora ao palco do Morning Show
00:14trazer todos os detalhes que acabaram substanciando esse projeto todo,
00:19esse plano que Israel vem recebendo críticas dentro e fora,
00:23não só da Europa, mas também internamente do próprio país.
00:27Como é que está a repercussão por aí? Luca Bassani, conta pra gente.
00:31Bom dia a você, Marinho, a todos que nos acompanham aqui no Morning Show.
00:34Ontem o premier Benjamin Netanyahu, conversando com a americana Fox News,
00:39revelou a iniciativa de anexar a faixa de Gaza,
00:42ou pelo menos ocupá-la militarmente por um certo período.
00:46Ele deixou claro, todavia, que o objetivo não é ficar lá permanentemente,
00:51mas que depois que acontecer uma pacificação,
00:53o controle administrativo seria devolvido a uma autoridade árabe
00:58que ele não especificou qual seria.
01:00Hoje pela manhã, então, o Gabinete de Segurança aprovou este plano,
01:05que tem cinco pontos, e aqui eu trago cinco para que a gente possa entender um pouco
01:08como pode funcionar este desfecho de uma guerra tão violenta e tão triste
01:13que tem vitimado pessoas de ambos os lados.
01:16O primeiro deles seria o desarmamento do Hamas,
01:19seguido pelo retorno dos reféns vivos e mortos,
01:22a repatriação dos corpos para que todos os procedimentos fúnebres possam ser, então, realizados.
01:27O terceiro ponto envolveria a desmilitarização da faixa de Gaza
01:31e, em seguida, o controle de segurança israelense em Gaza,
01:35criando uma espécie de zona tampão,
01:38o que eles chamam no jargão militar de buffer zone,
01:40para que não haja nenhum tipo de ameaça de um novo ataque ao Estado de Israel.
01:44E, por fim, o quinto e último ponto,
01:46o estabelecimento de um governo civil alternativo
01:49que não seja controlado nem pelo Hamas e nem pela autoridade palestina,
01:54que atualmente controla a Cisjordânia.
01:56Então, a gente vê que é um plano que já foi delineado pelas autoridades israelenses,
02:01não sabemos quando ele será implementado
02:04ou qual seria essa autoridade árabe que governaria a faixa de Gaza posteriormente,
02:09mas, como sabemos, por se tratar de uma anexação temporária,
02:13o controle de uma força estrangeira de um povo que não é o seu,
02:17isso já gerou uma série de críticas e também muitos questionando a legitimidade,
02:22considerando que isso poderia configurar a quebra de várias resoluções das Nações Unidas
02:27durante as últimas três décadas,
02:30mais capítulos para os próximos episódios,
02:33para a gente observar aquilo que, de fato, acontecerá.
02:36É isso aí, Bastani, diretamente de Munique, na Alemanha.
02:38Obrigado pela presença, sempre preciso.
02:40A gente segue aqui para a bancada e para o debate.
02:43Acho que vale a pena a gente lembrar aqui, pessoal,
02:46que Israel, como qualquer estado desse planeta,
02:50deve e ter ser criticado por todos os excessos,
02:54como as forças de defesa de Israel, sem dúvida alguma,
02:56cometeram aí desde que começou essa nova leva desse conflito já milenar.
03:01Mas a gente nunca pode esquecer como que essa nova fase
03:04iniciou no desgraçado 7 de outubro de 2023
03:09e tudo o que se sucedeu desde então.
03:11Ontem eu tive, por acaso, na casa do Cláudio Lothenberg,
03:14apresentador aqui de um programa de saúde na nossa Jovem Pan,
03:17referência na saúde aqui, principalmente na comunidade do DEC em São Paulo,
03:22e eu tive com um refém do Ramaz até pouco tempo atrás,
03:26e ele me dizendo do calvário pelo qual ele passou nos túneis em Gaza,
03:30e ele disse que...
03:31Eu ouvi uma pergunta que, para mim, me marcou demais, que foi...
03:33Você sentiu que alguns dos seus algozes ali,
03:36alguns dos terroristas que acabaram monitorando você
03:39nesses mais de 500 dias que você ficou preso,
03:42se eles demonstraram algum resquício de compaixão,
03:45se eles tinham algum, sei lá, algum mínimo...
03:49Algo, assim, remanescente de, pelo menos, entender o seu lado.
03:54Aí ele disse que até tinha um cara que poderia até ter uma conversa,
03:58um diálogo com ele, mas que ele genuinamente odiava.
04:01Ele era um sujeito que amava, ouvia músicas americanas,
04:04como o da Billie Eilish, era fã, sim, um terrorista do Ramaz,
04:07mas ele disse que, por exemplo, quando aquelas cenas horrorosas em Los Angeles,
04:11eu sei se vocês lembram daqueles incêndios em Los Angeles,
04:13aconteceram e acabaram ali tomando todas as montanhas,
04:17enfim, da cidade da Califórnia,
04:19que eles comemoravam igual hienas ali, falando que isso é obra do Satã,
04:23que os Estados Unidos merecem isso, e comemorando a plenos pulmões
04:26ver aquelas cenas acontecendo, destruindo a cidade de Los Angeles.
04:30Então, são pessoas que roubam todo tipo de alimento e ajuda humanitária
04:33há muito, muito tempo e oprimem, sim, o povo de Gaza.
04:37Mas fizeram, talvez, o maior trabalho de lavagem cerebral em massa no mundo,
04:44tentando colocar Israel como o algoz principal nessa história toda, né?
04:49Firmina.
04:49Eu acho que tentam colocar Israel como vítima o tempo inteiro,
04:52a gente tem que lembrar, primeiro, como isso começou,
04:54e que Israel, gente, tá cercado de inimigo, tá?
04:58Não tem vizinho que vive em paz, igual a gente tem aqui.
05:01Não, gente, Israel, se Israel não guerrear, Israel some do mapa,
05:06porque aqueles vizinhos querem que Israel suma do mapa.
05:09Então, é muito difícil você argumentar sobre ético e...
05:13se algo é ético ou não na guerra, gente.
05:15Porque se a gente tá em guerra, é porque a gente não conseguiu se resolver diplomaticamente.
05:20E alguém, desculpa, gente, desculpa a expressão,
05:22mas alguém tem que colocar o pau em cima da mesa, gente.
05:24Alguém tem que acabar, sabe?
05:26Eles precisam fazer alguma coisa.
05:28É um vizinho nocivo.
05:30Israel é recercado de inimigo.
05:33E Israel, se não se mexer, se não tiver uma base boa, militar, bélica,
05:38Israel some do mapa.
05:40Agora, vamos com...
05:42E esse plano que tá posto?
05:43A guerra tem um ciclo de retroalimentação, né, Marinho?
05:47Então, quando você baseia a estratégia exclusivamente
05:54de um ponto de vista militar na base da bomba,
05:57o que acaba acontecendo?
05:58Você tem, muitas vezes, uma vitória parcial, temporária,
06:03mas você tem os traumas gerados por aquela ocupação
06:08gerando a semente do que vai ser a segunda etapa dessa guerra.
06:14Porque, de um ponto de vista de alguém que tá em Gaza,
06:17basicamente a pessoa tá perdendo parentes,
06:20tá levando bomba na cabeça.
06:22Então, como é que vai ter uma visão diferente
06:24a respeito daqueles seus vizinhos
06:27se o contato da vida real que a pessoa tá tendo
06:32é um contato de miséria e de morte?
06:35Fica muito difícil você romper o ciclo de ódio.
06:40Então, é preciso, em contextos assim,
06:43tentar pensar uma estratégia que, para além do âmbito militar,
06:47e é claro que é preciso acabar com o poder bélico do Ramaz,
06:52que é um grupo terrorista, e a gente já falou disso várias vezes,
06:55mas o ponto é, para a construção de uma paz duradoura,
06:59é preciso ir além do aspecto militar.
07:02É preciso pensar uma estratégia política
07:05que tente construir o mínimo de condições
07:08de um florescimento institucional
07:11que dê espaço para o que há de legítimo
07:15nas demandas palestinas.
07:17Então, como que aquelas pessoas
07:19que hoje são vítimas do Ramaz
07:22podem começar a vislumbrar o sonho de um futuro
07:26em que sejam soberanos sobre seus próprios destinos
07:29de forma pacífica,
07:31sem repetir a forma terrorista
07:35que o Ramaz os viola e os subordina?
07:39Essa é a grande questão.
07:41E é muito difícil responder essa pergunta.
07:43Eu acho que nessa discussão a gente não pode esquecer
07:46que é um grupo terrorista, né?
07:47E a gente não pode colocar Israel no lugar do vilão.
07:50A gente entende a população.
07:51Eu não sei se Israel tem esse entendimento
07:53que você perguntou,
07:54mas, assim, a gente tem que colocar o Ramaz
07:57no lugar do vilão, gente.
07:58A gente não pode colocar Israel.
07:59Agora, vamos lembrar só que em agosto de 2005,
08:02o então primeiro-ministro Ariel Sharon,
08:04que era um falcão ex-general das Forças Armadas de Israel,
08:08ele ordenou a saída unilateral,
08:10gratuita, sem intervenção, da faixa de Gaza.
08:13Menos de dois anos depois,
08:14na Batalha de Gaza de 2007,
08:16o Ramaz toma o controle da faixa de Gaza
08:19da autoridade palestina, do Fatah,
08:21acaba fincando suas raízes.
08:23Aí eu te pergunto, meu amigo,
08:2316 anos depois, qual foi o saldo disso?
08:26Valeu a pena?
08:27Israel não se eximiu de intervir
08:29durante esses 16 anos,
08:31e a gente viu o que aconteceu ali
08:32em outubro de 2023,
08:35e o Ramaz virando essa verdadeira praga
08:37que acaba...
08:38Esse, sim, é o maior problema que existe
08:40dentro e pro povo palestino,
08:42que precisa ser exorcizado.
08:43Não tem jeito.
08:44O Ramaz, ele é um grande ditador, assim,
08:47pra população de Gaza
08:49e faz mal pra eles todos os dias.
08:51Só que eu acho que a gente também precisa ver aqui
08:53com um olhar menos inocente
08:54a estratégia política
08:55por trás também das escolhas
08:57do Benjamin Netanyahu,
08:58que disse o mesmo sobre Rafá,
09:00que disse o mesmo sobre outros territórios
09:01e que não obteve sucesso.
09:03O plano é muito simples,
09:04ele tá politicamente hoje mais frágil
09:06dentro de Israel,
09:07perdendo alas até mesmo na direita,
09:09e o prolongamento da guerra
09:11é algo que permite
09:12com que ele negocie mais cenários.
09:15Então, aqui,
09:16ele tá indo contra determinadas categorias,
09:18até saiu no New York Times
09:19um artigo sobre isso,
09:20contra determinadas alas do exército
09:22que já vem uma exaustão nessa situação,
09:25e ele está escolhendo
09:26uma nova intentada,
09:28uma nova forma de interagir com as partes
09:31e agora dizendo que vai aniquilar
09:34localmente o Ramaz.
09:35É impossível que ele o faça.
09:37Não porque não é correto,
09:38é o desejável,
09:39todo mundo quer que o Ramaz
09:40seja destruído,
09:41mas porque, no final das contas,
09:43essas organizações terroristas,
09:44tal como aconteceu no Iraque,
09:47tal como aconteceu no Afeganistão,
09:49elas, infelizmente, sobrevivem.
09:51Então, esse plano de aniquilização geral,
09:53ele não vai acontecer.
09:54Mas, no final das contas,
09:55é isso que ele tá vendendo,
09:56é isso que ele diz que vai tentar.
09:58Muitos analistas também falam
10:00que isso pode ser uma estratégia dele
10:02pra negociar,
10:03pro Ramaz ter que voltar pra mesa,
10:05porque o cessar-fogo,
10:06todos os planos de contingência,
10:08todas as coisas que estão acontecendo
10:09estão sendo descumpridas,
10:10pode ser uma estratégia
10:11pro Benjamin Netanyahu
10:13negociar esses termos,
10:14trazer, mais uma vez,
10:16os reféns,
10:17que é uma coisa que a gente precisa.
10:18A gente viu um vídeo recente
10:19de um refém cavando a...
10:21uma coisa abjeta.
10:22Eu ouvi ontem do próprio refém,
10:25foi um dos relatos, assim,
10:26daqueles relatos que te fisgam a atenção,
10:28que te cativam.
10:29Parece que você tá ouvindo,
10:30realmente, um filme ser narrado ali
10:32diante de você.
10:33Ele basicamente disse
10:34que ainda há 50 reféns
10:36sobre posse do Ramaz
10:36nessa altura do campeonato,
10:37sendo que apenas 20 deles
10:39estariam vivos.
10:40Então, são 30 cadáveres
10:42que estão postos.
10:42Isso é desde 2023,
10:43eles são reféns, né?
10:44Desde o 7 de outubro de 2023.
10:46E eles querem os cadáveres.
10:47Eu acho que é importante
10:48até a gente falar
10:48que na comunidade,
10:49pro judaísmo,
10:50o enterro,
10:51esse momento,
10:52essa memória,
10:53o ritual,
10:54a parte ritualística
10:55de se despedir
10:56de um ente querido,
10:57até mesmo pra ele ter paz,
10:59as leituras,
11:00tudo isso é muito importante.
11:00Então, mesmo os cadáveres,
11:02eles querem que,
11:03de fato,
11:04tenham o devido tratamento espiritual
11:06segundo a fé deles.
11:07Então, assim,
11:08é uma demanda legítima
11:09a situação dos reféns.
11:10É urgente que,
11:11de fato,
11:12os reféns,
11:12eles voltem pras suas casas,
11:14infelizmente,
11:14alguns encaixões.
11:16Mas, ao mesmo tempo,
11:17a gente precisa entender
11:17a figura política
11:18do Benjamin Netanyahu,
11:19que tá longe de ser
11:21um mocinho,
11:22tá longe de ser
11:23uma pessoa ingênua.
11:24Ele tá jogando
11:25esse xadrez também
11:27de se manter no poder
11:27há algum tempo.
11:28Lembrando, pessoal,
11:29Israel, como qualquer outro estado,
11:31como qualquer outro país,
11:33deve e merece ser criticado
11:34pelos seus excessos,
11:35mas isso não pode ser,
11:37você não pode disfarçar
11:38o seu ódio,
11:39pura e simplesmente
11:40esse ódio,
11:41com, enfim,
11:42críticas que são,
11:43enfim,
11:43simplesmente unilaterais
11:44nesse sentido.
11:45Ainda mais porque Israel
11:45agora traz um plano.
11:47Todo mundo reclamando
11:48a torta e direita
11:48da crise humanitária,
11:50insolúvel,
11:50que não há nenhuma solução
11:52em curso, né?
11:53Aí Israel propõe algo.
11:55Aí vem a ONU
11:56e os países aí,
11:57enfim,
11:58notoriamente comandados
11:59por pessoas com tendências
12:00antissemitas
12:01e começam a criticar.
12:02A ONU tá claramente
12:03interessada nesse espaço
12:04porque há muita grana
12:06e interesses poderosíssimos
12:07envolvidos ali.
12:08Então, qual é a solução?
12:10Qual é a solução
12:10ao invés da ONU
12:11ficar só
12:12propagandeando
12:13discursos
12:15flagrantemente
12:16antissemitas
12:17pra sabotar Israel
12:17há muito, muito tempo,
12:19como continua fazendo?
12:20A ONU é outra instituição
12:21que derreteu, né, gente?
12:22Que a gente tinha respeito,
12:23que a gente olhava
12:24e hoje você olha a ONU assim,
12:26a ONU e nada
12:27pra mim é a mesma coisa.
12:28Há muito tempo.
12:29Há muito tempo.
12:30Então, assim,
12:30você olha aquilo ali,
12:32pra mim o que a ONU fala
12:33o que a ONU quer
12:34o que a ONU se importa
12:35pra mim e nada
12:36é a mesma coisa.
12:37Passou-se aquele momento
12:38que a ONU se preocupava
12:39pela união entre as nações,
12:42pela paz,
12:43pela fome,
12:43enfim,
12:44por várias coisas.
12:45Este momento passou.
12:46A ONU hoje,
12:47pra mim e nada,
12:48ela é a mesma coisa.
12:49É uma vergonha.
12:50As pautas que a ONU
12:51levanta hoje
12:51são vergonhosas.
12:52E na prática
12:54age como aliada
12:55dos terroristas,
12:55que se a gente
12:56seja muito sincero.
12:57Eu acho que isso é demais.
12:58Eu acho que falar
12:58que age como aliada
12:59dos terroristas é...
13:00Na prática age
13:01como aliada
13:02dos terroristas.
13:03Não, eu não acho
13:03que nem sobre ser aliada.
13:04Eu acho que a ONU
13:05não tem poder nenhum
13:06no final das contas.
13:07A gente viu isso
13:07quando o Conselho de Segurança
13:08barrou a invasão do Iraque,
13:09mesmo assim os Estados Unidos
13:10foi lá e fez.
13:11A ONU é meramente
13:12um recurso ilustrativo
13:13que fica contando uma historinha
13:14falando sobre direitos humanos
13:15e não tem poder
13:16pra resolver nada no mundo.
13:17Exatamente.
13:17Eu não sei se vocês lembram
13:18de uma situação.
13:18Acho que foi quando
13:19os Estados Unidos
13:19capturou Osama Bin Laden
13:21e eles não queriam
13:22que executasse.
13:24E eles pedem o preso, né?
13:27E os Estados Unidos falam
13:28nem responde, leva.
13:31Mas, gente,
13:31os Estados Unidos
13:32fez toda uma guerra
13:32pra recuperar,
13:33pra achar o cara.
13:34Aí achou o cara.
13:36Aí vai entregar pra ONU.
13:37A troca de quê?
13:38Pra ONU libertar
13:39ou pra ONU deixar preso,
13:40sei lá,
13:40num país da Europa?
13:41Não, ué.
13:42É, e mesmo na tragédia,
13:43a gente precisa lembrar
13:43das vidas também
13:44dentro da Palestina
13:45que são perdidas,
13:46são assassinadas também
13:47pelo Hamas,
13:48mas que estão envolvidas
13:48nessa guerra
13:49e, no final das contas,
13:50as ajudas são sempre
13:51vamos fazer um post,
13:54vamos fazer uma música,
13:55vamos falar sobre isso.
13:56Não tem muita diferença.
13:58É o barco da Greta.
13:58A gente também precisa lembrar
14:00como é que a ONU nasceu.
14:01Porque a ONU nasceu
14:03porque a humanidade
14:04tem a guerra quase como um...
14:07Uma constante.
14:08Constante, exatamente.
14:09Então, é claro que
14:11há todos esses problemas
14:13que vocês estão descrevendo.
14:14mas o mundo
14:15é muito pior
14:17sem a ONU
14:18do que com a ONU.
14:19E lembrando,
14:19o mais importante
14:22do que só
14:23criticarmos a ONU
14:24é fazer o trabalho
14:26de reforma institucional.
14:28Como fazer
14:28com que a ONU
14:29responda novamente
14:31às demandas
14:32do nosso tempo?
14:33Infelizmente,
14:34não temos líderes
14:35hoje
14:36no cenário internacional
14:37que estejam engajados
14:39na reforma efetiva
14:41do modo de funcionamento
14:42da ONU.
14:43Lembrando que foi
14:43na Assembleia Geral
14:44da ONU
14:44no dia 14 de maio
14:46de 1948
14:47que houve a partilha
14:48da Palestina
14:48e o Estado de Israel,
14:49o Estado judeu,
14:50foi criado
14:50até comandado
14:52pelo brasileiro
14:52Oswaldo Aranha
14:53essa sessão histórica.
14:55Então,
14:55ironias do destino.
14:5611 horas e 17 minutos
14:57pontualmente, pessoal.
14:59A gente fala tanto
14:59da guerra no Oriente Médio.
15:00Vamos para um break,
15:01então, minha diretora,
15:02não é isso?
15:02Não é isso?
15:02Não é isso?
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